O ChatGPT vai ler meus emails? OpenAI vai usar comentários dos leitores de Folha e UOL para alimentar sua inteligência artificial? A opinião de colunistas do portal e do jornal vai orientar o que o chat fala? É o fim do jornalismo? No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz recebem Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL. Ele participa do quadro Help Desk para responder tudo o que os leitores andam perguntando sobre a parceria entre UOL e Folha, de um lado, e a OpenAI, de outro. Este é o primeiro acordo do Brasil de licenciamento de conteúdos jornalísticos para uma empresa de inteligência artificial. Como há poucos arranjos do tipo no mundo, pairam dúvidas a respeito do que está em jogo, como o que representa para o jornalismo, para empresas de comunicação, para laboratórios de IA e para o acesso à informação. Mas também há quem questione como fica a soberania digital e se há algo em vista com companhias chinesas. O delay na transmissão dos jogos já virou um dos personagens mais falados da Copa do Mundo de 2026. Rivaliza com o VAR e a pausa para hidratação. A essa altura, todo mundo já sabe: usar antenas digitais para ver as partidas na TV aberta evita ouvir seu vizinho gritar gol antes do narrador. Mas, já que a transmissão por streaming veio para ficar e Globoplay e CazéTV exibem cada vez mais jogos, surge a dúvida: dá para acabar de vez com o delay para partidas na internet? Neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como nasce o delay, qual é o caminho percorrido pelos dados digitais até chegar à casa de quem vê as partidas e por que moradores de Campo Grande (MS) sofrem muito mais com os atrasos do que quem vive no Rio de Janeiro. Durou pouco e deixou saudades do que muita gente não viveu. O Fable 5, modelo da IA mais poderosa criada pela Anthropic, ficou disponível por poucos dias até que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, mandou a empresa proibir o acesso aos serviços para quem não é norte-americano. Na impossibilidade de descobrir quem é ou não nascido nos EUA, a Anthropic puxou a tomada do Fable 5. Mas neste novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz conta como foi usar o Fable 5 nos pouquíssimos dias em que ficou disponível. O pesquisador recorreu ao modelo para recriar um experimento voltado a reconhecer emoções expressadas em português por diferentes modelos de IA. Já realizado para outros serviços de IA no passado, o desafio agora era replicá-lo para as ferramentas atuais, que são muito mais complexas. O trabalho estava empacado, mas o Fable 5 identificou e resolveu o gargalo em 30 minutos, conta Diogo. Só não seguiu adiante, porque o pesquisador perdeu acesso a ele. E o motivo é algo que pouca gente fala sobre a IA mais poderosa da Anthropic e não tem nada a ver com a decisão de Trump. Sabe o reconhecimento facial que você faz para abrir contas em bancos, perfis em lojas varejistas ou em planos de saúde? Essas imagens compõem um banco de dados biométricos que está no centro de uma das maiores disputas tecnológicas do Brasil. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como a briga judicial entre Unico e Serasa deveria preocupar todos os brasileiros. Parece filme de espião, mas o caso está correndo na Justiça: a Unico, firma de verificação biométrica usada por bancos como Itaú e varejistas como o Magali, acusa a Serasa, um dos maiores birôs de crédito do país, de acessar seu sistema indevidamente e, na prática, roubar informações armazenadas em seus bancos de dados.