Chutando a Escada

Filipe Mendonça e Geraldo Zahran

Um podcast sobre política internacional e divulgação científica na área de Relações Internacionais.

  1. 1d ago

    O tsunami azul: as midterms de 2026 e o recado das urnas a Trump

    O que explica a maior virada democrata no Congresso americano desde 2006? Um dia depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, que devolveram ao Partido Democrata a maioria na Câmara e no Senado, Filipe Mendonça recebe Henrique Menezes (UFPB / INCT-INEU) e Lucas Amorim (Unisagrado / IRI-USP) para entender o tamanho e o sentido do resultado. A conversa passa pelo peso do custo de vida, das tarifas e da guerra contra o Irã no humor do eleitor, pela pergunta sobre voto de protesto ou realinhamento e pela renovação do Partido Democrata, simbolizada pelas vitórias de James Talarico no Texas e de Abdul El-Sayed em Michigan, primeiro senador muçulmano da história dos Estados Unidos. Os convidados discutem ainda o que esperar de dois anos de governo dividido, a guinada do voto latino diante da violência do ICE e do desprezo de Trump pela América Latina, a disputa pelo espólio do trumpismo entre J.D. Vance e Marco Rubio e os paralelos com o debate brasileiro sobre um bolsonarismo sem Bolsonaro. No fim, três perguntas diretas sobre política externa: China, tarifas e o apoio incondicional a Israel. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Filipe Mendonça (UFU), Henrique Menezes (UFPB / INCT-INEU) e Lucas Amorim (Unisagrado / IRI-USP). Inserção musical: trechos dos discursos de vitória de James Talarico (Texas) e de Abdul El-Sayed (Michigan, via C-SPAN); e, no final, “Mike Pense”, de @2krispii. Capa do episódio: Abdul El-Sayed entre Alexandria Ocasio-Cortez e Bernie Sanders em comício de campanha em Michigan (CBS News) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Introdução: a ressaca eleitoral americana 02:20 — O tamanho do tsunami democrata 09:40 — Voto de protesto ou realinhamento? 14:50 — Talarico, El-Sayed e a renovação do Partido Democrata 18:50 — Dois anos de governo dividido 23:40 — O voto latino e a violência do ICE 28:50 — Trumpismo sem Trump? Vance, Rubio e o futuro republicano 36:40 — Política externa: China, tarifas e Israel The post O tsunami azul: as midterms de 2026 e o recado das urnas a Trump appeared first on Chutando a Escada.

  2. Oct 29

    A direita plural: Meloni, Vannacci e o pós-fascismo italiano

    Como um partido nascido das cinzas do Movimento Social Italiano chegou ao governo mais longevo da história republicana da Itália? Para Fabio Gentile (UFC), professor de Ciência Política na Universidade Federal do Ceará e estudioso do neofascismo napolitano e do corporativismo na Era Vargas, a resposta passa por uma direita que aprendeu a estar dentro do sistema sem abandonar a retórica antissistema. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães (UFU / OED) e Guilherme Casarões (FIU / OED) recebem Fabio para um balanço dos quatro anos de Giorgia Meloni. A conversa percorre a trajetória que vai do MSI à Aliança Nacional e ao Fratelli d’Italia, o debate conceitual entre neofascismo e pós-fascismo, o pragmatismo da política externa de Meloni e a ascensão de Roberto Vannacci, o general que deixou a Lega de Salvini para fundar o Futuro Nazionale e pode se tornar o fiel da balança nas eleições de 2027. No boletim de notícias, David Magalhães analisa a queda de Aleksandar Vučić na Sérvia. Depois de catorze anos no poder, o antigo ultranacionalista foi derrotado nas urnas por uma lista estudantil nascida dos protestos contra a tragédia da estação de Novi Sad, no mesmo dia do segundo turno brasileiro, com paralelos evidentes com a mobilização estudantil que se espalhou pelas universidades do país. E na dica cultural, o documentário Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, sobre fé e poder no Brasil. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU / OED), Guilherme Casarões (FIU / OED) e Fabio Gentile (UFC). Inserção musical: “Pessoal urgente (Exército do Lula)”, viral do TikTok (canal Exército da Esquerda); trecho do trailer oficial de Apocalipse nos Trópicos (Netflix Brasil); e, no final, interpretação de Sarah Hester Ross de “The Day the Nazi Died” (Chumbawamba, 1993). Capa do episódio: Alessandro Bremec/NurPhoto via Getty Images Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio BOSCO, João; BLANC, Aldir. O bêbado e a equilibrista. In: REGINA, Elis. Essa mulher. Rio de Janeiro: WEA, 1979. Canção. Mencionado no boletim. COSTA, Petra (dir.). Apocalipse nos Trópicos [Apocalypse in the Tropics]. Brasil: Busca Vida Filmes / Netflix, 2024. Documentário, 111 min. COSTA, Petra (dir.). Democracia em Vertigem [The Edge of Democracy]. Brasil: Busca Vida Filmes / Netflix, 2019. Documentário, 121 min. Mencionado no episódio. MUDDE, Cas. The Far Right Today. Cambridge: Polity, 2019. Mencionado em entrevista. VANNACCI, Roberto. Il mondo al contrario. Edição independente, 2023. Mencionado em entrevista. Capítulos: 00:00 — Introdução 04:00 — Quatro anos de Meloni: as razões da longevidade 15:40 — Do MSI ao Fratelli d’Italia: neofascismo ou pós-fascismo? 29:20 — Roberto Vannacci e o Futuro Nazionale 42:50 — Cordão sanitário e a crise do centro-esquerda italiano 50:50 — Itália e Brasil: uma via de mão dupla entre as direitas 57:50 — Boletim OED: a queda de Vučić na Sérvia 01:19:00 — Dica cultural: Apocalipse nos Trópicos The post A direita plural: Meloni, Vannacci e o pós-fascismo italiano appeared first on Chutando a Escada.

  3. Oct 22

    Democracia hackeada? O peso das Big Techs no 2º turno

    Quem realmente governa a esfera pública no Brasil: as nossas leis e instituições ou os algoritmos das grandes corporações de tecnologia? Em meio a uma disputa eleitoral de segundo turno extremamente acirrada, o debate político ultrapassou os palanques tradicionais e se instalou no coração da infraestrutura digital. Mas até que ponto o Estado brasileiro possui soberania para conter o impacto de deepfakes, desinformação e microtargeting de dados? Neste episódio, Flávio Lira, do Grupo de Estudos da Eurásia (GEsEu/UNIPAMPA), recebe Bruno Mello Corrêa de Barros Beuron, professor de Direito da SOBRESP e pós-doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para uma análise aprofundada sobre os dilemas da soberania digital no Século XXI. Discutimos o papel geoestratégico das Big Techs, a assimetria de poder entre o setor público e o Vale do Silício, e a eficácia das regras do TSE no enfrentamento das novas ameaças à integridade do pleito. Além disso, investigamos os limites da atuação judicial, o debate constitucional sobre liberdade de expressão versus moderação de conteúdo e os riscos de o país depender de infraestruturas tecnológicas estrangeiras. Uma conversa indispensável para entender como dados, tecnologia e poder político interagem na reta final das eleições. Aperte o play e confira! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) e Bruno Mello Corrêa de Barros Beuron (Sobresp/UFSM). Inserção musical no final: Amanda Magalhães Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio BEURON, Bruno Mello Corrêa de Barros. A “geopolítica das plataformas” e a reconfiguração do Estado-nação contemporâneo: as big techs como atores políticos globais e o desafio da soberania digital. In: A Nova Ordem: Geopolítica, Big Techs e as Fronteiras da Globalização. E-book. Disponível em: PDF. DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria geral do Estado. São Paulo: Saraiva, 1972. Mencionado em entrevista. CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. Mencionado em entrevista. ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância: a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021. Mencionado em entrevista. SUNSTEIN, Cass R. Republic.com. Princeton: Princeton University Press, 2001. Mencionado em entrevista. BRASIL. Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014. Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil (Marco Civil da Internet). Brasília, DF: Presidência da República, 2014. BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Brasília, DF: Presidência da República, 2018. BRASIL. Emenda Constitucional nº 115, de 10 de fevereiro de 2022. Inclui a proteção de dados pessoais entre os direitos e garantias fundamentais. Brasília, DF: Congresso Nacional, 2022. BRASIL. Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997. Estabelece normas para as eleições. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.610, de 18 de dezembro de 2019. Dispõe sobre propaganda eleitoral. Brasília, DF: TSE, 2019. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.755, de 2026. Altera a Resolução nº 23.610/2019 e estabelece limites para o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral. Brasília, DF: TSE, 2026. ESTADOS UNIDOS. Clarifying Lawful Overseas Use of Data Act (CLOUD Act). Washington, DC, 2018. Mencionado em entrevista. Artigos de Bruno Mello Corrêa de Barros Beuron BEURON, Bruno Mello Corrêa de Barros. Colonialismo de dados, obscurantismo tecnológico e opacidade informacional: os novos riscos e desafios de proteção dos direitos fundamentais e da soberania digital no ângulo da governança pública digital. Revista Democracia Digital e Governo Eletrônico. Disponível em: https://buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/observatoriodoegov/article/view/404. BEURON, Bruno Mello Corrêa de Barros; MOTA, Luiza Rosso; ALMANÇA, Camille Hilgemann. Inteligência artificial e manipulação comportamental: interferências nos processos democráticos na sociedade contemporânea. Diké: Revista Jurídica, v. 24, n. 28, p. 18-39, 2025. Disponível em: https://periodicos.uesc.br/index.php/dike/article/view/4633. BEURON, Bruno Mello Corrêa de Barros; CRISTÓVAM, José Sérgio da Silva. Do coronelismo eletrônico ao colonialismo digital: perspectivas históricas de concentração hegemônica de poder tecnológico e os riscos à soberania digital. Revista do Curso de Direito do UNIFOR-MG, Formiga, v. 16, n. 3, e252415, jul./dez. 2025. Disponível em: https://revistas.uniformg.edu.br/cursodireitouniformg/article/view/2415. BEURON, Bruno Mello Corrêa de Barros. Imperialismo tecnológico x soberania digital: dilemas, desafios e enfrentamentos na administração pública federal. E-book. Prisma Assessoria Acadêmica e Editorial. Disponível em: Google Drive. Indicações do convidado MAESTRI, Letícia de Almeida; NUNES, Yasmin Soares. A outra face do imperialismo: o controle de dados e a soberania digital. Revista de Ciências do Estado, Belo Horizonte, v. 10, n. 1, p. 1-21, 2025. DOI: 10.35699/2525-8036.2025.52310. ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância: a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021. MOROZOV, Evgeny. Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Ubu Editora, 2018. Capítulos: 00:00:00 — Abertura: quem manda no debate público, a Constituição ou os algoritmos? 00:02:00 — O que é soberania digital no século XXI e onde o Brasil está 00:13:00 — Big techs, conflito de jurisdições, lobby e assimetria de poder 00:28:30 — Segundo turno: deepfakes, inteligência artificial e as regras do TSE 00:36:30 — Grupos fechados, LGPD e disparos em massa 00:44:00 — Liberdade de expressão ou censura? Os modelos americano, chinês e europeu 00:51:00 — Data centers, nuvem e a possibilidade de uma IA soberana 01:04:00 — Uma lei para aprovar amanhã e um recado ao eleitor The post Democracia hackeada? O peso das Big Techs no 2º turno appeared first on Chutando a Escada.

  4. Oct 21

    O BRICS depois de Nova Délhi

    O que significa falar em resiliência num BRICS que passou a evitar a palavra desdolarização? Neste episódio em parceria com o Observatório Rússia-América Latina, Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Vinícius Tavares de Oliveira (PUC Minas) e Marta Fernández (PUC-Rio/BRICS Policy Center) para analisar a 18ª Cúpula do BRICS, realizada em Nova Délhi em setembro de 2026. A conversa percorre a agenda proposta pela presidência indiana, a estratégia de Nova Délhi de jogar com o bloco no plano global e contrabalançar a China no plano regional, a ausência de Lula em pleno período eleitoral, o histórico que explica a cautela indiana diante da desdolarização e os dilemas de uma ampliação que criou a categoria de países parceiros. No boletim de notícias, Giovana Dias Branco e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento, pesquisadores do Ruslat, repercutem o mês de setembro a partir de três acontecimentos. A própria cúpula de Nova Délhi e a menção a Cuba na declaração final, o alinhamento da Nicarágua com Moscou na Assembleia Geral da ONU e o discurso de Sergey Lavrov em defesa da Venezuela. No último bloco, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Rita Coitinho (Cebrapaz) sobre a cooperação cultural no BRICS e a proposta da sociedade civil de criar um fundo cultural para o bloco. Rita ainda deixa dicas que vão da TV BRICS à obra de Cândido Portinari. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC Minas / Ruslat), Vinícius Tavares de Oliveira (PUC Minas), Marta Fernández (PUC-Rio / BRICS Policy Center), Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas / Ruslat), Giovana Dias Branco (USP / Ruslat), Laura Schneider de Lima (PUC Minas / Ruslat) e Rita Coitinho (Cebrapaz). Inserção musical no final: @amitai_kurtz Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Sugestões do episódio TV BRICS Exposição O Brasil de Portinari na China Museu Casa de Portinari (Brodowski, SP) Citados no episódio BRICS. Declaração de Nova Délhi. 18ª Cúpula do BRICS. Nova Délhi, 12 set. 2026. Disponível em: https://www.sanews.gov.za/node/84282. BRICS. Declaração de Kazan: fortalecendo o multilateralismo para um desenvolvimento e uma segurança globais justos. 16ª Cúpula do BRICS. Kazan, 23 out. 2024. Documento ONU A/79/556–S/2024/771. Disponível em: https://digitallibrary.un.org/record/4067145. Mencionado em entrevista. Capítulos: 00:00 — Abertura: a Cúpula do BRICS em Nova Délhi 00:05 — Vinícius Tavares: a agenda indiana e a estratégia em dois níveis 00:11 — Marta Fernández: o Brasil na cúpula e o BRICS na eleição de 2026 00:24 — Desdolarização, BRICS Pay e o legado da relação Índia-URSS 00:34 — Ampliação, países parceiros e multialinhamento 00:48 — Boletim Ruslat: BRICS, Nicarágua e Venezuela na ONU 00:57 — Outros Olhares: a cooperação cultural no BRICS, com Rita Coitinho 01:07 — Dicas culturais: TV BRICS e Cândido Portinari The post O BRICS depois de Nova Délhi appeared first on Chutando a Escada.

  5. Oct 19

    Editorial: O Brasil não cabe no quintal de ninguém

    A seis dias do segundo turno, o Chutando a Escada volta a fazer algo que não fazia desde 2018: um editorial. Em 2018, pedimos voto em Fernando Haddad e, depois da derrota, prometemos seguir juntos e juntas. Em 2026, com Flávio Bolsonaro à frente depois do primeiro turno, Filipe Mendonça explica por que o podcast pede abertamente o seu voto em Lula: em defesa da ciência e da universidade pública, do SUS e da vacina, da democracia e da soberania nacional. O editorial passa pela memória da pandemia, com um estudo publicado no American Economic Journal que mostra como o discurso de Bolsonaro reduziu o isolamento social; pelas dez perguntas da comunidade científica que só Lula respondeu; pelo “modelo El Salvador” que Flávio diz ser “pouco”; pela adesão ao Escudo das Américas de Trump e pela ameaça de “faxina” no Itamaraty; pelas propostas para energia e terras raras; e pela promessa de “mudar a Constituição para redemocratizar o país”. Porque o Brasil não cabe no quintal de ninguém. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participou deste episódio: Filipe Mendonça Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio AJZENMAN, Nicolás; CAVALCANTI, Tiago; DA MATA, Daniel. More than Words: Leaders’ Speech and Risky Behavior during a Pandemic. American Economic Journal: Economic Policy, v. 15, n. 3, p. 351-371, 2023. SBPC e ABC. Editorial: O silêncio também é uma resposta e Lula responde às dez questões da comunidade científica. Entidades científicas e educacionais. Em defesa da democracia e do futuro do Brasil. OPEB/UFABC. PEB nas Urnas 2026: Flávio Bolsonaro e Lula; Propostas para energia expressam a diferença radical entre os candidatos. CIDH/OEA. Nota 066/26 sobre o regime de exceção em El Salvador; Human Rights Watch, World Report 2026: El Salvador; Anistia Internacional, Mil dias de regime de exceção. Editoriais anteriores: Editorial: Eleições 2018 e Editorial: O que vem após as eleições. Capítulos: 00:00 — Abertura: por que um editorial 03:00 — O que o primeiro turno mostrou 05:00 — Por que não podemos apoiar essa candidatura 09:00 — Quem você quer na presidência na próxima pandemia? 16:00 — A ciência perguntou. Só um respondeu. 21:00 — “El Salvador é pouco” 30:00 — Política externa: o Brasil não cabe no quintal de ninguém 32:00 — O Escudo das Américas 38:00 — A “faxina” no Itamaraty 43:00 — O projeto de Lula para a política externa 46:00 — Energia: a escada também é feita de petróleo, sol e terras raras 49:00 — “Redemocratizar” o quê? A Constituição de 1988 na mira 53:00 — O que está em jogo 55:00 — E agora, o que a gente faz? Leia o editorial na íntegra Seja bem-vindo e seja bem-vinda a mais uma edição do Chutando a Escada. Aqui quem fala é Filipe Mendonça, nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026. O episódio de hoje é diferente. Não tem convidado nem entrevista: é um editorial. Quem acompanha o Chutando a Escada há mais tempo sabe que a gente já fez isso antes. Em outubro de 2018, depois do primeiro turno, a gente gravou um editorial pedindo voto em Fernando Haddad. Em novembro daquele ano, com Jair Bolsonaro eleito, a gente gravou outro, dizendo que os anos seguintes iam exigir luta, resiliência e solidariedade. Oito anos depois, cá estamos de novo, numa situação parecida e diferente ao mesmo tempo. Não existe neutralidade O Chutando a Escada é um podcast de política internacional e de divulgação científica. A gente fala de Estados Unidos e China, de Rússia e América Latina, de clima, de extrema-direita, de comércio, de soberania. Mas nossos ouvintes sabem que a gente nunca deixou de falar do Brasil e que nunca deixou de ter lado. Em 2018 a gente disse uma coisa que continua valendo: não existe neutralidade num processo eleitoral. Toda posição é política, inclusive a abstenção. Não escolher também é escolher, e quem não escolhe aceita o que está aí. Nesse segundo turno, não votar em Lula é, na prática, ajudar Flávio Bolsonaro. Por isso a gente não vai fingir equidistância. O Chutando a Escada pede o seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva no dia 25 de outubro. O que o primeiro turno mostrou Vamos ser honestos com vocês, porque honestidade é o mínimo que a gente deve a quem nos escuta. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na frente, com cerca de dois milhões de votos a mais que Lula. Na história da Nova República, nenhum candidato que chegou em primeiro no primeiro turno perdeu o segundo. Se Lula vencer, vai ser a primeira vez. É difícil, mas não é impossível. E precisamos mais agora do otimismo da ação do que do pessimismo dos acadêmicos. A diferença é pequena num país de mais de 150 milhões de eleitores. Mais de um em cada cinco eleitores não foi votar no dia 4. Tem muita gente que votou em outros candidatos, muita gente que ainda está em dúvida, muita gente que ainda não ouviu a conversa certa. Em 2018 a gente escreveu que não aceitava a ideia de que o jogo estava perdido. Repetimos isso agora: o placar foi zerado e começou outra partida. O primeiro turno também confirmou uma coisa que a gente vem discutindo aqui no podcast há anos, sobretudo nos episódios com o Observatório da Extrema-Direita: o bolsonarismo não foi um acidente de 2018. Ele se organizou, criou raízes, montou redes dentro e fora do país e hoje volta à disputa com outro sobrenome no topo da chapa. Ou melhor, com o mesmo sobrenome. Por que a gente não pode apoiar essa candidatura Já teríamos motivos objetivos de sobra. Mas aqui eu quero falar do lugar de onde eu falo: sou professor de universidade pública, pesquisador e divulgador científico. E nessa eleição eu faço parte de um grupo amplo de cientistas, professores, estudantes e técnicos que decidiu se posicionar, em defesa da ciência, da universidade pública e da soberania nacional. Nesta eleição, a SBPC, a Academia Brasileira de Ciências, a Andifes, a ANPG, a UNE, o Andes e outras entidades da ciência e da educação lançaram uma carta chamada “Em defesa da democracia e do futuro do Brasil”. Eu assino embaixo de cada palavra, e vou pegar emprestadas algumas delas. A carta diz: não falamos de cima, falamos de dentro. Muitos de nós somos a primeira geração da família a entrar numa universidade. A gente aprendeu a ler na escola pública, estudou com bolsa e pesquisa em laboratórios pagos pelo povo brasileiro. E a gente sabe o que foram os anos de 2019 a 2022, porque viveu esses anos. Foram anos em que se atacou a ciência. Em 2019, o diretor do INPE foi exonerado depois que o instituto divulgou dados de desmatamento na Amazônia que contrariavam o governo. Eram imagens de satélite, não opinião. Como diz a carta das entidades, quem quebra o termômetro não cura a febre, só impede que ela seja vista. Foram anos em que se desqualificaram cientistas. Volto a isso daqui a pouco, porque merece um capítulo à parte. Foram anos em que se tentou sufocar quem forma. As universidades públicas foram chamadas de lugares de “balbúrdia”. As bolsas de mestrado e doutorado ficaram uma década sem reajuste, até 2023. E, em 2022, foram 2,9 bilhões de reais bloqueados no orçamento da ciência. E foram anos em que se fabricou a desconfiança nas urnas, sem nenhuma prova, até o 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. A candidatura de Flávio Bolsonaro reivindica esse governo, não esconde isso. Então é legítimo perguntar se ela mudou alguma coisa. Quem você quer na presidência na próxima pandemia? Eu quero fazer uma pergunta simples a você que está ouvindo, e quero que você pense nela até domingo: quem você quer na presidência quando vier a próxima pandemia? Não é uma pergunta retórica. Gripe aviária, novos coronavírus, doenças que saem da floresta desmatada e chegam às cidades: quem estuda o assunto sabe que é questão de tempo. E nós já sabemos como cada um desses projetos se comporta numa emergência sanitária, porque já vimos. Mais de 700 mil brasileiros morreram de covid. Durante a pandemia, o presidente da República chamou a doença de “gripezinha”, disse que não era coveiro, imitou gente com falta de ar, fez propaganda de cloroquina e de ivermectina, fez campanha contra a máscara e contra o isolamento e colocou em dúvida a vacina. Enquanto isso, o governo deixou sem resposta ofertas de vacina, inclusive do Instituto Butantan. Em janeiro de 2021, em Manaus, faltou oxigênio e gente morreu asfixiada em hospital. A CPI da Covid concluiu que muitas dessas mortes eram evitáveis e pediu o indiciamento do presidente. E tem gente que ainda diz que “foi só discurso”, que palavra não mata ninguém. A ciência estudou isso. Três economistas, Nicolás Ajzenman, Tiago Cavalcanti e Daniel Da Mata, publicaram em 2023 no American Economic Journal: Economic Policy, uma das revistas mais respeitadas da economia no mundo, um artigo com um título que diz tudo: “Mais do que palavras”. Eles usaram dados de localização de cerca de 60 milhões de celulares em quase quatro mil municípios brasileiros e cruzaram com o voto de 2018 e com gastos de cartão de crédito. Olharam para dois momentos do começo da pandemia: 15 de março de 2020, quando o presidente foi para a rua cumprimentar apoiadores numa manifestação contra o Congresso e o Supremo, e 24 de março, quando ele foi à rede nacional de rádio e TV dizer que a covid seria uma “gripezinha” e que o país tinha que voltar à normalidade. Me lembro como se fosse ontem aquele dia. 24 de março foi meu aniversário. Foi o primeiro dia que eu chorei na pandemia. Logo depois desses

  6. Sep 28

    O exílio como estratégia: as redes transnacionais do bolsonarismo

    O que um exilado brasileiro em Paris nos anos 1970 e um apoiador de Bolsonaro em Orlando têm em comum? Para Teresa Cristina Schneider Marques (PUCRS), pós-doutoranda na UERJ com apoio da Faperj, ambos ajudam a entender por que o exílio deixou de significar isolamento e passou a ser estratégia política. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães (UFU / OED) e Guilherme Casarões (FIU / OED) recebem Teresa para discutir a transnacionalização do bolsonarismo, tema de sua pesquisa de campo recente na Flórida e de trabalhos como “Migrantes internacionais na extrema direita e as frentes de transnacionalização do bolsonarismo nos EUA”. A conversa percorre o voto da diáspora brasileira nos Estados Unidos, o papel das igrejas e das organizações de migrantes, a ofensiva de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo junto ao governo Trump e os limites de um ativismo que pode sair pela culatra. No boletim de notícias, David Magalhães analisa as vitórias da AfD na Saxônia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a largada da corrida presidencial francesa com Marine Le Pen e Éric Zemmour, o acordo migratório entre Jordan Bardella e Nigel Farage e o improvável encontro entre Steve Bannon e Bernie Sanders, sintoma das fissuras dentro do trumpismo. Na abertura, David apresenta o NETEX, novo núcleo da UFU dedicado ao estudo da transnacionalização e do extremismo. E na dica cultural, o documentário Anatomia do Caos, de Dandara Ferreira, sobre os bastidores da CPI da Covid. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU / OED), Guilherme Casarões (FIU / OED) e Teresa Cristina Schneider Marques (PUCRS). Inserção musical no final: Interpretação de Sarah Hester Ross de “The Day the Nazi Died” (Chumbawamba, 1993). Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio ANDERSON, Benedict. The Spectre of Comparisons: Nationalism, Southeast Asia and the World. London: Verso, 1998. FERREIRA, Dandara (dir.). Anatomia do Caos. Brasil, 2026. Documentário. MARQUES, Teresa Cristina Schneider. Migrantes internacionais na extrema direita e as frentes de transnacionalização do bolsonarismo nos EUA. Washington Brazil Office, 8 out. 2024. https://www.braziloffice.org/pt/artigos/migrantes-internacionais-na-extrema-direita-e-as-frentes-de-transnacionalizao-do-bolsonarismo-nos-eua MUDDE, Cas. The Far Right Today. Cambridge: Polity, 2019. Mencionado em entrevista. RAMOS, Paola. Defectors: The Rise of the Latino Far Right and What It Means for America. New York: Pantheon, 2024. ROLLEMBERG, Denise. Exílio: entre raízes e radares. Rio de Janeiro: Record, 1999. Mencionado em entrevista. SZNAJDER, Mario; RONIGER, Luis. The Politics of Exile in Latin America. Cambridge: Cambridge University Press, 2009. TARROW, Sidney. The New Transnational Activism. Cambridge: Cambridge University Press, 2005. TILLY, Charles; TARROW, Sidney. Contentious Politics. Boulder: Paradigm, 2007. Mencionado em entrevista. Capítulos: 00:00 — Introdução e apresentação do NETEX 03:40 — Do exílio na ditadura ao internacionalismo reacionário 27:40 — Por que a diáspora brasileira nos EUA vota em Bolsonaro? 36:55 — Flórida, Yes Brasil e as redes do bolsonarismo no exterior 46:50 — Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e os limites do ativismo transnacional 53:50 — Futurologia: as redes transnacionais depois de 2026 01:03:30 — Boletim OED: AfD, Le Pen e Zemmour, Bardella e Farage, Bannon e Sanders 01:16:35 — Dica cultural: Anatomia do Caos The post O exílio como estratégia: as redes transnacionais do bolsonarismo appeared first on Chutando a Escada.

  7. Sep 21

    A nova geopolítica do clima: quem dita as regras em um mundo em ebulição?

    Deslizamentos de terra catastróficos atingiram a fronteira entre o Nepal e a China, deixando centenas de mortos e reacendendo a pergunta sobre até que ponto ainda é possível separar desastre natural de desastre político. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Helena Margarido Moreira, doutora em Geografia pela USP e professora de Relações Internacionais na FECAP, e Fernanda Mello Sant’Anna, professora do Departamento de Relações Internacionais da UNESP e do Programa San Tiago Dantas, para discutir por que a vulnerabilidade aos eventos extremos é social e politicamente construída, e como o conceito de zonas de sacrifício explica quem paga o preço mais alto da crise climática. A conversa avança pela disputa entre China e Estados Unidos pelo controle das tecnologias de transição energética, pelo negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário e pela pergunta se as instituições multilaterais ainda têm capacidade de conter Estados negacionistas. No fechamento, Helena e Fernanda indicam leituras essenciais sobre clima e política, avaliam se existe algum país fazendo a lição de casa e apontam motivos para manter alguma esperança. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu), Helena Margarido Moreira (FECCAP) e Fernanda Mello Sant’Anna (UNESP). Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio MARQUES, Luiz. Capitalismo e Colapso Ambiental. Campinas: Editora da Unicamp, 2015. Mencionado em entrevista. MARQUES, Luiz. O Decênio Decisivo: Propostas para uma Política de Sobrevivência. São Paulo: Elefante, 2023. Mencionado em entrevista. KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Mencionado em entrevista. LATOUR, Bruno. Jamais Fomos Modernos: Ensaio de Antropologia Simétrica. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994. Mencionado em entrevista. RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993. Mencionado em entrevista. HOMER-DIXON, Thomas. Environment, Scarcity, and Violence. Princeton: Princeton University Press, 1999. Mencionado em entrevista. Capítulos: 00:00:00 — Abertura: os deslizamentos entre Nepal e China e o “novo normal” climático 00:03:59 — Desastre natural ou desastre político? Zonas de sacrifício e vulnerabilidade social 00:17:36 — Extrativismo verde: minerais críticos e a nova corrida geopolítica 00:24:04 — A dupla identidade chinesa: maior poluidor e líder em tecnologia limpa 00:33:50 — Negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário 00:42:14 — Segurança ambiental e a crise das instituições multilaterais 01:00:19 — Sul Global: colonialidade climática e a disputa por reparações 01:09:02 — Bate-bola final: livros, países-exemplo e motivos para esperança The post A nova geopolítica do clima: quem dita as regras em um mundo em ebulição? appeared first on Chutando a Escada.

  8. Sep 14

    Do Kremlin aos Trópicos: uma cartografia da desordem global

    Em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), fundador do Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias, e Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat) para discutir o conceito de desordem internacional e suas implicações para a Rússia, a América Latina e o Brasil. A conversa passa pela trajetória histórica russa entre integração e ruptura com a ordem liberal ocidental, pelos dilemas de uma política externa brasileira mais autônoma diante da pressão dos Estados Unidos sobre a região e pelas tensões entre multipolaridade e dependência que marcam hoje a aproximação entre Rússia e China. No boletim mensal, Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) recupera os principais acontecimentos de agosto de 2026 envolvendo a Rússia, da escalada de ataques em profundidade contra a Ucrânia às tensões marítimas com a Europa, passando pela relação ambígua com Washington e pelos bastidores da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai. Para encerrar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com os dois Leonardos sobre punk rock e heavy metal como formas de contestação política, da crise do capitalismo dos anos 1970 ao metal soviético e às disputas contemporâneas em torno da guerra na Ucrânia. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat), Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat), Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat). Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio HAZLE, Dawn. “Delusions of Grandeur? Producing Authentic Metal Music in the Soviet Union”. In: VALIJÄRVI, Riitta-Liisa; DOESBERG, Charlotte; DIGIOIA, Amanda (Orgs.). Multilingual Metal Music: Sociocultural, Linguistic and Literary Perspectives on Heavy Metal Lyrics. Bingley: Emerald Publishing, 2020. DOI. ARIA. Entrevista concedida por Vladimir Kholstinin. Abaddon Magazine. Disponível em: https://www.abaddon-magazine.com/interviews/interview-aria/. RATOS DE PORÃO. Necropolítica. São Paulo: Shinigami Records, 2022. MUQUETA NA OREIA. Brasileiros. 2021. A playlist de metal russo citada no episódio está disponível aqui. Capítulos: 00:00 — Introdução 03:00 — O conceito de desordem na ordem internacional 06:00 — A trajetória da Rússia entre integração e ruptura com o Ocidente 12:00 — América Latina e Brasil diante da desordem global 15:00 — Rússia, multipolaridade e dependência em relação à China 20:00 — Boletim Ruslat: Rússia em agosto de 2026 29:00 — Outros Olhares: punk, metal e contestação política The post Do Kremlin aos Trópicos: uma cartografia da desordem global appeared first on Chutando a Escada.

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Um podcast sobre política internacional e divulgação científica na área de Relações Internacionais.

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