Este é o último episódio desta longa série de gravações, acerca deste assunto vou deixar aqui a título de resumo [de descrição do assunto que tratei] todos os tópicos e pontos que tratei ao lonte dos 4 episódios desta radio[atividade] Fique na fé e não se esconda em sombras de dúvidas Tema geral → A ciência e a fé cristã • Do ponto de vista do método pode-se considerar a ciência como sendo – empírica (experimental) e teórica (reflexiva); • Do ponto de vista do objeto a ciência é múltipla, mas existe um limite semântico para os objetos, a saber: a unidade metafísica do ser – neste caso os objetos científicos podem ser basicamente dois onde estão inseridos a multiplicidade objetiva estudada: 1) física (natureza, química, biologia, astronomia, geografia, anatomia, fisiologia) e 2) metafísica (psicologia, filosofia, ética, história, linguística, sociologia); • Obs.: a fenomenologia não é exatamente uma forma de ciência, nem mesmo um método realmente científico, é um tipo muito peculiar de metalinguagem, é a última forma de elaboração dialética filosófica que provem das questões críticas envolvidas nos ritmos psicológicos dos científicos e das retóricas dos filósofos; A ciência exige do cientista: 1. Domínio retórico; 2. Domínio gramatical; 3. Domínio lógico; • Não existe ciência “prática” em contraposição a uma teórica, a experimentação científica não é uma “prática” no sentido que a definiu os gregos (entre os quais Aristóteles), na realidade a ciência tem uma aplicação, sendo que esta aplicação não é algo que se faça como uma “prática” (tal como uma arte) pois na aplicação científica não há em absoluto a necessidade de um “artista” como é o caso das demais práticas, exige apenas que uma lógica esteja subjacente a elementos instrumentais quaisquer. • A aplicação científica se verifica das seguintes formas: ◦ instrumentos (ou tecnologias); ◦ organização humana (instituições, estética, moral, economia); ◦ política (leis), aqui ocorre a situação mais crítica pois envolve os problemas da retórica e a aplicação coercitiva por meio das leis e normas sociais maiores; • Situações críticas para o pensamento científico e sua aplicação: → O individual (o caso particular) que está envolvido na observação criteriosa, isso é o que exige uma atenção concentrada. Não deriva da cognição humana, mas antes, está na realidade criada; → O geral (casos típicos) envolve a abstração dos traços típicos observados na realidade também de forma criteriosa; nesta situação é essencial o uso da cognição humana e é nisso que resite a questão “crítica”; é neste contexto que se insere a fenomenologia, como forma de não ficar retido na crítica. → Previsibilidade (determinismo): se refere aos padrões observados nos casos particulares, e depende portanto do tempo de observação e da confiabilidade lógica dos padrões observados; → Juízo de valor (ética e liberdade da conduta humana) – é a orientação do interior do ser humano e depende daquilo mesmo que o homem valoriza e busca no ser.