Birras de Mãe

Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

  1. -4 dias

    Birras com... João Goulão: “Estou-me nas tintas que as pessoas usem drogas, não quero é que sofram”

    Desde miúdo que João Goulão queria ser médico. Médico como o tio, um verdadeiro João Semana em Idanha-a-Nova, daqueles médicos que tanto arrancava dentes como fazia partos, e que o influenciou de tal maneira que aos cinco, seis anos já andava com uma caixinha de primeiros socorros quando ia jogar à bola com os amigos. Mas o que não sabia então era que a vida o ia levar pelo caminho das drogas – no melhor dos sentidos —, dedicando a sua carreira à prevenção e tratamento de dependências, sendo um dos principais autores da lei portuguesa da descriminalização do consumo, louvada e replicada internacionalmente. Durante quase três décadas foi Coordenador Nacional do Combate à Droga, presidiu ao Conselho de Administração do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), foi director-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), sob a alçada de mais de dez governos de diferentes quadrantes políticos, o que prova que se podem fazer birras sem chegar a um ponto de ruptura. Pai de quatro filhos, e já avô, o nosso convidado deste episódio especial do Birras fala do passado e do presente dos consumos em Portugal, do papel das comissões de dissuasão na prevenção das dependências, mas também dos seus receios para o futuro — o isolamento dos jovens e a dificuldade que sentem nos relacionamentos sociais podem levar a um enorme sofrimento, terreno propício para que o procuremos esquecer através de substâncias ou comportamentos que a princípio aliviam, mas depressa escravizam. Como podemos proteger os nossos filhos e netos? João Goulão acredita que protegeu os seus por falar abertamente de tudo isto. E escutar sem julgamento, qualidade que a avó destas Birras confessa ainda estar muito longe de possuir — mas com bons exemplos como este, talvez esteja um bocadinho mais perto de o conseguir. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Birras com... João Goulão: “Estou-me nas tintas que as pessoas usem drogas, não quero é que sofram”
  2. 10/09

    Pedro Santa-Clara: "A educação falhou e não podemos ser complacentes"

    As estrelas alinharam-se para este novo episódio do BIRRAS COM. Desafiámos Pedro Santa-Clara, professor universitário, investigador e empreendedor que se tem dedicado a revolucionar a Educação em Portugal, para vir partilhar as suas birras. Pedro Santa-Clara aceitou – ou não fosse um enorme fã de birras que, quando bem concretizadas, podem mudar o mundo! – e foi exactamente na manhã da gravação que foram conhecidos os resultados do PISA e se tornou pública a notícia de que Portugal regrediu vinte anos a Matemática e a Leitura. O privilégio desta conversa, e a sorte de estar gravada para que a possam ouvir e voltar a ouvir, recorda-nos a razão de ser deste podcast. Pedro Santa-Clara é alguém que admiramos de cada vez que passamos pela NOVA SBE e nos lembramos de que, numa altura de crise, angariou 54 milhões de euros para criar um novo conceito de universidade — cujo mestrado de Gestão é o 2.º melhor do mundo, segundo o ranking mundial do Financial Times. Admirámo-lo quando constatamos que os seus projectos Escola 42 e TUMO oferecem gratuitamente uma experiência educativa diferente e de alta qualidade a milhares de adolescentes e jovens. E espanta-nos com a coragem com que fala sobre a urgência de reformar a escola e se indigna com a complacência com que aceitamos que os nossos filhos e netos sejam sacrificados pela incapacidade de os prepararmos para o futuro. Sem medo, relembra os efeitos da falta de professores, das sucessivas greves e de toda a entropia de um sistema centralizado num ministério, sem que se peçam responsabilidades. Não perca este episódio que até nós vamos ouvir outra vez! See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Pedro Santa-Clara: "A educação falhou e não podemos ser complacentes"
  3. 23/07

    A armadilha de imaginar que dar de mamar é instintivo

    Hoje falamos de leite materno, de amamentação e de gorilas, e não por esta ordem. Metemos os nossos primos nesta história porque foi com eles que a ciência comprovou que dar de mamar não é tão “instintivo” como se imaginava: quando estes animais crescem em cativeiro deixam de saber alimentar as crias, ao contrário do que acontece com os cães e os gatos. Ou seja, à natureza é preciso que se junte a aprendizagem, de preferência pelo exemplo. Por outras palavras, dizer às mães que basta confiarem no instinto é meio caminho andado para a desgraça, avisa Joanna Wolfarth, autora de “Milk – uma história íntima da amamentação”. Foi o ponto de partida para esta conversa que não deve perder. Falamos, também, da importância vital do leite humano para os bebés prematuros e da necessidade de doações de mães a amamentar nos primeiros seis meses após o parto, que sejam saudáveis e não tomem medicação incompatível. Prometemos deixar-lhe aqui os contactos caso possa ajudar a suprir esta falta — aqui ficam, assim como o pedido de que nos diga se funcionam bem. Em Lisboa, Banco de Leite Humano da Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC). Dizem: “Se é mãe a amamentar e tem excesso de leite, pode doar entrando em contacto através do telefone 96 133 37 30 (todos os dias, das 08h às 16h) ou pelo e-mail bancodeleite@ulssjose.min-saude.pt. O serviço disponibiliza equipas de voluntários que podem recolher o leite directamente no seu domicílio. No Porto, o Banco de Leite Humano do Norte, centraliza as doações de toda a região Norte para apoiar recém-nascidos internados. Funciona na Maternidade do Hospital de São João, também fornece o material de colheita e organiza a recolha do leite directamente em casa da dadora. O e-mail é blh@ulswsjoao.min-saude.pt. O telefone indicado é o geral 225 512 100, com a indicação de que solicite a transferência para a equipa do Banco de Leite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Classificações e críticas

3,9
de 5
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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

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