Desculpa o Transtorno

Tati Bernardi e Christian Dunker

O programa "Desculpa o Transtorno" é um podcast com Chris Dunker e Tati Bernardi. Nele, os dois leem e-mails com pequenas e divertidas neuroses e fazem comentários. Mande seu e-mail para dotranstorno@gmail.com

  1. há 1 dia

    Ela sabe ser todo mundo, menos ela mesma! | Desculpa o Transtorno #39 com Christian Dunker

    Neste episódio do Desculpa o Transtorno, gravado no Teatro YouTube, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de Nina, que se pergunta quem ela é quando ninguém está olhando.Ela se sente à vontade nos papéis de filha, aluna e estagiária, e sabe exatamente o que cada um deles espera dela. O problema aparece nos momentos em que é “só gente”: longe de qualquer vínculo, bate uma angústia, ela não sabe do que gosta e diz se desorganizar completamente. Com a carta, pede ajuda aos dois para desatar esse nó.Tati e Christian discutem o cansaço de ser si mesmo, a solidão que se vive como desaparecimento e o luto das identificações. Christian apresenta a ideia de hiância em Lacan: o intervalo, a falta, o vão que também nos define para além dos papéis que ocupamos.A conversa passa pela diferença entre gostar, desejar, gozar e amar, pela ilusão de que desejamos quem tem os mesmos gostos que nós e pelos pais que, ao antecipar todas as vontades dos filhos, não deixam espaço para o tédio, para a fome e para a falta. Tati relembra a primeira semana depois do divórcio, quando, sem o marido e sem a filha por perto, precisou escrever uma lista para lembrar quem era.O que sobra de nós quando ninguém espera nada da gente? E se, em vez de perguntar quem somos, a pergunta fosse o que queremos?Comenta aqui o que você achou do episódio.⸻Salve a data: Desculpa o Transtorno ao vivo!20 de fevereiro de 2027 — Teatro Cultura Artística, São PauloIngressos em breve! Acompanhe o anúncio da venda aqui no canal e nos perfis @tatibernardi e @chrisdunker.Quer que sua carta seja lida no teatro? Envie para dotranstorno@gmail.com com o título “Desculpa o Transtorno no Teatro”.⸻O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público. O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunkerParticipe enviando sua carta anônima para: dotranstorno@gmail.com⸻Trecho da Carta:“É como se eu fosse uma performática compulsiva. No sentido de que eu estou sempre confortável em ser um personagem e nas horas em que eu preciso ser só eu, me desorganizo completamente.”⸻CRÉDITOS:Uma produção Estúdio DukeCONTATO: estudioduke@gmail.comDireção: Lucas BuliProdução: Gerson Freitas (Jack)Fotografia: Marco Antonio D’AngeloEdição: Rafael GarciaIdentidade visual e trilha sonora: Zamunda

  2. 20 de out.

    Gay demais para ser HÉTERO, hétero demais para ser GAY | Desculpa o Transtorno #38

    Neste episódio do Desculpa o Transtorno, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de MA, uma pessoa LGBT que cresceu ouvindo dos irmãos um nome que decidiu quem ela era antes que ela mesma pudesse descobrir.“Gay demais para ser hétero e hétero demais para ser gay”, hoje tem dificuldade com relações casuais com homens e quase medo de tentar algo com mulheres, mesmo querendo muito. No sexo, em vez de viver o momento, passa o tempo inteiro pensando no que deveria fazer e no que o outro está pensando dela. Cansada de performar um papel que lhe foi imposto, termina a carta com um desejo simples: “queria só querer”.Tati e Christian discutem a transmissão de segredos e traumas familiares, o que Freud chamou de neurose de destino e a fetichização do significante: quando um nome dado na infância ganha tanto peso que a única saída parece ser encontrar outro nome, sem nunca sair da mesma oposição.A conversa passa pela fantasia como um teatro em que é preciso brincar, pela diferença entre o ator e o palhaço e pela história do psicanalista Juliano Pessanha, que ouviu do pai, aos cinco anos, que era psicótico. Tati relembra a crítica que a perseguiu por décadas, a de ser “publicitária, não escritora”, e Christian fala sobre o intelectual como aquele que fala fora do próprio lugar.É possível desejar livremente quando passamos a vida tentando responder quem somos? E se o caminho não for encontrar o nome certo, mas deixar de precisar de um?Comenta aqui o que você achou do episódio.⸻O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público. O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunkerParticipe enviando sua carta anônima para: dotranstorno@gmail.com⸻Trecho da Carta:“Tenho medo de chegar no sexo e só não querer mais. Queria só querer.”⸻CRÉDITOS:Uma produção Estúdio DukeCONTATO: estudioduke@gmail.comDireção: Lucas BuliProdução: Gerson Freitas (Jack)Giulia LozanoFotografia: Marco Antonio D’AngeloEdição: Rafael GarciaIdentidade visual e trilha sonora: Zamunda

  3. 5 de out.

    Ela sabe TUDO sobre si, mas não sabe o que QUER! | Desculpa o Transtorno #37 com Christian Dunker

    Neste episódio do Desculpa o Transtorno, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de uma psicóloga que faz análise há 12 anos e descobre que saber tudo sobre si mesma não a ajuda a saber o que quer.Perdidamente apaixonada pela analista, que ela vê como figura materna, chegou a levar todas as melhores amigas para se tratarem com ela. Ao supervisor, colocado no lugar de pai, já disse sem pudor que tem vontade de transar com ele. E quando uma sessão aperta, ela corre para o banheiro. Cansada de se interpretar "over and over", termina a carta com um pedido: "me ajudem".Tati e Christian discutem transferência, carência afetiva e o que Lacan chamava de discurso da histeria: um sujeito que idealiza um mestre para depois encontrar nele um furo, e que trabalha sem parar para produzir um saber que nunca parece suficiente.A conversa passa pela diferença entre a carência que suga o outro e a que se transforma em humor, e pela psicologização do discurso, que dá nome a tudo sem transformar nada. Tati relembra o fim marcante de uma análise de oito anos e o dia em que uma analista recusou uma sessão a mais e a mandou de volta para o corpo.De que serve saber tanto sobre si mesmo se esse saber não muda nada? E quando pedimos mais análise, estamos buscando elaboração ou só alguém que diga que nos ama?Comenta aqui o que você achou do episódio.⸻O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público. O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunkerParticipe enviando sua carta anônima para: dotranstorno@gmail.com⸻Trecho da Carta:"Enfim, mil atrapalhadas de montão desse bebê kleiniano testando o amor dos outros. Acho cansativo ser assim e sinto que dou muito trabalho para mim e pros outros."⸻CRÉDITOS:Uma produção Estúdio DukeCONTATO: estudioduke@gmail.comDireção: Lucas BuliProdução: Gerson Freitas (Jack)Giulia LozanoFotografia: Marco Antonio D'AngeloEdição: Rafael GarciaIdentidade visual e trilha sonora: Zamunda

  4. 21 de set.

    A fobia de barata era MEDO da própria MÃE! | Desculpa o Transtorno #36 com Christian Dunker

    Neste episódio do Desculpa o Transtorno, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de uma mulher de 26 anos que descobre, em análise, que seu medo intenso de baratas esconde algo muito mais profundo: o medo da própria mãe. Filha de uma mulher que nunca quis ser mãe e que negava colo, gritava e mantinha a casa em clima de vigilância constante, ela cresceu aprendendo a reconhecer os passos e o barulho da chave que anunciavam a chegada da mãe. Anos depois, já morando sozinha, uma barata aparece embaixo do sofá. O pânico que se segue revela muito mais do que nojo de inseto.Tati e Christian discutem o conceito de imprevisibilidade como fonte de angústia e como uma reação chamada "contrafóbica" pode levar alguém a preferir a punição concreta à espera insuportável do que pode vir. A conversa passa pela teoria da mãe "suficientemente boa" e pelo papel do pai, presente apenas para matar as baratas da casa, mas ausente diante do sofrimento real da filha. Por que certos medos aparentemente irracionais escondem, na verdade, as histórias mais antigas da nossa vida? E o que significa aprender a amar alguém que, durante toda a infância, ensinou você a temer sua própria presença?Comenta aqui o que você achou do episódio.⸻O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público. O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunkerParticipe enviando sua carta anônima para: dotranstorno@gmail.com⸻Trecho da Carta:"Minha fobia não era de baratas, mas sim da minha mãe. Aprendi a reconhecer e diferenciar os passos dela, o barulho da chave na sua mão a abrir a porta. Vivia ao longo da minha infância em constante vigília."⸻CRÉDITOS:Uma produção Estúdio DukeCONTATO: estudioduke@gmail.comDireção: Lucas BuliProdução: Gerson Freitas (Jack)Giulia LozanoFotografia: Marco Antonio D'AngeloEdição: Rafael GarciaIdentidade visual e trilha sonora: Zamunda

  5. 7 de set.

    Ela é a AMANTE, mas nunca foi a ESCOLHIDA | Desculpa o Transtorno #35 com Christian Dunker

    Neste episódio do Desculpa o Transtorno, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de uma mulher de 62 anos, professora e psicóloga, que faz terapia há duas décadas e vive há mais de 30 anos um relacionamento paralelo com o ex-marido. Casados por dez anos e pais de dois filhos, eles se separaram quando ele decidiu voltar para a namorada da adolescência — com quem se casou e permanece até hoje. Mesmo assim, ele nunca deixou de procurá-la, e ela nunca deixou de aceitar.Tati e Christian discutem os jogos de poder escondidos por trás de um desejo que insiste mesmo depois de décadas, e como esse tipo de vínculo pode funcionar como uma forma de gozo — algo que incomoda, mas do qual não se consegue abrir mão. A conversa passa pela ideia psicanalítica de alienação ao desejo do outro: por que a pergunta da autora da carta é sempre sobre o lugar que ela ocupa na vida dele, e nunca sobre o que ela mesma deseja. Também entra em cena a lógica da comparação entre "séries" amorosas, em que cada novo relacionamento é medido pelo que veio antes — e pelo que aconteceu com o outro.Tati compartilha uma experiência pessoal muito parecida, sobre como levou anos para se livrar do fascínio por parceiros que a rejeitavam, e o que finalmente mudou essa dinâmica em sua própria vida. A partir disso, os dois discutem o que é preciso para reconstruir a capacidade de amar depois de anos presa a um roteiro de desprezo e insistência.Afinal, por que alguém continua entregue a uma relação que machuca, mesmo quando tem tudo para seguir em frente? E o que realmente é preciso para que um amor deixe de ser uma repetição e se torne, de fato, uma escolha?Comenta aqui o que você achou do episódio.⸻O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público. O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunkerParticipe enviando sua carta anônima para: dotranstorno@gmail.com⸻Trecho da Carta:"A transa foi boa, mas a escolhida ainda é a outra. A digníssima, a esposa legítima é ela, a namorada de adolescência. Isso me machuca, mas nem sempre."⸻CRÉDITOS:Uma produção Estúdio DukeCONTATO: estudioduke@gmail.comDireção: Lucas BuliProdução: Gerson Freitas (Jack) e Giulia LozanoFotografia: Marco Antonio D'AngeloEdição: Rafael GarciaIdentidade visual e trilha sonora: Zamunda

  6. 24 de ago.

    Ele tinha MEDO daquilo que mais DESEJAVA | Desculpa o Transtorno #34 com Christian Dunker

    Neste episódio do Desculpa o Transtorno, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de um homem de 37 anos que sempre teve uma relação intensa com o próprio desejo sexual, mas que começa a perder a ereção justamente quando finalmente consegue aquilo que mais desejava.Depois de se mudar para a Europa e encontrar um ambiente em que aquilo que antes parecia proibido ou fetichizado se torna muito mais acessível, ele percebe uma mudança radical: o que antes funcionava como objeto de desejo deixa de funcionar quando está disponível.Tati e Christian discutem desejo, fantasia, medo, masculinidade, posição ativa e passiva, jogos de poder e a diferença entre ser sexualmente ativo e ocupar uma posição ativa no próprio desejo. A conversa também aborda como a fantasia pode organizar aquilo que desejamos e por que determinadas situações podem fazer o desejo desaparecer justamente quando parecem mais próximas de sua realização.O episódio passa ainda por uma questão fundamental da carta: as experiências sexuais sem consentimento vividas pelo autor antes da adolescência. A partir disso, Christian levanta a hipótese de que a dificuldade atual pode estar relacionada não apenas ao desejo pelo outro, mas também à relação com o próprio corpo e com uma experiência traumática que ainda precisa ser elaborada.Afinal, o que acontece quando o desejo depende daquilo que ainda não foi conquistado? E por que, às vezes, aquilo que mais queremos pode se tornar justamente aquilo que nos paralisa?Comenta aqui o que você achou do episódio.⸻O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público.O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunkerParticipe enviando sua carta anônima para:dotranstorno@gmail.com⸻Trecho da Carta:"Não era impotência, parecia medo. Mas medo do quê? De cu. Como posso ter medo se fico doido querendo? Desde quando passei de caçador de cu para fugitivo?"⸻CRÉDITOS:Uma produção Estúdio DukeCONTATO: estudioduke@gmail.comDireção: Lucas BuliProdução: Gerson Freitas (Jack) e Giulia LozanoFotografia: Marco Antonio D’AngeloEdição: Rafael GarciaIdentidade visual e trilha sonora: Zamunda

  7. 10 de ago.

    Passei a vida tentando não ser meu pai | Desculpa o Transtorno #33 com Christian Dunker

    Neste episódio do Desculpa o Transtorno, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de um homem que cresceu tentando ser exatamente o oposto do pai. Criado para nunca repetir a violência, os impulsos e os excessos daquele que descreve como uma “montanha”, ele se tornou alguém incapaz de ocupar espaço, sentir raiva ou reconhecer o próprio desejo. Ao olhar para a própria história, percebe que, ao rejeitar tudo o que havia no pai, acabou perdendo também uma parte importante de si. A conversa percorre temas como identidade, masculinidade, desejo, herança familiar, relação entre pais e filhos e o peso das expectativas dos pais sobre a construção de quem nos tornamos. A partir da carta, Tati e Christian discutem como a tentativa de viver para reparar a história dos pais pode fazer alguém abrir mão da própria história. Afinal, como construir um desejo próprio quando passamos a vida tentando corresponder ao desejo de outra pessoa? E o que acontece quando percebemos que a identidade que construímos foi definida muito mais pela negação do outro do que pela descoberta de nós mesmos? Comenta aqui o que você achou do episódio. O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público. O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento. Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunker Participe enviando sua carta anônima para:dotranstorno@gmail.com Trecho da carta: “Meu pai era mais do que um homem. Meu pai era uma montanha. (...) Fui tão bem construído como sombra que não sei existir na luz. Matei tudo que pulsava em mim para não correr o risco de me tornar o que ele foi. E agora sou um homem que não sabe o que quer.”CRÉDITOS: Uma produção Estúdio DukeCONTATO: estudioduke@gmail.com Direção: Lucas BuliProdução: Gerson Freitas (Jack) e Giulia LozanoFotografia: Marco Antonio D’AngeloEdição: Rafael GarciaIdentidade visual e trilha sonora: Zamunda

  8. 27 de jul.

    Sou de esquerda e quero bandido morto! | Desculpa o Transtorno #32 com Christian Dunker

    Estão oficialmente abertas as vagas do clube de leitura e escrita "Fale mal, mas fale de você". Se você quer participar, corre, que as vagas são limitadas! Aqui no site você tem todas as informações que precisa:https://www.tatibernardi.com/ E se eu desejar a morte de todos os bandidos? | Desculpa o Transtorno com Christian DunkerNeste episódio do Desculpa o Transtorno, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de uma jovem progressista, formada, politicamente informada e consciente das desigualdades sociais, mas que admite ter pensamentos violentos contra pessoas que considera “bandidos”. Pensar, desejar e agir não são a mesma coisa. Ter um pensamento moralmente incômodo não significa necessariamente concordar com ele, nem determina sozinho quem uma pessoa é. Tati e Christian discutem culpa, moral, ética, ressentimento, ascensão social, identidade política e os afetos que muitas vezes são reprimidos para preservar uma imagem ideal de nós mesmos. O episódio também aborda como discursos progressistas podem se tornar moralizantes quando deixam de admitir contradições, hostilidades e desejos que não combinam com a identidade que alguém gostaria de sustentar. O que fazemos com aquilo que pensamos? É possível reconhecer um pensamento sem transformá-lo em ação? E quando a tentativa de parecer moralmente coerente impede uma reflexão mais profunda sobre nossos próprios conflitos? Comenta aqui o que você achou do episódio! O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público. O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento. Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunker Participe enviando sua carta anônima para:dotranstorno@gmail.com Trecho da carta“Também preciso mencionar que, mesmo recém-formada, tenho um salário que me coloca entre os 5% da população brasileira. Resumindo: sou bem esclarecida, progressista, voto em candidatos de esquerda e tenho recursos para obter acesso à informação. E, mesmo assim, eu desejo a morte de todos os bandidos.” CRÉDITOSUma produção Estúdio DukeCONTATO: estudioduke@gmail.com Direção: Lucas Buli Produção:Gerson Freitas (Jack)Giulia Lozano Fotografia: Marco Antonio D’Angelo Edição: Rafael Garcia Identidade visual e trilha sonora: Zamunda

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