Porque é que há pessoas que sabem exatamente o que lhes faz mal… e continuam a fazê-lo? Porque é que adiamos conversas importantes, voltamos sempre às mesmas relações, repetimos os mesmos erros e prometemos constantemente que “segunda-feira é que vai ser”… mesmo sabendo, racionalmente, qual seria a melhor decisão? Gostamos de acreditar que somos seres racionais. Que pensamos primeiro e agimos depois. Mas, muitas vezes, acontece precisamente o contrário. Vivemos numa altura em que nunca se falou tanto de saúde mental. Nunca houve tantos livros, podcasts, terapeutas e conteúdos sobre ansiedade, trauma, autoestima ou desenvolvimento pessoal. E, no entanto, nunca pareceu haver tanta gente emocionalmente exausta, ansiosa, perdida ou incapaz de compreender aquilo que sente. Falamos muito sobre emoções. Mas será que as percebemos assim tão bem? É precisamente sobre isso que falamos neste episódio com Daniela Paninho, psicóloga clínica, diretora clínica da ORLA Clínica e criadora de conteúdo. Ao longo de mais de uma década de experiência, Daniela tem ajudado centenas de pessoas a compreenderem melhor a sua mente, as suas emoções e os padrões que, muitas vezes, as impedem de viver com maior liberdade e equilíbrio. Nesta conversa falamos sobre ansiedade, medo, trauma, emoções, relações, educação, redes sociais e alta performance. Sobre porque é que pessoas inteligentes tomam decisões que sabem que lhes fazem mal, porque é tão difícil mudar determinados comportamentos e como medos aparentemente pequenos — de falhar, desagradar ou ser rejeitado — podem acabar por controlar grande parte das nossas decisões. Falamos também sobre aprender a tolerar o desconforto em vez de fugir imediatamente dele, sobre a dependência que pode surgir num processo terapêutico, sobre autoestima e sobre a importância de nos sentirmos capazes de resolver problemas por nós próprios. Discutimos ainda o perigo do “eu sou assim” como justificação para comportamentos que magoam os outros, a responsabilidade que temos sobre a forma como as nossas ações afetam quem está à nossa volta e porque é que amar alguém não significa necessariamente que não lhe possamos fazer mal. E tentamos perceber se estamos realmente perante uma geração mais ansiosa ou simplesmente perante uma geração que fala mais sobre aquilo que sente. Mas, acima de tudo, tentamos responder a uma pergunta: Até que ponto controlamos realmente a nossa mente… ou será a nossa mente que passa grande parte da vida a controlar-nos? Segue a Daniela no Instagram: @danielapaninho.psicologa Se queres aumentar a conversão e retenção de clientes no teu negócio fitness, com metade da carga atual de trabalho, fala connosco sobre a tecnologia BMS em bmsnation.com. Segue também o nosso trabalho no Instagram: @thebmsnation.