Poder Público

A semana política em debate pela secção de política do PÚBLICO.

  1. As nomeações de Santa Engrácia, os trabalhos de Luís Neves e o desafio a Carneiro

    -20 H

    As nomeações de Santa Engrácia, os trabalhos de Luís Neves e o desafio a Carneiro

    O Poder Público de hoje conta com uma voz menos habitual, mas já nossa conhecida. A Liliana Borges junta-se a nós para comentar os temas da semana. Um deles tem que ver com um acerto no Governo. A ministra da Administração Interna não sobreviveu aos impactos políticos do mau tempo e foi substituída no sábado pelo antigo director da Polícia Judiciária. Foi uma escolha inesperada, mas elogiada. O facto de Luís Neves não alinhar na “narrativa de insegurança” do Chega valeu-lhe elogios da esquerda, por exemplo. Vamos avançar para um tema que envolve os órgãos externos do Parlamento, que não são mais do que o Tribunal Constitucional, a Provedoria de Justiça, o Conselho de Estados, os conselhos superiores da Magistratura, do Ministério Público, de Informações, e de Segurança Interna. Há quase 70 lugares vagos em 15 entidades, que têm de ser preenchidos por eleição, mas os partidos não se entendem para isso. Já falharam três datas. Este é um problema recorrente sempre com justificações diferentes. Será que os problemas vão ser resolvidos até dia 6 de Março? Fechamos com dois temas: a reunião do primeiro-ministro e do Presidente da República eleito em Queluz e o congresso do PS. Por um lado, tentamos antecipar como será a relação entre os dois. Por outro lado, a propósito do congresso do PS que José Luís Carneiro se precipitou a marcar na sequência das presidenciais, falamos sobre eventuais desafios para Carneiro, depois de os “seguristas” terem pedido um adiamento para que possa haver uma candidatura alternativa a Carneiro. As críticas são “ausência de dinamismo” e “cultura burocrática e carreirista”. A recta final do episódio é preenchida pelo Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    27 min
  2. Marcelo marcou o passo ao Governo nas tempestades e uma ministra que dá trabalho

    19/02

    Marcelo marcou o passo ao Governo nas tempestades e uma ministra que dá trabalho

    O Poder Público desta semana é moderado por David Santiago, editor de Política, em substituição da directora-adjunta Sónia Sapage. Como não nos permitimos adiar reuniões devido a ausências, vamos concertar posições para um programa só com trabalhadores e sem patrões, o inverso do que aconteceu nesta quarta-feira no Ministério do Trabalho. Depois da gravação deste episódio, terá lugar o debate quinzenal em que se espera uma oposição em peso contra Luís Montenegro, que além de fazer o seu habitual papel de primeiro-ministro estará presente no Parlamento também na qualidade de ministro da Administração Interna. Entretanto, a esquerda à esquerda do PS juntou-se para tentar forçar o Governo a pagar 100% do salário dos trabalhadores em layoff em consequência dos vendavais. O Chega já disse que apoia, mas o PS, que também quer um layoff a 100%, não se decide por uma posição clara. Por outro lado, o líder socialista José Luís Carneiro avisou o primeiro-ministro, como noticiou o PÚBLICO, de que a paciência tem limites por não ver correspondida a sua disponibilidade para convergências. O que poderá José Luís Carneiro fazer se perder a paciência? Esta semana, escrevemos sobre os planos furados de Marcelo Rebelo de Sousa no ocaso em Belém. Queria “sair de levezinho” e sai em “intensidade elevada”. Será que o Presidente da República sentiu necessidade de dar colo ao Governo e ocupar espaços que considerou deixados vazios? Ainda por causa dos efeitos do mau tempo, fala-se cada vez mais num eventual orçamento rectificativo, ou suplementar, como Costa eufemisticamente lhe chamou na pandemia, e o Governo procura obter flexibilidade junto de Bruxelas porque não é possível pagar prejuízos imprevisíveis sem furar a nova regra de ouro da governança da zona euro – a despesa líquida primária. Será que o Governo vai ser obrigado a actualizar as contas de 2026 e terá margem de manobra junto de Bruxelas? O executivo queria ter-se reunido na quarta-feira com os parceiros sociais – categoria onde não coloca a CGTP –, mas a UGT faltou, lamentando a indisponibilidade da ministra Rosário Palma Ramalho para encontrar uma data consensual. A reunião acabou por não se realizar e foi convocado novo encontro para segunda-feira. A pergunta que nos fazemos é: que é que isto augura sobre o processo negocial em curso? Finalmente, o Presidente da República eleito já avisou que quer uma reforma laboral com acordo da UGT. Palma Ramalho e, sobretudo, Luís Montenegro parecem estar de mãos atadas e eventualmente terão de fazer cedências consideráveis para conseguirem que não fique tudo na mesma. O episódio só termina depois do momento Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    33 min
  3. Um peixe fora de água no MAI e um Presidente discreto em Belém

    12/02

    Um peixe fora de água no MAI e um Presidente discreto em Belém

    O Poder Público está de volta alguns dias passados sobre a eleição de António José Seguro como Presidente da República. Os resultados ainda não são finais, porque há 20 freguesias que adiaram a votação para o próximo domingo, mas já nada mudará a dimensão da vitória. Seguro ultrapassou os três milhões e 400 mil votos e Ventura obteve mais de 1,7 milhões. Neste episódio, olhamos para os resultados pela primeira vez e falamos sobre a vitória de António José Seguro e sobre o número muito expressivo de votos atingido por André Ventura. Será que 1,7 milhões é o seu limite ou o presidente do Chega pode ir mais longe em legislativas? E o resultado de Seguro, é seu e só seu? O que dizer das sondagens desta vez, acertaram? Passadas estas presidenciais, não se esperam mais eleições a nível nacional nos próximos três anos. E nesta fase, o país tem muito com que se preocupar. O mau tempo vai continuar a impactar o território nos próximos dias e o Governo já teve uma baixa: a ministra da Administração Interna apresentou a demissão, que foi aceite pelo primeiro-ministro. A demissão da ministra aconteceu depois de um artigo de opinião publicado nas páginas do nosso jornal onde Gouveia e Melo defendia que Maria Lúcia Amaral devia deixar o Governo. Coincidência? Por enquanto, Luís Montenegro assumiu a pasta da Administração Interna e foi para o terreno (ontem vimo-lo com o Presidente da República debaixo do mesmo guarda-chuva, o que trouxe à memória uma imaginem icónica do passado)— o que levou ao adiamento do debate quinzenal. Ganha tempo para uma remodelação de fôlego, se for essa a intenção, mas no imediato dá peso político ao ministério. Depois de um perfil tão académico, que perfil o primeiro-ministro devia procurar? O episódio só termina depois do momento Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    31 min
  4. Tempestade: um Governo que chegou tarde, uma ministra sem noção e uma porta aberta ao populismo

    5/02

    Tempestade: um Governo que chegou tarde, uma ministra sem noção e uma porta aberta ao populismo

    Faltam três dias para sabermos quem vai ser o próximo Presidente da República, apesar de as sondagens persistentemente apontarem António José Seguro como vencedor incontestado, por uma grande diferença. Serão três dias e muita chuva e mau tempo, como aconteceu na última semana, incluindo o dia de reflexão. Neste episódio, vamos dar algum tempo de antena ao mau tempo, avaliando a resposta do Governo e do Presidente da República à tempestade. Na entrevista que deu ao PÚBLICO e à Renascença, o ministro das Finanças defendeu nesta quinta-feira a sua colega da Administração Interna, dizendo que é uma “pessoa altamente prestigiada”, uma “académica respeitada” e que se empenhou a fundo. Mas as críticas à sua ausência nos momentos iniciais foram duras. O mau tempo acabou também por contaminar as campanhas de António José Seguro e de André Ventura, que foram ao distrito mais afectado pela tempestade Kristin, cada um no seu estilo. Na sondagem desta semana, a última antes das eleições. Seguro perdeu ligeiramente terreno para Ventura: desceu de 70% nas intenções de voto para 67 e Ventura subiu de 30 para 33. O ex-líder do PS é o que capta mais votos de eleitores que na primeira volta votaram noutros candidatos. Mas, segundo o relatório da sondagem, ainda há um número significativo de inquiridos que permanece indeciso ou diz que votará em branco ou nulo. Quem pode beneficiar disso? O episódio termina depois do Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    29 min
  5. Seguro combate a desmobilização e, afinal, Ventura não quer as elites

    29/01

    Seguro combate a desmobilização e, afinal, Ventura não quer as elites

    O Poder Público é um podcast em que conversamos sobre actualidade política. E a actualidade que interessa continuam a ser as presidenciais. Neste fim-de-semana muitos eleitores vão votar na segunda volta e já tiveram a oportunidade de conhecer uma sondagem sobre o assunto. Foi feita pelo centro de sondagens da Católica para o Público, a RTP e a Antena 1 e aponta para um resultado de 70% para António José Seguro e 30% para André Ventura. A confirmarem-se estes números, vamos ter António José Seguro como Presidente. O que significa que já podemos especular sobre a convivência entre Montenegro e Seguro. É um dos temas da conversa. Assim como o grande adversário de Seguro, que pode ser a desmobilização do seu eleitorado. Entretanto, a campanha voltou à estrada esta semana depois de os dois candidatos terem participado num frente-a-frente televisivo. Falamos sobre a prestação dos dois, num debate surpreendentemente calmo. E também dedicamos uns minutos a discutir os apoios dos candidatos. Há cada vez mais gente (de vários quadrantes políticos, do CDS ao Bloco de Esquerda) a assumir que vai votar em Seguro. Que fenómeno é este que pôs Seguro a passar de “poucochinho”, em 2014, a “incontornável”, em 2026? E o que mudou para o candidato do Chega ter começado por pedir o apoio da AD e da IL e agora dizer que quer é o povo? O episódio termina depois do momento Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    32 min
  6. Presidenciais: a táctica de Montenegro, a estratégia de Ventura e o desafio de Seguro

    22/01

    Presidenciais: a táctica de Montenegro, a estratégia de Ventura e o desafio de Seguro

    Estamos de volta com a resposta à pergunta que mais fizemos nos últimos tempos. Quem passa à segunda volta das presidenciais? Ditaram os portugueses que fosse António José Seguro e André Ventura, separados por mais de 400 mil votos. No pelotão do meio ficaram, por esta ordem, João Cotrim Figueiredo, com quase um milhão de votos; Gouveia e Melo, com quase 700 mil; e Marques Mendes com mais de 600 mil. Juntando-lhe mais 315 mil dos pequeninos, há dois milhões e meio de votos a disputar até ao dia 8 de Fevereiro. Com tantos votos em disputa, a vitória é possível para qualquer um dos candidatos e o nível da participação eleitoral terá uma palavra a dizer na definição do vencedor. Assim como os apoios e, desde a noite eleitoral, tem havido sucessivas manifestações públicas e alguns silêncios. Luís Montenegro escolheu não endossar os votos da AD, assim como a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, ou o CDS. Entretanto, os candidatos já começaram a ensaiar a estratégia para a segunda volta e ainda ontem, Pedro Pinto, do Chega, pôs as coisas entre o candidato socialista e o que combate o socialismo. O desafio para Seguro é descolar do PS. A sua estratégia passar por ser o rosto da candidatura pela democracia liberal. Nos próximos dias e semanas vamos voltar a ter duas campanhas na rua, que é uma situação política que já não vivíamos há 40 anos. E nós estaremos por aqui pelo menos mais duas vezes antes das eleições. Até à próxima quinta-feira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    36 min
  7. A semana (mais) louca das presidenciais de 2026

    15/01

    A semana (mais) louca das presidenciais de 2026

    Este episódio do Poder Público foi gravado no penúltimo dia da campanha das presidenciais. Hoje é quinta-feira. Não vamos falar de outra coisa que não sejam estas eleições. André Ventura vai à frente nas sondagens e nas tracking poles. Gouveia e Melo, que começou na frente, está agora em quinto. É mais do que certo que haverá uma segunda volta. E o pelotão da frente tem um candidato improvável: Cotrim Figueiredo deu um salto de gigante durante a campanha, apesar de todos os constrangimentos, e apareceu em terceiro lugar no estudo de opinião divulgado na terça-feira pelo PÚBLICO, pela RTP e pela Antena 1. Na semana passada, Marques Mendes apelava ao voto útil e estava em crescendo. Esta semana, Cotrim Figueiredo escreveu uma carta ao primeiro-ministro a apelar à desistência de Marques Mendes. Como é que isto aconteceu? Como é que Cotrim se transformou num sempre em pé? E será mesmo um sempre em pé ou está já a evidenciar algum desgaste? Desde o início, sempre dissemos aqui que esta era uma corrida com figuras pouco entusiasmantes. Será isso que pode explicar a instabilidade das projecções? E tendo em conta eleições anteriores, é expectável que a abstenção suba ou diminua? Este episódio não é definitivo. Mas é o "estado da arte" na recta final da campanha. Quando voltarmos, para a semana, já teremos novidades sobre a segunda volta. Não deixem de acompanhar a nossa noite eleitoral. Este ano temos uma nova página de resultados, onde pode ver ao mesmo tempo os números e as notícias mais importantes e acompanhar o seu distrito, concelho ou freguesia sem esforço. Esperamos que no domingo vá a publico.pt para perceber melhor o que lhe dizemos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    30 min
  8. Presidenciais: do esqueleto no armário ao sebastianismo bacoco

    8/01

    Presidenciais: do esqueleto no armário ao sebastianismo bacoco

    Este é o primeiro Poder Público do ano que é também o primeiro durante a campanha das presidenciais. Vamos com cinco dias na estrada e temos visto uma grande oscilação nas sondagens. Começamos a conversa por aí. Estas não serão as presidenciais mais renhidas de sempre, sabemos o que aconteceu em 1986, mas nas sondagens, os candidatos têm trocado muito de lugares entre si. Gouveia e Melo começou na frente, depois foi ultrapassado por Marques Mendes e a tracking poll diária da CNN já deu Seguro em primeiro. Não é seguro apostar em quem passa à segunda volta, mas é um bom clima para as casas de apostas. De repente Francisco Sá Carneiro foi nomeado pelos candidatos da direita: Marques Mendes, Cotrim, Gouveia e Melo e Ventura. Cavaco Silva disse-se chocado com a tentativa de apropriação do legado político de Sá Carneiro por figuras que representam o oposto do seu projecto. Sá Carneiro será realmente um trunfo eleitoral, atendendo a que provavelmente um terço dos eleitores já nasceu após a sua morte? Na terça-feira, depois do debate a 11 na RTP, pareceu-nos a todos que Jorge Pinto insinuou que pode desistir a favor de Seguro. Disse exactamente o seguinte: "No que de mim depender, não será por mim que António José Seguro não será Presidente de Portugal." O que é que o candidato queria dizer com isto? Estes foram os temas e as questões que dominaram o episódio. No final, cada um dos participantes partilha o seu Público & Notório. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    36 min
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