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Viagem ao fim do mundo. Origem dos séculos. Abismo de um sonho. A entidade nacional brasileira em delírio na maré morta do penúltimo precipício do capitalismo. A memória apodrecida do fascismo fede em segredo sobretudo aos filhotes dele mesmo. Merdre! Nós somos o sertão do universo. À toa estarão os hipopótamos, depois do traveling que nos trouxe até aqui. E será isto que nos fará insistir na poesia. Insistir para chegar onde possamos honrar a projeção de nossas distâncias. Eis então que o abismo tornou-se conhecimento, e outro fim do mundo será possível.

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  1. episódio hum - afrofuturismo

    03/14/2021

    episódio hum - afrofuturismo

    Viagem ao fim do mundo. Origem dos séculos. Abismo de um sonho. Aos imbecis, a explosão silenciosa. Sem delírio, a cabeça oca do século mal pode dormir. O ‘barato’ domesticado não nos enfraquece, tantas são as astúcias da embriaguez pela amizade. E pela palavra. A ‘criolada' saca a voz e engatilha, e na cara da democracia racial. Descarada, nossa democracia empalidece. Patacoada funesta no lombo do progresso, vingam o bárbaro da opressão, a vulgaridade e a desordem. Vibram as placas do universo. Seguimos adiante. Sobre as pedreiras do tempo subimos. Somos o sertão afrofuturista. Sob a chuva ácida lançamos flechas de neon. Sideritos avoam de nossas baladeiras de titânio. Seguimos de ontem para sempre. A mensagem do adinkra, fulgurante e calma, rodopia sem fim no meio do redemoinho. Na cidade invisível de nossa ‘fraternidade áspera’. E o abismo tornou-se conhecido, e outro fim do mundo será possível. ‘A voz liberta’. Ergamos a voz. AQUI FORAM PRONUNCIADOS O SOPRO E O GESTO DE: Frantz Fanon, língua afiada em dois gumes (voz: Marcelo Magalhães); Lélia Gonzalez, ironia em modo resistência-alegre (voz: Vanessa Telles); bell hooks, a que se fez outra (voz: Luiza Marina Ferreira Maia); Aimé Césaire, moenda da hipocrisia (voz: Luis Felipe Carvalho). Na produção, edição e criação visual, de quem engenho e arte possibilitaram as fabulações desta RADIOACTIVA!, estiveram: Rudá Albuquerque João Lucena Catraieiros: Fábio Giorgio Azevedo Luis Felipe Carvalho Marcelo Magalhães Referências bibliográficas: CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. Tradução de Claudio Wiler. São Paulo: Veneta, 2020. FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008. GONZALEZ, Lélia. “Racismo e sexismo na cultura brasileira” in:__. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020. hooks, bell. “o olhar opositor: mulheres negras espectadoras” in:_. Olhares negros: raça e representação. Tradução de Stephanie Borges. São Paulo: Elefante, 2019. Trecho de conversa [áudio]: Grada Kilomba, roda de conversa com Djamila Ribeiro. Pinacoteca de São Paulo. https://www.youtube.com/watch?v=ovSKrDLs9Ro Músicas: "Canto VII", disco ‘Canto dos Escravos’ (1982), Tia Doca (Brasil). "Bani", disco ‘Keira’ (2016), de Susso (UK/Gambia). "Nuclear war”, disco ‘Nuclear war’ (1982), Sun Ra e His Arkestra (EEUU).

    24 min

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Viagem ao fim do mundo. Origem dos séculos. Abismo de um sonho. A entidade nacional brasileira em delírio na maré morta do penúltimo precipício do capitalismo. A memória apodrecida do fascismo fede em segredo sobretudo aos filhotes dele mesmo. Merdre! Nós somos o sertão do universo. À toa estarão os hipopótamos, depois do traveling que nos trouxe até aqui. E será isto que nos fará insistir na poesia. Insistir para chegar onde possamos honrar a projeção de nossas distâncias. Eis então que o abismo tornou-se conhecimento, e outro fim do mundo será possível.