Sílvia Alberto é natural de Lisboa, onde estudou dramaturgia, mas é como apresentadora de televisão que se tornou conhecida dos portugueses. Chegou ao pequeno ecrã quando tinha apenas 19 anos com o Clube Disney na RTP. E nunca mais parou. Seguiram-se os Ídolos, a Operação Triunfo, o Dança Comigo ou o Festival da Canção. Entre tantos outros programas que se torna difícil enumerar. No Instagram, vai mostrando os bastidores aos seus mais de 163 mil seguidores. Nunca saiu do pequeno ecrã nas últimas décadas, uma conquista que atribui à “consistência” do seu trabalho. Ultimamente, está sobretudo no Got Talent Portugal, na RTP, mas, em tempos, chegou a estar “quase todos os dias no ar”, diz, com humor. “Estou menos no ecrã, mas também estou a educar dois filhos ao mesmo tempo. Portanto, estou numa fase da vida diferente”, declara ao PÚBLICO no nono episódio do podcast A Vida Não É o Que Aparece. Ainda assim, continua a ser uma das caras do serviço público de televisão e defensora acérrima da sua importância - numa época em que muitos questionam a validade dos vários canais da RTP. E defende Sílvia Alberto: “Existe um ataque directo a nós e a frase que repetidamente se ouve é ‘Mas eu pago-te o teu vencimento’. Acho obrigatório que exista um serviço público de televisão e não creio que esteja sequer em questão o porquê da sua necessidade”. A apresentadora reconhece, contudo, que o ecrã tem vindo a perder terreno para as redes sociais, ainda que os “conteúdos” se tenham reinventado para as múltiplas plataformas, acredita, exemplificando com excertos de programas que se tornam virais. “A televisão, tal como nós a conhecemos, efectivamente está a desaparecer. Mas a comunicação, a partilha, a procura de talento, a informação, não vão desaparecer…Pelo contrário.” Perante a mudança de paradigma na comunicação, a própria Sílvia Alberto se adaptou e “deixou-se da rejeição da presença nas redes sociais”, apesar de gerir com parcimónia essa exposição. “Não quero a minha vida televisionada. Não quero expor-me dessa maneira”, desabafa. “Ninguém quer ter a porta da sua casa aberta a 100%. E as redes sociais dão esta ideia de que podemos espreitar pela janela, ver um bocadinho da vida das pessoas. Não deixa de ser a revista cor-de-rosa, mas sem intermediário.” Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts. See omnystudio.com/listener for privacy information.