Wandson Lisboa nasceu em São Luís do Maranhão, no Brasil, uma terra da qual fala com orgulho onde quer que vá. Aliás, recentemente foi distinguido com o título simbólico de embaixador do Maranhão em Portugal, onde chegou em 2010 para estudar design gráfico, no Porto. Os desenhos passaram para o feed de Instagram e a sua conta, onde tem 231 mil seguidores, foi considerada pelo Huffington Post como uma das mais criativas do mundo. Desde então, trabalha em comunicação visual para grandes marcas. Está a vencer na Europa, como diz tantas vezes. Define-se como artista de variedades por não encontrar uma categoria onde se encaixar. É designer e ilustrador, mas também influencer, apesar de não gostar desse título. "Sou mais do que influenciador. Trabalho criando conteúdos, faço guiões e ilustro. Acho redutor [o título de influencer] para quem cria conteúdos", define em entrevista no segundo episódio do podcast A Vida não É o Que Aparece, onde analisa também o impacte que a inteligência artificial poderá ter (ou melhor, já está a ter) no trabalho dos criativos. "Perdi a pica toda. Porque olhava para um limão e imaginava-o com os olhos. Começava a cortá-lo, abria e fazia uma boca. E o que será a língua? A língua pode ser uma folha… Isto ainda dá para fazer, mas parece que o próprio algoritmo do Instagram já não valoriza este tipo de trabalho", lamenta. Muito mudou desde que chegou a Portugal há mais de 15 anos — "Portugal é a minha terra", orgulha-se — e nem tudo foi para melhor. "Instaurou-se um bocadinho de medo na comunidade brasileira em Portugal. Posso afirmar isso. Não sei o dia de amanhã pela forma como as coisas estão a correr", desabafa. E declara: "Isto não é sobre nacionalidade, é sobre protecção. É sentir-me protegido no lugar que escolhi ficar, no lugar que escolhi amar." Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts. See omnystudio.com/listener for privacy information.