Esporte em foco

Notícias e entrevistas sobre futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1... Espaço aberto para a cobertura exclusiva dos grandes torneios franceses e europeus. Destaque para a atuação dos atletas brasileiros na Europa.

  1. HACE 4 DÍAS

    PSG vira página do título do campeonato francês e sonha com a taça da Champions League

    O título do Paris Saint-Germain na temporada 2025/26 da Ligue 1, que é o campeonato francês, não chegou a ser uma surpresa. A conquista veio após a vitória de 2 a 0 sobre o Lens com uma rodada de antecipação na quarta-feira passada (13). Marcio Arruda, da RFI em Paris Agora, o PSG volta a campo neste domingo para fazer o último jogo desta competição. O dérbi parisiense será no estádio Jean-Bouin contra o Paris FC, que este ano subiu para a elite do campeonato francês e eliminou da Copa da França o rival mais rico e mais famoso da capital. Nas 33 partidas até o momento na Ligue 1, o PSG venceu 24, empatou quatro e perdeu apenas cinco. O clube tem o melhor ataque da competição com 73 gols, que foram marcados por 18 jogadores do elenco. A artilharia do Paris Saint-Germain neste campeonato ficou dividida entre Ousmane Dembélé, eleito melhor jogador do mundo na última votação organizada pela France Football e apontado como craque do campeonato, e Bradley Barcola; cada um marcou 10 gols. Titular nos últimos seis jogos do PSG, Lucas Beraldo tem crescido de produção nesta reta final de temporada. O brasileiro, revelado para o futebol profissional pelo São Paulo, afirmou que não tem preferência por jogar de zagueiro, lateral ou volante. “Independentemente do setor do campo que eu vá jogar, seja como zagueiro, volante ou lateral, acho que estou sempre pronto para ajudar a equipe, que é o mais importante. O Luis Enrique sabe extrair isso muito bem de todos os jogadores, mudando a posição e ajudando cada um nas novas funções. Ele está fazendo assim comigo e poder aproveitar isso é uma coisa incrível”, contou o zagueiro de origem, Beraldo. A defesa é um dos pontos fortes do time nesta temporada. O Paris Saint-Germain não tomou gol em 18 dos 33 jogos na Ligue 1, comprovando a solidez do setor. Mesmo estando no final da temporada, o técnico Luis Enrique promoveu a estreia de uma joia do clube contra o Lens. O zagueiro Dimitri Lucea fez seu primeiro jogo com o time profissional do PSG e falou sobre o sentimento de defender o atual campeão da Europa. “É um orgulho imenso poder fazer parte da equipe da capital da França. É sempre um orgulho porque é um grande clube. Então, eu estou feliz por ter ajudado a equipe a buscar esta vitória diante do Lens”, afirmou o jovem de 19 anos. Paredão russo Eleito melhor em campo na partida que garantiu o título francês, o goleiro do PSG, o russo Matvei Safonov, teve uma atuação de gala. “Gostaria de dar os parabéns para todo mundo que assistiu a este jogo e acompanhou a nossa temporada. Fizemos um grande trabalho e todos estamos muito felizes porque parte do nosso objetivo terminou nesta partida. Foi muito importante ganhar este jogo aqui", disse Safonov. "O Lens merece respeito porque foi um jogo muito difícil para a gente. Então, foi muito bom sairmos daqui como campeões. Todos estão de parabéns." Maior campeão da França Este foi o décimo quarto título do Paris Saint-Germain no campeonato francês. O PSG é o maior campeão da história da competição, com quatro troféus a mais do que o Saint-Étienne. Neste ranking dos maiores campeões, o Olympique de Marseille está em terceiro, com nove títulos, logo à frente do Mônaco e do Nantes, ambos com oito. Leia tambémPSG eleva futebol francês a circuito de clubes que realmente contam na Europa, diz imprensa Esta conquista do PSG foi a quinta seguida na Ligue 1, um recorde na história do Paris Saint-Germain. O líder deste ranking é o Lyon, que conquistou sete vezes seguidas o campeonato francês entre 2002 e 2008.   O título também foi especial para o técnico Luis Enrique, que está no comando do PSG desde julho de 2023. O treinador espanhol chegou a onze troféus pelo clube e se tornou, ao lado de Laurent Blanc, o técnico mais vitorioso da história do PSG. Apesar da importante marca pessoal, Luis Enrique reconheceu que o resultado do jogo em Lens poderia ter sido outro. “É um resultado que talvez tenha sido injusto para o Lens porque eles mereceram mais que a gente. Mas nós mostramos novamente o nosso nível e a nossa ambição, que é muito importante para gerir esta fase final da temporada. Estamos felizes porque foram três anos bem difíceis. Neste, o Lens fez um campeonato muito bom. Além disso, jogar neste estádio em Lens foi muito importante porque no próximo ano serão duas das equipes que estarão disputando a Champions League”, afirmou Luis Enrique. A um jogo da glória da Champions League O foco do Paris Saint-Germain agora está na final da Champions League. Depois de eliminar Mônaco, Chelsea, Liverpool e Bayern de Munique nas fases mata-mata, o PSG chega confiante a mais esta decisão. “A expectativa é sempre muito grande. A gente vai se preparar com calma para a final da Champions League. Então, a gente vai tranquilo para que possamos aproveitar bem tudo que envolva essa final”, garantiu Lucas Beraldo. O jogo que vai coroar o campeão da temporada 2025/26 da Champions League será contra o Arsenal, melhor time da primeira fase da competição. A final entre os clubes francês e inglês será no dia 30 de maio na Arena Puskás, em Budapeste, na Hungria. Leia tambémPSG elimina o Bayern e vai à final da Champions tentar o bi:"É aproveitar o momento", diz Marquinhos O Paris Saint-Germain vai fazer a sua segunda final consecutiva da Liga dos Campeões – a terceira na sua história. O PSG é o atual campeão da Champions e vai jogar pelo bicampeonato da mais importante competição europeia. O elenco atual do Paris Saint-Germain, liderado pelo brasileiro e capitão Marquinhos, que fez 32 anos na última quinta-feira, segue fazendo história para se tornar o melhor PSG de todos os tempos.

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  2. 8 MAY

    Diogo Moreira vive ‘sonho’ ao recolocar Brasil na MotoGP, a Fórmula 1 do motociclismo

    Aos 22 anos, Diogo Moreira vive sua primeira temporada na MotoGP, a principal categoria do motociclismo mundial. O piloto brasileiro chega à elite depois de passar pelas categorias de base – Moto3 e Moto2 – e conquistar, em 2025, o título mundial da Moto2, um resultado inédito para o Brasil. “Depois de tanto esforço, está sendo um sonho”, diz Moreira em entrevista à RFI. Luiza Ramos, da RFI em Paris A promoção para a MotoGP em 2026 marca uma nova etapa da carreira do jovem, com motos mais potentes, corridas mais longas e um nível de exigência maior, tanto física quanto técnica. A estreia de Diogo Moreira na MotoGP, pela equipe LCR Honda, na temporada de 2026, representa o fim de um jejum histórico para o Brasil, que ficou quase duas décadas fora do grid da elite da motovelocidade. Alex Barros, último representante brasileiro na categoria, se aposentou em 2007, quando competia pela equipe Ducati. Neste fim de semana, de 8 a 10 de maio, Moreira vai disputar, pela primeira vez, uma prova da MotoGP no clássico circuito Bugatti, no Grande Prêmio da França, em Le Mans. A etapa foi palco da vitória de Johann Zarco em 2025. “Depois de tantos anos, o pessoal no Brasil está muito animado. Eu acho que eu ter voltado para o Mundial, e ainda mais depois de ter ganhado o campeonato [Moto2] ano passado, fez o pessoal voltar a ver as corridas. Acho que está impulsionando muito mais o campeonato no Brasil, os fãs", diz. "Para mim está sendo uma honra também. Vou continuar fazendo o que estou fazendo e tentar melhorar a cada corrida. Está sendo uma motivação a mais”, afirma o piloto, natural de Guarulhos. Além disso, Diogo passa a ser uma referência atual para uma nova geração que acompanha o esporte no país, justamente em um momento em que o motociclismo brasileiro busca se fortalecer, com o retorno do Brasil ao circuito internacional após mais de duas décadas fora do calendário do campeonato. A prova realizada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, no penúltimo fim de semana de março, contou com um público de quase 150 mil pessoas e reforçou o interesse do público local pela competição. Diogo vive desde a adolescência na Espanha, quando decidiu se dedicar ao esporte. “Eu sempre sonhei em correr no Brasil e ainda mais na MotoGP. Para mim foi um fim de semana muito, muito emocionante, muita gente da minha família, muitos amigos. Foi muito legal para mim e para todos os brasileiros”, comentou ele, que foi o 13º colocado no Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, em 22 de março. Parceria com francês e amizade com grandes nomes da Espanha Na competição, o brasileiro divide pista com alguns dos nomes mais reconhecidos da modalidade, como os irmãos espanhóis Alex e Marc Márquez, além de correr na mesma equipe do francês Johann Zarco, um dos pilotos mais experientes do grid. “Eu acho que a gente faz uma boa dupla. A gente tenta sempre melhorar um com o outro. Agora, no momento, estou aprendendo muito mais com ele. Vai chegar um momento em que a gente vai conseguir aprender os dois juntos”, aposta o jovem talento. Antes do GP da França neste fim de semana , Diogo ocupa a 17ª posição na classificação geral, entre 24 pilotos. “Estou em uma fase de aprendizado da categoria, da moto, mas acho que a gente está fazendo um bom trabalho. Estou no melhor campeonato do mundo e na melhor categoria", comemora. "Mais do que isso é difícil. Então, a gente tem que ter calma agora e tentar melhorar a cada fim de semana”, completa. Treinamento mais intenso na MotoGP Na Moto2, as motos têm motor único e padronizado, um tricilíndrico de 765 cc, com cerca de 140 cavalos de potência, atingindo velocidades próximas de 300 km/h, o que reduz as diferenças técnicas e valoriza a habilidade do piloto. Já na MotoGP, categoria principal do Mundial, as motos são protótipos de fábrica, com motores de até 1000 cc, mais de 250 cavalos e velocidades acima de 350 km/h. Por isso, a Moto2 é vista como uma categoria de formação, uma etapa intermediária em que jovens pilotos se desenvolvem antes de chegar à elite do motociclismo mundial. Diogo Moreira conta que os treinamentos são mais intensos agora que está na MotoGP. “O fim de semana é muito mais curto, a gente tem menos tempo livre fora da moto. É quase o fim de semana inteiro em cima da moto. Mas também é o que eu sempre quis, então, estou me divertindo muito no momento. Fisicamente estou me preparando muito mais”, revela. Ídolos e inspirações O convívio diário com atletas consolidados faz parte do processo de adaptação à nova categoria, principalmente com Marc Márquez, campeão da MotoGP em 2025, em quem Diogo se inspira. “A gente tem uma boa relação, quando a gente vai treinar juntos. Desde que eu comecei na motovelocidade, eu o vi ganhar. Então, para mim é um ídolo”, destaca. Além de Marc Márquez, o piloto também cita Ayrton Senna, ícone brasileiro morto há 32 anos e que Diogo não chegou a ver competir: "Desde o começo da minha carreira, ainda no motocross, eu sempre me inspirei na história do Ayrton Senna, que é muito interessante. Até hoje eu continuo entendendo um pouquinho mais da história dele. Por isso que eu sempre gostei, sempre vou gostar”, declara. Ainda na quinta etapa do campeonato de 22 fases no total, que termina em novembro em Valência, Diogo mantém os pés no chão ao projetar o futuro. “Eu estou bem satisfeito. Eu acho que a gente pode continuar melhorando ainda muito mais. Então, vai chegar com calma. A gente tem o campeonato inteiro pela frente. É muito cedo ainda para falar", avalia. "A gente tem que se concentrar nesse ano e tentar, a cada fim de semana, melhorar. O que for para o ano que vem vai estar bom.”

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  3. 3 MAY

    Copa do Mundo 2026: participação do Irã reacende tensões no esporte e na diplomacia global

    A cerca de 40 dias do início da Copa do Mundo de futebol, a participação do Irã no torneio voltou a expor tensões diplomáticas no cenário internacional. Nesta semana, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmaram que a seleção iraniana estará presente na competição, apesar das controvérsias geopolíticas que envolvem o país. Durante um congresso da FIFA realizado em Vancouver, no Canadá, Gianni Infantino foi direto ao confirmar a presença da seleção iraniana no Mundial: “Quero confirmar que o Irã participará da Copa do Mundo”, declarou o presidente da FIFA. “E, é claro”, acrescentou, “o Irã jogará nos Estados Unidos”.  Pouco depois, questionado por jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, o presidente norte-americano, Donald Trump, respondeu em tom irônico, citando diretamente o dirigente da FIFA: “Se o Gianni disse isso, então estou de acordo”.  Para analisar o contexto político por trás desses anúncios, a reportagem da RFI ouviu Raphaël Le Magoariec, doutor em Geopolítica pela Universidade de Tours, na França, e especialista em Oriente Médio.  Segundo ele, Donald Trump foi colocado “diante de um fato consumado” e se mostra incomodado com a postura da FIFA, que tenta se afastar das disputas geopolíticas, especialmente em um momento de forte tensão na região.  “O presidente americano foi colocado diante de um fato consumado e, sobretudo, ele está muito incomodado com o discurso da FIFA, que deseja, como vimos na última quinta-feira (30), sair da geopolítica, especialmente desta geopolítica regional do Oriente Médio, que está atualmente pegando fogo”.  Interesses da FIFA acima dos conflitos internacionais Le Magoariec lembra que Gianni Infantino tentou, durante a assembleia da FIFA, aproximar os presidentes das federações israelense e palestina, em uma tentativa de mediação simbólica. “Vemos claramente que o presidente da FIFA, que atribuiu o primeiro Prêmio da Paz da FIFA a Trump em dezembro, está incomodado com os desdobramentos e com toda a política de Donald Trump no Oriente Médio atualmente”.  Para o especialista, a iniciativa não teve sucesso, mas revela ambições políticas do dirigente máximo do futebol mundial. “Não funcionou, mas vemos muito bem que ele está tentando; podemos até nos perguntar se ele não tem vontade de obter ele próprio o Prêmio Nobel da Paz”, sugere.  Le Magoariec destaca ainda que, para Infantino, os interesses financeiros da instituição têm prioridade sobre os conflitos internacionais. “Para ele, o que conta é o lucro e enriquecer cada vez mais a FIFA. Portanto, todas as rivalidades geopolíticas devem silenciar para que o lucro prevaleça. Essa é a realidade dele”, opina.  Futebol e poder político no Irã  De acordo com o especialista, Gianni Infantino insiste em assumir um papel político no cenário internacional. Nesse contexto, o futebol iraniano não pode ser dissociado do poder político, nem dentro do Irã nem em outros países do Oriente Médio e do Golfo Pérsico.  Raphaël Le Magoariec lembra que a seleção representa oficialmente a República Islâmica do Irã e que a estrutura esportiva está diretamente ligada ao regime, já que “a federação iraniana é dirigida por Mehdi Taj, um ex-membro da Guarda Revolucionária”, detalha o especialista.  Segundo ele, o esporte é utilizado como instrumento simbólico de controle social.  “É preciso compreender que o futebol, a luta ou o voleibol são para o Irã elementos simbólicos de controle social.” Esse vínculo entre esporte e política não é exclusivo do Irã, afirma Le Magoariec. “Mesmo em outros países da região, nos países do Golfo Pérsico, não está dissociado da política e faz parte do simbolismo do poder, da encenação da potência e do controle social.”  Le Magoariec cita ainda declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que demonstrou preocupação com a composição da delegação iraniana que viajará aos Estados Unidos. “Foi por isso que Marco Rubio insistiu que o problema não eram os jogadores, mas sim a delegação. É preciso ver quem fará parte da delegação que irá viajar. É isso que causa preocupação”.  Onde o Irã vai jogar?  Apesar da confirmação da presença do Irã no Mundial, permanece a dúvida sobre os locais dos jogos da seleção. O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com partidas previstas para Los Angeles e Seattle.  Para Raphaël Le Magoariec, uma alternativa seria transferir os jogos para outro país-sede da Copa, como México ou Canadá. “Essa é realmente a solução: que sejam deslocados para outro país. Sabendo que o Irã deveria jogar especialmente em Los Angeles, onde vive a maior comunidade iraniana nos Estados Unidos.”  O especialista ressalta, no entanto, que a seleção iraniana não conta com apoio unânime da diáspora. Segundo ele, “uma parte da diáspora é contra esta seleção”.  Precedentes e riscos de contestação  Le Magoariec lembra que a Copa do Mundo de 2022, no Catar, ocorreu após a morte da jovem Mahsa Amini, detida pela polícia da moralidade iraniana por supostamente não usar o hijab de forma adequada. Na ocasião, muitos torcedores iranianos vaiaram a própria seleção, vista como representante do regime.  Para o especialista, a FIFA não demonstra a mesma preocupação neste novo Mundial.  “A FIFA tentou organizar os jogos em locais onde houvesse muitos torcedores, mas existe essa questão da contestação, pois grande parte da diáspora vê a seleção hoje como a seleção da Guarda Revolucionária”.  Casos recentes, como a desistência da delegação iraniana de participar do congresso da FIFA no Canadá, alegando problemas migratórios, reforçam como a Copa do Mundo que se aproxima segue profundamente marcada pela geopolítica.

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  4. 26 ABR

    Lucas Beraldo, do atual campeão PSG, diz que clube está pronto para encarar o Bayern nas semifinais da Champions

    Esta semana promete ter fortes emoções em Paris. O PSG entra em campo na terça-feira (28) no Parc des Princes para enfrentar o Bayern de Munique, no primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões.  Marcio Arruda, da RFI em Paris O Paris Saint-Germain é o atual campeão da Champions League e vai jogar pela terceira vez seguida as semifinais da Liga, um desempenho incomum para a maioria dos clubes, frisou técnico do Paris, Luis Enrique. "Isso é muito difícil de conseguir. Estamos orgulhosos do que fizemos até agora e queremos muito mais. Buscaremos, nos próximos anos, fazer a mesma coisa ou melhorar ainda mais", disse. "Nós sabemos que, no futuro, será difícil estar novamente numa semifinal ou até mais chegar mais adiante”, ressaltou o treinador do Paris Saint-Germain. Na fase mata-mata desta edição, o PSG passou pelo Mônaco, eliminou o Chelsea – vingando a derrota na final do mundial de clubes de 2025 – e despachou o Liverpool. Os jogadores do clube francês têm demonstrado confiança para a partida que será disputada nesta terça-feira, em Paris. O zagueiro brasileiro Lucas Beraldo, que já atuou de lateral e volante com a camisa do time parisiense, disse que o elenco está focado na Champions League. “A expectativa é sempre a melhor possível. A gente conhece a qualidade do nosso adversário, então, a gente está se preparando da melhor forma possível porque esse mês vai ser importante para a gente, nesta temporada”, contou o brasileiro. Osso duro de roer O Bayern de Munique tem sido uma pedra no sapato do PSG na Champions. Na final de 2020, o time alemão ganhou por 1 a 0 e foi campeão. Na temporada seguinte, foram dois jogos pelas quartas com uma vitória para cada lado e classificação do clube francês. Nas oitavas da edição de 2022/23, o balanço foi duas vitórias do Bayern sobre o PSG. Nesta temporada, no jogo disputado em novembro do ano passado na capital da França, nova vitória do Bayern: 2 a 1. Para a partida desta terça-feira,  o Bayern, campeão desta temporada da Bundesliga e finalista da Copa da Alemanha, terá pelo menos dois desfalques: o meia-atacante Serge Gnabry, lesionado na coxa direita e que não poderá disputar a Copa do Mundo pela seleção da Alemanha, e o técnico Vincent Kompany. O ex-zagueiro do Manchester City e da seleção da Bélgica – ele estava em campo na partida em que os belgas tiraram o Brasil da Copa de 2018 – foi punido com cartão amarelo durante o jogo em que o Bayern eliminou o Real Madrid e está suspenso para a partida em Paris. “Em termos de como vamos organizar o jogo contra o PSG, nós ainda estamos pensando. Para ser honesto, não estou feliz com o cartão amarelo que recebi no jogo contra o Real Madrid. O quarto árbitro está lá também para nos escutar", argumentou. "Em um determinado momento, teve um lance discutível e é normal que eu, como técnico do Bayern, fale com ele. Se a minha linguagem tivesse sido exagerada, eu aceitaria a punição, mas minha linguagem não foi desrespeitosa", afirmou o treinador do Bayern. "A equipe vai a Paris para buscar um bom resultado. Eu só estarei à beira do campo no jogo da volta, em Munique. Eu tenho muita fé na equipe do Bayern e na comissão técnica para não apenas continuar, como para ganhar cada vez mais força e motivação”, revelou Kompany. Mesmo com os desfalques do Bayern, o técnico Luis Enrique descartou qualquer favoritismo do Paris Saint-Germain. “Nós somos igualmente favoritos desde o primeiro dia que jogamos a Champions League. Na verdade, não é importante saber quem é favorito. O importante é mostrar em campo o seu nível, e é isso que interessa.” Apesar da boa fase, o treinador não quer nem saber se o Paris Saint-Germain desta temporada é melhor ou pior do que o PSG que foi campeão na última edição da Champions. “Isso não é importante. Eu arrisco a dizer que somos iguais. Nada mal. Eu realmente não estou preocupado se a gente é um pouco mais forte ou mais fraco. Para mim, estar mais ou menos no mesmo nível do que estávamos é incrível”, disse Luis Enrique. Leia tambémPSG goleia Inter de Milão na final e conquista título inédito da Liga dos Campeões   Mesmo tendo sido titular somente em alguns dos últimos jogos do PSG, o brasileiro Lucas Beraldo tem passado a maior parte da temporada no banco de reservas. Mas isso não incomoda o zagueiro, que ganhou destaque no futebol com a camisa do São Paulo. “Eu acho que sou uma pessoa importante no clube, não só pela questão de jogar ou não, mas no dia a dia eu estou sempre fazendo o meu trabalho e dando o meu melhor. Cabe ao treinador escolher quem vai jogar ou não", comentou. "Minha parte está sendo bem feita e tem sido correspondida nos últimos jogos, quando eu estou conseguindo um pouco mais de minutagem. Espero ter mais essa sequência para ajudar ainda mais a equipe”, afirmou Beraldo, que fez o terceiro gol da vitória do Paris Saint-Germain sobre o Angers por 3 a 0 neste sábado (25). Leia tambémPSG eleva futebol francês a circuito de clubes que realmente contam na Europa, diz imprensa Impedido de estar à beira do campo nesta partida de ida das semifinais, Vincent Kompany não vai conseguir exibir seu vestuário, por vezes extravagante, na Cidade Luz. “Sou muito mais discreto do que você imagina. Eu não faço tanto esforço para ser assim, de verdade. Eu tenho muita sorte de ter uma família que está cuidando também dessas coisas e um patrocinador que está aqui para deixar as coisas acontecerem. Eu só gosto de usar roupas confortáveis. Tudo que eu tenho, que eu uso, você pode encontrar em  qualquer loja”, observou Kompany.  Sem o técnico humilde e bem-vestido para comandar o Bayern no Parc des Princes, o Paris Saint-Germain pode dar um importante passo para chegar a sua terceira final de Liga dos Campeões (2019/20 e 2024/25).

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  5. 19 ABR

    “Endrick está com mais confiança”, diz treinador do Lyon antes de jogo contra o PSG

    O Paris Saint-Germain recebe neste domingo (19), o Lyon, no jogo de encerramento da 30ª rodada do campeonato francês. Enquanto o time parisiense busca manter-se isolado na liderança, o Lyon vai tentar um bom resultado para continuar na briga pelas melhores posições da tabela. O treinador do time lionês elogia a boa fase do brasileiro Endrick, mas faz mistério sobre se o atacante será titular. Embalado pela vitória de 2 a 0 contra o Liverpool, em Anfield, que garantiu vaga na semifinal da Liga dos Campeões da Europa, o PSG entrará em campo menos pressionado do que seu adversário. Líder isolado com 61 pontos e com um jogo a menos do que o Lens, segundo colocado, o time parisiense vê na vitória uma oportunidade de ampliar a vantagem para os concorrentes ao título. A superioridade do PSG é incontestável. A boa fase do time, que vem também de duas vitórias seguidas no campeonato, faz os adversários temerem. O treinador do Lyon, o português Paulo Fonseca, confessou na entrevista coletiva antes da partida, que enfrentar o PSG exige uma preparação não somente física mas mental, para enfrentar uma equipe ofensiva e que, segundo ele, vive seu melhor momento. “Acho que o PSG está no seu melhor momento da temporada. Eles também tiveram problemas físicos e lesões, mas agora contam com todos os jogadores. Não sei se todos estão disponíveis para jogar ou não, mas eles estão em um ótimo momento. Acho que este é o melhor momento do PSG”, disse Fonseca. Segundo a imprensa esportiva francesa, a volta aos treinamentos do meio campista Fabien Ruiz é progressiva e talvez não entre em campo contra o Lyon. O treinador Luis Enrique ainda pode poupar o lateral Nuno Mendes e o atacante Desiré Doué, que sentiram leves contusões no jogo contra o Liverpool. Mas as dúvidas não dissipam as preocupações do jogadores adversários. O zagueiro angolano do Lyon, Clinton Mata, não hesita em dizer que vai enfrentar uma equipe que é um verdadeiro “rolo compressor”. Mas o time pode surpreender, após a boa vitória contra o Lorient, em casa, por 2 a 0. “Vamos enfrentar, diria, a melhor equipe do campeonato. Sabemos que é também um "rolo compressor". É uma equipe que tem muitas qualidades. Para nós, acho que o mais importante nesse tipo de partida é nos concentrarmos em nós mesmos. Acho que, a vitória contra o Lorient deu muito mais confiança para a equipe. Além disso,  tudo é possível no futebol. De qualquer forma, vamos disputar essa partida dando o nosso melhor para tentar conquistar alguns pontos”, disse Mata. Endrick “com confiança” Para tentar surprender o PSG em casa, os torcedores do Lyon esperam contar com a eficiência do brasileiro Endrick. Muito criticado por ter ficado seis partidas sem marcar gols, o brasileiro foi parar no banco, por escolha do treinador Paulo Fonseca. Mas na vitória contra o Lorient, que encerrou uma série de derrotas do Lyon, Endrick foi decisivo. Ao entrar em campo na segunda etapa, deu um passe para Yaremchuck abrir o placar e também teve participação no segundo gol, marcado por Tolisso. A equipe chegou aos 51 pontos e está em quinto lugar na tabela. Questionado sobre o papel de Endrick especialmente no últimos jogo do Lyon, o treinador Paulo Fonseca foi só elogios ao brasileiro. “Ele entrou muito bem, deu mais confiança aos jogadores. Ele ajudou a equipe, foi decisivo e decidiu o jogo. Sei que é difícil ser decisivo em todos os jogos, mas ele jogou melhor do que nos outros", avaliou. "No final da partida, analisamos muitas coisas e também precisamos levar em conta que foi um jogo contra uma equipe que defendia muito bem, sem deixar espaços. Neste momento, precisamos da criatividade de um jogador como o Endrik. Ele entrou, fez o que eu  acho que ele sabe fazer de melhor, e pode ajudar a equipe neste momento”, acrescentou. Paulo Fonseca admite que tem sido muito criticado pelas escolhas que tem feito. Cobrado sobre como pretende aproveitar melhor o brasileiro em campo, o português não quis revelar se o atacante será titular contra o PSG, mas destacou o bom momento do ex-palmeirense. “Para um jogador como o Endrik, há outros momentos em que é mais fácil para ele entrar durante o jogo. Mas um jogador com a qualidade do Endrick, precisamos o tempo todo. Ele é muito importante em todos os momentos e acho que ele está melhor agora, com mais confiança”. O jogo PSG contra o Lyon será no Parque dos Príncipes, em Paris, às 20h45 pelo horário local, 15h45 pelo horário de Brasília.

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  6. 12 ABR

    Europa reverencia Ayrton Senna em exposição imersiva sediada em Luxemburgo

    O trágico acidente de Ayrton Senna, morto depois de bater seu carro na Curva Tamburello do autódromo de Ímola, durante a disputa do Grande Prêmio de San Marino de 1994, completa 32 anos no próximo dia 1° de maio. Nestas mais de três décadas, surgiram gerações que não tiveram a oportunidade de acompanhar o dia a dia da carreira do piloto brasileiro. Mas nem o tempo foi suficiente para apagar a imagem de Senna. A cada ano que passa, o legado do tricampeão mundial de Fórmula 1 se fortalece. Marcio Arruda, enviado especial da RFI a Luxemburgo Imagine agora, em 2026, ver de perto o verdadeiro carro que Ayrton Senna pilotou e venceu pela primeira vez na Fórmula 1? Este e outros modelos guiados pelo brasileiro podem ser apreciados em um único lugar na Europa. Na capital de Luxemburgo, uma exposição sobre o brasileiro tricampeão mundial na virada dos anos 80 para os 90 atrai olhares de fãs da Fórmula 1. O novíssimo centro de convenções Gridx organiza a “Ayrton Senna Forever”, uma homenagem imersiva que reúne carros de competição e itens usados pela lenda brasileira em sua carreira. “Nós trabalhamos com exposições temáticas e esta é a nossa primeira, que começou aqui no ano passado no nosso museu", explica o gerente da galeria 610 da Gridx, Alex Jacoby. "Queríamos começar com algo muito grande, muito especial. E o Ayrton Senna é uma lenda e muita gente adora o Senna. Então, era algo que queríamos fazer. E é uma grande honra ter esta exposição conosco agora”. Máquinas voadoras Cinco modelos de Fórmula 1 chamam a atenção de quem visita a mostra. Todos esses carros foram marcantes na trajetória do brasileiro, que disputou 11 temporadas na Fórmula 1 e foi contemporâneo de Niki Lauda, Nelson Piquet, Nigel Mansell, Mika Hakkinen, Michael Schumacher e Alain Prost. Leia tambémImprensa francesa presta homenagem a Senna, 30 anos após a morte do ídolo da Fórmula 1 Duas das três Lotus que Senna guiou na carreira estão em exposição. A vedete é a Lotus-Renault 97T, carro nas cores preta e dourada que ajudou Senna a alcançar sua primeira vitória na F1, conquistada no GP de Portugal de 1985 disputado debaixo de um temporal. A outra Lotus é o modelo 99T, da temporada de 1987. Naquele ano, o piloto brasileiro usou motores Honda e conquistou a primeira de suas seis vitórias no GP de Mônaco. O triunfo nas ruas do Principado foi o primeiro de um carro equipado com suspensão ativa, tecnologia que ficou mundialmente conhecida em 1992, ano em que os carros da equipe Williams dominaram a categoria. “Temos todos os carros lendários dele, como a Lotus 99T e a 97T. Temos, também, a McLaren MP4/6 e um de seus últimos carros: a Williams FW16”, detalhou Jacoby. O modelo da Williams, que não é o carro que sofreu o acidente na Tamburello, foi pilotado pelo brasileiro em 1994. Este F1 está em um pedestal ao lado de uma barra de direção fabricada pela Williams, peça similar àquela que causou o acidente do brasileiro no GP de San Marino daquele ano.  A McLaren, segundo o gerente da galeria 610 da Gridx, é o único carro do salão que não foi pilotado pelo tricampeão. “Todos os carros que estão aqui são originais, exceto o MP4/6, que acabou sendo vendido e, por isso, não podíamos mais ficar com o carro. Mas todos os outros que estão aqui são os que foram pilotados por ele.” A McLaren-Honda exposta na “Ayrton Senna Forever” é o modelo que foi para as pistas na temporada de 1991, ano em que Ayrton conquistou seu terceiro título mundial de Fórmula 1 por esta escuderia inglesa; antes, ele foi campeão em 1988 e 1990. O carro que está neste salão é original da equipe britânica, mas foi adesivado para ficar com a identidade visual que o brasileiro usou naquela temporada, como o número um no bico e no aerofólio traseiro, e o nome de Senna com a bandeira do Brasil no santantônio. Além dos três telões que exibem continuamente imagens de momentos que construíram o mito Ayrton Senna, a mostra resgata grande parte da carreira do piloto brasileiro na Europa, inclusive seus primeiros anos antes de entrar na Fórmula 1. O Fórmula Ford 2000, com o qual Senna foi campeão britânico e inglês em 1982, é uma das raridades que estão no local. Outra curiosidade é um carro menos badalado pelos fãs do brasileiro: o Toleman-Hart TG184 que Senna guiou no ano de sua estreia na Fórmula 1, em 1984. Jacoby lembra que esse foi um dos seus primeiros carros de Fórmula 1. "Temos exatamente aqui aquele carro, aquele chassi que competiu em Mônaco”, detalha. Aquela corrida nas ruas encharcadas de Monte Carlo foi inesquecível para a torcida brasileira, que até hoje aposta que Senna seria o vencedor, caso a prova não tivesse sido interrompida antes da metade. Além do segundo lugar no GP de Mônaco, Senna conquistou outros dois pódios com a Toleman naquele ano: um terceiro lugar na Inglaterra e outra terceira colocação em Portugal. Além dos carros de Fórmula 1 e de outras categorias, é possível admirar objetos que foram usados pelo tricampeão mundial, como bonés, balaclavas – aquelas máscaras que os pilotos usam sob o capacete para se proteger do fogo, em caso de incêndios –, luvas, sapatilhas e capacetes de diferentes anos.    Há também um espaço com macacões de diversas temporadas e algumas raridades, como o usado por Senna no campeonato mundial de kart de 1979, quando ele foi vice-campeão. Outra curiosidade é o modelo vestido pelo piloto em testes particulares da Lotus no Estoril, em Portugal, em 1987. “Esta exposição mostra capacetes e motores de kart que ele usou. O motor Lamborghini que ele testou com uma McLaren também está no nosso museu. Além disso, temos um monte de coisas interessantes, como um relógio TAG Heuer que ele esqueceu uma vez num hotel na Itália”, revelou. Apesar de ter competido na temporada de 1993 com a McLaren-Ford, o brasileiro fez uma sessão de testes com o modelo da equipe equipado com motor Lamborghini, em setembro daquele ano, no autódromo do Estoril, em Portugal. O relógio foi esquecido em 1991 por Ayrton num hotel na cidade de Castel San Pietro Terme, onde ele se hospedava nas semanas do Grande Prêmio de San Marino, na região da Emília-Romagna, na Itália. Leia tambémHermano da Silva Ramos, piloto mais velho da história da F1, chega aos 100 anos “Para mim, o Senna é lendário. A tragédia que aconteceu com ele, de certa forma, foi muito importante para o desenvolvimento da segurança da Fórmula 1. Depois do acidente dele, muita coisa mudou para tornar a F1 mais segura, dando maior atenção à segurança dos pilotos”, explicou. Para poder visitar a “Ayrton Senna Forever”, é preciso correr. A exposição está na reta final e próxima da bandeira quadriculada. A mostra dos carros e objetos que ajudaram Ayrton Senna a lapidar sua genialidade vai acabar no próximo dia 10 de maio. A exposição “Ayrton Senna Forever” é um mergulho na carreira do brasileiro, que hoje, mais de 30 anos depois de sua morte, continua a inspirar pilotos e fãs não só no Brasil, mas em todo planeta.

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  7. 5 ABR

    Filho de bicampeão mundial, Emmo sonha ser o próximo Fittipaldi na Fórmula 1

    Um nome que é sinônimo de automobilismo para o Brasil está perto da Fórmula 1. Em poucos anos, mais um Fittipaldi pode estar no grid da categoria. Emmo é o mais jovem piloto da família Fittipaldi, que há décadas se confunde com a história do esporte a motor. Ele é filho de Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de Fórmula 1 (1972/74), duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis (1989/93) e campeão da Indy (1989). Marcio Arruda, da RFI em Paris Aos 19 anos, Emerson Fittipaldi Jr, conhecido como Emmo, acabou de estrear na Fórmula 2, último degrau antes da Fórmula 1. Depois de passar pela Fórmula 4 italiana, pela Regional Europeia, que também é chamada de Freca, e pela Eurocup-3, Emmo contou em entrevista exclusiva à RFI o motivo de ter pulado a Fórmula 3 e ido direto para a Fórmula 2, que é o caminho mais comum entre os pilotos. “A gente teve uma oportunidade muito boa na equipe AIX Racing de poder dar esse pulo grande para a Fórmula 2. A gente sabe que a F2 é um mundo muito pequeno, com apenas 22 carros. Então, não é sempre que você tem um assento para guiar", explicou. Por isso, ele não deixou escapar essa primeira oportunidade que teve e trabalhou muito para estar preparado para esse "grande passo". "Eu fui de um carro com 280 cv (de potência do motor) para quase 700 cv. Então, é muita diferença. De uma categoria para outra, é um grande pulo”, comenta. A temporada 2026 da Fórmula 2 começou na Austrália, no começo do mês passado. Emmo avaliou sua estreia na nova categoria. “A minha corrida em Melbourne foi a minha estreia na Fórmula 2 e também a minha primeira corrida em fim de semana de Fórmula 1. Então, é sempre uma oportunidade legal de estar na mesma pista, horas antes da Fórmula 1", lembrou. Segundo ele, essa foi uma oportunidade de ficar mais perto do sonho, que é a F1. "Minha estreia foi muito positiva porque a gente conseguiu tudo que precisava fazer, da questão de aprendizado até a adaptação ao regulamento da Fórmula 2. Acredito que a cada corrida a gente vai dar passos para a frente e ir melhorando cada vez mais”, disse. Guerra impõe alterações no calendário O piloto brasileiro iria voltar ao cockpit agora em abril, mas a Fórmula 2 cancelou as corridas do Bahrein e da Arábia Saudita por causa da Guerra do Irã. O cancelamento encurtou o calendário e aumentou a distância para a próxima etapa, que agora será em Mônaco, no primeiro fim de semana de junho. Até lá, nada de descanso e foco total no trabalho. “Vai ter um break bem grande entre Melbourne e Mônaco. Sempre entre as corridas, eu faço um trabalho físico e também no simulador. Hoje em dia, existe o simulador e a gente pode andar muito para conhecer as pistas. Aí eu fico andando, andando… até conseguir melhorar o meu tempo. E isso vai me ensinando que não há limite; sempre posso melhorar com o treino”, acredita o jovem piloto. Tendo bons resultados na Fórmula 2, que é o Enem da Fórmula 1, o piloto de 19 anos prevê que em pouco tempo chegará na categoria onde o pai é bicampeão. “Em dois anos, no máximo, teremos algumas notícias. É preciso andar bastante na Fórmula 2 e mostrar que tenho potencial para entrar na Fórmula 1", antecipa. Ele relembra que a família Fittipaldi é uma das maiores no automobilismo. Na Fórmula 1, é até agora "a família que teve mais pilotos", garante. "Se chegarmos a ter cinco (pilotos), aí eu acho que ninguém vai alcançar a nossa família. Ela vai ser, para sempre, a maior família da história da Fórmula 1. Então, eu acho que é fantástico se eu puder alcançar esse meu sonho. O importante, agora, é focar e dar o meu melhor para que, um dia, eu possa estar na F1. Aí eu estarei muito contente”, prevê. Os Fittipaldi sonham em 'fazer a quina' Se realizar o sonho de guiar na F1, Emmo se tornará o quinto Fittipaldi a competir na categoria. Como se diz no esporte, a família vai fazer a quina - fazendo referência ao jogo de loteria. Os quatro que passaram pela F1 são seu pai Emerson, que pilotou para as equipes Lotus, McLaren e Copersucar/Fittipaldi de 1970 a 1980, seu tio Wilsinho, que guiou para Brabham e Copersucar/Fittipaldi entre 1972 e 1975, seu primo Christian, que foi piloto da Minardi e da Footwork de 1992 a 1994, e seu sobrinho Pietro, que competiu pela Haas em dois Grandes Prêmios em 2020. Leia tambémEmerson Fittipaldi é homenageado em circuito francês que já recebeu a Fórmula 1 Com DNA da velocidade, Emmo revelou o assunto que é sempre conversado em família. “É sempre muito divertido estar com meus familiares. Não tem nenhum lugar que a gente esteja que a gente não fale sobre F1. Com Christian, Enzo e Pietro, o assunto sempre é corrida”, revelou. Para chegar à Fórmula 1, Emmo Fittipaldi sabe que o caminho é longo e difícil, principalmente para quem carrega um sobrenome de peso. “É um nome icônico na Fórmula 1 e, por isso, é óbvio que vem com pressão. As pessoas olham um pouquinho mais para mim do que para outros, mas no final das contas, na hora da corrida, não penso na diferença do nome. Eu estou lá para dar o meu melhor”, afirmou. Ídolo em casa O filho de Emerson Fittipaldi revelou quem é seu ídolo nas pistas. “Meu pai é minha maior inspiração e é por causa dele que estou correndo. Quando eu era pequenino, vi fotos e vídeos dele e sempre quis fazer o esporte que ele fez. Foi meu pai quem me mostrou o esporte pela primeira vez quando eu tinha 7 anos. Quero chegar aonde ele chegou na carreira. Ele brinca comigo que talvez eu possa ser melhor do que ele, mas primeiro eu preciso chegar na F1. Depois a gente conversa se vou ser melhor ou não”, revelou Emmo. “Ele é um pai que está sempre me ajudando e me ensinando porque ele tem muita experiência não só de corrida, mas de vida. É incrível ter um pai como ele”, completou. Nascido em 2007 na Flórida, Estados Unidos, o piloto escolheu a bandeira do Brasil para competir nas pistas. E isso não faz dele menos brasileiro do que o pai Emerson ou os tricampeões de F1 Ayrton Senna (1988/90/91) e Nelson Piquet (1981/83/87). Campeão da Fórmula E, Nelsinho Piquet, assim como Max Wilson, que é campeão da Stock Car, nasceram na Alemanha e carregam com orgulho a bandeira brasileira nas pistas. Outro exemplo é Hermano da Silva Ramos, o Nano, que é o piloto mais velho do mundo que já acelerou na Fórmula 1. Nano nasceu há 100 anos na França e competiu nos anos 50 da F1 com a bandeira do Brasil. Leia tambémHermano da Silva Ramos, piloto mais velho da história da F1, chega aos 100 anos Sonhando com uma Fórmula 1 bem diferente daquela de Hermano, Emmo disputa a atual temporada da F2 com o compatriota Rafael Câmara, que é piloto da academia da Ferrari. Atualmente, o filho do Emerson não está na melhor equipe da categoria, mas o jovem acredita que está no caminho certo. “Para 2026, a equipe e eu queremos aprender bastante. Quero evoluir em todos os procedimentos que a gente tem de fazer num fim de semana de corrida. Tenho certeza de que a competição contra pilotos excelentes vai melhorar muito a minha pilotagem. A minha meta para esse ano é aprender, trabalhar muito com a equipe e evoluir ao máximo”, afirmou Emmo Fittipaldi.

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  8. 27 MAR

    Ekitité é o mais novo carrasco da seleção brasileira e revela inspiração para fazer gol da vitória

    A derrota para a França esfriou a empolgação brasileira para a Copa do Mundo. Esta foi a primeira vez que o técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, enfrentou uma equipe europeia desde que assumiu o comando da seleção brasileira, em maio do ano passado. É bem verdade que o Brasil entrou em campo desfalcado de alguns jogadores que são considerados titulares. Além do resultado do amistoso disputado em Boston, nos Estados Unidos, o desempenho apresentado em campo preocupou a torcida brasileira. Marcio Arruda, da RFI em Paris Apesar de ter perdido a partida por 2 a 1, o treinador italiano da seleção confia no esquema de jogo com quatro atacantes e um meio de campo mais defensivo. “Se tivermos de avaliar a seleção com quatro atacantes, a equipe teve um bom equilíbrio porque o Ederson fez apenas uma defesa difícil. A verdade é que tomamos gols em dois contra-ataques com pouca vigilância defensiva dos jogadores de trás. Na frente, o desempenho está muito bom porque o trabalho defensivo de todos foi satisfatório. E é por isso que eu falo do único chute perigoso que parou no Ederson. A equipe estava bem equilibrada”, afirmou o treinador do Brasil. Além de citar o sistema defensivo brasileiro, Ancelotti falou quantos zagueiros pretende convocar para a Copa. “Os zagueiros estão mais ou menos definidos. Nesta data-Fifa, temos três zagueiros novos: Léo Pereira, Bremer e Ibañez. Vamos avaliar nem tanto a condição física, mas como eles se comportam com o grupo. É claro que todos os três têm qualidades para estar na Copa do Mundo. Para a Copa, vamos convocar quatro ou cinco zagueiros. Também vamos levar em conta que um desses zagueiros pode, em algum jogo, atuar como lateral-direito”, revelou Ancelotti. O técnico do Brasil demonstrou satisfação com o futebol que os atacantes Vini Jr. e Raphinha têm apresentado. “Raphinha jogou bem, mas depois teve um problema no fim do primeiro tempo e tivemos de tirá-lo da partida. O Raphinha teve oportunidades e se movimentou bem sem a bola. O Vini é perigoso; ele pode não ter marcado, mas um atacante que sempre pode fazer gol. O trabalho feito pelos dois está muito bom”, analisou o treinador italiano. No entanto, quem tem feito um ótimo trabalho é a França. Antes do amistoso, o técnico Didier Deschamps elogiou a seleção brasileira. Mas quando o árbitro apitou o início da partida, a França mostrou que tem muita determinação e obediência tática, além de diversos jogadores de útima qualidade. A vitória da atual vice-campeã mundial sobre o Brasil deixou a torcida e a imprensa francesas empolgadas. As opções ofensivas da França deixam os franceses sonhando com o tricampeonato em Copas. Ekitiké, o carrasco francês da vez Autor do segundo gol francês no amistoso, o atacante Hugo Ekitiké revelou ter se inspirado no camisa 10 e companheiro de seleção Kylian Mbappé. “Construímos um bom contra-ataque onde o Olise se deu bem em cima do defensor. Ele teve qualidade para passar a bola para mim. Na hora não temos muito tempo para pensar, mas lembrei do primeiro gol do jogo, quando o Mbappé deu uma cavadinha. Então, eu tentei fazer o mesmo e funcionou", revelou. Hugo Ekitiké entrou para a galeria de carrascos franceses da seleção brasileira, que inclui nomes de peso, como Zinedine Zidane, Michel Platini e Thierry Henry. Esta vitória em 2026 colocou fim ao jejum francês de 15 anos sem vitória em jogos contra o Brasil. "Tivemos o prazer de conquistar uma grande vitória neste clássico contra uma grande seleção. Sempre estive pronto para este tipo de jogo de futebol. É um confronto que eu assistia na infância e acho que todo mundo também assistia na televisão. Então, sou muito grato pelo que aconteceu e vou continuar trabalhando. Temos outra partida e o tempo passa muito rápido”, declarou o francês Ekitiké, que atualmente defende as cores do Liverpool. A seleção francesa vota a campo no domingo (29) em Landover para enfrentar a Colômbia também em jogo amistoso de preparação para a Copa.  Gosto amargo O Brasil também tem outro jogo. A seleção volta a campo na terça-feira, dia 31 de março, desta vez na Flórida, para encarar a Croácia. A última vez que as duas equipes se enfrentaram, o resultado teve um gosto amargo para o Brasil. Na Copa de 2022, a seleção foi eliminada nos pênaltis para os croatas. Porém, o histórico é favorável à equipe pentacampeã mundial. Foram cinco jogos até momento, sendo que o Brasil conquistou três vitórias e colecionou dois empates. Autor do gol em cima dos croatas na última Copa, Neymar não foi convocado por Ancelotti. Questionado sobre a ausência do camisa 10 do Santos, o treinador não falou muito sobre o assunto e foi direto ao ponto. “Agora temos de falar a respeito dos jogadores que estão aqui e que deram tudo em campo. Eles trabalham muito e estou bem satisfeito. Agora a gente vai se preparar para o próximo jogo contra a Croácia”, disse o técnico sem mencionar qualquer jogador brasileiro. Carlo Ancelotti acredita que o Brasil não é inferior a nenhuma seleção. “Podemos competir contra as melhores equipes do mundo. E disso eu não tenho dúvida. Então, estou convencido que brigaremos na Copa do Mundo com toda a nossa energia.” Mais uma vez, Carlo Ancelotti deixou claro que ainda não definiu os 26 jogadores brasileiros que irão para a Copa do Mundo. A lista, que será divulgada no próximo dia 18 de maio, pode ter novidades. “Novidades? Eu não sei. Temos de olhar para os próximos dois meses, quando as competições pelo mundo mostrarão os jogadores que podem estar com a seleção brasileira na Copa do Mundo. Há muita concorrência em todas as posições”, afirmou o treinador italiano. Leia tambémBrasil garante vaga no mundial de 2026 e país segue como único a disputar todas as Copas do Mundo Antes de estrear no Mundial contra o Marrocos, no dia 13 de junho, a seleção disputará dois amistosos: o primeiro será no dia 31 de maio contra o Panamá, no Maracanã, principal estádio do Rio de Janeiro. O segundo está marcado para 6 de junho contra o Egito, em Cleveland, nos Estados Unidos. A 23ª Copa do Mundo será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O Brasil, maior vencedor em Copas com cinco títulos, vai em busca do hexacampeonato. Um sonho que os brasileiros perseguem desde 2006.

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