À Direita

Neste podcast, Teresa Nogueira Pinto dá voz às várias direitas para perceber como pensam, onde divergem e que mundo imaginam. Numa ordem internacional em reconfiguração, que causas as unem, que clivagens as dividem, e que estratégias adotam? No Expresso e em todas as plataformas, a análise das ideias que estão a moldar o debate político contemporâneo. Para ir além dos rótulos, de quinze em quinze dias, ao sábado

Episodes

  1. Jul 25

    Patrícia Fernandes, politóloga: “As novas gerações legitimam e justificam mais facilmente a violência do que as gerações mais velhas”

    Professora de Ciência Política na Universidade do Minho, doutorada em Filosofia Social e Política e investigadora nas áreas da teoria política, da democracia e das políticas de identidade, Patrícia Fernandes tem acompanhado de perto as guerras culturais e as transformações ideológicas das democracias ocidentais. O tema central da conversa é o wokismo: de onde vem, como passou das universidades norte-americanas para o centro do debate público e por que razão se tornou um dos principais fatores de polarização política no Ocidente, funcionando também como um importante elemento agregador de diferentes direitas na sua rejeição. Partindo das raízes intelectuais da Nova Esquerda, o episódio percorre a longa marcha sobre as instituições, a cultura do cancelamento, a erosão da liberdade de expressão no meio académico e a ascensão das políticas identitárias. Na tentativa de compreender este fenómeno, a conversa passa ainda pelas transformações na educação e na parentalidade, pela psicologização da sociedade, pela cultura da superproteção, pelo estatuto da vítima e pela crescente dificuldade das novas gerações em lidar com o conflito, a diferença e a adversidade. A conversa termina com um olhar sobre as consequências políticas deste fenómeno: poderá o anti-wokismo conduzir a uma direita que reproduza os métodos e as lógicas que critica? E que futuro resta ao liberalismo perante o regresso das políticas de identidade, da comunidade e do sentimento de pertença ao centro do debate político? See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Patrícia Fernandes, politóloga: “As novas gerações legitimam e justificam mais facilmente a violência do que as gerações mais velhas”
  2. Jul 11

    Rui Ramos: “A direita é mais cética em relação à ideia de que o poder político pode criar um mundo novo. A esquerda sempre acreditou nisso”

    Como se define, afinal, a direita portuguesa? Durante décadas, parece ter sido mais pela reação do que pela afirmação: reagindo à esquerda, tentando libertar-se da memória do Estado Novo e disputando permanentemente a interpretação da sua própria história. Rui Ramos é doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford, especialista em história política e cultural de Portugal dos séculos XIX e XX, historiador, ensaísta e coautor, com João Miguel Tavares, do podcast E o Resto é História. Para compreender a direita portuguesa, Rui Ramos percorre a sua história, as influências francesas e anglo-saxónicas, o legado de Francisco Sá Carneiro, a evolução do pós-25 de Abril e as transformações mais recentes, marcadas pelo aparecimento de novos partidos e por uma redefinição do espaço de combate político e intelectual. À medida que regressam diferenças políticas mais marcadas, regressa também o debate sobre a polarização. Rui Ramos convida a inverter a pergunta: e se aquilo que distingue a democracia não for a ausência de conflito, mas a capacidade de o acomodar? A possibilidade de projetos diferentes disputarem legitimamente o espaço público, de ouvirmos ideias de que não gostamos e de reconhecermos ao adversário político o mesmo direito de procurar convencer os eleitores. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Rui Ramos: “A direita é mais cética em relação à ideia de que o poder político pode criar um mundo novo. A esquerda sempre acreditou nisso”
  3. Jun 27

    Direitas europeias: é mais aquilo que as une ou aquilo que as separa? A opinião de João Marques de Almeida

    A direita europeia é uma família que cresce, mas que continua fragmentada. Entre o crescimento dos partidos nacional-conservadores, as vulnerabilidades do espaço político tradicional e as novas clivagens culturais e geopolíticas, conseguirão as várias direitas europeias encontrar um terreno comum? João Marques de Almeida é doutorado em Relações Internacionais e Ciência Política pela London School of Economics e alguém que sabe do que fala quando se fala de Europa: trabalha há 20 anos, fora de Portugal, em temas europeus, geopolíticos e geoeconómicos e foi assessor do Presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso entre 2006 e 2012. E é também alguém que sabe do que se fala quando se fala de direita, espaço a que pertence desde sempre. A partir do campo liberal-conservador, mas consciente do tanto que mudou na Europa, à esquerda e à direita, nas últimas décadas, João Marques de Almeida defende a importância da liberdade individual, da economia de mercado e da propriedade privada, sem esquecer os temas da imigração e da identidade que se tornaram determinantes no debate, e no combate, político. E continua a ser à esquerda, e não à direita, que vê as maiores ameaças à liberdade. Tentando compreender como se desenrola, na Europa, a atual luta pela alma e liderança da direita, um combate que é político mas também intelectual, neste episódio passamos pela França, pelo Reino Unido, pela Alemanha e pela Itália. E por lideranças do passado, do presente e possivelmente do futuro, como Angela Merkel, Emmanuel Macron, Giorgia Meloni ou Jordan Bardella. E, claro, falou-se de Europa e do projeto europeu que não deve, segundo João Marques de Almeida, ser abandonado, mas antes reformado, num contexto geopolítico e geoeconómico que é particularmente desafiante. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Direitas europeias: é mais aquilo que as une ou aquilo que as separa? A opinião de João Marques de Almeida

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Neste podcast, Teresa Nogueira Pinto dá voz às várias direitas para perceber como pensam, onde divergem e que mundo imaginam. Numa ordem internacional em reconfiguração, que causas as unem, que clivagens as dividem, e que estratégias adotam? No Expresso e em todas as plataformas, a análise das ideias que estão a moldar o debate político contemporâneo. Para ir além dos rótulos, de quinze em quinze dias, ao sábado

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