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  1. 19h ago

    Exames Nacionais: erro atrás de erro força ministro a criar época especial

    O ministro da Educação voltou a pedir desculpa pelos erros no processo de classificação dos exames nacionais. Fernando Alexandre também voltou a insistir que estava tudo praticamente resolvido e que o mesmo modelo será utilizado na segunda fase de exames, que começa hoje, mas anunciou uma época especial de exames, a realizar em Setembro. O concurso nacional de acesso ao ensino superior começou ontem e decorre até 6 de Agosto. Os exames nacionais do ensino secundário contam, no mínimo, 45% para a nota de candidatura e o melhor é que quem consultou as notas dos exames, na sexta-feira, as verifique de novo. As notas começaram a chegar, na sexta-feira, depois de os resultados do 9.º ano terem sido adiados. As classificações de, pelo menos 1400 alunos, foram suspensas, por causa do extravio de provas ou itens que não foram todos classificados no novo processo de avaliação digital dos exames. Mas também devido a erros de exportação nas pautas enviadas. Ontem, foram detectados novos erros na prova de Geografia. Reagindo à comunicação do ministro, Filinto Mota, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Publicas, disse que o ministro é “um autêntico bombeiro, porque o processo correu mal e ainda não acabou”. João Costa, ex-ministro da Educação do último governo socialista, que introduziu o princípio da digitalização dos exames, é o convidado de hoje. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Exames Nacionais: erro atrás de erro força ministro a criar época especial
  2. 4d ago

    Estado da Nação: retrato de um país descontente que não vislumbra soluções políticas para melhorar

    No debate desta quinta-feira do Estado da Nação, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, fez o que se esperava que fizesse. Deixou ao parlamento a sua visão positiva sobre o trabalho do Governo e garantiu que o país está a melhorar desde que assumiu o cargo. O seu problema maior, porém, está na sintonia entre o teor do seu discurso e a avaliação que os portugueses fazem das suas realizações. Ora, seguindo os dados da sondagem do CESOP, da Universidade Católica, para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, essa sintonia não existe. Pelo contrário, 79% dos inquiridos dizem que em 2026 o país está pior do que em 2025. E 12% acreditam que o maior problema com que Portugal se confronta hoje está na falta de liderança, ou inacção, do Governo. O debate do estado da nação acontece num momento particularmente difícil para o Governo. A confusão e incerteza que paira sobre o processo de avaliação dos exames nacionais do 11º e 12º ano, associado à digitalização das provas escritas em papel, geram apreensão a legitimam a sensação de que esta operação sensível não se fez com a prudência e o rigor devidos. Mas, não basta uma das estrelas do seu governo, o ministro da Educação, Fernando Alexandre estar a ser objecto de dúvidas e de críticas. O caso da casa de campo do ministro da administração interna, outra estrela da governação, promete ensombrar a mensagem positiva que Luís Montenegro se esforçou por deixar aos deputados e ao país. Apesar de todos estes constrangimentos, a AD aparece lado a lado com o PS nas intenções de voto caso houvesse por estes dias uma nova eleição. O que também não é um bom augúrio para José Luís Carneiro, nem para André Ventura, cujo partido, o Chega, recua para a terceira posição. Mas se este dado da sondagem nos sugere uma situação política bloqueada, deixa também sinais para o futuro pouco promissores. O Estado da Nação descreve-se, assim, com um estado de espírito de um país descontente que não vislumbra alternativas políticas para corrigir a situação. Uma sensação que se reforça quando dois terços dos inquiridos na sondagem afirmam que, apesar do descontentamento, o melhor mesmo é deixar o Governo cumprir o seu mandato. O que nos dizem estes números e o seu confronto com o natural optimismo de Montenegro? Oportunidade para uma conversa com João António, cientista político e director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Estado da Nação: retrato de um país descontente que não vislumbra soluções políticas para melhorar
  3. 5d ago

    O Estado da Nação, entre as nuvens negras da oposição e o dia soalheiro do Governo

    Em Maio, o primeiro-ministro foi à Alemanha e deixou a uma plateia composta por investidores e figuras gradas da administração um retrato apolíneo do estado do país. Luís Montenegro falou de reformas, falou de estabilidade política e estabilidade social, falou das contas públicas em ordem, do défice à redução da dívida. Um país, portanto, que é a inveja da Europa. Não fora uma gafe, e o primeiro-ministro teria saído de Berlim como uma espécie de herói dos novos tempos da União Europeia. Por azar, no meio do seu discurso, disse Führer, uma palavra maldita, em vez de future, futuro. No regresso, Montenegro queixou-se de que em Portugal ninguém o valoriza como a rendida plateia que, disse ele, representava 80% da riqueza nacional da Alemanha. Faz parte. Quem governa reclama sempre para si e para os seus os louros que a oposição e uma parte, maior ou menor, da sociedade não reconhece. Hoje, no debate do Estado da Nação, essa divergência voltará a emergir. Ainda por cima quando dois dos seus mais importantes ministros, o da Educação e da Administração Interna, estão envolvidos em assuntos tóxicos para a sua popularidade e credibilidade, o caso dos exames de Fernando Alexandre e da casa de campo de Luís Neves. No que é possível medir, o Governo continua a dispor de contas públicas controladas. Não tão saudáveis como há três anos, mas, de facto, num plano invejável para a média europeia. O crescimento vai continuar, mas mais lento. O défice pode regressar, mas é moderado. O rendimento real das famílias cresceu. O desemprego continua a reduzir-se. Mas há números que dão argumentos à oposição: Montenegro herdou a melhor conjuntura financeira em muitas décadas e não a está a segurar. Junte-se a isto os problemas que se agravam na saúde ou, agora em especial, na educação, nos desafios para o futuro colocados pelo aumento da despesa na defesa nacional, nas polémicas inflacionadas da imigração, no tempo perdido na reforma laboral ou na situação internacional que causa ansiedade. E pergunte-se: em que estado está a nação? Entre a percepção e a realidade, a natural propaganda do discurso do Governo e o olhar, também naturalmente, negativo da oposição, quem está mais perto da verdade? Para aprofundar esta discussão, convidámos para conversar connosco neste episódio Isabel Flores, investigadora, doutorada em sociologia e políticas públicas e directora executiva do Instituto de Políticas Públicas e Sociais do ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa. O instituto que dirige acaba de publicar um estudo sobre o estado da nação, que pode conhecer em detalhe nas edições digital e impressa do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    O Estado da Nação, entre as nuvens negras da oposição e o dia soalheiro do Governo
  4. 6d ago

    O caso dos exames não pára de acumular falhas

    O ministro da Educação desdobrou-se em garantias e em entrevistas às televisões para explicar um processo que correu mal e está a correr mal. Ontem, a história voltou a correr mal quando Fernando Alexandre constata que é preciso mais um dia para garantir que as avaliações são feitas de forma justa, sem erros, nem mais tropelias. No próprio dia em que, disse o ministro, 98% das provas estavam corrigidas, o PÚBLICO dava conta da crise de desconfiança que reinava entre os professores. E por simples dedução lógica, da desconfiança que se instalou entre milhares de alunos e pais. Com tantas falhas e tantas dúvidas até ao final do prazo do primeiro adiamento, ontem ao final da tarde, torna-se difícil acreditar que este processo pode ter um final feliz. Quando a horas do fecho do processo uma professora continuava sem saber como classificar respostas que não apareciam na íntegra na digitalização em que estava a trabalhar, torna-se mais difícil acreditar que num dia tudo fica devidamente resolvido. O ónus da prova está do lado do Ministério da Educação. Mesmo admitindo que o prazo para as avaliações fica fechado hoje, a crise dos exames deixará rastos. Na relação dos professores com a tutela política, na relação de alunos e pais com o sistema educativo, na dimensão da força política que Fernando Alexandre necessita para se manter à frente da educação em Portugal. A hora do balanço ainda não chegou. Até porque pode ser que o acesso dos alunos às suas provas sejam completamente isento de dúvidas e de erros, como pode ser que os últimos dias sejam esquecidos com o regresso à normalidade no concurso de acesso à universidade. Pode ser, mas dificilmente assim será. Vamos ver e perceber como é que alguém que tem seguido o processo muito de perto desde o seu começo analisa a presente situação. Vamos falar neste episódio com a Andreia Sanches, grande repórter do PÚBLICO particularmente dedicada a acompanhar para o jornal os assuntos da educação. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    O caso dos exames não pára de acumular falhas
  5. Jul 10

    Almada sem água: “Em 2026 não faz sentido a seca chegar às torneiras”

    Há vários dias que milhares de pessoas em Almada vivem com falhas no abastecimento de água. Há moradores que acordam sem saber se vão conseguir tomar banho, cozinhar ou simplesmente lavar a loiça. Há famílias a encher garrafões, baldes e recipientes sempre que a água volta às torneiras, numa corrida contra o tempo para garantir o essencial para o dia seguinte. O impacto também já chegou aos negócios. Restaurantes e cafés dizem não ter condições para funcionar normalmente. E a revolta de quem vive esta situação levou centenas de pessoas para a rua, a exigir respostas e soluções. Perante a gravidade da situação, a autarquia decretou o estado de alerta. Há restrições ao consumo, cortes nocturnos em várias localidades e um apelo para reduzir ao mínimo o uso de água. Numa mensagem dirigida à população, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, admitiu a gravidade do problema: “A realidade é simples e difícil. Estamos a consumir muito mais água do que aquela que o sistema consegue repor.” A autarca revelou ainda que os reservatórios se encontram muito abaixo dos níveis considerados seguros: “Os reservatórios estão com 10% quando deviam estar próximos dos 60%, para garantir o funcionamento seguro da rede.” Mas, afinal, como é que um dos maiores concelhos da Área Metropolitana de Lisboa chegou a este ponto? Estamos perante um aumento excepcional do consumo, como defende a autarquia? Ou perante anos de falta de investimento, como acusam os partidos da oposição? O secretário-geral do PSD, Hugo Carneiro, responsabilizou a gestão municipal pela situação: “O que está a acontecer em Almada deve-se, sabe-se agora, a uma total falta de investimento nos últimos anos na rede de abastecimento e captação de água naquele concelho.” Neste episódio do P24, tentamos perceber o que está na origem desta crise, que riscos existem para o futuro e o que este caso revela sobre a gestão da água em Portugal. O convidado é Joaquim Poças Martins, professor universitário e especialista em recursos hídricos e sistemas de abastecimento de água. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Almada sem água: “Em 2026 não faz sentido a seca chegar às torneiras”

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