Segurança do Paciente com Helen Moreira

Helen Moreira

METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE

Episodes

  1. 01/25/2024

    Práticas Obrigatórias de Segurança - ROPs

    no podcast de hoje vou falar sobre as ROPs que sao praticas obrigatórias de segurança que as instituições que buscam a acreditação Canadense Qmentum precisam seguir para aumentar a segurança e minimizar os riscos relacionados a assistência ao paciente. Elas sao divididas em 6 grupos e cada um deles possuem metas diferentes que contribuem para o acompanhamento das suas aplicações praticas e avaliação de sua eficácia. Vamos conhece-las? 1 O primeiro é o de cultura de segurança Que tem como meta Criar cultura de segurança dentro da instituição Nesse grupo as instituições devem trabalhar as ROPs *Notificação de eventos *PSP – plano de segurança do paciente *Relatórios sobre segurança do paciente e *Análise Prospectiva de segurança do paciente 2 O segundo grupo é o da comunicação Onde a meta é Aperfeiçoar a eficácia e coordenação da comunicação entre os profissionais e o paciente em cada etapa do atendimento Utilizando as ROPs Papel do paciente e da família na segurança Identificação do paciente Abreviações perigosas Reconciliação medicamentosa Práticas de segurança na assistência cirúrgica e a Transferencia da informação nas transições do cuidado 3 O terceiro grupo é o de Uso de medicamentos Que tem como meta Garantir a segurança em toda a cadeia medicamentosa, através das ROPs: Uso Racional de Antibioticos Controle de eletrólitos concentrados Segurança no uso de heparina Medicamentos de alta vigilância que permeiam minimamente a definição da lista de Mav, dos seus riscos e cuidados Treinamento em bomba de infusão e a Segurança no uso de narcóticos 4 O quarto grupo é o da Vida profissional e a força de trabalho Ele vem com a meta de Criar um ambiente saudável que contribui para a prestação segura do cuidado Nele trabalhamos as rops de Programa de manutenção preventiva e Treinamentos em segurança do paciente e Prevenção de Violência no Local de Trabalho 5 O quinto grupo é de prevenção a infecção Ele Tem como meta: Reduzir o risco de infecções associadas ao atendimento da saúde e seu impacto nos resultados Com as ROPs Antibioticoprofilaxia cirúrgica Reprocessamento de materiais Treinamento sobre higiene das mãos Conformidade de higiene das mãos, que parece algo repetitivo, mas os dados nos mostram que ainda é extremamente relevante essa sensibilização A Taxa de infecção e as Práticas de administração de medicamentos injetáveis 6 O sexto é a avaliação do grau de risco Tem como meta: Identificar os riscos de cada paciente com a ROPs Prevenção de Quedas e Redução de Lesões Assistência a Pacientes Internados e os de longa permanência Avaliação de Risco de Segurança Domiciliar Prevenção de Úlceras de Pressão Prevenção de Suicídio Profilaxia para Tromboembolia Venosa (TEV) Tratamento de Pele e Feridas Agora que você já sabe o que são ROPs, que são divididas em 6 grupos, cada um com suas metas, faça uma reflexão, no seu dia a dia, quais são as ROPs aplicáveis as suas atividades? Como você pode praticá-las para melhorar a segurança do paciente no seu ambiente de trabalho? Foi ótimo estar esses minutos com vocês!! Espero que tenham aproveitado e até os próximos episódios!

    5 min
  2. 07/17/2021

    Meta 4 Assegurar Cirurgia em local de intervenção, procedimentos e paciente corretos.

    Olá, sou Helen Moreira e no podcast de hoje falarei sobre a meta internacional de segurança do paciente número 4. Assegurar Cirurgia em local de intervenção, procedimentos e paciente corretos. Segundo a Organizacao mundial de saude, 234 milhões de cirurgias sao realizadas pelo mundo a cada ano, correspondendo a uma operação para cada 25 pessoas vivas. Os serviços cirúrgicos, são distribuídos de maneira muito desigual, com 30% da população mundial recebendo 75% das cirurgias. A falta de acesso à assistência cirúrgica de alta qualidade continua sendo um problema significativo em boa parte do mundo. A cirurgia em muitos casos é o único tratamento que pode aliviar as incapacidades e reduzir o risco de mortes causadas por enfermidades comuns. Desses 234 milhoes de cirurgias, 7 milhões de pacientes sofrem complicações pós-operatórias, 1 milhão morrem – e que metade dessas complicações são potencialmente evitáveis. Considerando cirurgia segura como um problema de saúde publica entre 2007 e 2008 a OMS lancou o segundo desafio global para a Segurança do paciente dirigiu a atenção para os fundamentos e práticas da segurança cirúrgica, que são, componentes essenciais da assistência à saúde. Em 2013 o ministério da saúde definiu um protocolo de cirurgia segura, para apoiar a prática exigida na RDC 36 de 2013, Ele precisa ser adaptado a realidade de cada instituicáo, considerando sua estrutura e perfil de atendimento O protocolo do MS orienta a implementação do check list de cirurgia segura desenhado em 3 etapas Entrada que acontece (antes da indução anestésica), Time Out ou Pausa que acontece (antes da incisão) e Saída que é realizada (antes de o paciente deixar o centro cirúrgico). Mas vc acredita que somente o check list preenchido garante uma cirurgia segura? Não infelizmente não... O check list é uma ferramenta importante que contribui para o cumprimento das pausas e pratica das barreiras de segurança que evitam eventos, tais como erro de lateralidade, troca de pacientes, troca de medicamentos e em especial, Além da riqueza da utilização dos dados levantados geram implantação de novas barreiras que ampliam a segurança É extremamente importante que apenas uma pessoa lidere a aplicação do check list, geralmente é o enfermeiro circulante, que tem autonomia para confirmar com o cirurgião e os demais membros da equipe se cada etapa foi executada. Existe 10 pontos de maior atenção na linha cirurgica: 1. Avaliação pré anestesica e aplicação do termo de consentimento livre e esclarecido 2. Confirmação do paciente certo e o sítio cirúrgico correto 3. Proteger o paciente da dor, minimizando os riscos da anestesia 4. Capacitar a equipe para reconhecer dificuldades respiratórias e um fluxo adequado para atendimento de possiveis intercorrências 5. Preparar-se para identificar e agir em caso de grande perda sanguínea 6. Evitar induzir reações alérgicas ou à medicação que tragam riscos ao paciente 7. Usar métodos para minimizar o risco de infecções de sítio cirúrgico, atenção especial ao protocolo de antibiótico profilaxia e higienização das m”aos 8. Evitar a retenção de compressas ou instrumentos em feridas cirúrgicas 9. Identificar de maneira precisa todos os espécimes cirúrgicos 10. Comunicar e trocar informações críticas sobre o paciente em todas as etapas.

    5 min

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