Shutdown - Tecnologia e Negócios

Álvaro Samagaio

O Podcast sobre Tecnologia e Negócios em Português Todas as semanas, as notícias mais relevantes sobre os tópicos mais interessantes, com uma pitada de opinião

  1. FEB 4

    Uma rede social interdita a Humanos

    Nesta semana analisamos alguns sinais concretos da evolução recente do ecossistema tecnológico, com foco em AI, plataformas e infraestrutura. Começamos pelas redes sociais. A Moltbook, uma plataforma pensada para interação entre agentes de inteligência artificial — e não para humanos — serve como ponto de partida para discutir experiências emergentes em torno de AI-to-AI interaction e o que isso pode significar para o futuro das plataformas digitais. Passamos depois para a dimensão estratégica e de capital. Através de artigos do Financial Times e do Wall Street Journal, exploramos como investimentos em infraestrutura crítica — incluindo comunicações, espaço e compute — estão cada vez mais ligados à expansão de sistemas de AI. O caso da SpaceX ilustra como tecnologia espacial, dados e poder estratégico começam a convergir de forma mais explícita. Fechamos com uma leitura integrada: mais do que produtos isolados, a AI está a tornar-se um elemento estrutural de novas plataformas e de grandes decisões de investimento, com impactos graduais — mas relevantes — na arquitetura da internet e no equilíbrio de poder tecnológico. Entre outros temas. Links: Redes sociais e AI (FT):https://www.ft.com/content/e581b7a4-455c-48e6-a87c-c39bb9c62a12https://www.ft.com/content/48ec5657-c2e7-4111-a236-24a96a8d49e7 SpaceX e infraestrutura estratégica (WSJ):https://www.wsj.com/tech/ai/the-out-of-this-world-reasons-for-elon-musks-spacex-deal-7c075951?mod=tech_lead_story Moltbook e redes sociais para AI (NYT):https://www.nytimes.com/2026/02/02/technology/moltbook-ai-social-media.html?smid=nytcore-ios-share

    41 min
  2. JAN 30

    AI não vai roubar-te o trabalho (para já)

    Nesta semana olhamos para um dos debates mais carregados — e mais mal compreendidos — em torno da inteligência artificial: o impacto real no trabalho qualificado, a nova vaga de investimento bilionário e o choque crescente entre empresas, Estados e reguladores. Começamos pelo trabalho. Contra a narrativa dominante do “massacre” dos empregos white-collar, analisamos dados e argumentos que apontam para um cenário mais complexo: a AI não está a substituir profissões inteiras, mas a reconfigurar tarefas, hierarquias e expectativas de produtividade. O efeito líquido não é extinção imediata — é transformação estrutural, com vencedores, perdedores e uma pressão inédita sobre o valor do trabalho humano. Passamos depois para o capital. Entre conversas de investimentos de dezenas de milhares de milhões de dólares, promessas de scale quase ilimitado e startups avaliadas em biliões sem produto nem receita, discutimos o que está realmente a ser financiado nesta fase da AI: tecnologia, poder estratégico, opcionalidade futura — ou pura corrida ao posicionamento. No plano político e institucional, o episódio ganha tensão. Da Europa a abrir processos contra serviços de AI, ao Pentágono a entrar em conflito com fornecedores sobre limites éticos e operacionais, fica claro que a AI já não é apenas um tema de inovação — é um ativo geopolítico. Regulação, contratos públicos, defesa e soberania tecnológica passam a definir quem pode escalar, onde e com que regras. Fechamos com uma leitura integrada do momento atual: a AI entra numa fase adulta, menos sobre demos impressionantes e mais sobre trabalho, capital e legitimidade. Uma fase em que emprego, investimento e poder institucional deixam de ser temas separados — e passam a ser o verdadeiro campo de batalha. Entre outros temas. Links: AI e empregos white-collar: https://www.economist.com/finance-and-economics/2026/01/26/why-ai-wont-wipe-out-white-collar-jobs https://www.ft.com/content/e5c73976-46af-49e6-987d-ee34b11d0e4a Regulação e fricção institucional (UE / X / Grok): https://www.wsj.com/tech/eu-launches-probe-of-xs-grok-ai-service-2bf21c5f?mod=Searchresults&pos=1&page=1 Defesa e limites operacionais: https://www.wsj.com/tech/ai/anthropic-pentagon-clash-over-limits-on-ai-imperils-200-million-contract-947d5f33?mod=ai_lead_story O mega-ciclo de investimento (OpenAI / Amazon / SoftBank): https://www.wsj.com/tech/ai/amazon-in-talks-to-invest-up-to-50-billion-in-openai-43191ba0?mod=ai_lead_pos1 https://www.wsj.com/tech/ai/softbank-in-talks-to-invest-up-to-30-billion-more-in-openai-8585dea3?mod=ai_trendingnow_article_pos5 A “bolha” e as avaliações sem produto: https://www.wsj.com/tech/ai/these-billion-dollar-ai-startups-have-no-products-no-revenue-and-eager-investors-97c0a9ba?mod=ai_trendingnow_article_pos4

    48 min
  3. JAN 22

    AI no World Economic Forum e em Saúde

    Nesta semana olhamos para como a inteligência artificial está a sair definitivamente do laboratório e a entrar no centro do poder económico, político e cultural — com o World Economic Forum em Davos como pano de fundo simbólico de uma nova fase de maturidade (e de disputa). Começamos por Davos, onde a AI deixou de ser um “tema de futuro” para se tornar infraestrutura crítica do presente. Entre líderes políticos, CEOs e investidores, a tecnologia domina a agenda: produtividade, saúde, defesa, educação e competitividade nacional. A pergunta já não é se a AI vai transformar a economia global, mas quem controla as plataformas, os modelos e os dados que a tornam possível. Passamos depois para o plano dos produtos e do uso real. De um lado, o avanço rápido de ferramentas como o Claude Code, que está a redefinir a forma como programadores colaboram com modelos de linguagem em ambientes quase “coworking” entre humanos e AI. Do outro, a entrada cada vez mais explícita da AI em casos sensíveis como a saúde, com o ChatGPT a posicionar-se como interface de apoio clínico, bem-estar e tomada de decisão — levantando questões inevitáveis sobre confiança, responsabilidade e regulação. Pelo meio, analisamos sinais de convergência e fricção: a integração vertical das big tech, a corrida à distribuição, a tensão entre inovação rápida e escrutínio público, e o crescente envolvimento de instituições europeias e movimentos cívicos a tentar influenciar o rumo da AI — seja via regulação, petições ou pressão política. Fechamos com uma leitura mais ampla do momento atual: estamos a assistir ao início de uma fase estrutural da AI, onde os vencedores serão definidos menos por demos impressionantes e mais por adoção real, integração profunda e legitimidade social. Uma fase em que tecnologia, poder e governança passam a ser inseparáveis. Entre outros temas. Links: AI no World Economic Forum / Davos:https://sources.news/p/tech-takes-over-davoshttps://x.com/i/trending/2010077714515173648?s=20 Movimentos e sinais do ecossistema AI:https://x.com/fidjissimo/status/2008978500557131893?s=46https://x.com/jgebbia/status/2008975073651167453?s=20https://x.com/testingcatalog/status/2009015032210981245?s=20 Claude Code e novas formas de trabalhar com AI:https://x.com/_simonsmith/status/2010723660588310599?s=46 ChatGPT e saúde:https://x.com/yuchenj_uw/status/2009691122940211201?s=46 AI, regulação e pressão institucional na Europa:https://x.com/euinc_petition/status/2013616497843728645?s=20 Plataformas e infraestrutura:https://x.com/XEng/status/2013471689087086804?s=20

    56 min
  4. 12/31/2025

    As prendas de Natal da NVIDIA e da META

    Nesta semana analisamos os movimentos estratégicos mais recentes no ecossistema de AI, com destaque para a consolidação acelerada do mercado e para a corrida à infraestrutura que está a redefinir quem controla o futuro da inteligência artificial. Começamos pela Nvidia e por um possível negócio avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, que ilustra como o acesso a chips especializados e capacidade de inferência se tornou um dos principais gargalos — e armas competitivas — na nova economia da AI. Passamos depois pela Meta, que continua a apostar forte na integração vertical de talento, produto e distribuição, com a aquisição de uma startup de AI que já soma milhões de utilizadores pagantes, levantando questões sobre estratégia, defensibilidade e o papel das big tech na próxima vaga de aplicações inteligentes. Aprofundamos ainda a discussão sobre AI agents, com uma análise prática ao conceito de “context engineering”: como estruturar contexto, memória e ferramentas para tornar agentes realmente úteis, fiáveis e escaláveis no mundo real, a partir de aprendizagens de quem os está a construir no terreno. Pelo meio, discutimos o que estes movimentos revelam sobre o estado atual do mercado: concentração vs. inovação, infraestruturas vs. aplicações, e se estamos a assistir ao início de uma nova fase de maturidade — ou apenas a mais um ciclo de hype. Entre outros temas. Links: Nvidia, chips e infraestrutura de AI:https://www.wsj.com/business/deals/nvidia-20-billion-groq-deal-9f8d3a5b Meta, aquisições e distribuição em AI:https://www.wsj.com/tech/ai/meta-buys-ai-startup-manus-adding-millions-of-paying-users-f1dc7ef8 AI agents e context engineering:https://manus.im/blog/Context-Engineering-for-AI-Agents-Lessons-from-Building-Manus

    45 min
  5. Zuck e o problema de AI na Meta e Apps no ChatGPT

    12/24/2025

    Zuck e o problema de AI na Meta e Apps no ChatGPT

    Nesta semana analisamos a nova fase de crescimento da OpenAI, desde a possibilidade de uma ronda de financiamento que pode levar a empresa para valores históricos, até ao lançamento das Apps no ChatGPT, que apontam para uma nova camada de distribuição e monetização de software baseada em AI. Falamos também de competição geopolítica e segurança, com os Estados Unidos a banirem novos drones chineses e com os impactos colaterais dessa decisão, bem como dos riscos inesperados associados à corrida espacial privada, depois de um incidente com a SpaceX que colocou voos comerciais em perigo. Pelo meio, discutimos media, poder e cultura — desde polémicas editoriais na CBS News, a histórias improváveis vindas do mundo da tecnologia, passando ainda por avanços importantes na saúde, com a aprovação da versão em comprimido do Wegovy nos EUA. Entre outros temas. Links: OpenAI, capital e plataformas: https://www.wsj.com/tech/ai/openais-new-fundraising-round-could-value-startup-at-as-much-as-830-billion-93de9f7c https://openai.com/index/introducing-apps-in-chatgpt/ AI agents e novos casos de uso: https://www.wsj.com/tech/ai/anthropic-claude-ai-vending-machine-agent-b7e84e34 Geopolítica, segurança e tecnologia: https://www.wsj.com/politics/national-security/u-s-bans-new-china-made-drones-sparking-outrage-among-pilots-1624e32a https://www.ft.com/content/cd3c6867-2f73-417d-a299-fb91a57bfe08 https://www.ft.com/content/fdfb5489-daa0-4e7e-97b7-4317514cd9f4 Espaço, aviação e riscos sistémicos: https://www.wsj.com/business/airlines/the-spacex-explosion-that-put-flights-in-danger-016a79c0 Media, poder e controvérsia: https://www.wsj.com/business/media/cbs-news-editor-bari-weiss-defends-decision-to-pull-60-minutes-segment-31ace614 https://www.wsj.com/world/pavel-durov-children-fertility-sperm-donation-3d6d5231 Saúde e biotecnologia: https://www.wsj.com/health/pharma/pill-version-of-wegovy-is-approved-for-use-in-the-u-s-6d6a6f2d Outros: https://www.ft.com/content/4df74892-456a-47aa-a80f-77d1360571a2 https://www.youtube.com/watch?v=2P27Ef-LLuQ&t=2920s

    1 hr
  6. 12/17/2025

    Disney e OpenAI fazem negócio e EU volta atrás nos EVs

    Nesta semana falamos do novo acordo entre a Disney e a OpenAI, que levanta questões importantes sobre o futuro da criação de conteúdo, propriedade intelectual e o papel da AI nas indústrias criativas. A discussão estende-se ao impacto mais amplo da AI no mercado de trabalho, incluindo a crescente procura por storytellers nas empresas e as mudanças na forma como talento é atraído e compensado no setor tecnológico. Analisamos também o recuo da União Europeia nas metas para veículos elétricos, num contexto de forte pressão da China sobre o mercado global de EVs e de dificuldades crescentes para os fabricantes europeus. Pelo meio, falamos ainda de cultura, media, geopolítica e de como estas tendências se estão a cruzar de forma cada vez mais evidente. Entre outros temas. Links: Disney & OpenAI:https://x.com/omooretweets/status/1999214637301285317?s=46https://particle.news/share/eGXNT AI, media e criatividade:https://www.wsj.com/articles/companies-are-desperately-seeking-storytellers-7b79f54e OpenAI e talento:https://www.wsj.com/tech/ai/openai-ends-vesting-cliff-for-new-employees-in-compensation-policy-change-d4c4c2cd Europa, indústria e EVs:https://www.ft.com/content/cfbfe40c-735d-4eca-917e-07242a21f72chttps://www.ft.com/content/a6a8c7aa-9677-4208-a28e-a3ca51cb7aa3https://www.ft.com/content/37917e22-823a-40e2-9b8a-78779ed16efe China e o mercado global de veículos elétricos:https://www.wsj.com/business/autos/china-global-ev-market-87b55baa

    54 min
  7. 12/10/2025

    Netflix tentou comprar a Warner Bros e Data centers no espaço

    Nesta semana discutimos algumas das mudanças mais marcantes no cruzamento entre tecnologia, media e inteligência artificial. Hollywood entrou em modo de sobrevivência: a Warner Bros ponderou uma aproximação improvável à Netflix e avançou com uma proposta hostil pela Paramount, num sinal claro de que o sector do streaming está a entrar numa fase de consolidação agressiva onde apenas gigantes com escala global conseguem sobreviver. A nível regulatório, a Austrália propôs uma das medidas mais radicais dos últimos anos, restringindo o acesso de menores de 16 às redes sociais com verificação de idade obrigatória — um teste político que poderá inspirar respostas semelhantes na Europa e nos EUA. No lado da IA, Anthropic, OpenAI, Google e outras reforçaram o apoio ao Model Context Protocol, que está a emergir como o padrão para interoperabilidade entre modelos e agentes. Ao mesmo tempo reacendeu-se o debate sobre se os LLMs podem alguma vez atingir inteligência real, com alguns especialistas a argumentarem que a arquitetura atual tem limites intrínsecos. Outro destaque foi a nova corrida ao compute: Bezos e Musk estão a avançar com planos para colocar data centers no espaço, atraídos por energia solar ilimitada e menores custos térmicos — um sinal de que a infraestrutura de IA está a entrar numa dimensão literalmente orbital. Do lado económico, 2025 terminou com melhor desempenho para economias com forte setor tecnológico, enquanto a Europa enfrenta vulnerabilidades estruturais — especialmente no sistema de pensões, cuja sustentabilidade está cada vez mais pressionada. Há ainda sinais de abrandamento global em investimento e consumo, completando um quadro onde tecnologia, regulação e macroeconomia estão mais interligadas do que nunca. Warner–Netflix–Paramount (The Verge):https://www.theverge.com/streaming/841581/warner-bros-netflix-paramount-skydance-ellison-hostile-bid Aquisição/Movimentos da Warner (The Verge):https://www.theverge.com/news/839007/netflix-warner-acquisition Austrália quer banir redes sociais para menores de 16:https://www.theverge.com/report/840822/australia-social-media-ban-under-16-response AAIF e Model Context Protocol:https://www.theverge.com/ai-artificial-intelligence/841156/ai-companies-aaif-anthropic-mcp-model-context-protocol Pensão europeias em risco (The Economist):https://www.economist.com/graphic-detail/2025/12/01/european-pensions-are-in-dire-need-of-reform “LLMs nunca serão inteligentes” (Futurism):https://futurism.com/artificial-intelligence/large-language-models-willnever-be-intelligent Bezos e Musk querem data centers no espaço (WSJ):https://www.wsj.com/tech/bezos-and-musk-race-to-bring-data-centers-to-space-faa486ee?mod=hp_lead_pos6 Warner faz oferta pela Paramount (WSJ):https://www.wsj.com/business/media/warner-bros-bids-netflix-paramount-699f4f11?mod=hp_lead_pos1 Que economias tiveram melhor desempenho em 2025 (The Economist):https://www.economist.com/finance-and-economics/2025/12/07/which-economy-did-best-in-2025 Sinais de abrandamento global (FT):https://www.ft.com/content/b969a57a-cf09-43c1-a7cf-6dec16ba59fd?shareType=nongift Links

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