No escuro

Vamos falar de cinema e de outras coisas também. Para entender o mundo através dos filmes, com Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara.

  1. há 6 dias

    "O Meu País Imaginário": na revolta dos chilenos de 2019 ecoa o protesto dos portugueses em 2026

    A revolta dos jovens chilenos em 2019 chega às salas portuguesas no momento em que os jovens (e não só) saem às ruas em Lisboa e no Porto, lutando pelo direito à habitação. As imagens das televisões que nos mostram as cidades em Portugal, mas também em Espanha, em França e noutros países a encherem-se de indignação pelas desigualdades sociais e pela quebra das esperanças ecoam em O Meu País Imaginário, documentário de 2022 do chileno Patricio Guzmán, que morreu em Setembro deste ano. Quando os chilenos gritaram a sua revolta, num protesto que começou com a subida dos preços dos transportes públicos, Guzmán sentiu que o espírito do início dos anos 1970 estava de volta ao seu país e correu a pegar na câmara e a registar o que se estava a passar, quem eram aqueles jovens, aquelas mulheres, aqueles indígenas que vinham dizer que tinham tanto direito a uma vida digna como os que tinham nascido com mais dinheiro e mais privilégios. Guzmán fora, com A Batalha do Chile (1975-1979), o grande documentarista do período mais exaltante, mas também mais trágico e triste da história recente do Chile: a tentativa de revolucionar a sociedade após a vitória de Salvador Allende nas eleições presidenciais, os três anos (de 1970 a 1973) em que ele ocupou a Presidência e, por fim, a sua derrota e morte — o terrível bombardeamento do Palácio de La Moneda, em Santiago, de onde Allende se recusou a sair — e a chegada ao poder da ditadura de Augusto Pinochet. Curiosamente, nesse filme em três partes ecoam também imagens que conhecemos de documentários feitos durante o "Verão quente" de 1975 em Portugal. Hoje sabemos que a revolta de 2019 no Chile não foi o que tinha prometido ser e que a esperança não se confirmou. Mas isso não tira nenhuma relevância nem actualidade à obra do documentarista, não só a O Meu País Imaginário, como aos três outros títulos que agora regressam às salas (em Lisboa, Porto e Coimbra) a acompanhá-la: Nostalgia da Luz (2010), O Botão de Nácar (2015) e A Cordilheira dos Sonhos (2019), leituras mais poéticas, mas não menos políticas, da história e dos fantasmas do Chile, que neste tríptico se cruzam com a belíssima natureza do país. Neste episódio falamos também de outro filme que acaba de estrear, Nosso Segredo, da cineasta brasileira Grace Passô. Esta obra sussurrante e delicada na forma como trata o luto de uma família, mas que, ao mesmo tempo, se inscreve nas questões sociais e raciais do Brasil contemporâneo, está na lista dos candidatos brasileiros aos Óscares. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um trecho de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano). E o nosso apelo é: #levantemoraboevaoaocinema. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. 29 de out.

    Ouça a estreia de "Quem matou Rosalina?" A mulher ignorada 608

    Trinta e seis segundos num elevador, uma mulher a compor o cabelo ao espelho e uma noite de chuva em Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro, Brasil. Rosalina Ribeiro, secretária pessoal e companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000, saiu para jantar a 150 metros de casa e nunca mais voltou. Levaram-lhe a pasta com os documentos e deixaram-lhe o relógio e os brincos, porque quem a matou não queria o que ela tinha, queria o que ela sabia. Durante dez dias, enquanto as amigas colavam cartazes a alertar para o seu desaparecimento pelas ruas do bairro de Flamengo, o seu corpo foi apenas uma etiqueta, com o número 608, numa morgue do Rio de Janeiro. Neste primeiro episódio do podcast Quem Matou Rosalina?, ouvimos Rosemary Gomes, a testemunha que ouviu os tiros, a fadista Maria Alcina, amiga de Rosalina, que sonhou com o pedido de socorro, e entrevistamos o jornalista Plínio Fraga, autor da reportagem Dostoiévski em Saquarema, que reconstitui o caso e nos apresenta Duarte Lima, o homem que se adiantou à polícia com o envio de um fax que ninguém lhe pediu. O lançamento deste podcast narrativo coincide com o início do julgamento de Duarte Lima, no tribunal de Sintra, a 5 de Novembro. O antigo deputado do PSD foi acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, no Brasil, a 7 de Dezembro de 2009. Quem Matou Rosalina? é uma produção da Coimbra Coolectiva em exclusivo para o PÚBLICO, com a colaboração do Globo. A narração é de José Martins e a banda sonora é dos Belle Chase Hotel. A produção está disponível em português do Brasil e de Portugal. Acompanhe aqui a versão brasileira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Ouça a estreia de "Quem matou Rosalina?" A mulher ignorada 608
  3. 23 de out.

    Camilo e "Memórias do Cárcere": não andávamos a precisar de um filme português assim?

    Um produtor, Paulo Branco, um realizador, Sérgio Graciano, e um director de fotografia, João Ribeiro, inventam, em Memórias do Cárcere, uma tradição que não existe cá, que nunca existiu: a do filme de artesão. É um pequeno apogeu de artesanato à medida de uma unidade de produção dos tempos antigos que se transcende nos décors, na direcção de actores, na fotografia — uma espectadora dizia à saída do filme: “Olha-se para o ecrã e é tudo bom”, forma mais qualitativa do que quantitativa, também menos fria e mais filosófica, de significar “valores de produção”. Corresponde àquilo que é sempre incensado quando se trata por exemplo de cinema americano — o chamado “filme de artesão”, que faz babar, e justamente, muitos —, mas que, num sistema essencialmente autoral, que se afirmou com protótipos, como o português, acaba encarado como despromoção. Por parte de uma certa crítica. Não sendo seguro igualmente que os espectadores portugueses quebrem a sua inquebrantável desconfiança e ignorância em relação ao cinema feito em Portugal, onde, pelos vistos, o que funciona nas bilheteiras é a declinação revisteira. Camilo (Albano Jerónimo) e a sua amada Ana Plácido (Maria João Bastos) caíram em desgraça, estão na prisão, na cadeia da Relação do Porto, acusados do crime de adultério. Isto não é revista. As imagens têm densidade e memória. Vale a pena tentar, asseguramos. Realismo e romanesco, filme de casal e história de fantasmas. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um trecho de The Hidden Desert, gentilmente cedido por Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano). E o nosso apelo é: #levantemoraboevaoaocinema. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  4. 16 de out.

    O cinema pode fazer mal? Até onde pode ir? Filmes “malditos”, parte II

    O cinema faz mal? Pôr uma criança de 12 anos, a idade de Brooke Shields em 1978, a fazer um papel altamente sexualizado como o que fez em Pretty Baby é difícil de aceitar hoje? Neste episódio de No Escuro voltamos aos filmes "malditos" a pretexto do regresso algo tonitruante em terras de Sua Majestade de The Devils, filme de Ken Russell. Até hoje só tinham circulado cópias truncadas, e uma cena em particular, conhecida como a "violação de Cristo", tornou-se mítica precisamente porque nunca fora vista. Volta agora aos cinemas britânicos, esse filme com odor blasfemo, passados 50 anos da estreia (algum distribuidor em Portugal se interessará?). É a versão original, como o realizador a concebeu. Procede-se simultaneamente a uma revisão do lugar de Russell no cinema britânico e internacional, ele que foi sempre liminarmente recusado pela crítica que o recebia com mimos como "grotesco"; agora, depois de morto, está a ser bafejado pelo trabalho escultural do tempo. Mas serão os espectadores de 2026 semelhantes aos da década de 70, ou seja, aventureiros e dispostos a serem violentados? Partimos do The Devils —​ filme que teve Derek Jarman na equipa de direcção artística —​ para mais uma viagem (que já tínhamos iniciado no episódio anterior) por obras que causaram escândalo e fascínio, repulsa e admiração, simultaneamente. Obras que, pelo sexo, pela violência, pelo horror, pela denúncia de instituições como a Igreja, exploraram os limites do que pode ser mostrado e quiseram ir aonde nenhum filme tinha ido antes. Recuamos até aos anos 1930, em que Freaks, de Tod Browning, expõe os "monstros" para dizer que, afinal, os monstros somos nós. Mas centramo-nos nos anos 70, a década que mais convenções desafiou. E terminamos em 2003, com The Brown Bunny, filme com uma famosa cena de sexo oral não simulada que, contra todas as previsões anunciadas, não destruiu a carreira de Clöe Sevigny. Neste episódio, os filmes de que falamos são: Freaks, de Tod Browning (1932) The Devils, de Ken Russell (1971) Cães de Palha, de Sam Peckinpah (1971) Pink Flamingos, John Waters (1972) O Exorcista, de William Friedkin (1973) Pretty Baby, de Louis Malle (1978) O Bebé de Mâcon, de Peter Greenaway (1993) Kids, de Larry Clark (1995) The Brown Bunny, de Vincent Gallo (2003) No episódio anterior falámos de: O Nascimento de Uma Nação, de D. W. Griffith (1915) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick (1971) O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci (1972) Emmanuelle, de Just Jaeckin (1975) Saló, os 120 Dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini (1975) O Império dos Sentidos, de Nagisa Oshima (1976) Je Vous Salue Marie, de Jean-Luc Godard (1985) Veludo Azul, de David Lynch (1986) A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese (1988) No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um trecho de The Hidden Desert, gentilmente cedido por Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano). E o nosso apelo é: #levantemoraboevaoaocinema. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  5. 9 de out.

    A manteiga, o ovo, os “malditos”: de "O Último Tango em Paris" a "O Império dos Sentidos"

    Não têm uma história na escola, quando, no recreio, entre miúdos como vocês, alguém se atreveu com "a cena da manteiga" por causa de um filme chamado O Último Tango em Paris, título aliás que não emitia nada de lascivo? São mais novos do que isso... E a "cena do ovo" de O Império dos Sentidos? E Singin' in the Rain e as violações, ou a violência e uma sinfonia de Beethoven, em Laranja Mecânica, mais as longas pestanas de Alex DeLarge e um medo que fechava as portas sempre que, a partir de então, se olhava para Malcolm McDowell? E os distúrbios na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, por causa da programada exibição de Je Vous Salue Marie, de Godard? Levou à mobilização de grupos católicos conservadores no edifício da Rua Barata Salgueiro, fúria liderada pelo então presidente da câmara Nuno Abecassis, pretendendo "escaqueirar" tudo se a programação fosse avante (ele que já tinha escaqueirado o clássico cinema Monumental...). A memória também é uma construção. Mesmo quem não esteve lá, mesmo quem não tenha testado os pais com "e o que é a cena da manteiga?", herdou um património. É sobre isso este episódio de No Escuro: a forma como os "filmes escandalosos" são parte das nossas vidas, constituem-nos. Por isso a deflagração de emoções quando ouvimos o saxofone de Gato Barbieri, que assombrava o genérico, com as pinturas de Francis Bacon, n'O Último Tango... , a carícia, que é a voz de Pierre Bachelet, no tema de Emmanuelle ou a insinuante melodia de Blue Velvet que Bobby Vinton transforma em garrote. Foi com essas conquistas do cinema sobre os limites do que podia ser mostrado que nos tornámos novos espectadores. O "escândalo" é como o ginásio: provoca dores, rasga, e por isso o músculo cresce. Evocações deliciosas que raiam o mito: atravessava-se a fronteira para ir a França ver um filme, O Último Tango..., porque a censura, em Portugal ou em Espanha, não autorizara a estreia. A matéria é vasta. Até porque os escândalos se reeditam: se a manteiga é velha, recente é a "descoberta" de que a actriz Maria Schneider não sabia que com ela iria ser barrada por Marlon Brando na sequência da violação, o que tornou O Último Tango em Paris, de novo, um símbolo. De sinal contrário, desta vez, ao da liberdade ou da quebra de tabus. Questiona-se agora os limites da criação: até onde pode ir um filme? Dedicaremos duas jornadas ao assunto. Neste episódio evocamos: O Nascimento de uma Nação, de D. W. Griffith (1915) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick (1971) O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci (1972) Emmanuelle, de Just Jaeckin (1975) Saló, os 120 Dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini (1975) O Império dos Sentidos, de Nagisa Oshima (1976) Je Vous Salue Marie, de Jean Luc Godard (1985) Veludo Azul, de David Lynch (1986) A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese (1988) No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um trecho de The Hidden Desert, gentilmente cedido por Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano). E o nosso apelo é: #levantemoraboevaoaocinema. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  6. 2 de out.

    Desta vez, com "Digger", Tom Cruise estatela-se?

    Uma pergunta e uma incontida melancolia: porque é que Tom Cruise não é um actor de "filmes normais", de comédias românticas ou de pequenos, serenos melodramas? Porque é que cada projecto tem de equivaler a uma proeza, como se fosse um mergulho no Grand Canyon ou um voo planado a partir do Empire State Building? Porque é que um filme com Tom Cruise se reconduz sempre à exibição de um solo? (saudades de A Cor do Dinheiro). Porque é que está sempre em causa a salvação do cinema? É o que nos perguntamos neste episódio de No Escuro, na semana em que estreia Digger, o filme que à fome (de Cruise) junta a vontade de comer (de Alejandro González Iñárritu): o sublinhado, o sentencioso, o grotesco. E eis como Digger, em que o actor interpreta um milionário e o mundo está a braços com a catástrofe climática, está já a dividir. Talvez por essa Tom não esperasse, ele que, entre outras coisas, é um salteador da arca perdida do consenso. Depois de verem o filme e de ouvirem este episódio do podcast, digam se concordam connosco neste, mas também pode ser noutro, ponto: "Viva Riz Ahmed!" No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um trecho de The Hidden Desert, gentilmente cedido por Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano). E o nosso apelo, é: #levantemoraboevaoaocinema. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  7. 25 de set.

    Entre o sexo de "... Acampamento Miasma" e a cabeça de Almodovar, preferimos o sexo

    Adolescência, Sexo e Morte no Acampamento Miasma é título de filme de terror. O cartaz, com as duas protagonistas cobertas de sangue, também aponta nessa direcção. Mas não nos precipitemos, porque quem não gosta de terror pode ter a tentação de o evitar e seria uma pena. Há sangue a jorrar e algumas cabeças a voar apenas porque Jane Schoenbrun, cineasta, presta aqui homenagem ao género slasher. Mas depois transcende-o para fazer um filme que é, afinal, muito mais sobre sexo e como encontrar um lugar seguro no medo, por paradoxal que possa parecer. A personagem principal, Kris (Hannah Einbinder, que não anda longe de ser um alter ego de Schoenbrun), foi convidada a recuperar a série de filmes sobre o Acampamento Miasma, voltando ao espírito original depois de várias tentativas para manter o entusiasmo dos fãs vivo. Para isso, quer ter no filme a "última rapariga" do episódio original. Ela é Billy (Gillian Anderson) e vive, reclusa, no acampamento isolado onde foi filmado o primeiro Miasma. É uma espécie de Norma Desmond, a diva de Sunset Boulevard, a olhar para o passado, mas leva-se bastante menos a sério. Até porque aprendeu — e esse será o segredo que fascina Kris — que "se as coisas forem demasiado reais, podem-se sempre desligar". O medo e o prazer são aqui uma aprendizagem, com a ajuda da Pequena Morte (não é por acaso que assim se chama ao orgasmo), jovem vítima de transfobia, que quando quer matar de novo sai do fundo do lago onde vive. O lago, esse sítio "de onde vêm os filmes" — leia-se o lugar dos traumas passados — para fazer jorrar o sangue. Mas, afinal, é no meio de frango frito e de gomas cheias de açúcar que Kris se reconcilia com o sexo e o desejo, e é tudo isto que faz deste filme queer um objecto vindo mais do corpo do que da cabeça. Ao contrário do que acontece com outra estreia da semana, Natal Amargo, de Pedro Almodóvar, que já foi, ele também, mais sensual e menos cerebral. Agora, a urgência de filmar transforma-se numa obra que se perde na teia (demasiado) intricada da auto-ficção. Andamos por aqui, entre o corpo e a cabeça, neste episódio do No Escuro, onde até cabem Clint Eastwood e Nanni Moretti (ouçam, para perceber porquê) e o Psico de Hitchcock, referência fundamental para as questões de identidade de género centrais na obra de Jane Schoenbrun. Aliás, quando ainda não tinha abandonado as suas preocupações woke, Kris, a personagem da realizadora, fizera "o Psico do ponto de vista da cortina do chuveiro". Mas isso, claro, foi antes de experimentar o orgasmo. No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um trecho de The Hidden Desert, gentilmente cedido por Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano). E o nosso lema, o nosso apelo, é: #levantemoraboevaoaocinema. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Classificações e avaliações

5
de 5
2 avaliações

Sobre

Vamos falar de cinema e de outras coisas também. Para entender o mundo através dos filmes, com Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara.

Mais de Podcasts PÚBLICO

Você também pode gostar de