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  1. A guerra alastra pelo Médio Oriente e o mundo sabe muito pouco sobre a guerra

    15 HR AGO

    A guerra alastra pelo Médio Oriente e o mundo sabe muito pouco sobre a guerra

    Já passaram mais de 72 horas desde que o mundo acordou com as notícias do ataque ao Irão mas o mundo continua sem saber exactamente o que quer esta guerra, quais as suas origens e, muito pior, quais as suas consequências. Toda a enorme, complexa, instável e explosiva situação do Médio Oriente se agravou até ao ponto de ninguém, nem a Casa Branca, arriscar o que pode vir a seguir. Como ninguém, nem a Casa Branca, nos explica com certezas qual a razão para um ataque desta dimensão. O Irão é uma ameaça existencial para a América ou para Israel? Está a desenvolver mísseis balísticos intercontinentais que podem atingir Nova Iorque? Bombas nucleares? É um regime tirânico que oprime o seu povo e avançar com uma mudança desse regime é uma prioridade humanitária? Todos os dias Washington avança com novas explicações. No essencial, nenhuma consegue fornecer a resposta que o mundo exige: esta guerra faz sentido porquê? Os seus méritos, admitindo que há méritos nas guerras, foram avaliados? Os riscos calculados? Um período de tempo de duração estimado? Os custos, na energia, na inflação, na desestabilização de uma zona sensível da geopolítica, foram medidos? Como ninguém sabe responder, principalmente quem tinha de saber responder, a incerteza aumenta e a estabilidade mundial sofre um novo retrocesso. Se democracias fazem ataques destes sem razões atendíveis à luz do direito internacional e da carta das Nações Unidas, por maioria de razão ditadores da estirpe de Vladimir Putin também se sentem livres para o fazer na Ucrânia ou, amanhã, na Lituânia. O que representa isto para o futuro do mundo? Pergunta que vamos tentar esclarecer com Joana Ricarte, investigadora no Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, Especialista em Relações Internacionais, com foco em estudos da paz, identidades e conflitos, extremismo quotidiano e (in)segurança ontológica. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    20 min
  2. O ataque ao Irão interessa mais a Israel do que aos EUA

    1 DAY AGO

    O ataque ao Irão interessa mais a Israel do que aos EUA

    EUA e Israel atacaram em conjunto o Irão, neste fim-de-semana, e mataram Ali Khamenei, o líder supremo do país. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que quatro dezenas de líderes políticos e religiosos tinham sido mortos neste segundo ataque em menos de um ano, entre eles o ministro da Defesa e o líder dos Guardas da Revolução. O presidente Masoud Pezeshkian fará parte de um conselho interino, que irá gerir o Irão até à eleição de um novo líder supremo. Os ataques fizeram mais de 200 mortes e feriram mais de 700 pessoas, grande parte das quais numa escola feminina no sul do país, na qual terão morrido mais de cem crianças. O Irão retaliou com o lançamento de mísseis sobre os países da região com bases militares dos EUA e sobre Israel. Três soldados norte-americanos tinham sido mortos em combate e cinco ficado gravemente feridos. Pelo menos, nove israelitas morreram, num ataque à cidade de Beit Shemesh, quando um míssil atingiu um abrigo numa sinagoga. O ataque, que interrompeu as negociações que estavam em curso, motivou uma reunião do Conselho de Segurança dos EUA e muitos protestos contra e a favor, quer no Irão, quer no resto do mundo. Que consequência terá este ataque no xadrez do Médio Oriente, em particular nas relações entre sauditas e persas, e no eventual apoio do Iraque ao Irão? Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, analisa, neste episódio, os contornos desta guerra e afirma que “Israel estava descontente com o processo negocial porque ele estava a correr bem”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  3. Sabemos tudo sobre o caso Epstein ou a justiça está a proteger Trump?

    5 DAYS AGO

    Sabemos tudo sobre o caso Epstein ou a justiça está a proteger Trump?

    A última divulgação de documentos relacionados com o caso de Jeffrey Epstein, a 30 de Janeiro deste ano, teve grandes repercussões no Reino Unido e nos EUA, mas não só. Em Londres, o ex-príncipe André foi detido no âmbito deste caso e está a ser investigado por má conduta em funções públicas. E Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido nos EUA, também foi detido, na última segunda-feira, após novas revelações sobre a sua associação a Epstein, condenado por crimes sexuais, que se suicidou na prisão, antes de ser julgado. Mandelson, que foi um influente ministro em vários governos trabalhistas, é suspeito de abuso de cargo público e o seu envolvimento neste escândalo gerou uma crise em Londres e pressões para que o primeiro-ministro se demitisse. Nos EUA, o Departamento de Justiça é acusado de ocultar ou remover mais de 50 páginas de documentos que mencionam o presidente Donald Trump, violando a lei da transparência. O caso Epstein está longe de ter acabado do ponto de vista político. A antiga secretária de Estado, Hillary Clinton, depõe hoje perante congressistas, no âmbito da investigação deste caso, e o seu marido e ex-presidente, Bill Clinton, fará o mesmo amanhã. Já sabemos tudo sobre o caso Epstein ou ainda há segredos por revelar? Pedro Guerreiro, o jornalista do PÚBLICO que acompanha a actualidade política dos EUA, é o convidado deste episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    15 min
  4. Quatro anos depois, o pesadelo da guerra persiste na Ucrânia

    24 FEB

    Quatro anos depois, o pesadelo da guerra persiste na Ucrânia

    Foi há quatro anos. Com semblante carregado, tom de voz dramático, pausas profundas na conversa para respirar fundo, Vladimir Putin elencava num discurso de 28 minutos as razões que o levaram a atacar barbaramente a Ucrânia. Foi há quatro anos, mas é como se fosse ontem. Todos nos lembrámos das referências a uma operação militar especial para libertar Kiev dos neonazis e corruptos, para afastar a Nato das portas da Rússia, para garantir direitos básicos aos russos do Donbass. Todos sabemos que o que estava em causa era uma invasão à margem do direito internacional e da vontade da Ucrânia em assumir finalmente a sua soberania, como todos sabemos que a tal operação especial que deveria ficar encerrada em semanas dura há quatro anos. No horizonte das nossas vidas, poucos acontecimentos foram tão marcantes como esse fatídico dia 24 de Fevereiro de 2022. Os serviços de informações britânicos e americanos tinham avisado para a concentração de uma impressionante força militar nas fronteiras da Ucrânia, mas ninguém queria acreditar que a Europa pudesse assistir a uma violação tão flagrante das fronteiras nacionais. Depois de 2014, ano em que Putin invadiu e anexou o Donbass e a Crimeia, acreditava-se que os impulsos imperialistas do Kremlin estavam satisfeitos. O Ocidente, em especial os países europeus, não acreditavam que esse velho mundo baseado no poder das armas pudesse regressar. Os bálticos, ou a Polónia, conheciam melhor a Rússia do que nós e só eles foram capazes de antecipar o que veio a acontecer. Com várias tentativas de fazer a paz, um rasto de 1,2 milhões de baixas do lado da Rússia e umas 600 mil do lado da Ucrânia, um país destruído, uma ordem internacional desfeita e um novo equilíbrio global ameaçado por um presidente mitómano e irresponsável em Washington, a pergunta urgente que todos fazemos é: e agora, quanto tempo mais vai durar esta ignominia? Uma pergunta que decidimos colocar a José Pedro Teixeira Fernandes, Doutor em Ciência Política e Relações Internacionais, investigador do IPRI/NOVA—Instituto Português de Relações Internacionais, investigador associado do IDN—Instituto da Defesa Nacional e professor do ISCET—Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo na área das Relações Internacionais. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  5. Porque é que Trump quer atacar o Irão outra vez?

    23 FEB

    Porque é que Trump quer atacar o Irão outra vez?

    Donald Trump disse, a 2 de Janeiro deste ano, que os EUA estavam preparados para atacar o Irão. Milhares de pessoas contestavam, então, o regime dos ayatollahs. Fontes oficiais confirmaram três mil mortes decorrentes dos protestos, enquanto médicos no terreno apontavam para as 30 mil vítimas mortais. Na semana passada, representantes dos dois países reuniram-se, em Genebra, na tentativa de chegarem a acordo sobre o desenvolvimento do programa nuclear iraniano. Na mesma cidade, e um dia depois, delegações do Irão, China e Rússia reuniam com o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica para discutir o enriquecimento de urânio. Os EUA têm vindo a concentrar na região um forte dispositivo militar, à semelhança do que fizeram na Venezuela, aquando do rapto de Nicolás Maduro, e Donald Trump estabeleceu um prazo de dez dias para se alcançar um acordo. Caso contrário, afirmou, poderão acontecer “coisas más”. Entretanto, vai tentando dar forma ao seu Conselho de Paz, com o qual quer supervisionar a ONU. O Irão, por seu turno, garante que o seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos, como diz o seu presidente, e já fez saber às Nações Unidas que vai responder de “forma decisiva” caso seja atacado. Washington quer travar o desenvolvimento iraniano de armas nucleares e, ao mesmo tempo, derrubar o regime teocrático? Afinal, porque é que os EUA querem atacar os EUA, pela segunda vez, em menos de um ano. A convidada deste episódio é Maria João Guimarães, jornalista do PÚBLICO que acompanha a situação política no Médio Oriente. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    15 min

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