Podcast da Semana

Gama Revista

"Podcast da Semana" traz todo domingo um bate-papo de 30 minutos com um convidado sobre o assunto da semana da Gama Revista.

  1. Oct 18

    Silvia Ruiz: menopausa e bem-estar

    Por que a menopausa é um assunto tão dramático, tão cheio de tabus, se é uma fase normal da vida, pela qual todas as mulheres devem passar? “É uma questão de etarismo mesmo, de preconceito, porque ‘falar estou na menopausa’ é dizer ‘estou envelhecendo’”, diz a jornalista e escritora Silvia Ruiz, a convidada desta edição do Podcast da Semana sobre a saúde da mulher. Ela também aponta o machismo como outro entrave para a discussão sobre menopausa. Silvia Ruiz é jornalista e tem 30 anos de experiência em saúde e bem estar. Ultimamente, ela tem mergulhado nos temas da saúde da mulher 40+ tanto na coluna que mantém no jornal O Estado de S.Paulo, quanto no Podcast MenoTalks, que coapresenta com a também jornalista Mariliz Pereira Jorge. Ela está lançando o livro “Menopausa sem Censura: O que ninguém me contou — mas toda mulher precisa saber”, pela editora Fontanar, em que fala sobre sua própria experiência e traz uma espécie de guia para ter mais saúde e bem estar nessa fase, trazendo informação médica, mas dando atenção especial também ao estilo de vida. A jornalista também reúne relatos de mulheres famosas, como Ana Paula Padrão, Claudia Raia, Denise Fraga, entre outras. “Essa parte [do estilo de vida] está na nossa mão. Uma parte é o medicamento, é o tratamento que o médico traz, mas tem uma boa parte dessa equação para viver melhor, ter uma menopausa melhor, que a gente tem que colocar em prática. Não vou dizer que é fácil, estilo de vida não é fácil mudar, ainda mais se você não foi assim a vida toda. Eu mesma precisei colocar muita coisa em prática. Mas está a nossa alcance”, diz a autora. Na entrevista a Gama, Ruiz fala sobre os pontos sensíveis da menopausa, sobre a importância de se falar mais e mais sobre ela, e de se fazer ajustes na vida para se ter uma menopausa mais feliz e saudável. “Temos que olhar e falar: ‘Pera aí, eu tenho aí pelo menos talvez até metade da minha vida pela frente. Então, poxa, por que que eu não posso começar tudo de novo? Por que que eu não posso olhar daqui para a frente? O que que eu preciso fazer para viver esse momento com coisas muito boas para mim?’ É um um olhar mesmo de como você se coloca nesse ponto da vida”, diz. Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

    Silvia Ruiz: menopausa e bem-estar
  2. Oct 11

    Ricardo Henriques: educação e o futuro do país

    Qual a percepção dos jovens brasileiros sobre a educação? E os professores, será que efetivamente valorizamos o trabalho deles? Na Semana do Dia dos Professores, o Podcast da Semana conversa com o economista Ricardo Henriques sobre a importância da educação para o futuro do país. “Gostar de professores é qualidade de uma sociedade comprometida com seu futuro”, afirma Henriques, que é superintendente executivo do Instituto Unibanco, professor da Fundação Dom Cabral e presidente do Conselho da Anistia Internacional Brasil. Autor de “Utopia Pragmática: Futuros ambiciosos e possíveis para acelerar o desenvolvimento humano no Brasil” (Jandaíra, 2026), Henriques vê na educação uma “variável chave da transformação, sobretudo quando olhamos a conjuntura do Brasil e do mundo atravessada por um conjunto enorme de transições”. Ele cita as demográficas, tecnológicas, da inteligência artificial, climática e geopolítica. Na entrevista, Henriques, que faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão de assessoramento ao Presidente da República, e foi uma das cabeças por trás do Bolsa Família, fala também sobre a situação das escolas e dos professores do país. Ele ressalta a necessidade de um plano de valorização real e amplo da educação, em que docentes teriam melhores salários e melhores condições para trabalhar. "O Brasil é onde o professor mais dá aula em mais de uma escola", afirma. Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

    Ricardo Henriques: educação e o futuro do país
  3. Sep 27

    Lara Mesquita: democracia em um país dividido

    Como você decide seu candidato? O quão apaixonado você se sente quando debate política? Será que as decisões que toma nessa área são analíticas ou emocionais? Nesta edição sobre democracia, o Podcast da Semana entrevista a cientista política Lara Mesquita. “As preferências políticas têm assumido conotações muito afetivas e irreconciliáveis”, afirma. “A grande diferença nas eleições mais recentes é a ideia de desqualificação do adversário, que deslegitima o outro lado. E esse é o problema, porque quando o seu adversário perde a legitimidade política, é mais difícil que você aceite ser oposição, ser governado pelo outro grupo e reconheça como legítimas as decisões que esse governo toma. E isso quer dizer que a própria democracia, enquanto instrumento de organização do Estado e distribuição de forças políticas, está ameaçada”, diz na entrevista a Gama. Professora na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e pesquisadora do Centro de Política e Economia do Setor Público, Mesquita é doutora em ciência política pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre seus temas de pesquisa estão a política brasileira, as reformas, o financiamento político e, mais recentemente, o legislativo e as emendas orçamentárias da União. É colunista do jornal Folha de S.Paulo, onde comenta o noticiário político. No podcast, Mesquita aborda a percepção da democracia pelos brasileiros e as batalhas que o sistema enfrenta e ainda pode enfrentar, com o enfraquecimento de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o envolvimento militar na política, que ela considera temerário. “Uma conquista muito importante do governo Lula foi como o Ministério da Defesa conseguiu conduzir os militares para fora da vida política do país. A gente tem menos candidatos militares, não tem militares ocupando cargos de alta hierarquia no poder executivo, não tem mais militares dentro dos gabinetes dos Supremos. E numa democracia estável, é assim que deve ser, né? O Exército, a Marinha, a Aeronáutica, as forças militares são órgãos de estado, não de governo. (…) A perda de legitimidade deste julgamento [dos envolvidos no 8 de janeiro de 2023] pode inclusive trazer os militares de volta pra vida política do país. E isso me preocupa muito”, conclui. Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

    Lara Mesquita: democracia em um país dividido
  4. Sep 13

    Daniel Martins de Barros: sofrimento e depressão

    Como lidar com o sofrimento? Quando o sofrimento deixa de ser um sentimento normal da vida e passa a ser uma doença, como a depressão? Será que estamos mais intolerantes às dores da vida? Neste episódio do Podcast da Semana, o psiquiatra Daniel Martins de Barros responde a essas e outras questões sobre sofrimento e depressão. “Quando ninguém está olhando, quando ninguém se importa, quando ninguém está nem aí, aí o sofrimento fica insuportável” diz Barros na entrevista. Daniel Martins de Barros é professor colaborador do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e médico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, além de doutor em Ciências e bacharel em Filosofia pela USP. É escritor, com diversos livros sobre saúde mental, entre eles “Sofrimento Não É Doença: Nem todas as dores precisam de remédio, mas todas merecem cuidado” (Ed. Sextante, 2025), que foi finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico de 2026. “O sofrimento é um alarme, é uma força motriz para a mudança. Tem coisas que você consegue mudar, e por isso o sofrimento acaba sendo útil. Agora, tem coisas que não têm solução. E aí você vai ter que trabalhar internamente para chegar a estratégias como compartilhar a dor, como ressignificá-la, como criar narrativas para inserir aquele sofrimento”, afirma na entrevista a Gama. Ao podcast, Barros falou sobre o que diferencia o sofrimento da depressão e o que acontece quando não cuidamos das nossas tristezas. Ele dá dicas sobre como identificar e cuidar da depressão na adolescência e reflete sobre como estamos menos tolerantes às dores da vida, algo que para ele pode ser explicado como mais um efeito do avanço da tecnologia. Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

    Daniel Martins de Barros: sofrimento e depressão
  5. Sep 6

    Milton Hatoum: natureza e espaço urbano

    A história de Manaus, seus problemas estruturais, sociais e até falta de árvores dessa metrópole, localizada no coração da Amazônia, diz muito sobre a nossa relação com a floresta e como ela vem sendo devastada. É sobre isso a conversa com o escritor Milton Hatoum, 74 anos. Seu livro “Crônica de Duas Cidades: Belém e Manaus" acaba de ganhar uma nova edição pela Companhia das Letras. Lançado originalmente em 2006, a obra traz uma crônica dele sobre Manaus e outra do escritor Benedito Nunes, sobre Belém. Nascido e criado em Manaus, Milton Hatoum é um dos maiores escritores brasileiros vivos, autor de livros traduzidos para diferentes países e membro, desde 2025, da Academia Brasileira de Letras. Nesse mesmo ano, Hatoum lançou "Dança dos Enganos" (Companhia das Letras, 2025), que conclui a trilogia que apresenta dramas familiares sob o pano de fundo da ditadura militar. Já “Crônica de Duas Cidades: Belém e Manaus", sobre o qual se baseia este episódio, foi lançado originalmente em 2006 e traz uma visão pessoal e histórica das duas principais metrópoles da Amazônia brasileira, sob o olhar afetivo e crítico de Benedito Nunes e Milton Hatoum. Na conversa com Gama, Hatoum fala das transformação de paisagem a qual observou na sua cidade, do motivos que nos fazem estar tão distantes da floresta e da educação como solução central para os problemas do país. "Vivemos em uma contínua apreensão”, diz. Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

    Milton Hatoum: natureza e espaço urbano

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