A Beleza das Pequenas Coisas

Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser

  1. Oct 17

    Luísa Semedo (parte 2): “Não acredito em nenhuma religião, mas acredito no amor e na música. Se os extraterrestres viessem à Terra, mostrava-lhes o Prince”

    Nesta segunda parte da conversa, a filósofa, escritora e cronista Luísa Semedo reflete sobre a empatia como forma de construir um melhor futuro, fala do namoro atual que a relaxa, da maternidade, da solidão, das amizades que resistem aos seus desaparecimentos e reclusões, e da insónia que a acompanha há anos. Partilha ainda as inquietações com o futuro das novas gerações, as memórias de infância no Bairro da Serafina e as pequenas coisas que lhe devolvem a calma e a paz que associa à felicidade. E revela aquilo em que ainda acredita, apesar de tudo: o amor, a música e a capacidade humana de continuar a lutar, com alegria. No final, ainda lê um discurso potente e desassombrado da deputada trans brasileira Erika Hilton, partilha as músicas que a acompanham e os seus prazeres quotidianos. Boas escutas! MÚSICAS «Siamo Tutti», Krav Boca «O Resto do Mundo », Gabriel o Pensador “Ma reverence”, Veronique Sanson SUGESTÕES CULTURAIS Foram as obras que trouxe do Festival Literário Fólio, em Óbidos: o livro de Marta Lança "Essas Pessoas na Sala de Jantar", da Tigre de Papel, e da Ana Bessa Carvalho "Massa Mãe" (editora Urutau) LEITURA Excerto retirado do discurso original de Erika Hilton (novembro de 2022), proferido após a sua eleição histórica enquanto mulher trans, negra, favelada, para o Congresso Nacional brasileiro, posteriormente integrado na canção A Luta (Okmuzik Records, 2024), uma colaboração com Las Bibas From Vizcaya e Dolores Dores. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Luísa Semedo (parte 2): “Não acredito em nenhuma religião, mas acredito no amor e na música. Se os extraterrestres viessem à Terra, mostrava-lhes o Prince”
  2. Oct 16 ·  Bonus

    Joaquim Letria (1943-2026): “Estamos cada vez mais entregues à bicharada. Mas não culpo os jovens”

    Durante décadas, Joaquim Letria foi figura principal da televisão e do jornalismo português. Começou no extinto “Diário de Lisboa”, passou pela BBC, em Londres, foi repórter internacional da agência “Associated Press", fundou “O Jornal”, o “Tal e Qual”, a revista “Sábado” e, na RTP, foi autor e apresentador de programas de informação e talk shows. Em 75, junto com José Carlos Megre, moderou o mítico debate para as presidenciais entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, de onde saiu a célebre frase “olhe que não, doutor, olhe que não!” Sobre esse momento decisivo da democracia, tinha uma opinião muito própria. “Soares ganhou porque vendeu às pessoas o que queriam ouvir. Cunhal foi mais verdadeiro. Votei em Cunhal." Voz crítica do jornalismo atual, Letria lamentou que a ONU “sopre para o lado” enquanto a Faixa de Gaza continue a ser bombardeada por Israel e falou da importância do tempo para se chegar à verdade dos factos. Esta conversa foi gravada em maio de 2021, quando Joaquim Letria tinha 77 anos. Na ocasião, afirmou que houve “sempre” quem o quisesse apagar do retrato e avisou: “Não quero reformar-me nunca. Jamais. Com esta idade podemos até ser melhor do que éramos. Sinto-me com mais qualidade”. Recorde esta conversa em podcast com Bernardo Mendonça. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Joaquim Letria (1943-2026): “Estamos cada vez mais entregues à bicharada. Mas não culpo os jovens”
4.4
out of 5
8 Ratings

About

Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser

More From Expresso

You Might Also Like