Matilde Breyner nasceu em Lisboa em 1984 e estreou-se na televisão precisamente 20 anos depois, na série Morangos com Açúcar. Desde então, é presença habitual em novelas e séries da televisão portuguesa, mas também no teatro. Fora do palco ou dos ecrãs, a actriz tem uma presença carismática (e cómica) nas redes sociais, do Instagram, onde tem 201 mil seguidores, ao TikTok, com uma audiência de 137 mil pessoas. Faz questão de dizer que é mãe de duas filhas, apesar de só uma delas ter sobrevivido. “Acho que todas as perdas são válidas, mas um bebé que está connosco seis meses, está quase a nascer… Estamos a entrar no terceiro trimestre, já se sentem os pontapés. É perder um filho. Já era mãe daquela criança”, partilha quando fala sobre a perda gestacional, que diz ser “um momento de solidão”, apesar de ter sido apoiada não só pelo marido, como pela família e amigos, mas também nas redes sociais. “Percebi que podia ajudar muita gente através da minha partilha e usar a minha visibilidade e alcance da maneira certa”, conta a actriz. De resto, é isso que tenta fazer nas redes sociais, onde decidiu que, em 2026, vai mostrar menos da sua vida privada. “Vou fazer mais conteúdos para divertir as pessoas porque nos precisamos de rir”, defende, confessando-se incomodada com a exposição, sobretudo das crianças e adolescentes. “Não lido bem com isso. Já tentei abrir um bocadinho mais e voltei atrás. Como, por exemplo, mostrar a cara da minha filha. Cheguei a mostrar no início, mas já não o faço”. Focada em fazer rir, não tem receio de se encaixar na categoria da actriz cómica (que mostra nos vídeos de lip-sync que se tornam virais), mas lamenta a falta de oportunidades que há em Portugal nessa área. “Se tivesse nascido nos EUA, com o número de seguidores que tenho, já tinha sido chamada para fazer um casting para uma grande produção”, lamenta. Mas sublinha também que o alcance das redes sociais não é sinónimo de talento. “Passei por agora por uma coisa há pouco tempo em que tenho a certeza absoluta de que não fui escolhida porque a outra pessoa tinha mais seguidores”, testemunha em conversa com o PÚBLICO no terceiro episódio do podcast A Vida Não é o Que Aparece. See omnystudio.com/listener for privacy information.