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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. [A Origem do Sabor] Ivo e Sueli Szterling - Aiu Azeites de Oliva & Abacate, em Aiuruoca, Minas Gerais #EP03

    2D AGO

    [A Origem do Sabor] Ivo e Sueli Szterling - Aiu Azeites de Oliva & Abacate, em Aiuruoca, Minas Gerais #EP03

    Existe um tipo de alimento que não nasce apenas da técnica. Nasce de uma decisão de vida. Neste episódio de A Origem do Sabor, Élvio Rocha recebe Ivo e Sueli Szterling, da Aiu Azeites de Oliva & Abacate, em Aiuruoca, Minas Gerais, para uma conversa sobre terra, tempo, coragem e transformação. Das montanhas da Mantiqueira mineira ao cultivo de oliveiras e abacateiros, a história da Aiu mostra que origem é também memória, escolha e pertencimento. O papo atravessa a relação do casal com Aiuruoca, a volta para a terra da família, os desafios de plantar oliveiras no Brasil e a construção de um projeto sem manual pronto. Ivo e Sueli falam sobre a importância do frio, da altitude, da colheita rápida, da fruta sadia e da extração cuidadosa. Também explicam, de forma leve e acessível, o que diferencia um azeite extravirgem, por que acidez não tem relação direta com sabor e como aromas, picância e frescor revelam qualidade. Mais do que falar de azeite, este episódio fala sobre alimento vivo. Sobre consumir melhor, entender de onde vem o que chega à mesa e perceber como produtos de origem carregam cultura, território e uma forma mais consciente de viver. Para quem gosta de gastronomia, campo, saúde ou simplesmente de boas histórias, essa conversa é um convite para olhar o azeite como protagonista. Destaques 🫒 A origem da Aiu em Aiuruoca Ivo, arquiteto e urbanista de São Paulo, sempre foi apaixonado por montanhas. Sueli nasceu em Aiuruoca, em uma fazenda da família, com uma relação profunda com a roça e os vales mineiros. A Aiu nasce desse encontro entre afeto, território e o desejo de voltar para um lugar com significado. ⛰️ A Mantiqueira como território de azeite As terras altas da Mantiqueira mineira oferecem frio, altitude e clima favoráveis para a oliveira. Mas nada veio pronto: a cultura ainda é recente no Brasil e exige estudo, tentativa, erro e paciência. Cada safra se torna uma aula sobre solo, clima e manejo. 🌱 O desafio de plantar oliveiras no Brasil A primeira oliveira da Aiu foi plantada em 2011, depois de anos de busca por terra, estrutura e entendimento sobre o que produzir. A conversa passa pela história da olivicultura brasileira, pela influência de Maria da Fé e pelo crescimento de regiões como Mantiqueira e Rio Grande do Sul. 🍈 O que faz um azeite ser extravirgem Um azeite extravirgem depende de fruta saudável, colheita cuidadosa e processamento rápido. A acidez, muitas vezes confundida com sabor, é um indicador de oxidação. Frescor, amargor, picância e estabilidade são alguns dos sinais que ajudam a revelar qualidade. 👃 Degustar azeite também é educar o paladar Assim como vinho, queijo ou café, o azeite exige repertório. Aromas de tomate, manjericão, grama cortada, couve e notas verdes aparecem na conversa como parte de uma experiência sensorial que muda a forma como a gente consome. 🥑 O azeite de abacate como nova fronteira A Aiu também produz azeite de abacate, um produto ainda pouco conhecido no Brasil, mas cheio de potencial. O episódio explica a escolha pelo avocado, a extração a frio e as versões com manjericão, limão siciliano e pimenta. 🏆 Reconhecimento internacional Depois de anos de testes e ajustes, os azeites da Aiu começaram a ganhar prêmios em concursos internacionais. Mais do que medalhas, esse reconhecimento aparece como validação de um caminho construído com cuidado, pesquisa e persistência. 🌳 Projetos que nascem da terra Além dos azeites, a fazenda desenvolveu oliveiras ornamentais e um viveiro de mudas. O que começou como solução para variedades pouco produtivas se transformou em novos negócios, mostrando como projetos vivos mudam quando os produtores escutam o território. 🍽️ Farm to table na prática A história de Ivo e Sueli traduz o espírito de A Origem do Sabor. Não se trata apenas de fazer azeite. Trata-se de viver em relação com o lugar, comer o que se produz e valorizar alimentos que carregam memória, saúde e prazer.

    1h 30m
  2. [SommCast] Marcos Milanez - Diretor da Wine South America #EP149

    3D AGO

    [SommCast] Marcos Milanez - Diretor da Wine South America #EP149

    O vinho brasileiro finalmente aprendeu a ocupar espaço — e não só na taça. Neste episódio do SommCast, recebemos Marcos Milanez, diretor da Wine South America e um dos principais nomes por trás da maior feira profissional de vinhos da América Latina. Em uma conversa que mistura bastidores, negócios, enoturismo e visão de mercado, Marcos mostra como o Brasil deixou de ser apenas consumidor para começar a se posicionar como protagonista no cenário global do vinho. Ao longo do papo, mergulhamos nos bastidores da construção da Wine South America: o impacto de reunir mais de 400 marcas, compradores internacionais, produtores de diferentes regiões do país e um mercado que cresce mesmo enquanto o consumo mundial desacelera. Marcos fala sobre como a feira nasceu inspirada na Vinitaly, a importância de qualificar o público ao invés de apenas aumentar volume e como o vinho brasileiro vive uma transformação histórica puxada por novas regiões produtoras, pelo enoturismo e por uma nova geração de empreendedores. O episódio também traz reflexões importantes sobre organização do setor, fortalecimento do mercado interno e a urgência de democratizar o consumo de vinho no Brasil. Mais do que uma conversa sobre feira de negócios, este episódio é sobre visão de futuro. Sobre entender que vinho não é só produto: é território, experiência, turismo, cultura e conexão. Se você quer compreender por que o vinho brasileiro vive um dos momentos mais importantes da sua história — e o que ainda falta para ele ocupar o espaço que merece — esse episódio é obrigatório. Destaques 🍇 A transformação da Wine South America Marcos revela como a feira nasceu em 2018 inspirada nos grandes modelos internacionais, especialmente a Vinitaly, e rapidamente se consolidou como principal plataforma de negócios do vinho na América Latina. Mais do que exposição, a feira conecta compradores, produtores, conteúdo técnico e experiências imersivas. 🌎 O Brasil no radar do mundo do vinho O episódio mostra como o crescimento do consumo brasileiro chamou atenção de países produtores da Europa e da América do Sul. Marcos explica por que o Brasil passou a ser visto como mercado estratégico justamente em um momento em que outros mercados tradicionais desaceleram. 🏔️ Novas regiões produtoras mudando o jogo De Brasília ao Espírito Santo, passando por Goiás, Bahia e Minas Gerais, o vinho brasileiro deixou de ser concentrado apenas no Sul. A conversa explora como novas regiões estão criando identidade própria e ampliando o alcance cultural do vinho no país. 🍾 O espumante brasileiro como cartão de visitas Marcos compartilha a reação de compradores internacionais ao provar espumantes brasileiros na Itália e explica como esse produto se tornou uma das maiores portas de entrada do Brasil no mercado global do vinho. 🤝 O problema do vinho brasileiro não é concorrência — é união Um dos momentos mais fortes do episódio traz uma reflexão sobre a necessidade do setor caminhar junto. Produtores, importadores, mídia e eventos precisam atuar de forma coletiva para aumentar a base de consumo e fortalecer o mercado nacional. 🚀 O vinho como experiência, turismo e cultura A conversa reforça como o enoturismo se tornou uma ferramenta poderosa para transformar consumidores ocasionais em apaixonados por vinho. Marcos explica por que visitar uma vinícola muda completamente a relação das pessoas com a bebida. 📈 Crescimento sustentável ao invés de volume vazio Ao invés de buscar apenas grandes números, a Wine South America apostou na qualificação do público e dos compradores. O episódio mostra como essa decisão ajudou a feira a crescer de forma sólida e relevante para o mercado.

    43 min
  3. [SommCast] Reinaldo Assunção - Fundador da RA Wines e Sócio da Vinícola Horbis #EP148

    6D AGO

    [SommCast] Reinaldo Assunção - Fundador da RA Wines e Sócio da Vinícola Horbis #EP148

    O vinho entrou na vida de Reinaldo Assunção antes de virar negócio. Filho de português, ele cresceu entre memórias de família, comida na mesa e aquela ideia muito europeia de que o vinho não é apenas bebida: é presença, cultura, encontro e cotidiano. Depois de 36 anos no mercado financeiro, Reinaldo transformou essa relação afetiva em projeto real — primeiro com a RA Wines, em Mendoza, e agora com a Vinícola Horbis, em Amparo, um projeto que nasce olhando para a Mantiqueira, a dupla poda e o potencial enoturístico de São Paulo. No papo, falamos sobre o caminho pouco óbvio de alguém que sai do mercado financeiro para entrar no vinho com cabeça de empresário, mas alma de consumidor apaixonado. Reinaldo contou como nasceu a RA Wines dentro do modelo de vinhedos privados em Mendoza, explicou sua busca por vinhos com identidade, equilíbrio e mínima maquiagem, e trouxe uma visão muito direta sobre terroir, microterroir, orgânico, biodinâmico, sulfito, barrica, correções enológicas e o papel do campo na qualidade final do vinho. A conversa também abriu uma janela importante para o futuro do vinho em São Paulo. A Horbis surge não apenas como uma vinícola, mas como uma aposta em experiência: vinho, paisagem, gastronomia, hospitalidade e construção de uma nova rota próxima da capital. Um episódio para quem quer entender o vinho além do rótulo — como negócio, cultura, território e projeto de vida. Destaques 🍷 Da memória familiar ao vinho como destino Reinaldo relembra a infância em Portugal, na quinta do avô, onde o vinho fazia parte da colheita, da comida e da convivência. Antes de estudar, investir ou produzir, ele viveu o vinho como algo cotidiano — ligado à família, ao campo, à mesa e à alegria de estar junto. 💼 Do mercado financeiro para o mundo do vinho Depois de 36 anos no mercado financeiro, Reinaldo decidiu transformar uma paixão em projeto. A virada começa em Mendoza, quando ele conhece o modelo de vinhedos privados e passa a construir a RA Wines, unindo visão de negócio, curiosidade técnica e envolvimento direto com o estilo dos vinhos. 🇦🇷 RA Wines e o modelo de vinhedos privados em Mendoza A RA nasce em um projeto onde proprietários têm seus vinhedos e podem escolher como produzir seus vinhos. Reinaldo participa das decisões de estilo, colheita, barrica, blend e manejo, buscando vinhos com potência, elegância, acidez e identidade — sem cair na tentação de produzir algo apenas para agradar o mercado. 🌱 Orgânico, biodinâmico e a diferença entre discurso e prática Um dos momentos mais interessantes do episódio é a reflexão sobre os limites entre filosofia, marketing e realidade agrícola. Reinaldo fala sobre cultivo orgânico em Mendoza, as dificuldades de fazer o mesmo em regiões úmidas como a Mantiqueira, e defende uma visão pragmática: usar conhecimento técnico sem descaracterizar o vinho. 🏔️ Mantiqueira, dupla poda e o nascimento da Horbis A Vinícola Horbis surge em Amparo, dentro de uma região que começa a ganhar força como novo polo de vinhos de inverno em São Paulo. O projeto já conta com vinhedos plantados, castas como Syrah, Cabernet Franc, Pinot Noir, Viognier, Sauvignon Gris e Chenin Blanc, além de uma proposta voltada para vinho de qualidade e enoturismo. 🚗 Enoturismo perto de São Paulo Mais do que produzir vinho, a Horbis quer construir uma experiência. A ideia é criar um destino onde o visitante possa degustar, comer, conhecer o entorno, entender o vinhedo e viver o vinho como parte de uma cadeia maior. Para Reinaldo, o futuro do vinho brasileiro passa por esse conjunto: produto bom, hospitalidade, paisagem e narrativa. 🧠 Terroir, microterroir e paciência O episódio também mergulha na ideia de que entender uma região leva tempo. Mendoza já avançou muito na leitura de parcelas, altitude, solo e expressão das uvas. Em São Paulo, esse processo ainda está em construção — e justamente por isso é tão empolgante acompanhar projetos como a Horbis desde o início.

    1h 51m
  4. MAY 15

    [A Origem do Sabor] Vilma Martins - Curadora de chocolates Bean to Bar #EP02

    Chocolate de verdade começa muito antes da barra. Começa no campo, na amêndoa, na fermentação, na torra, na mão de quem colhe, seleciona e transforma o cacau em uma experiência sensorial. Neste episódio de A Origem do Sabor, recebemos Vilma Martins, curadora de chocolates Bean to Bar, para uma conversa apaixonada sobre cacau brasileiro, pequenos produtores, Amazônia, Bahia, brasilidade e o impacto de escolher melhor aquilo que a gente come. Vilma traz um olhar profundo sobre o movimento Bean to Bar no Brasil, explicando por que ele vai muito além de uma tendência gastronômica. Falamos sobre cacau fino de aroma, remuneração justa para produtores, chocolate branco de verdade, diferenças entre chocolate maker e chocolatier, o papel da fermentação e da torra, além da importância de olhar a lista de ingredientes antes de comprar uma barra. A conversa também provoca uma reflexão sobre como o paladar brasileiro ainda precisa se libertar de padrões importados para reconhecer a própria riqueza. Mais do que falar de chocolate, o episódio fala sobre origem, território, autoestima e futuro. Porque quando a gente entende o caminho de uma amêndoa até a barra, passa a enxergar o chocolate como cultura, trabalho, biodiversidade e prazer. Um papo para quem ama comer bem, mas também quer entender quem está por trás do sabor. Destaques 🍫 O que é chocolate Bean to Bar Vilma explica que o Bean to Bar começa na escolha da amêndoa de cacau e acompanha todo o processo até a barra final. Diferente do chocolate industrializado, esse movimento valoriza origem, lote, torra, fermentação e transparência. É um chocolate feito com menos ingredientes, mais cuidado e muito mais identidade. 🌱 Cacau brasileiro e protagonismo dos pequenos produtores A conversa mostra como o Brasil, que já foi um grande produtor de cacau, está retomando sua força por meio do cacau fino de aroma. Pequenos produtores, comunidades ribeirinhas, assentamentos e fazendas familiares passam a ser valorizados não apenas como fornecedores, mas como protagonistas de uma cadeia mais justa. 🔥 Fermentação e torra como construção de sabor Assim como no café e no vinho, o chocolate também depende de processos sensíveis. A fermentação correta revela os precursores de sabor da amêndoa, enquanto a torra funciona como uma assinatura do chocolate maker. Cada lote exige leitura, técnica e sensibilidade — não existe fórmula única. 🇧🇷 Brasilidade nas inclusões e nas origens Cupuaçu, cumaru, amburana, laranja Bahia e outros ingredientes brasileiros aparecem como caminhos para criar uma identidade própria no chocolate nacional. Vilma defende que o Brasil tem repertório, biodiversidade e criatividade suficientes para construir uma linguagem sensorial que não precise copiar o paladar europeu. 🤎 Chocolate branco é chocolate? Sim — desde que tenha manteiga de cacau de verdade. Vilma explica que chocolate branco não é “falso chocolate” quando é feito com manteiga de cacau, leite e açúcar, respeitando proporções e qualidade dos ingredientes. O problema está nos produtos que substituem a manteiga por gordura vegetal e mascaram a origem. 👃 A ditadura das notas sensoriais O episódio também questiona a obsessão por descrições complexas e inacessíveis. Para Vilma, o melhor chocolate é aquele que conversa com a memória e o paladar de cada pessoa. Afinal, uma referência de sabor faz sentido quando nasce da nossa própria biblioteca afetiva, cultural e territorial. 🌎 Chocolate como impacto social Por trás de uma boa barra existe uma cadeia inteira: quem colhe, fermenta, seca, transporta, torra, embala e vende. Vilma reforça que o movimento só faz sentido quando gera valor para todos os elos, especialmente para quem está na origem. Chocolate bom, nesse contexto, não é só mais gostoso — é mais justo.

    1h 2m
  5. [SommCast] Alexandra Forbes - Jornalista, Crítica Gastronômica e Especialista em Vinhos #EP147

    MAY 14

    [SommCast] Alexandra Forbes - Jornalista, Crítica Gastronômica e Especialista em Vinhos #EP147

    O que acontece quando uma jornalista que cresceu entre livros, gastronomia, grandes vinhos e redações históricas senta para conversar sem filtro sobre vinho, crítica e cultura? Neste episódio do SommCast, recebemos Alexandra Forbes, jornalista, crítica gastronômica e especialista em vinhos, para uma conversa que começa na memória afetiva e rapidamente atravessa Bordeaux, jornalismo impresso, digital, queijos, terroir, serviço e bastidores de uma vida inteira dedicada a provar, escrever e questionar.Ao longo do papo, Alexandra relembra sua formação dentro de casa, especialmente a influência do pai, Geraldo Forbes, no desenvolvimento do paladar, da curiosidade e da disciplina cultural. A conversa passa por sua entrada precoce no jornalismo, aos 17 anos, pelas redações do Jornal da Tarde e da Editora Abril, pela saudade do jornalismo com apuração profunda e pela tensão atual entre crítica, influência e publicidade. Também entram na taça histórias de Bordeaux, Cheval Blanc, Pierre Lurton, Marjosse, velhos mundos, novos mundos e a ideia de que o ser humano também faz parte do terroir.Mais do que um episódio sobre vinhos famosos ou grandes nomes da gastronomia, este é um papo sobre formação de repertório. Sobre o que significa beber com atenção, escrever com responsabilidade e viver o vinho como cultura — não como pose. Destaques🍷 A formação de paladar antes da profissãoAlexandra conta como o vinho entrou cedo em sua vida, não como luxo distante, mas como parte de uma educação baseada em cultura, leitura, comida e curiosidade. A influência do pai aparece como ponto central: alguém que ensinava a observar, comparar, provar e entender o que havia por trás de cada garrafa, cada prato e cada experiência.📰 Jornalismo com J maiúsculoA conversa mergulha na época das grandes redações, quando apuração, repertório e responsabilidade editorial eram pilares do ofício. Alexandra fala sobre a entrada precoce no Jornal da Tarde, a convivência com nomes importantes do jornalismo gastronômico e a saudade de um tempo em que crítica exigia pesquisa, independência e coragem.🔥 Crítica, influência e independênciaUm dos momentos mais fortes do episódio passa pela discussão sobre isenção no jornalismo e no universo da gastronomia. Alexandra provoca ao falar sobre a diferença entre crítica, conteúdo pago, influência digital e opinião realmente livre. Em tempos de publis, press trips e relações cada vez mais misturadas, a pergunta fica no ar: quem ainda consegue criticar sem estar comprometido?🌍 Bordeaux sem romantizaçãoO episódio também desfaz alguns mitos sobre Bordeaux. Alexandra explica que “château” não significa necessariamente castelo — pode ser uma propriedade simples onde se faz vinho. A conversa passa por famílias tradicionais, sucessão, bastidores de grandes propriedades e pela vida em Marjosse, trazendo uma visão menos idealizada e muito mais humana da região.🍇 O ser humano como parte do terroirUma das ideias mais interessantes do papo é a defesa de que terroir não é só solo, clima e geografia. Para Alexandra, o produtor, suas escolhas, sua sensibilidade e sua forma de trabalhar também fazem parte da identidade do vinho. O mesmo lugar pode dar resultados completamente diferentes dependendo da mão humana que interpreta aquele território.🥂 Velho Mundo, Novo Mundo e gosto pessoalAlexandra fala sem rodeios sobre sua preferência por vinhos do Velho Mundo, mas também abre espaço para exceções importantes. Para ela, quando um vinho do Novo Mundo emociona, muitas vezes existe ali uma mão, uma intenção e uma busca por equilíbrio que dialogam com grandes tradições europeias — sem necessariamente copiá-las.🍽️ Serviço e salão importamAlexandra também provoca sobre o uso da palavra sommelier e defende a valorização do serviço. Para ela, estudar vinho é fundamental, mas o sommelier se define, sobretudo, pela prática profissional de ajudar pessoas a beber melhor — seja no salão, em eventos, cartas ou experiências reais de atendimento.

    1h 36m
  6. [SommCast] Rodrigo Malizia - CEO e Fundador da Cellar Vinhos #EP146

    MAY 11

    [SommCast] Rodrigo Malizia - CEO e Fundador da Cellar Vinhos #EP146

    O que faz alguém sair do mercado financeiro, mergulhar no universo do vinho e transformar uma importadora tradicional em um ecossistema de curadoria, educação e experiência? Neste episódio do SommCast, recebemos Rodrigo Malizia, CEO e fundador da Cellar Vinhos, para uma conversa direta, intensa e sem filtro sobre paixão, mercado, empreendedorismo e os desafios reais de importar vinho no Brasil.Ao longo do papo, Rodrigo revisita sua trajetória: das primeiras memórias com vinhos simples à emoção de provar um Sassicaia na Itália, passando pela descoberta dos vinhos naturais, pela paixão por Borgonha e pela compra da Cellar em 2019. Mas a conversa vai muito além da história pessoal. Falamos sobre a burocracia brutal da importação, os impostos, o risco financeiro, a falta de união do setor, a superficialidade que ainda domina parte do mercado e a importância de construir conhecimento com profundidade — não apenas com opinião rápida de internet.O episódio também mostra como a Cellar deixou de ser apenas uma importadora para se tornar um ecossistema: clube, cave, eventos, experiências, conteúdo, consultoria e uma curadoria pensada para ajudar o consumidor a beber melhor investindo certo. Destaques🍷 Da emoção à curadoriaRodrigo conta como o vinho entrou de verdade na sua vida não pela técnica, mas pela emoção. De uma taça de Sassicaia na Itália a um Beaujolais que mudou sua forma de enxergar o vinho, ele mostra como o gosto se constrói com experiência, curiosidade e abertura para o diferente.🌍 O Brasil visto por quem importa vinhoUm dos pontos mais fortes da conversa é o retrato cru da importação no Brasil. Rodrigo fala sobre impostos, burocracia, análises exigidas, contrarrótulos, demora no desembaraço e o quanto esse processo dificulta a relação com produtores estrangeiros. É um bastidor que pouca gente vê, mas que impacta diretamente o preço, a disponibilidade e a diversidade dos vinhos que chegam ao consumidor.🔥 O importador como peça central do mercadoA conversa provoca uma reflexão importante: sem importador, grande parte do mercado de vinho simplesmente não acontece. Rodrigo defende que a categoria é muitas vezes criticada sem que as pessoas entendam o risco financeiro, o capital de giro, os custos e a responsabilidade envolvidos em colocar uma garrafa no Brasil.🧠 Menos superficialidade, mais profundidadeO episódio também entra em uma crítica necessária sobre o excesso de opinião rasa no mundo do vinho. Para Rodrigo, falar de vinho exige vivência, estudo, viagem, contato com produtores e responsabilidade. Não basta repetir discurso ou transformar polêmica em autoridade.🏛️ A transformação da CellarQuando Rodrigo assumiu a Cellar, a empresa era muito menor e mais rudimentar. Hoje, com uma equipe maior, clube com milhares de membros, cave, eventos e marca própria, a proposta é clara: criar um ecossistema de vinho que una curadoria, educação, experiência e relacionamento.🍇 Beber melhor investindo certoMais do que vender rótulos, a Cellar trabalha com a ideia de reduzir o risco do consumidor. A curadoria aparece como ferramenta para apresentar vinhos com identidade, produtores com história e garrafas que talvez o cliente não escolheria sozinho — mas que podem ampliar seu repertório.🤝 União para amadurecer o mercadoRodrigo reforça que o mercado brasileiro ainda é pequeno, desunido e muito competitivo no sentido errado. Para ele, importadores, sommeliers, jornalistas, criadores de conteúdo, restaurantes e educadores precisam trabalhar mais juntos para desenvolver o consumo, ampliar conhecimento e fortalecer toda a cadeia.🚀 O futuro do vinho no BrasilApesar das dificuldades, o tom do episódio é otimista. Rodrigo enxerga o Brasil como um dos mercados com maior potencial de crescimento no mundo do vinho. Mas esse futuro depende de mais educação, mais transparência, mais gente boa trabalhando junto e menos ruído superficial.

    1h 24m

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

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