Luciano Pires parece ter escolhido uma tarefa ingrata — e cada vez mais necessária: fazer as pessoas pensarem antes de concordar. E talvez seja justamente por isso que ele tenha feito da provocação uma espécie de método. Ele pergunta, cutuca, ironiza, contraria o senso comum e, muitas vezes, nos coloca diante de uma ideia que preferíamos não examinar. Não necessariamente para nos convencer de outra coisa, mas para nos obrigar a sair do automático. Talvez por isso Luciano tenha passado boa parte da vida provocando. Com humor, inteligência e uma certa dose de inconformismo, ele gosta de mexer justamente naquele lugar em que normalmente preferimos ficar confortáveis: nossas certezas. E essa inquietação não ficou apenas nas ideias. Ela aparece nas escolhas que fez ao longo da vida. Passou pelo jornalismo, pela publicidade e por quase duas décadas no mundo corporativo, chegou à direção de marketing de uma multinacional e, depois, decidiu mudar de rota. Em outro momento, levou essa mesma disposição para uma experiência bem mais literal de sair do lugar conhecido: em 2001, caminhou até o campo-base do Everest, no Nepal, uma experiência que acabou se transformando em livro. Virou escritor, cartunista premiado, palestrante e comunicador. Criou o Café Brasil e o LíderCast e, há anos, usa esses espaços para falar de comportamento, ética, inovação, negócios, filosofia e, principalmente, das escolhas que fazemos enquanto atravessamos esse mundo. Um sujeito que parece ter entendido que provocar não é necessariamente convencer alguém de alguma coisa. Às vezes, provocar é simplesmente fazer uma boa pergunta e deixar que ela continue trabalhando dentro da cabeça da pessoa. Nesse papo com o podcast "45 do Primeiro Tempo", Luciano Pires contou sua história de vida, trouxe seu olhar sobre este momento que estamos vivendo e foi categórico: “Pensar dá trabalho. Por isso, tanta gente terceiriza.” Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices