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  1. Imigrantes do Sul da Ásia: muito visíveis para uns, mas invisíveis para o poder

    -1 J

    Imigrantes do Sul da Ásia: muito visíveis para uns, mas invisíveis para o poder

    O PÚBLICO inicia hoje a publicação de uma série de trabalhos chamada Filhos da migração sul-asiática, histórias para lá dos números, da autoria da jornalista Joana Gorjão Henriques. Nestas reportagens, vamos ouvir jovens da Índia, Bangladesh, Nepal e Paquistão, que vivem em Portugal. Não são retratos de comunidades, nem estatísticas sobre imigração. São histórias individuais que ajudam a compreender a vida para lá dos números. Vindos de quatro países política e historicamente distintos, estes jovens partilham um território de origem comum (o Sul da Ásia) e experiências semelhantes no país de acolhimento. Pertencem a comunidades pouco estudadas, marcadas pelo desconhecimento e por vários estigmas. Nos últimos anos, tornaram‑se mais visíveis no espaço público, sobretudo como alvo de campanhas políticas, discursos de ódio e ataques da extrema‑direita. Em contraste, permanecem largamente invisíveis nos lugares de poder e de decisão. São comunidades fundamentais para a economia portuguesa, presentes em vários sectores da mão‑de‑obra. Ainda assim, pouco se sabe sobre o seu quotidiano, as suas escolhas e expectativas. O primeiro episódio começa pela Índia, o país com a relação migratória mais antiga com Portugal e, hoje, a segunda maior comunidade imigrante residente no país. A jornalista do PÚBLICO Joana Gorjão Henriques é a convidada deste episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 min
  2. Mais de metade dos adolescentes dorme mal e alguns sentem-se ansiosos

    -6 J

    Mais de metade dos adolescentes dorme mal e alguns sentem-se ansiosos

    Chama-se Bem-Estar, Saúde Psicológica e Comportamentos Aditivos, e é um estudo do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, que procurou correlações entre os níveis de bem-estar e o consumo de substâncias psicoactivas e outros comportamentos aditivos entre os alunos do ensino público português entre os 13 e os 18 anos. O estudo associa o sono insuficiente e sintomas de depressão, ansiedade e stress a uma maior probabilidade de consumos e comportamentos aditivos. Seis em cada dez estudantes não dormem o bastante para acordar descansados. Entre as raparigas, os indicadores emocionais e o consumo recente de medicação psicoactiva sem prescrição geram mais preocupação. O relatório mostra ainda que, para lá do debate sobre o tempo de ecrã, a maior gravidade pode estar no álcool, nas drogas ilícitas e sobretudo em tranquilizantes, sedativos, analgésicos fortes e “drogas inteligentes” usadas para estudar. Em paralelo, o suporte emocional parece ter enfraquecido após a pandemia: menos jovens sentem que conseguem desabafar com família e amigos, enquanto bullying e cyberbullying aparecem associados a mais riscos. Há sinais positivos — mais desporto e mais convívio — mas a pergunta central mantém-se: estamos a responder ao sofrimento juvenil com prevenção e diálogo, ou com automedicação e silêncio? A convidada deste episódio é Natália Faria, editora de Sociedade do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    13 min
  3. Seguro em Espanha, entre o simbolismo e o reforço da amizade ibérica

    21 AVR.

    Seguro em Espanha, entre o simbolismo e o reforço da amizade ibérica

    Entre os escassos chefes de Estado presentes na cerimónia de tomada de posse do presidente António José Seguro, estava o rei de Espanha, Filipe VI. Não admira por isso que tenha recebido as palavras de agradecimento e elogio que acabámos de ouvir. Como não admira que, na sua primeira visita de Estado, António José Seguro tenha escolhido como destino a capital espanhola. Estará a cumprir uma tradição? Não, porque nem Jorge Sampaio, nem Mário Soares nem Aníbal Cavaco Silva escolheram Madrid para as suas viagens inaugurais. Estaria a seguir um conselho do seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa? O próprio Marcelo visitou o Vaticano antes de, no mesmo dia, ir apresentar cumprimentos ao rei da Espanha e ao seu chefe de Governo. Mas, ponde de lado o apelo da Santa Sé a um presidente católico, se houve um presidente que visitou o país vizinho, foi Marcelo. Nos seus dois mandatos, o anterior presidente foi 18 vezes a Espanha, a última das quais a 20 de Fevereiro deste ano, escassos dias antes de terminar o mandato. Não custa a perceber: Portugal tem fronteiras terrestres apenas com a Espanha; Portugal tem relações diplomáticas com os antecessores do estado espanhol desde o século XII; o primeiro embaixador português em Madrid foi nomeado em 1668. Nem tudo foi fácil nesta relação. Basta recordar as guerras de 1383/85 ou a União Ibérica sob a égide dos Filipes entre 1580 e 1640. Hoje o aviso de que de Espanha não vem nem bons ventos nem bons casamentos faz parte do passado. Mas, como o economista José Félix Ribeiro avisava há uns 15 anos atrás, o diálogo de Portugal com a Espanha está sempre no cerne da política externa portuguesa pela natural dificuldade de gerir as relações com o país que é o nosso único vizinho, com a desproporção de dimensão demográfica e económica que existe entre ambos e tendo em conta as ambições de centralização de decisões respeitantes à inserção europeia da Península ibérica que Madrid tradicionalmente manifesta” Apesar das memórias e da “desproporção” de que Félix Ribeiro fala, as relações de Portugal são óptimas e em temas sensíveis como o da gestão da água dos rios ibéricos tem sido possível produzir acordos. O problema maior, que o Presidente Seguro disse querer superar, é a desproporção económica. A Espanha é o nosso principal parceiro comercial, mas enquanto as exportações portuguesas valeram em 2024 25,5 mil milhões de euros, as importações da Espanha ascenderam aos 40 mil milhões. Como está a relação entre os estados ibéricos actualmente? O que podemos esperar dessa relação no futuro? Como se encaixaram as duas jovens democracias no contexto europeu? Oportunidade para falar com Diogo Noivo, licenciado em Ciência Política e Mestre em Segurança e Defesa pela Universidade Complutense de Madrid e pelo Centro Superior de Estudios de la Defensa Nacional. Diogo Noivo é politólogo e foi co-autor do podcast do PÚBLICO Desordem Mundial. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  4. Um campeonato a provar a classe do futebol em Portugal

    20 AVR.

    Um campeonato a provar a classe do futebol em Portugal

    Foi um jogo intenso, por vezes bem jogado, com oportunidades de parte a parte, com jogadores estrangeiros a mostrar qualidade e jovens portugueses a revelar talento. No final, talvez fosse possível dizer que quer o Sporting, quer o Benfica, mereciam ganhar. Ou que o resultado mais justo seria um empate. Mas, como disse Rui Borges, o treinador do Sporting, o futebol por vezes é cruel. Com a vitória do FCPorto no Dragão, o sonho do tricampeonato está cada vez mais longe de Alvalade. Mesmo que o Sporting ganhe a sua partida em atraso contra o Tondela, o FC Porto fica com cinco pontos de vantagem quando faltam apenas quatro jogos para o final do campeonato.  José Mourinho já havia praticamente desistido da luta pelo título, em especial depois de um empate frente ao Casa Pia. O jogo de ontem, porém, era crucial para as ambições do clube e para o desejo que manifestou de continuar no Benfica na próxima época. A sua equipa continua sem derrotas, bate o seu rival histórico no seu próprio terreno e pode sonhar com a possibilidade de chegar ao segundo lugar e entrar nas eliminatórias que dão acesso aos milhões de euros da Liga dos Campeões europeus. Nesta luta ombro a ombro, Mourinho não perdeu a oportunidade de entrar nos seus conhecidos jogos mentais. O Sporting joga muito, o Benfica jogou hoje muito, o FC Porto continua a impor o seu poderio e mais a norte, no Minho, a luta pela quarta posição continua viva, com o Braga, o Famalicão e o Gil Vicente a continuarem na luta. Também por aqui se prova a qualidade do campeonato português. Que para lá de ter mostrado e, no caso do Braga, continuar a mostrar o seu músculo nas competições europeias, nos tem proporcionado bons jogos. Para lá da emoção da incerteza que é, afinal, um dos principais ingredientes do futebol.  O que nos espera até ao final do campeonato? Oportunidade para falarmos com Nuno Sousa, editor do Desporto do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 min

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