163 episódios

No fim das tardes de quinta-feira, sempre às 16h, você vai escutar um programa com as principais histórias e notícias do mundo das artes. O Expresso Ilustrada, podcast de cultura da Folha, vai falar de filmes, discos, livros, séries de TV, peças de teatro e de moda. O programa está disponível em todas as plataformas

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No fim das tardes de quinta-feira, sempre às 16h, você vai escutar um programa com as principais histórias e notícias do mundo das artes. O Expresso Ilustrada, podcast de cultura da Folha, vai falar de filmes, discos, livros, séries de TV, peças de teatro e de moda. O programa está disponível em todas as plataformas

    Como artistas e suas redes influenciam a corrida eleitoral

    Como artistas e suas redes influenciam a corrida eleitoral

    Em novembro do ano passado, Jair Bolsonaro foi questionado por um apoiador sobre a qualidade da educação no Brasil. O presidente respondeu que gostaria de "uma educação moral e cívica nas escolas" –e ironizou duas famosas como exemplo de pessoas que, para ele, não sabem nada.

    Mesmo sem citar nomes, a cantora Anitta percebeu que o presidente se referia a ela, que se pronunciou nas redes. "Eu e mais da metade dos brasileiros não sabem quais são os três poderes, não sabem o dever, por exemplo, do senhor, que, ao invés de estar preocupado com o que eu estou fazendo da minha vida, devia estar cuidando do país, não é mesmo?", respondeu a artista.

    Quem olhou as redes sociais nos últimos meses sabe que a provocação do presidente não foi caso isolado. Essa estratégia de ironizar artistas e entrar para a discussão do campo do entretenimento tem sido usada por Bolsonaro e apoiadores que devem concorrer na próxima eleição.

    É o caso de nomes que fizeram parte do núcleo duro da Cultura do governo, formado pelo ex-secretário especial de Cultura Mario Frias, André Porciúncula, que foi número dois do ex-Malhação na Secretaria, e de Sergio Camargo, que comandava a Fundação Palmares.

    Só Frias já criticou Anitta, Mark Ruffalo, Dira Paes, Paolla Oliveira, Taís Araújo, Lázaro Ramos, Gilberto Gil, Daniela Mercury e José Padilha nessa pré-campanha eleitoral. Os três pré-candidatos também já atacavam a classe artística quando estavam no governo –e agora usam esse discurso como plataforma de campanha.

    O Expresso Ilustrada dessa semana discute qual o peso do universo das celebridades, influenciadoras e fofoca nas redes sociais e como ele impacta a postura de Bolsonaro e da turma da Cultura da gestão dele, principalmente no Twitter.

    Para isso, o episódio conversa com Fabio Malini, coordenador do Laboratório de Estudos Sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo.

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    • 31 min
    Por que 'Pantanal' é sucesso entre jovens

    Por que 'Pantanal' é sucesso entre jovens

    Desde que entrou no ar no fim de março deste ano, "Pantanal" virou uma febre. O remake da obra, que teve a primeira versão exibida mais de 30 anos atrás, é um dos assuntos mais comentados das redes sociais.

    O sucesso digital do remake reflete a repercussão da novela entre o público jovem. O cenário chama a atenção —nos últimos anos, assistir a novelas é uma prática que vem se tornando cada vez menos comum entre essa faixa etária.

    Isso porque a disputa da TV aberta pela atenção dos jovens ficou mais acirrada conforme as alternativas de streaming e de redes sociais proliferaram. Basta pensar que hoje a internet está dentro do bolso da maioria dos brasileiros, o que não era verdade meros 15 anos atrás.

    Mesmo nesse contexto, "Pantanal" tem conquistado um público jovem, de 15 a 29 anos. Essa parcela da chamada geração Z é 25% maior do que a do público da novela antecessora dessa faixa horária, "Um Lugar ao Sol".

    O episódio dessa semana discute como esse remake se tornou um fenômeno da TV brasileira, qual a relação disso com as redes sociais e por que a novela desperta tanto interesse em jovens do país.

    Para isso, o Expresso Ilustrada conversa com o Walter Porto, repórter da Folha que escreveu sobre esse fenômeno de audiência, e Márcio Sampaio, designer do jornal que analisou por que a novela erotiza os homens.

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    • 17 min
    L7nnon, Poze do Rodo e a fusão do trap com funk

    L7nnon, Poze do Rodo e a fusão do trap com funk

    Logo depois do Carnaval fora de época no feriado de Tiradentes, o rapper Orochi subiu ao palco num grande evento na Sapucaí, templo do samba carioca, para cantar a música "Lobo".

    O artista não faz exatamente o tipo de música mais identificada com o Carnaval, mas essa música sintética e viajada era parte da trilha sonora da cidade, dos sons automotivos às caixinhas de som que são febre nas praias.

    Além de alavancar a carreira do próprio Orochi, a faixa teve uma importância extra —marcou a transição de MC Poze do Rodo, expoente do funk em 150 BPM, que estava no auge do sucesso em 2019, para o trap, espelhando uma movimentação do próprio Rio.

    A Mainstreet, selo do Orochi com o sócio dele, o Lang, é casa de vários artistas que têm seguido esse caminho —caso do próprio Poze do Rodo, do Borges, do Bielzin, do Chefin, entre outros.

    Os artistas da Mainstreet não foram os primeiros e nem os únicos a fazer trap no Rio. Mas até o ano passado, o gênero feito na capital fluminense ainda não tinha tido os números no streaming e a penetração nacional que tem hoje, pulverizado na voz de artistas como MD Chefe, TZ da Coronel, Filipe Ret, Xamã, Maneirinho e L7nnon.

    Agora, esses artistas estão emplacando um hit atrás do outro e tentam trazer a "cultura de favela" para o trap, segundo o Lang, sócio do selo. Isso porque, para ele, esse movimento chegou mais elitizado ao Brasil, através de pessoas que ouviam música estrangeira. Agora, quem tá fazendo e ouvindo esse gênero, é uma camada social do Rio que sempre esteve bem mais ligada ao funk.

    No episódio desta semana, a gente conversa com o Lucas Brêda, repórter de música da Folha, ​que escreveu sobre o assunto, sobre quais são os principais artistas do trap carioca e como essas músicas abordam temas como ostentação, racismo e violência policial nesses hits.

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    • 21 min
    Anitta, sertanejos e verba pública no Brasil

    Anitta, sertanejos e verba pública no Brasil

    Depois de mais de um ano da viralização do vídeo em que a cantora Anitta aparece tatuando seu ânus, o assunto voltou a ficar entre os mais comentados das redes sociais. Mas desta vez é por outro motivo.

    "Nós somos artistas que não dependem de Lei Rouanet. Nós não precisamos fazer tatuagem no 'toba' para mostrar se a gente está bem ou não. A gente simplesmente vem aqui e canta", disse o sertanejo Zé Neto, em referência à tatuagem íntima da cantora, num show recente.

    Foi daí que surgiram uma onda de críticas ao músico, que, no evento em que debochou de Anitta e da Lei Rouanet, recebeu um cachê de R$ 400 mil da prefeitura de Sorriso, apesar do ataque que fez ao incentivo público cultural.

    Desde então, o episódio tem levado a importantes revelações sobre o uso de verba pública em megaeventos de sertanejos.

    O Expresso Ilustrada desta semana discute a chamada "CPI do sertanejo" —nome popular dado à essa onda de acontecimentos—, as acusações contra Gusttavo Lima, o funcionamento da Lei Rouanet e a legalidade do incentivo público à cultura.

     

     

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    • 23 min
    O que há por trás de roupas esquisitas

    O que há por trás de roupas esquisitas

    Não é difícil entender por que os Paris Sneakers, da Balenciaga, chamaram tanta atenção. Chacota na internet, os tênis aparecem caindo aos pedaços, com rabiscos e tecido rasgado, num visual que remete à sujeira e chega a custar mais de R$ 9.000.

    Bolsas em formato de saco de lixo, casacos furados e botas com respingos de tinta são outros itens de grifes famosas que também causaram polêmica e uma enxurrada de memes quando foram divulgados, tempos atrás. Isso porque não é todo dia que vemos roupas e acessórios capengas ganharem o status de luxo e, principalmente, custarem milhares de dólares.

    Mas algumas perguntas surgem no rastro desse burburinho. Por que uma grife lança peças que nada parecem ter a ver com elegância? Quem as compra? E por quê?

    Isso é a discussão desta semana no Expresso Ilustrada, que entrevista a influenciadora Malu Borges e a antropóloga especializada em consumo Hilaine Yaccoub.

    "Vivemos a era do causar", diz a antropóloga. "As pessoas querem comprar algo que será transformado em conteúdo e, com isso, ganhar a chance de aparecer e se destacar."

    Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som é de Raphael Concli. A apresentação é de Marina Lourenço e Carolina Moraes, que também assinam o roteiro.

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    • 18 min
    A obra de Lygia Clark em centro psiquiátrico

    A obra de Lygia Clark em centro psiquiátrico

    Desde os anos 1970, o terapeuta e artista Lula Wanderley faz adaptações dos "Objetos Relacionais", de Lygia Clark, para realizar da "Estruturação do Self", terapia também criada por ela, que ficou consagrada como uma das maiores artistas brasileiras do século 20.

    "Ouso dizer que o percurso de Lygia foi a procura de um público", diz Wanderley, fundador do Espaço Aberto ao Tempo é um Centro de Atenção Psicossocial, também conhecido como Caps, da prefeitura do Rio de Janeiro. Para ele, as pessoas da periferia e com transtornos psíquicos que ele atende no Engenho de Dentro que mais entenderam a proposta de Clark.

    Numa recém-visita ao espaço, a repórter Carolina Moraes, da Folha, entrevistou Wanderley e viu de perto como funcionam as sessões da "Estruturação do Self", nas quais elementos como conchas de mar, almofadas feitas de areia, água e pedrinhas que servem de ferramentas para a terapia.

    O método foi desenvolvido por Clark quando a mineira passou a negar seu título de artista e se aproximar da terapia, numa série de experiências que até hoje são estudadas. O Expresso Ilustrada desta semana explica a migração de Lygia, das artes plásticas à terapia, seu legado e como a encruzilhada entre arte e loucura é vista nos dias de hoje dentro e fora do Brasil.

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    • 31 min

Opiniões de clientes

4,6 de 5
95 avaliações

95 avaliações

Platini14 ,

Excelente Podcasts

Parabéns! Excelentes reportagens e histórias.

Dnzfrnc ,

Mais do mesmo

Referente ao deboche do lil nas xixi...queria ver ele debochar num próximo clipe do islamismo. Quero ver se tem coragem.

Aluiza86 ,

Gente “jovem” falando de forma comprometida sobre arte e cultura.

Adoro a abordagem. É possível falar de arte de forma séria e sem afetação. Embora tenham uma pitada de “sampa centro do mundo” ( não me refiro ao sotaque! Rsrs! Esse tá de boa) isso não afeta em nada essa pegada jovial e ao mesmo tempo séria ( sei lá por que motivo esses dois atributos teriam de estar separados!) sobre o mundo da cultura! Gosto muito e já “assisti” todos os episódios. O do palhaço me emocionou, o do Zé do caixão amplia e o da Sjunior é hilário !
Uma sugestão : galera da uma rodada pelo Brasil! da pra ter pauta muita coisa boa por aí ! Que tal a Flica , o Inhotim ou sei lá o diabo a quatro! Algo do sul , do norte ? Pensem aí.

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