Corvo Seco

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🎯 Jnana-Yoga, não-dualidade e autoinvestigação. 👇 Conheça nosso canal: https://youtu.be/9glzusfll7U

  1. #495 - Sutra Atyayajnana - A Sabedoria na Hora da Morte

    3H AGO

    #495 - Sutra Atyayajnana - A Sabedoria na Hora da Morte

    Shakyamuni Buda (563 - 483 a.C.) foi Sidarta Gautama, integrante de uma rica família da Índia, com uma vida repleta de luxo e segurança até seus 29 anos, quando teve seu primeiro contato com a miséria, a doença e o sofrimento humano, então, Sidarta teria dito algo como: “Se o destino final do homem é o sofrimento e a morte, minha vida não faz sentido”. Então, decidiu mudar radicalmente sua vida. Saiu de seu palácio e passou a buscar explicações e soluções para o sofrimento. Através da meditação, ele encontrou a explicação para todas as suas dúvidas e, assim, entendeu o que é a vida. As escrituras dizem que Sidarta apenas permaneceu imóvel diante as investidas de Mara (a ilusão), e então, alcançou a iluminação. Na meditação busca-se cessar a atividade mental ininterrupta, na qual pensamentos e fantasias bloqueiam a experiência direta e intuitiva. Na maior parte do tempo alimentamos pensamentos que podem nos deixar ansiosos, frustrados, com mágoa, raiva, ressentimento ou medo. Tragada por esse vórtice de sensações, nossa atenção perde o foco. É por isso que, muitas vezes, comemos sem sentir o sabor, e olhamos uma pessoa sem vê-la de fato. Por quase meio século, Buda viveu cercado de multidões às quais receitava antídotos para essa dispersão, como a chamada “atenção plena”, prática que consiste em dispensar o máximo de atenção a tudo o que se faz, e que está na base de várias técnicas meditativas.

    4 min
  2. #492 - Ramakrishna - Oração à Mãe Divina

    5D AGO

    #492 - Ramakrishna - Oração à Mãe Divina

    Trechos do livro “Yoga do Gozo Integral”, de Sri Ramakrishna. Sri Ramakrishna Paramahamsa (1836-1886) foi um dos mais reverenciados mestres espirituais da Índia, considerado por muitos como um avatar (uma encarnação divina). Nascido Gadadhar Chattopadhyay, em uma vila de Bengala, cresceu em um ambiente simples e profundamente religioso. Desde cedo, demonstrou inclinação espiritual e experiências místicas. Ele se tornou sacerdote do templo de Kali em Dakshineswar, onde mergulhou em intensas práticas espirituais, explorando diferentes caminhos, incluindo o hinduísmo, o islamismo e o cristianismo. Sua busca o levou à realização da unidade divina, tornando-se um exemplo vivo de harmonia religiosa. Ramakrishna enfatizava que todas as religiões levam à mesma verdade suprema e que Deus pode ser realizado por meio de amor, devoção e entrega. Ele ensinava a pureza de coração e a renúncia ao ego como passos essenciais para a iluminação. Usando histórias simples e metáforas, ele transmitia profundas verdades espirituais, destacando que a experiência direta de Deus é mais importante do que doutrinas ou rituais. Sua vida era um testemunho prático de seus ensinamentos, cheia de humildade, compaixão e alegria. Ramakrishna inspirou a criação da Ramakrishna Mission, fundada por seu discípulo Swami Vivekananda, para propagar sua mensagem de serviço e unidade. Ele é amplamente reverenciado como um santo universal, cujo legado promove o diálogo inter-religioso e a busca pela Autorrealização.

    5 min
  3. #489 - Swami Chinmayananda - Aproveite-se do Agora

    FEB 2

    #489 - Swami Chinmayananda - Aproveite-se do Agora

    Trechos do livro “A Manual Of Self Unfoldment”, de Swami Chinmayananda. Balakrishna Menon ou Swami Chinmayananda Saraswati (1916 - 1993), foi jornalista, professor e líder espiritual hindu. Nasceu Ernakulam na Índia, filho mais velho de um proeminente juiz. Após completar sua escolaridade formal, foi estudar jornalismo e pós-graduação em literatura e direito. Se formou na Lucknow University e até então, sentia que poderia influenciar o movimento de reforma política, econômica e social por meio do jornalismo. No verão de 1936, ele visitou o sábio Ramana Maharshi, por seus relatos pessoais posteriores, quando Ramana Maharshi olhou para ele, Chinmayananda experimentou uma emoção de iluminação espiritual que, na época, ele prontamente racionalizou como sendo mero “hipnotismo”. Enquanto trabalhava como jornalista Chinmayananda viajou para o Ashram de Sivananda em Rishikesh com o propósito de escrever uma exposição dos sadhus, mas desenvolveu um interesse no caminho da espiritualidade. Em 25 de fevereiro de 1949, o dia sagrado de Mahashivratri, Balan foi iniciado em sannyasa por Sivananda, que lhe deu o nome de Swami Chinmayananda, ou “Bem-Aventurança da Pura Consciência”. Com a bênção de Sivananda, Chinmayananda procurou um dos maiores mestres vedânticos de seu tempo, Tapovan Maharaj, e dedicou os próximos anos de sua vida a um estudo intensivo do Vedanta sob sua tutela. Swami Chinmayananda passou quarenta anos de sua vida ajudando os outros, abriu Ashrams, escolas, hospitais, asilos e clínicas em todo o mundo. E fundou a Chinmaya Mission, ensinando a espiritualidade como arte de viver. Chinmayananda escreveu 95 publicações, incluindo comentários sobre os principais Upanishads e o Bhagavad Gita. Através de Jnana yoga ele enfazitava o equilíbrio entre coração e mente, evidenciando o serviço desinteressado, estudo e meditação como pedras basilares para a prática espiritual.

    5 min
  4. #488 - Alan Wallace - Como Praticar Meditação?

    FEB 1

    #488 - Alan Wallace - Como Praticar Meditação?

    Trechos retirados de um retiro sobre os “Seis Bardos em A Essência Vajra”, de Alan Wallace, em Viamão, 23 de janeiro de 2014 Bruce Alan Wallace, nasceu em Pasadena na Califórnia em 1950, é professor, escritor e tradutor de sua tradição de Budismo Tibetano (Vajrayana). Wallace nasceu em uma família cristã e seu pai era um teólogo batista. Com 18 anos começou a estudar ecologia e filosofia na Universidade da Califónia. Em 1971 interrompeu seus estudos universitários, e mudou-se para Dharamsala, na Índia, para estudar budismo tibetano, medicina e linguagem. Ele foi ordenado por Sua Santidade Dalai Lama dois anos depois e, ao longo de quatorze anos como monge, estudou e traduziu para muitos os maiores lamas da geração. Em 1984, ele retomou sua educação ocidental no Amherst College, onde estudou física e filosofia da ciência. Ele então aplicou essa experiência em sua pesquisa de doutorado em Stanford sobre a conexão entre o budismo e a ciência e a filosofia ocidentais, com foco no cultivo contemplativo da atenção, atenção plena e introspecção. Desde 1987, ele tem sido um tradutor frequente e colaborador de reuniões entre o Dalai Lama e cientistas e filósofos proeminentes, e escreveu e traduziu mais de 40 livros. Junto com seu trabalho acadêmico, Wallace é considerado internacionalmente como um dos mais proeminentes professores de meditação budista e guias de retiros do nosso tempo. Alan Wallace é o fundador e presidente do Santa Barbara Institute, na Califórnia, e é o responsável por desenvolver e integrar a prática contemplativa no programa Cultivating Emotional Balance. Desde 2010, Wallace tem liderado uma série de retiros de 8 semanas para treinar alunos nas práticas meditativas de Shamatha, Quatro Incomensuráveis, Vipashyana e Dzogchen.

    9 min
  5. #487 - Ajahn Chah - Meditação - Pare de Pensar

    JAN 28

    #487 - Ajahn Chah - Meditação - Pare de Pensar

    Trechos de discursos selecionados de Ajahn Chah. Ajahn Chah (1918 - 1992), foi um grande mestre da linhagem “Tradição Tailandesa das Florestas” do budismo Theravada. Ajahn Chah (ou Chah Subhaddo) nasceu numa vila rural perto da cidade de Ubon Rajathani, Tailândia. Seguindo a tradição, depois de completar o ensino básico ordenou-se como monge noviço no mosteiro local da vila, onde passou os primeiros anos de sua vida monastica estudando as bases do Dharma, a linguagem Pāli e as escrituras. Após uma grave doença e falecimento de seu pai, Ajahn Chah, reconheceu que apesar de ter estudado exaustivamente ele não se sentia mais próximo de ter uma compreensão pessoal acerca do fim do sofrimento. Então, em 1946, abandonou os estudos e partiu em peregrinação. Caminhou durante vários anos pernoitando em florestas e recebendo comida nas vilas pelas quais passava, despendendo temporadas em mosteiros, assimilando os ensinamentos e praticando meditação. Foi durante sua estadia no mosteiro de Wat Kow Wongkot onde conheceu Ajahn Mun, um mestre de meditação altamente reverenciado, que ensinou-lhe que, apesar dos ensinamentos serem realmente extensos, em sua essência eles são muito simples: “Com consciência, se virmos que tudo surge no ‘coração-mente'. Aí está o verdadeiro caminho!” Este sucinto e direto ensinamento foi uma revelação para Ajahn Chah, transformando o seu modo de praticar. O caminho estava claro! Amado e respeitado em seu país como um homem de grande sabedoria, Ajahn Chah tornou-se um influente professor e fundador de grandes mosteiros de sua tradição. Seus ensinamentos contêm aquilo que se pode chamar de “coração da meditação budista” – as práticas simples e diretas de acalmar o coração e abrir a mente para a verdadeira compreensão da verdade. Esta forma de constante vigilância expandiu-se rapidamente como prática Budista no Ocidente, ensinando-nos a lidar com os estados mentais mais densos, como os medos, a ganância ou o sentimento de perda e a aprender o caminho da paciência, sabedoria e compaixão altruísta. Segundo Ajahn Chah o treino da mente não se trata apenas de nos sentarmos com os olhos fechados ou de aperfeiçoarmos uma técnica de meditação. Trata-se de uma grande renúncia.

    18 min

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