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Luis Diogo

Chamo-me Luís Diogo. Construí, escalei e vendi empresas, cheguei a ter uma equipa de 100 pessoas e percebi tarde demais o preço que estava a pagar: quanto mais a equipa crescia, menos tempo me sobrava. Hoje faço o contrário. Opero uma empresa de 10 pessoas que rende como se fossem 30, com IA a tratar do trabalho pesado e o meu tempo de volta nas minhas mãos. Neste podcast penso em voz alta sobre como o faço na prática: os sistemas que montei, as pessoas que contratei, os custos que cortei e as decisões que tomo todos os dias. Conto o que funciona e também o que correu mal. É o mesmo pensamento que ponho na newsletter SuperHuman, agora em conversa. Se tens um negócio e estás farto de o levar sozinho às costas, este sítio é para ti. superhld.substack.com

  1. 12 Aug

    Estas 5 automações de IA poupam-me 20 horas por semana

    A inteligência artificial chegou com a promessa de eliminar o trabalho repetitivo. O que vejo à minha volta é o contrário: mais ferramentas, mais tarefas, e muito tempo gasto a montar coisas que nunca chegam a produzir nada. Neste episódio mostro cinco automatismos que tenho a correr no dia a dia das minhas empresas. Dois deles são rotinas simples instaladas no computador, não são agentes complexos. Um trata da conciliação bancária: procura as faturas no e-mail, arquiva-as, regista-as na pasta que envio à contabilidade e deixa-me no Basecamp apenas os pendentes. Outro analisa as minhas conversas de trabalho da semana anterior e devolve-me um relatório sobre onde estou a errar. Os restantes mantêm o CRM atualizado a partir das reuniões, escrevem a documentação do código à medida que a equipa fecha tarefas, e corrigem bugs durante a noite para a equipa encontrar a solução proposta de manhã. Explico também os três filtros que aplico antes de automatizar seja o que for: se ganho tempo, se poupo ou ganho dinheiro, e se me permite fazer alguma coisa que hoje não consigo fazer de todo. Este último é o mais subestimado, porque é o que mete competências dentro da empresa que de outra forma exigiriam anos ou contratações que não se justificam. No fim respondo a comentários, incluindo uma pergunta sobre se o marketing digital vai passar a ser feito integralmente por IA e o que isso significa para quem vive disso. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit superhld.substack.com

    Estas 5 automações de IA poupam-me 20 horas por semana
  2. 7 Aug

    O futuro da IA não é o ChatGPT, nem o Claude

    Há muitos anos que tenho uma regra simples: tudo o que é trabalho acontece num sítio só. Nunca aceitei ter um projeto fora do Basecamp, nem com freelancers nem com equipas subcontratadas. Não é mania de organização, é proteção. Cada mudança de plataforma custa foco e leva contexto pelo caminho. Com a inteligência artificial, esse problema voltou multiplicado. Estás no Claude, sais para o gestor de projetos, voltas ao Claude, testas qualquer coisa no ChatGPT. E na colaboração é pior: eu decido com o contexto que tenho na minha janela, outra pessoa decide com o contexto que tem na dela, e ninguém garante que as duas decisões apontam ao mesmo sítio. A minha resposta foi inverter. Em vez de levar a equipa às aplicações de IA, trouxe os agentes para dentro do Basecamp. Neste episódio conto o caso concreto: pedi ao Gaspar, o nosso agente, para procurar um sistema de tracking, e ele recomendou uma ferramenta que afinal já tínhamos instalada, com 86 links a funcionar. Quem apanhou isso foi o Tiago, que nem estava envolvido no assunto, mas estava na mesma conversa. Falo também dos princípios que não mudo por causa da IA: gestão calma, contexto acima de tudo, e proteção da capacidade cognitiva. O agente vem à plataforma de hora a hora, não está ao segundo. É mais do que suficiente, e sou eu que costumo atrasar-me na resposta, nunca ele. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit superhld.substack.com

    O futuro da IA não é o ChatGPT, nem o Claude
  3. 6 Aug

    Construí uma comunidade de IA para empreendedores

    Há três anos tomei a decisão de ganhar tempo para perceber o que estava a acontecer com esta tecnologia. Entrei de cabeça: aprendi a programar, estudei os modelos por dentro, liguei-me a quem estava a construí-los. Foi aí que ficou claro que o negócio que eu tinha ia ter de ser repensado. Fechei-o. Faturava 800 mil euros por ano e dava 350 mil de lucro, e mesmo assim fechei, porque os produtos, os processos e as pessoas iam todos ter de mudar, e eu não sabia se aquele era o veículo certo para a maior oportunidade da minha vida. Hoje lanço, com o Tiago, a comunidade que andámos três meses a construir. A proposta é uma só: construíres o playbook da tua empresa. Uma coleção do que a tua empresa sabe fazer, num formato que a máquina executa, dividida por departamentos e distribuída pelas pessoas a quem queres dar acesso. Não é um curso, e não temos cursos. É uma ferramenta que instalas no teu computador e que corre cinco passos: identificar a oportunidade certa, planear antes de construir, construir com regras, melhorar a cada execução e medir o que passaste a poupar. A cada volta acrescentas mais uma peça ao teu playbook. Escolhemos uma comunidade e não um software porque o valor está em três coisas que nenhum produto entrega sozinho. Apoio à decisão, meu e de quem lá está: esta semana respondi ao Pedro e ao Filipe com vídeos personalizados, feitos depois de lhes fazer as perguntas de contexto que faltavam. Desbloqueio técnico semanal, em direto, para as perguntas que ninguém quer fazer em público. E um Q&A estratégico comigo, que é o que faço há dez anos com centenas de negócios: tu trazes a tua visão a longo prazo, eu dou-te a minha opinião. No fundo, isto é simples. Pela primeira vez temos inteligência a um custo baixíssimo, e todos os negócios precisam de inteligência para operar. Há dois anos a IA estava ao nível de quem acabou o nono ano, no ano passado ao nível de quem acabou a universidade, e vai ultrapassar o raciocínio humano. Não sei o que aí vem daqui a três anos; sei que quero receber essa informação primeiro e ao lado de gente que está a bater na mesma frequência. É para isso que este laboratório existe. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit superhld.substack.com

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  4. 5 Aug

    A Anthropic apagou uma empresa de 60 pessoas (por email)

    A Anthropic cancelou a conta de uma empresa inteira. Sessenta pessoas chegaram ao trabalho e não tinham ferramenta: sem integrações, sem skills, sem histórico de conversa. O motivo foi uma alegada violação dos termos. Meses de contexto acumulado desapareceram com um clique dado do outro lado do Atlântico. Isto não é um acidente, é o modelo de negócio. Todas as semanas muda qual é a IA mais forte, e por isso estas empresas deixaram de competir só pela inteligência do modelo e começaram a construir aplicações desenhadas para te prender. A memória, as skills e as ligações às tuas ferramentas que vais acumulando lá dentro são o que torna a mudança cara, e eles precisam que ela seja cara. Neste episódio explico as três configurações que uso para não ficar preso a nenhuma delas. A memória sai da aplicação para uma pasta partilhada ou para um cérebro da empresa que é meu. As skills ficam guardadas nas duas pastas, porque a Anthropic é a única que não segue o padrão que as outras adotaram. E as ligações às minhas ferramentas instalam-se no meu computador, em vez de usar as que vêm dentro da aplicação e desaparecem quando eu sair. Não é sobre desconfiar da tecnologia, é sobre saber o que é teu. A memória de uma empresa, organizada e acumulada ao longo de meses, vai valer muito dinheiro nos próximos anos, tal como valeu ter canal de distribuição próprio nos últimos vinte. Constrói isso, mas não construas a tua casa no terreno do vizinho. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit superhld.substack.com

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  5. 31 Jul

    Pus o meu funcionário IA a trabalhar ao lado da equipa

    Toda a gente quer um funcionário IA no negócio. Eu também quero, e este não é o primeiro que construo. O que quase ninguém discute é a parte que decide o resultado: onde é que esse agente trabalha. Ou obrigas a tua equipa a ir ter com ele a um chat à parte, ou o metes dentro do sítio onde a equipa já trabalha todos os dias. Escolhi a segunda. Neste episódio conto como lá cheguei. Comecei por uma infraestrutura pronta, open source, com tudo o que eu precisava no papel. Passei um dia inteiro a reiniciá-la e partia sempre no mesmo sítio. Numa ferramenta, a competência interessa-me menos do que a fidelidade: se tenho de andar sempre a verificar se aquilo funcionou, perco a vantagem toda de ter um agente e mais valia fazer eu o trabalho. Ao fim do dia desisti e construí a arquitetura de raiz. Explico o que montei: o agente com o seu próprio espaço e as suas próprias regras, um automatismo que o faz aparecer de hora em hora durante o horário de trabalho para ver se alguém o chamou, uma conversa por dia para não perder contexto, e um segundo automatismo que à meia-noite lê o dia e atualiza a memória dele. É isto que fecha o loop: ele aprende com o que lhe digo e no dia seguinte trabalha melhor. E mostro-o a trabalhar. A ensiná-lo a escrever com hierarquia, como ensinaria a qualquer pessoa que entra na empresa, a discutir comigo a organização do trabalho e a propor-me coisas que eu não lhe tinha pedido. Não estou a usar uma ferramenta, estou a treinar uma contratação. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit superhld.substack.com

    Pus o meu funcionário IA a trabalhar ao lado da equipa

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Chamo-me Luís Diogo. Construí, escalei e vendi empresas, cheguei a ter uma equipa de 100 pessoas e percebi tarde demais o preço que estava a pagar: quanto mais a equipa crescia, menos tempo me sobrava. Hoje faço o contrário. Opero uma empresa de 10 pessoas que rende como se fossem 30, com IA a tratar do trabalho pesado e o meu tempo de volta nas minhas mãos. Neste podcast penso em voz alta sobre como o faço na prática: os sistemas que montei, as pessoas que contratei, os custos que cortei e as decisões que tomo todos os dias. Conto o que funciona e também o que correu mal. É o mesmo pensamento que ponho na newsletter SuperHuman, agora em conversa. Se tens um negócio e estás farto de o levar sozinho às costas, este sítio é para ti. superhld.substack.com