Refil

Arthur Gubert

De segunda a sexta, sempre às 6h da manhã. Em menos de 20 minutos você fica cheio de assunto.

  1. há 13 h

    Destruir livros para alimentar cérebros, e conversar é exercício pro cérebro.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 📚 O New Yorker publica hoje a reportagem mais completa sobre o fenômeno das empresas de IA comprando e destruindo livros físicos para treinar modelos de linguagem. O juiz federal William Alsup, que preside o processo dos autores contra a Anthropic, repreendeu a empresa por ter baixado mais de sete milhões de cópias piratas de livros — mas decidiu que usar livros para treinar IA é "fair use": "Autores não podem excluir ninguém de usar suas obras para treinamento ou aprendizado", escreveu. Uma jornalista enviou a lista de 600 títulos que livreiros acreditam ter vendido a empresas de IA para a pesquisadora Melanie Walsh da Universidade de Washington analisar. A conclusão: 8 das 10 principais editoras dos títulos vendidos eram editoras acadêmicas. A maioria dos livros tinha tiragem baixa — geralmente menos de mil cópias — e foi publicada entre os anos 70 e 2010. "Com base nesta amostra, parece que empresas de IA podem estar interessadas em treinar modelos em pesquisa acadêmica revisada por pares em uma ampla gama de assuntos", concluiu Walsh. (New Yorker) 🗣️ O Washington Post publica uma reportagem usando o "Gen Z stare" — o olhar vazio e sem expressão que jovens exibem quando confrontados com interações verbais — como ponto de entrada para uma tendência documentada: estamos falando menos, e cientistas estão preocupados com o que isso faz com nossos cérebros. Uma análise publicada em julho no Perspectives on Psychological Science com mais de 2.000 pessoas encontrou que americanos e pessoas de outros países estão falando cerca de 300 palavras a menos por dia. Cal Newport, professor de Georgetown, disse que acredita que as pessoas estão falando menos porque interações presenciais ou por voz são difíceis. Mas esse é exatamente o ponto: "O problema é que nossos cérebros sociais equiparam sacrificar tempo e atenção em favor de outra pessoa como o principal sinal de uma conexão importante. Então, quando tornamos a socialização mais fácil, paradoxalmente nos sentimos menos conectados." (Washington Post) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠ Hoje é segunda feira, 31 de agosto de 2026. Acesso o grupo do Refil no WhatsApp Cupom assinatura Oh Bruder: REFIL MANCHETES Destruir livros para alimentar cérebroshttps://www.newyorker.com/culture/the-lede/destroying-books-to-build-a-mind Conversar é um exercício para o cérebro

    Destruir livros para alimentar cérebros, e conversar é exercício pro cérebro.
  2. há 1 dia

    Falta de vergonha na cara, e a improvável aliança do Uber com os táxis.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 😳 O New Yorker publica hoje a primeira coluna de Jay Caspian Kang numa série sobre o declínio da vergonha na era das redes sociais. O ponto de partida é o "tanking" da NBA — quando times propositalmente perdem jogos para melhorar as chances no draft. O argumento: a vergonha social sempre funcionou como mecanismo de controle de comportamento coletivo. Quando um político mentiu, um CEO abusou do cargo, um time perdeu de propósito, a penalidade social era real e dolorosa. Hoje, o escândalo vira podcast, a controvérsia vira contrato de livro, e a contagem de seguidores sobe. Conseguimos monetizar a desonra. Kang não defende o retorno da humilhação pública — a internet já nos deu o suficiente disso. Mas documenta o que acontece quando normas sociais são ignoradas em favor de um interesse próprio estreito: os resultados são desastrosos para todos os outros (New Yorker) 🚕 O Financial Times publica uma análise sobre uma das alianças mais improváveis do mundo dos negócios: a Uber, que passou anos sendo o inimigo público número 1 dos taxistas do mundo inteiro, está se tornando sistematicamente o maior parceiro da indústria de táxi. No México, a Uber anunciou uma aliança "histórica" com a MX Taxi às vésperas da Copa do Mundo, permitindo que usuários peçam táxis licenciados dentro do app Uber, com tarifas reguladas e sem preço dinâmico. Em Los Angeles, a Uber fez parceria com o LA Yellow Cab. Em Nova York, há pilotos em andamento. A lógica é simples: taxistas têm licenças, regulação e conhecimento local. A Uber tem a plataforma e os usuários. A guerra acabou porque ambos os lados perceberam que a aliança era mais lucrativa do que o conflito (FT / Mexico News Daily) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

    Falta de vergonha na cara, e a improvável aliança do Uber com os táxis.
  3. há 2 dias

    O lado ruim de meditar, e o que está faltando na vida de todo mundo.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 🧘 O Atlantic publica hoje um perfil de Willoughby Britton, psicóloga clínica que passou quase duas décadas documentando o que ninguém no mercado de meditação quer discutir: os danos reais da prática. Sua pesquisa encontrou que cerca de 1 em cada 10 meditadores experimenta efeitos adversos durando mais de um mês — de ansiedade e insônia a surtos psicóticos completos e ideação suicida. Em seu estudo mais importante, 82% dos meditadores que reportaram qualquer efeito adverso descreveram medo, ansiedade, pânico ou paranoia. Outros relataram alucinações, raiva e delírios — com sintomas durando em média de um a três anos. Nenhum tinha histórico psiquiátrico prévio. Britton fundou a Cheetah House, uma organização sem fins lucrativos que atende cerca de 200 pessoas por mês que sofreram danos pela meditação. Ela própria parou de meditar em 2017. "Trate a meditação como qualquer outro relacionamento. Se você se sente uma merda com aquela pessoa, talvez seja hora de terminar", disse (Atlantic) ✨ O Atlantic publica na edição de outubro um ensaio do escritor Ian Bogost sobre o que está faltando na vida moderna. As pessoas estão otimizando a vida "como se viver fosse outro emprego. Muitos de nós parecem estar nos maxxando para fora das experiências e perspectivas que nos dão significado máximo." O maxxing — looks-maxxing, sleep-maxxing, protein-maxxing, potassium-maxxing, sun-maxxing — é uma visão de mundo reducionista disfarçada de expansionismo. Quando metas substituem experiências, você perde a liberdade de encontrar sua vida como ela acontece. Bogost argumenta que o antídoto não é uma viagem ao Grand Canyon ou a uma bela paisagem — é o espanto, que pode aparecer em qualquer lugar, e que está sendo sistematicamente eliminado por uma cultura que só valoriza o que pode ser otimizado (Atlantic) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

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  4. há 6 dias

    286 dias no mar e finalmente em terra, e o vaso sanitário com IA chegou.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: ⚓ Ontem, 5.000 marinheiros e fuzileiros navais do porta-aviões USS Abraham Lincoln pisaram em terra pela primeira vez em nove meses — o primeiro descanso real desde antes do Dia de Ação de Graças. A tripulação do Lincoln está em Pattaya, na Tailândia, depois do que se tornou o maior deploy contínuo de um porta-aviões americano em décadas, com 286 dias de missão apoiando operações no Irã e na Venezuela. O navio chegou ao porto coberto de ferrugem visível acima da linha d'água e na borda do convoo de voo — o que quase dez meses no mar faz com qualquer navio sem manutenção. Durante a missão, a tripulação enfrentou problemas de moral, encanamento e suprimentos de comida. Pelo menos um marinheiro tentou suicídio, e há relatos de mais casos. Após protestos públicos, a Marinha substituiu o Lincoln pelo USS George Washington, liberando a tripulação para viajar à Tailândia e, em seguida, para casa. (NBC News / UPI) 🚽 A Wired publica uma reportagem sobre os vasos sanitários inteligentes com IA que já estão no mercado — e que você pode comprar se quiser. Na CES 2026, o Vovo Smart Toilet "Neo" foi premiado de Innovation Honoree pela Consumer Technology Association. O produto custa US$4.990 e tem sensor de análise de urina embutido que exibe resultados em tempo real num monitor de parede. O Neo também tem um sistema de IA chamado "Jindo the Dog" que alerta familiares se o usuário não usar o banheiro por mais de 12 horas — pensado para idosos que moram sozinhos. Pesquisadores sul-coreanos publicaram no periódico Advanced Science um sistema que analisa a duração, espessura e consistência das fezes em tempo real, identificando constipação com precisão estatística. A Wired examina a questão de privacidade que nenhum fabricante quer responder diretamente: quem tem acesso aos seus dados de banheiro? (Wired / CES 2026) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

    286 dias no mar e finalmente em terra, e o vaso sanitário com IA chegou.
  5. 3 de set.

    A Gen Z que trata o chefe como mãe, e NY proibindo IA nas escolas hoje mesmo.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 👩‍💼 The Cut publica um ensaio na coluna "Ask a Boss" sobre um padrão que gestores estão reportando com frequência crescente: funcionários da Geração Z que tratam o chefe como figura parental. Não no sentido de respeito hierárquico — no sentido oposto: buscando suporte emocional, compartilhando detalhes íntimos da vida pessoal não solicitados, pedindo validação constante, expressando mágoa quando não recebem cuidado emocional do supervisor. A colunista Alison Green analisa o que está acontecendo: uma geração que cresceu com pais "helicóptero" altamente presentes chegou ao trabalho esperando a mesma disponibilidade emocional — e ficou genuinamente surpresa quando o chefe não estava lá para isso. O argumento não é que a Gen Z está errada. É que a transição entre a família como sistema primário de suporte e a vida adulta nunca foi ensinada (The Cut) 🤖 O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou hoje uma moratória de um ano no uso de IA generativa em todas as escolas públicas da cidade para alunos do 2-K até o 8º ano — cobrindo cerca de 600 mil crianças no maior distrito escolar dos EUA. A moratória começa no dia 10 de setembro, primeiro dia de aula. Aulas de literacia digital com IA serão obrigatórias duas vezes por ano para todos os alunos. Até 50 mil alunos do ensino médio poderão participar de programas-piloto supervisionados. "A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a IA na educação é inevitável e necessária. Nós não vemos dessa forma", disse Mamdani. "Ainda não vi um estudo mostrando que IA é benéfica para alunos do ensino fundamental, com exceção das pesquisas financiadas pelas próprias empresas que lucrariam com isso" (Washington Post / Fortune / AP) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

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  6. 1 de set.

    Ser solteiro pode ser ótimo, e o apocalipse de cibersegurança está chegando.

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    Ser solteiro pode ser ótimo, e o apocalipse de cibersegurança está chegando.
  7. 31 de ago.

    Os bebês que já estão sendo preparados para tech, e o futuro da internet pós-Meta.

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  8. 28 de ago.

    Como o mercado molda a próxima geração, e você acredita em destino?

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 💼 O New Yorker publica na série "Fault Lines" um ensaio com uma premissa que se confirma em cada dado disponível: jovens já estão descontentes com o mercado de trabalho — e não vai melhorar tão cedo. O artigo mapeia como o mercado atual está moldando psicologicamente a próxima geração. Jovens entre 22 e 30 anos entraram no mercado durante o período mais difícil para empregos de nível de entrada em décadas: IA comprimindo exatamente as funções que serviam de porta de entrada, desemprego jovem elevado, salários estagnados frente à inflação e a sensação de que o contrato social do trabalho foi quebrado. A tese central é que mercados de trabalho não só definem o que as pessoas fazem — definem o que elas esperam, o que valorizam e quem acreditam que são (New Yorker) 🔮 O New Yorker publica um ensaio da série "Open Questions" sobre uma das perguntas mais antigas e mais persistentes da filosofia — você acredita em destino? A resposta honesta é que a maioria das pessoas acredita em destino de forma inconsistente: negam quando questionadas diretamente, mas pensam em termos de destino quando algo importante acontece. A psicologia tem nome para isso — "apofenia retrospectiva" — a tendência de ver padrões e significado em eventos depois que eles acontecem. A pesquisa também mostra que acreditar em destino tem efeitos mensuráveis no comportamento: quem acredita fortemente em destino tende a perseverar menos diante de dificuldades — porque se vai dar certo, vai dar; se não vai, não vai. Mas também a se sentir mais satisfeito com as escolhas que fez (New Yorker) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

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