Hoje

O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos.

  1. 4d ago

    EUA atacam, Irão retalia e a guerra continua até quando?

    A batalha entre os EUA e o Irão está mais próxima de uma escalada do que de uma solução diplomática. Washington tem atacado infra-estruturas civis e Teerão tem provocado baixas entre soldados norte-americanos em bases em países do Golfo. O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA irão continuar a atacar o Irão enquanto este tentar exercer o controlo sobre o estreito de Ormuz e o presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou que o país está em guerra total. Esta guerra, que ambas as partes pretendem prolongar, vai adquirir maiores repercussões económicas caso os Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, bloqueiem a rota do mar Vermelho como percurso alternativo para o petróleo, em particular para a Arábia Saudita. O Pentágono já gastou 37,5 milhões de dólares nesta guerra, como acabamos de ouvir, e o secretário de Estado Pete Hegseth foi ao senado pedir um reforço de verbas. O conflito é cada vez mais oneroso para os EUA e poderá tornar-se politicamente insustentável se o aumento dos preços da energia começar a afectar seriamente o custo de vida dos cidadãos, diz Tiago André Lopes, o nosso convidado de hoje. Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, acrescenta que, neste mundo bizarro, estamos perante a possibilidade de assistirmos a uma nova geração de conflitos congelados, para os quais não existem soluções diplomáticas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    EUA atacam, Irão retalia e a guerra continua até quando?
  2. 5d ago

    Novo primeiro-ministro do Reino Unido é só um par de pestanas e uma t-shirt preta?

    O 59.º primeiro-ministro do Reino Unido tomou posse como o exemplo do autarca modelo, à frente da Grande Manchester, e como alguém que acha compreensível que as pessoas lá em casa estejam fartas da política. Andy Burnham assume funções numa conjuntura de grande impopularidade do centro-esquerda, de estagnação económica e de ascensão da direita radical e populista. Propõe um novo modelo político e económico, a descentralização e a reindustrialização do país. O alívio do elevado custo de vida, sobretudo. Veremos se, como diz a líder da oposição, este político nascido em Liverpool é mais do que um par de pestanas e uma t-shirt preta (ou azul-escura). Há uma série de questões de se colocam ao “Rei do Norte”, como lhe chamam. A sua intenção de transferir parte do Executivo para Manchester terá algum impacto na unidade trabalhista? A reversão do Brexit que, com o sucessor, Keir Starmer, parecia provável, estará comprometida? Que consequências terão o seu apoio a Israel neste renascer da esperança trabalhista? O 7.º primeiro-ministro em 10 anos vai acabar a legislatura ou vai acontecer com os trabalhistas o que aconteceu com os conservadores: uma sucessão de demissões até à derrota final? É sobre tudo isto que vamos falar com António Saraiva Lima, jornalista do PÚBLICO e moderador do podcast Diplomatas, que pode ouvir todas as quintas-feiras no PÚBLICO ou nas plataformas de streaming. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Novo primeiro-ministro do Reino Unido é só um par de pestanas e uma t-shirt preta?
  3. 6d ago

    Exames Nacionais: erro atrás de erro força ministro a criar época especial

    O ministro da Educação voltou a pedir desculpa pelos erros no processo de classificação dos exames nacionais. Fernando Alexandre também voltou a insistir que estava tudo praticamente resolvido e que o mesmo modelo será utilizado na segunda fase de exames, que começa hoje, mas anunciou uma época especial de exames, a realizar em Setembro. O concurso nacional de acesso ao ensino superior começou ontem e decorre até 6 de Agosto. Os exames nacionais do ensino secundário contam, no mínimo, 45% para a nota de candidatura e o melhor é que quem consultou as notas dos exames, na sexta-feira, as verifique de novo. As notas começaram a chegar, na sexta-feira, depois de os resultados do 9.º ano terem sido adiados. As classificações de, pelo menos 1400 alunos, foram suspensas, por causa do extravio de provas ou itens que não foram todos classificados no novo processo de avaliação digital dos exames. Mas também devido a erros de exportação nas pautas enviadas. Ontem, foram detectados novos erros na prova de Geografia. Reagindo à comunicação do ministro, Filinto Mota, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Publicas, disse que o ministro é “um autêntico bombeiro, porque o processo correu mal e ainda não acabou”. João Costa, ex-ministro da Educação do último governo socialista, que introduziu o princípio da digitalização dos exames, é o convidado de hoje. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Exames Nacionais: erro atrás de erro força ministro a criar época especial
  4. Jul 17

    Estado da Nação: retrato de um país descontente que não vislumbra soluções políticas para melhorar

    No debate desta quinta-feira do Estado da Nação, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, fez o que se esperava que fizesse. Deixou ao parlamento a sua visão positiva sobre o trabalho do Governo e garantiu que o país está a melhorar desde que assumiu o cargo. O seu problema maior, porém, está na sintonia entre o teor do seu discurso e a avaliação que os portugueses fazem das suas realizações. Ora, seguindo os dados da sondagem do CESOP, da Universidade Católica, para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, essa sintonia não existe. Pelo contrário, 79% dos inquiridos dizem que em 2026 o país está pior do que em 2025. E 12% acreditam que o maior problema com que Portugal se confronta hoje está na falta de liderança, ou inacção, do Governo. O debate do estado da nação acontece num momento particularmente difícil para o Governo. A confusão e incerteza que paira sobre o processo de avaliação dos exames nacionais do 11º e 12º ano, associado à digitalização das provas escritas em papel, geram apreensão a legitimam a sensação de que esta operação sensível não se fez com a prudência e o rigor devidos. Mas, não basta uma das estrelas do seu governo, o ministro da Educação, Fernando Alexandre estar a ser objecto de dúvidas e de críticas. O caso da casa de campo do ministro da administração interna, outra estrela da governação, promete ensombrar a mensagem positiva que Luís Montenegro se esforçou por deixar aos deputados e ao país. Apesar de todos estes constrangimentos, a AD aparece lado a lado com o PS nas intenções de voto caso houvesse por estes dias uma nova eleição. O que também não é um bom augúrio para José Luís Carneiro, nem para André Ventura, cujo partido, o Chega, recua para a terceira posição. Mas se este dado da sondagem nos sugere uma situação política bloqueada, deixa também sinais para o futuro pouco promissores. O Estado da Nação descreve-se, assim, com um estado de espírito de um país descontente que não vislumbra alternativas políticas para corrigir a situação. Uma sensação que se reforça quando dois terços dos inquiridos na sondagem afirmam que, apesar do descontentamento, o melhor mesmo é deixar o Governo cumprir o seu mandato. O que nos dizem estes números e o seu confronto com o natural optimismo de Montenegro? Oportunidade para uma conversa com João António, cientista político e director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Estado da Nação: retrato de um país descontente que não vislumbra soluções políticas para melhorar

Ratings & Reviews

5
out of 5
4 Ratings

About

O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos.

More From Podcasts PÚBLICO

You Might Also Like