Spirituality

ecos de fatima

Disponibilizamos para você, gratuitamente, podcasts sobre a Mensagem de Fátima, Aparições do Anjo da Paz e de N S de Fátima, os 3 Segredos de Fátima, e muito mais. Também disponibilizamos, gratuitamente, podcasts sobre Espiritualidade, Meditação e também Momentos de Reflexão. We make available for you, free of charge, podcasts on the Message of Fatima, Apparitions of the Angel of Peace and of Our Lady of Fatima, the 3 Secrets of Fatima, and much more. We also provide free podcasts on Spirituality, Meditation and Reflection Moments. Enjoy!

  1. 6d ago

    Oração como diálogo vital com Deus.

    A oração é um acontecimento de vida e tem uma eficácia própria. Sempre que rezamos fazemos um ato deliberado e consciente de nos abrirmos à ação do Espirito Santo e de nos disponibilizarmos para acolher a Sua ação em nós. Nesse sentido a oração é sempre eficaz: Deus entra sempre no nosso coração e toca-o mesmo se não sentimos essa ação. A energia transformadora do amor que é a santidade de Deus, passa muitas das vezes pela escuta da Palavra das Escrituras. Mas podemos também dirigir-nos a Ele sem o recurso a um texto escrito, seja a Bíblia ou outras orações escritas. Podemos recitar orações vocais (como o Terço) ou pequenas frases repetidas de modo recitativo e meditativo: um versículo da Bíblia que nós mais gostamos. Podemos também dirigir as nossas preces diretamente a Deus como o faríamos com alguém presente à nossa frente já́ que Ele está verdadeiramente conosco, onde quer que estejamos. Deus “está atento􏰁 aos nossos corações”, mesmo se estamos a sós no nosso quarto ou numa grande multidão. Estamos em geral muito mais distraídos de Deus do que Ele, no Seu amor. Jesus ensinou os discípulos a rezar dizendo-lhes: «Quando orardes, entrai no quarto mais secreto e, fechada a porta, rezai em segredo a vosso Pai, pois Ele, que vê̂ o que está oculto, há de recompensar-vos. Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de começarem a pedirdes» (Mt 6, 6-8). [...] Crescer na relação com Deus, na experiência da oração e serviço do Senhor acontece também por meio destas provas. Porém, por vezes, podemos ficar em aridez e em impasse espiritual por nossa própria responsabilidade, em que permitimos e nos expomos às mais variadas tentações. Que fazer então? Jamais abandonar a oração mas procurar alguém experimentado no serviço e no amor do Senhor com quem possamos abrir nosso coração e receber luz, ânimo, conselho, a Graça sacramental de Cristo. Fechar-se em si mesmo e fugir da abertura prudente mas confiante na graça de Jesus presente na Igreja nunca é boa solução. Esse é o momento para confiar no amor de Cristo presente na Igreja que, mesmo se não o sentimos, nunca nos falta e sempre providencia todas as ajudas e graças necessárias ao nosso crescimento, mesmo por caminhos que são, como os de Cristo, em certos momentos, de perseguição, provação, luta e uma certa experiência de morte interior. Fontes (textos/créditos): Santuário de Fátima. Coleção: Estudos. Autora: Teresa Messias. Título: Atitude crente – Oração. Documento número: E002. Ano: 2014. https://comshalom.org/ascese-crista/ Imagem (créditos): AdobeStock_301812434_Preview Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima Agradecimentos: Apostolado Mundial de Fátima (AMF) - https://worldfatima.com/pt/ Trilhas sonoras (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=H3v9unphfi0  Miserere mei, Deus - Allegri - Tenebrae conducted by Nigel Short - Tenebrae Choir https://www.youtube.com/watch?v=beyiFNEhsQI Gregorio Allegri - Miserere mei, Deus - LostMoonlight

    24 min
  2. Jun 20

    Santíssima Trindade - Parte 10

    A SSMA. Trindade é Una. Não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: "a Trindade consubstancial" (Cc. Constantinopla II, ano 553: DS 421). As pessoas divinas não se dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: "O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza” (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 530). "Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina" (Cc. de Latrão IV, ano 1215: DS 804). As pessoas divinas são realmente distintas entre si. "Deus é único, mas não solitário" (Fides Damasi: DS 71). "Pai", "Filho”, Espírito Santo" não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: "Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho" (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 530). São distintos entre si pelas suas relações de origem: "É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede" (Cc. Latrão IV, ano 1215: DS 804). A Unidade divina é Trina. As pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras; "Nos nomes relativos das pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três pessoas considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância" (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 528). Pois "todo é uno (neles) lá onde não se encontra a posição de relação" (Cc. de Florença, ano 1442: DS 1330). "Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho" (Cc. de Florença 1442: DS 1331). Aos Catecúmenos de Constantinopla, S. Gregório Nazianzeno, denominado também "o Teólogo", confia o seguinte resumo da fé trinitária: Antes de todas as coisas, conservai-me este bom depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todo os males e desprezar todos os prazeres; refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou como companheira e dona de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os Três de uma maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe... A infinita co-naturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro... Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (0r. 40,41: PG 36,417). Fonte (texto/créditos): http://cnbb.org.br/site/articulistas/dom-paulo-mendes-peixoto/3484-santissima-trindade Imagem (créditos): AdobeStock_447416962_Preview Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima ; Apostolado mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/ Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=JcWIh8U5FJo.  Peder B. Helland - Together.

    6 min
  3. 3ª Bem-Aventurança - 2º Tópico.

    Jun 14

    3ª Bem-Aventurança - 2º Tópico.

    CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O SEGUNDO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE A ALEGRIA CRISTÃ. 2º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: A ALEGRIA CRISTÃ. A terceira Bem-aventurança enuncia uma regra geral: em todas as circunstâncias, Jesus pode transformar em prazer a aflição dos Seus discípulos. Mas antes de justificar esta afirmação, será de utilidade que, perante os que acusam o Evangelho de ter coberto o mundo e a nossa vida com um véu de tristeza, façamos ver que a alegria é o ambiente normal do cristão. A festa de Natal, que todos os anos celebramos, é a grande alegria da humanidade, pois constitui-se no enorme segredo do cristianismo. Deus Encarnado. Acima do berço do Menino Jesus, uma voz proclama: “Não temais, pois vos anuncio uma grande alegria que também será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu um Salvador...” (Lucas 2,10-11). Poderá um Salvador ser triste? Ao iniciar a sua pregação, Jesus comparou o seu ministério com uma festa de casamento (Mc 11,19). Comeu alegremente em casa de todos, o que lhe valeu, da parte dos seus oponentes, a reputação de “comilão” e de “bebedor de vinho” (Mt 11,19). Tudo não passava de sinais da profunda alegria que brotava da sua intimidade com o Pai e de observar os inúmeros benefícios que podia proporcionar aos homens e mulheres de boa vontade. Jesus devia resplandecer de felicidade, quando curava os enfermos e os paralíticos e quando reconciliava com Deus os pecadores. Transmitia alegria à sua volta. “Toda a multidão se alegrava com as obras prodigiosas que fazia”, escreve S. Lucas (13,17). Porque será que sempre aparentam para nós o rosto de Cristo com ares distantes? Era tão fácil vê-Lo sorrir, quando abençoava as crianças e, até mesmo, quando repreendia os seus apóstolos ou a Maria de Betânia! Com que graça teve de descobrir os pitorescos pormenores de certas parábolas! (Cfr. Lc 22,6; 14,8; 18,10). Tanto foi um homem simples da dor como o pregador da alegria. Esta aproximação nada tem de forçado. No instante em que os Seus discípulos ficavam desamparados pela iminência da Sua Paixão, falou-lhes da Sua alegria; deu-a para que enchessem os corações e assegurou-lhes que ninguém poderia tirar dele essa alegria. Depois, antes de ir deste mundo, rogou ao Pai na Sua oração sacerdotal: Agora, porém, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas estando ainda no mundo, para que tenham em si a minha alegria em plenitude”. É mesmo esta a condição da vida cristã. A tristeza nada mais consegue do que um monólogo consigo própria; não se pode adorar mais a Deus do que no momento de O encontrar. Sob o império do aborrecimento não se deseja nada de grande; pois bem, o desejo é o primeiro passo para a virtude. S. Filipe de Néri repetia aos seus jovens discípulos: “Fora da minha casa nada mais há do que tristeza e melancolia... O servo de Deus deve estar sempre de bom humor. Um bom humor valoriza o coração”. Podemos concluir, com facilidade, que a alegria é para os cristãos um dever. “Estejam alegres no Senhor; repito-vos, estejam alegres” (Escreveu São Paulo - Filipenses 4,4). Quando S. Paulo escrevia estas linhas aos fiéis de Filipos, estava prisioneiro em Roma há quase dois anos. Num dos nossos mais antigos tratados de espiritualidade – pois data do século II – o “Pastor” de Hermas repete a mesma exortação: “Arranca de ti a tristeza porque ela é irmã da dúvida e da impaciência. Reveste-te da alegria que acha sempre graça diante de Deus e Ele aceita-a, e toma nela as tuas delícias... Jamais a súplica do homem triste tem virtude para subir ao altar de Deus”. CRÉDITOS Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf Imagem: https://br.pinterest.com/pin/51861833202099066/ Trilha sonora: acervo pessoal

    6 min
  4. Exame de Consciência. V

    Jun 6

    Exame de Consciência. V

    EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA ANTES DO SONO (Santo Inácio de Loyola) 1° Agradecer os benefícios recebidos: Meu Deus, meu Pai e meu Criador, eu vos adoro, louvo e reverencio e vos dou infinitas graças por me terdes criado, feito cristão e cumulado de benefícios. 2º Pedir luz para conhecer os próprios pecados e graça para os aborrecer e detestar: Oh! Divino Espírito Santo, dignai-vos conceder-me luz para conhecer os meus pecados, negligências e defeitos, e graça eficaz para me arrepender e emendar deles. 3° Examinar as ofensas feitas a Deus, por pensamentos, palavras e obras desde o último exame até a hora presente, respondendo ao seguinte interrogatório (ou a outro semelhante, conforme o estado e condição de cada um): Como cumpri os deveres para com Deus?… Fiz a oração da manhã?… Estive presente com a devida reverência interior e exterior, a todos os atos religiosos?… Ofereci a Deus as minhas ações e tive reta intenção em todas elas, ou procedi por amor próprio, vaidade ou paixão?… Que devoções particulares tenho eu e como as rezei?… Cumpri todos os meus deveres para com o próximo?… Obedeci com amor, respeito e submissão aos superiores?… Fui cordial com os iguais?… Mostrei-me altivo, falto de caridade, desprezador ou demasiado exigente com os inferiores?… Fui justo, leal e sincero com todos?… Faltei à verdade, murmurei, ou fiz juízos temerários do próximo?… Como cumpri os deveres para comigo?… Consenti em maus pensamentos, pronunciei más palavras ou violei de algum modo a castidade?… Andei com más companhias, fiz leituras perigosas?… Deixei-me vencer pelo respeito humano?… Cumpri as obrigações do meu estado ou condição?… 4° Fazer um ato de contrição das faltas cometidas, incluindo nele as mais graves da vida passada: Que teria sido de mim, Oh! meu Deus, se me tivésseis castigado, como eu merecia? Ai! Quanto me pesam as minhas culpas, que tão grandes castigos provocariam! E como fui louco em renunciar à felicidade eterna da bem-aventurança pela mesquinha satisfação de um pecado, que ainda neste mundo me aviltou e encheu de remorsos!… E ofender-vos eu, a Vós!… Eu, tão miserável, tão ingrato, tão cheio de graças e dons… A Vós. meu Criador, meu Redentor, infinitamente bom e amável, a própria onipotência, santidade e amor!… 5° Propor a emenda com a graça divina: Ah! Mas nunca mais pecarei. Senhor, nunca mais vos ofenderei. Antes a morte, Senhor, antes todos os trabalhos do mundo, porque tudo passa e a eternidade não acaba porque o pecado é um mal maior que o inferno; porque não há, nem pode haver, compensação para a perda de um bem infinito, qual é o Céu; porque o pecado vos ofende e desgosta, a Vós, meu Deus, meu Pai e meu Criador, beleza e amabilidade infinitas. Prometer evitar alguma falta mais particular ou alguma ocasião de pecado e terminar com um Padre Nosso. (Santo Inácio de Loyola) Texto (adaptações/créditos): https://homilias.com.br/exame-de-consciencia-para-antes-do-sono-santo-inacio-de-loyola/ Imagem (créditos): Créditos: WesleyAlmeida/cancaonova/cancaonova.com Trilha sonora: arquivo pessoal.

    2 min
  5. May 30

    A fé - Catecismo da Igreja Católica. (VII)

    Maria, a mulher que acreditou e modelo para todos aqueles que acreditam em Deus. Quando Maria chegou à casa de Zacarias, como nos relata o Evangelho de S. Lucas (Lucas 1,43), Isabel, repleta do Espírito Santo, com voz forte, ela exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar”? Isabel reconhece, portanto, as maravilhas que Deus realizara em Maria e é a primeira daqueles que, em todas as gerações, proclamarão bem-aventurada a Mãe de Jesus (Lc 1,48). O texto de S. Lucas sublinha, também, que as palavras de Isabel foram inspiradas pelo Espírito Santo. Isto quer que o mesmo Espírito que desceu sobre a Virgem no momento da Anunciação é também a fonte de onde provém a alegria das palavras de Isabel, que proclamam Maria bendita entre todas as mulheres. É, pois, pela força do Espírito que as grandes coisas que Deus realizou na humildade da sua serva (Lc 1,48), na intimidade da casa de Nazaré, se tornam conhecidas por todas as gerações. Portanto, Isabel não fala como uma pessoa individual, mas representa a voz da primeira comunidade cristã que venera a Mãe do Senhor, não apenas pela sua maternidade, mas também pela sua fé exemplar. Na expressão «feliz és tu porque acreditaste» encontra-se a chave que abre o acesso à realidade íntima de Maria, Daquela que foi saudada pelo Anjo como «cheia de graça» (Lucas 1,28). Foi mediante a fé que Ela se dedicou, sem reservas nem hesitações, à pessoa e à obra do Seu Filho. [...] Assim, a fé desta mulher, escolhida para permitir que o Filho de Deus entrasse no mundo, é o espaço interior que Deus Pai preparou para iniciar a nova Aliança na história da Humanidade. O Anjo expôs a Maria o projeto de Deus para que Ela pudesse, com a sua fé, contribuir para o seu cumprimento. A Encarnação de Jesus Cristo é obra do Espírito Santo mas também é obra da fé ativa de Maria que, ao aceitar o desafio do Anjo, reconhece a Palavra de Deus como válida e digna de confiança. Maria acredita em Deus, acolhe como verdadeira a sua Palavra e aceita a Sua vontade. A fé que se formou em Maria no momento da Anunciação não esteve isenta de momentos de dura prova e de tribulações. Exatamente porque faz parte do grupo dos pequeninos a quem Deus se revela e que aceitam o desafio da fé (Mateus 11,25), a Mãe de Jesus é a primeira daqueles que acreditam sem terem visto (João 20,29). Guiada pela fé, Maria leva Jesus ao Templo para que se cumprissem os sinais da sua maternidade messiânica, tornando-se testemunha privilegiada do cumprimento do que tinha sido prometido aos humildes de Israel que, como Simeão, esperavam «a consolação de Israel» (Lucas 2,25) e, como Ana, aguardavam a «libertação de Jerusalém» (Lucas 2,38). Só pela fé Ela pôde compreender o verdadeiro mistério de Cristo, luz para todos os povos, e o mistério da espada de dor que Simeão lhe anuncia de forma clara (Lucas 2,28-35). Só pela fé pôde aceitar a decisão do Seu Filho Jesus em ocupar-se «das coisas de seu Pai» (Lucas 2,49). Pela sua fé perseverante antecipou a hora da revelação de Jesus, quando Ele deu início «aos seus sinais» em Caná, transformando a água em vinho (João 2,1-11). Sem ter visto ainda os milagres de Jesus, Ela acreditou no Seu poder. Mas será que hoje é pertinente e importante falar da fé? Terá Maria algo a dizer aos discípulos do seu Filho nos dias de hoje? Fonte (texto/créditos): http://www.fatima2017.org/pt/menu-topo/planificacao Imagem (créditos): AdobeStock_96518148_Preview Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=HFFRzug1wfY.  Braveheart Theme: An Amazing Piano Solo - Jacob's Piano.   Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima e ao Apostolado Mundial de Fátima - (AMF) - https://worldfatima.com/pt/

    8 min
  6. 3ª Bem-Aventurança - 1º Tópico.

    May 20

    3ª Bem-Aventurança - 1º Tópico.

    CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O PRIMEIRO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. QUEM SÃO OS QUE CHORAM? 1º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: QUEM SÃO OS QUE CHORAM? Cristo refere-se aqui ao sofrimento pelo Reino de Deus. O que conta é o amor e a dor como expressão e manifestação do amor. Devemos insistir mais uma vez que o Reino de Deus percorre caminhos opostos aos do mundo. Esta é a constante das Bem-aventuranças e nesta sobressai, de modo especial, “Os que choram” por contraponto “aos que riem” (Lucas 6,25), os que sofrem por oposição aos que buscam o prazer de acordo com o mundo. O que chora é pobre, despojado de algo desejado ardentemente pelos homens. O justo sofredor (tal como o pobre) aceita humildemente perante Deus uma posição de abatimento. Do Deus de todo o consolo espera alívio, ajuda, força e, de certo modo, uma explicação (dentro do mistério) do porquê da dor. O sofrimento bem aceito, embora custe de início, torna a todos nós mais humanos e compreensivos, mais tolerantes e educa a todos para ver a outra face da realidade, oculta muitas vezes pela superficialidade, o cansaço da vida ou as mil ocupações com que se possa estar comprometido. [..] Estamos aqui nos referindo à felicidade daqui de baixo, desta terra, a que qualquer homem e qualquer mulher pode ter, trabalhando e sem esquecer que a existência está sujeita a tantas necessidades que sempre faltam peças ou fragmentos que se perderam e não podem completar esse quebra-cabeças que é cada um de nós. No Evangelho de Lucas vemos esta Bem-aventurança com uma condenação de Jesus: “Ai daqueles que agora riem”, os que vivem uma espécie de gozo superficial, despreocupados de qualquer empreendimento humano que os eleve acima do puramente material. Os risos censurados por Jesus são os risos que soam em falso; os risos condenados são os que profanam o que deveriam respeitar, os que escarnecem das verdades, os que ofuscam o olhar cândido de uma criança, os que quebram os entusiasmos generosos. [...] Esta Bem-aventurança torna-se bem clara numa parábola: a do rico avarento e o indigente Lázaro, descrita em Lucas 16, 19-31. Nela há um testemunho claro das duas facetas: a alegria e a tristeza. A do rico é uma felicidade sem fundamento, pois pôs o seu coração nas coisas que brilham e que o enchem. Por isso, o único que pode rir de verdade é o cristão, já́ que possui argumentos que documentam e dão corpo ao seu percurso. Esta parábola ensina mais uma lição: a dignidade da pessoa por apenas ser o que é, independentemente da sua posição social, econômica, política ou religiosa. [...] É necessário ter sofrido para chegar a ouvir dentro de si os tímidos apelos da esperança; porém, a quem responde à chamada, a esperança mostra prontamente os difíceis caminhos da fé. Não se vê aqui o primeiro resplendor que ilumina o mistério das dores humanas? Será que continuaremos a dizer que o Evangelho é cruel, quando proclama a Bem-aventurança das lágrimas? Mas a vida atual seria muito pior se não pudéssemos chorar as nossas culpas; basta para castigo não poder repará-las completamente. Sim, começamos por maldizer a sorte que nos voltou as costas, protestando contra a injusta adversidade e o sofrimento imerecido. Depois, um dia, uma luz que não vem desta terra atravessa o nosso espírito e já não atreveremos a afirmar que não merecíamos sofrer. Chorar e lamentar-se por falhas próprias conduz, ou deveria conduzir, a mudar, a tentar seguir o exemplo e o modelo que Jesus nos oferece ao longo das páginas do Evangelho. Por aí se reconquista a verdadeira alegria que leva à paz interior. A verdadeira dor de coração leva a todos ao melhor: à dor do amor. CRÉDITOS Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf Imagem: https://br.pinterest.com/pin/973973856889188581/ Trilha sonora: acervo pessoal.

    8 min
  7. May 12

    Quereis oferecer-vos a Deus?

    Convido você a refletirmos e meditarmos juntos sobre as seguintes palavras ditas por Nossa Senhora em sua primeira Aparição no dia 13 de maio de 1917: – Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores? – Sim, queremos. Disse Lúcia em nome dos 3 videntes. Vamos comentar um pouco sobre estas palavras ditas por Nossa Senhora, sendo que fizemos algumas adaptações no texto elaborado pela Dra. Isabel Varanda. A pergunta que do Céu chega ao pastorzinho Francisco e às pastorinhas Jacinta e Lúcia naquele dia 13 de Maio de 1917: QUEREIS OFERECER-VOS A DEUS teve uma resposta imediata, sem hesitações, sem reservas, sem condições, sem pedidos de esclarecimento ou de suplementos de informação: “Sim, queremos”. Esta pergunta e esta resposta exprimem, por excelência, o acontecimento da fé religiosa. Elas representam, concretamente, o coração da fé cristã. Assim bate o coração da história de Fátima. Não é preciso treinar muito a escuta para ouvir e sentir este coração palpitando, como o coração de carne, num diálogo vital a dois batimentos, o sistólico: - “Quereis oferecer-vos a Deus?” e o diastólico: “Sim, queremos”. Esta é a essência da fé cristã. Este é o lugar crucial da fé, altar santo de um lugar santo e admirável entre Deus e aquele que n’Ele crê e ícone por excelência da vocação transcendental do ser humano. Tal coração da fé, tal coração de Fátima, porque Fátima é acontecimento de fé. Deveríamos tirar os nossos sapatos e sandálias e cair por terra, de joelhos, com humildade e gratidão, porque o terreno em que entramos é verdadeiramente humano e verdadeiramente divino. Há pouco lugar para palavras. Seria recomendável escrever um silêncio de muitas páginas para ser lido bem devagarzinho, linha por linha, palavra por palavra. Não haverá coração de gente que não dispare se sentir e ouvir o coração da fé. É este coração de fé, palpitante em Fátima, que os 3 Pastorzinhos nos ofereceram e que ao longo de 100 anos bate ao ritmo das alegrias e das tristezas, das esperanças e das angústias, da fé e da descrença do mundo. Fonte (texto/créditos): http://www.fatima2017.org/pt/menu-topo/textos-e-documentos/aprofundamentos-da-mensagem-de-fatima/tema-do-ano-pastoral-2011-2012-quereis-oferecer-vos-a-deus Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=TQ-rjP17YsU.  An Angel - James Harrison Orchestra - Tema Imagem (créditos): AdobeStock_567168305_Preview Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Zouza Lima. Agradecimentos: Apostolado Mundial de Fátima (AMF) - https://worldfatima.com/pt/

    5 min

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