Esporte em foco

Notícias e entrevistas sobre futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1... Espaço aberto para a cobertura exclusiva dos grandes torneios franceses e europeus. Destaque para a atuação dos atletas brasileiros na Europa.

  1. 4d ago

    França enfrentará a Espanha na semifinal da Copa em data simbólica

    Com uma vitória sólida sobre o Marrocos e Mbappé cada vez mais perto do recorde histórico de gols de Messi, a França garante pela terceira vez seguida uma vaga na semifinal da Copa do Mundo. Vitória Barreto, especial para a RFI A França está em festa. Pela terceira vez consecutiva, os Bleus vão à semifinal da Copa do Mundo, desta vez contra a Espanha na terça-feira, 14 de julho, data da Queda da Bastilha, a mais importante data comemorativa da história francesa, quando a monarquia absolutista foi derrubada.   A derrota do Marrocos na quinta-feira (10) confirmou o favoritismo de uma equipe que une o país.   Torcedores vestidos com a icônica camisa estampada gritavam "Merci Mbappé", capitão da seleção, como a torcedora Maya, que, num bar no centro de Paris, exclamava seu orgulho pela equipe e seu poder de unir o país.   "Acho que deveríamos estar unidos todos os dias, mas isso não é possível porque a política nos divide. Mas quem se importa? Mbappé está aqui e está dando um show para a gente", contou a torcedora, beijando a camisa do time.   Nathan, amigo de Maya, disse que tinha medo de perder para os marroquinos, mas que ficou orgulhoso do time. "A defesa está perfeita, todos os jogadores têm uma mentalidade incrível, o ambiente no time é muito bom. Sinto que, pela primeira vez, os reservas estão tão em sintonia quanto os titulares."   Até os marroquinos aceitaram a derrota e desejaram boa sorte aos Bleus, já que muitos jogadores do país africano também têm origem francesa.   A torcedora Soumaya, de vermelho da cabeça aos pés, com um boné e uma camisa com a bandeira do Marrocos, contou que ficou decepcionada com o resultado, mas revelou seu apoio à seleção francesa.   "Meu coração sempre será marroquino, mas hoje à noite o que importa é o jogo e o espírito esportivo. A França jogou melhor, então espero que chegue à final e ganhe a Copa do Mundo", disse a torcedora marroquina.   Muitos especialistas têm comparado a popularidade e a união dos jogadores à antiga seleção brasileira, dos anos 1970 e de 2002, e não é à toa. Contra o Marrocos, Kylian Mbappé marcou seu oitavo gol no torneio, chegando a 20 gols na carreira em Copas do Mundo, apenas um atrás de Messi nessa marca histórica. Ousmane Dembélé ampliou o placar logo depois, fechando o 2 a 0 que garantiu à França a vaga na semifinal.   O jornalista esportivo franco-português Nicolas Vilas atribui boa parte desse foco e organização a Didier Deschamps, campeão mundial como jogador em 98 e como técnico em 2018.   "Esta é a última pra ele. Deve ter um caráter especial para ele e para os jogadores de saber que Didier Deschamps, lenda do futebol francês, disputa o último Campeonato do Mundo como selecionador e treinador. Isso contribui a um aspecto mais místico à volta dele” disse Vilas.  "A mãe dele faleceu durante o campeonato mundial, teve de ausentar-se. Foi no último jogo da fase de grupos frente à Noruega. Pode ser que isso reforce ainda mais o espírito de grupo que existe na seleção francesa," acrescentou. O jornalista franco-português Eric Mendes explica que a saúde física da equipe tem sido um ponto-chave nas vitórias constantes do time.   "Deschamps quis terminar em primeiro no grupo para não precisar trocar de hotel e manter o centro de treinamento. Isso foi muito importante, sobretudo com o calor forte nos Estados Unidos; o descanso físico pode ser um trunfo a mais para a França."   Resta saber se os Bleus vão vencer no Dia da Bastilha, data que inspirou a ascensão de governos republicanos em todo o mundo. Se vencerem, a festa continua.

  2. Jul 5

    Brasil enfrenta Noruega por vaga nas quartas de final e para quebrar um tabu

    A seleção brasileira enfrenta neste domingo (5) a Noruega por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. A partida no MetLife Stadium, em Nova Jersey, também servirá para o Brasil tentar quebrar o tabu de nunca ter vencido a seleção europeia. Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Nova Jersey Brasil e Noruega se enfrentaram quatro vezes, sendo três delas em amistosos. O primeiro confronto, em 1988, terminou em 1 a 1, mesmo resultado do mais recente, em 2006. Em 1997, a seleção foi goleada pelos noruegueses por 4 a 2 e, na única vez em que se enfrentaram na Copa do Mundo, em 1998, na fase de grupos, o Brasil, já classificado, relaxou. Abriu o placar, mas viu os noruegueses virarem e vencerem por 2 a 1. Presente na seleção de 1998 como jogador, o atual treinador da Noruega, Ståle Solbakken, vê muitas diferenças entre as duas equipes. "A seleção de 1998 era muito baseada na defesa e nos contra-ataques. Hoje procuramos marcar mais, controlar o jogo e pressionar o adversário. Temos jogadores com essas características e essa é uma grande diferença." Ståle Solbakken reconhece o favoritismo do Brasil, embora, segundo ele, a equipe brasileira já não seja aquela superfavorita de outros tempos. "O Brasil obviamente é favorito, mas eu também disse que talvez não seja tão favorito quanto já foi há alguns anos. É difícil atribuir uma porcentagem. O importante é que nós acreditamos que podemos vencer o Brasil, mas, para isso, teremos que jogar o nosso melhor futebol." O treinador Carlo Ancelotti sabe que vai enfrentar um adversário difícil, com muitas qualidades ofensivas, como afirmou durante entrevista coletiva na véspera da partida. "Na frente, a Noruega tem um potencial muito alto, tem muita qualidade ofensiva. O que vimos nos últimos jogos foi uma equipe muito equilibrada. É difícil jogar contra eles, pois têm um equilíbrio muito grande", declarou. A força ofensiva da Noruega está principalmente no atacante Erling Haaland, um dos artilheiros da Copa, com cinco gols até agora. Mas o italiano garante que não tem uma orientação particular para os zagueiros brasileiros, principalmente Marquinhos e Gabriel Magalhães, anularem o gigante norueguês. "Haaland todo mundo conhece. Não tenho que explicar aos zagueiros, Marquinhos e Gabriel Magalhães, porque eles já jogaram contra ele muitas vezes. Estamos nos preparando e, obviamente, levando em conta que é um atacante muito perigoso." Ancelotti revelou, no entanto, uma de suas preocupações com as bolas paradas, já que os noruegueses são altos. "A bola parada é um aspecto importante. Treinamos muito para isso e estamos preparados", afirmou. Sem revelar sua opção para substituir Lucas Paquetá, que se lesionou contra o Japão e está fora do jogo contra os noruegueses, Ancelotti deu indicações de que pode contar com Gabriel Martinelli, autor do gol da vitória contra os japoneses, ou com Danilo, que tem um perfil mais defensivo para evitar espaços no meio-campo. A escolha só será revelada neste domingo, mas o treinador mostrou mais uma vez confiança e avaliou que o Brasil, que começou com nota 5 contra o Marrocos, segue evoluindo. Ele deu nota 7,5 para a atuação da equipe contra os japoneses. “Se preciso, vou morrer em campo” Com a ausência de Lucas Paquetá, o meio-campista Bruno Guimarães ganhou maior protagonismo na seleção. Com quatro assistências, ele tem sido peça-chave no esquema do treinador e revelou que, conforme a escolha de Ancelotti, seu papel contra a Noruega poderá se adaptar. "Muda dependendo de quem vai jogar. O Mister treinou todas as possibilidades. Se for um jogador mais ofensivo, obviamente terei um papel um pouco mais defensivo para ajudar na recomposição. Então, vai depender da opção do Mister." Bruno Guimarães também está preparado para um jogo em que o meio-campo será fundamental para bloquear um dos pontos fortes da equipe europeia: as bolas paradas. "Acho que vai ser um jogo muito truncado. Sabemos que eles têm como principal arma as bolas levantadas na área. Em qualquer escanteio ou falta, vão dar a vida para tentar marcar um gol. Trabalhamos muito isso durante a semana para neutralizar os pontos fortes deles." Jogador do Newcastle, da Inglaterra, Bruno Guimarães conhece de perto o atacante Haaland e sabe o que é preciso fazer para impedi-lo de aparecer no jogo. "Haaland? Já joguei muitas vezes contra ele. Para mim, é um dos melhores atacantes do mundo, ao lado de Harry Kane. É um jogador diferenciado. Precisamos tentar impedir que a bola chegue até ele", adverte Aos 29 anos, Bruno Guimarães diz viver sua melhor fase, com mais maturidade do que na Copa de 2022, e revela ter um sonho. "Na minha vida profissional, o que me falta é conquistar uma Copa do Mundo. É algo que eu quero muito. Estou preparado para, se preciso for, morrer em campo pela seleção e dar o meu melhor. Esse é o meu objetivo: continuar jogando bem, ajudando a equipe, porque este é um dos maiores sonhos da minha vida", diz.

  3. Jun 28

    África faz história e tem nove seleções na fase do mata-mata da Copa do Mundo

    A primeira fase da Copa do Mundo terminou na noite deste sábado (27) com a definição das 32 equipes classificadas para o mata-mata. Entre as novidades deste Mundial, o aumento no número de seleções permitiu, pela primeira vez, que a África tivesse o maior contingente de classificados para a fase seguinte. Ao todo, nove equipes do continente avançaram, em uma edição que já pode ser considerada histórica. Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Miami Quatro seleções africanas, Gana, Argélia, República Democrática do Congo e Senegal, garantiram vaga entre os oito melhores terceiros colocados. A maioria, no entanto, avançou como segunda colocada de seus grupos: Costa do Marfim, Egito, Marrocos, África do Sul e Cabo Verde, a maior surpresa da competição até agora. O arquipélago de dez ilhas na costa ocidental da África surpreendeu em sua primeira participação e se classificou com três empates, eliminando a tradicional equipe do Uruguai, uma das maiores decepções da fase inicial. A festa de torcedores e jogadores cabo-verdianos já marcou o torneio, com a imagem da comemoração vibrante no gramado do estádio em Houston. Na próxima fase, Cabo Verde terá um desafio ainda maior: enfrentar a Argentina, de Lionel Messi, artilheiro da competição até agora, com seis gols. O último foi marcado neste sábado, na vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia. Apesar da força da atual campeã mundial, a delegação do pequeno país africano demonstra confiança, como destacou o técnico Bubista. “Estamos aqui para demonstrar que podemos competir com qualquer equipe de nível mundial, com a nossa identidade e a nossa forma, isso é o mais importante”, disse. “Estaremos lá com orgulho e determinação parq fazer um bom jogo e buscar a vitória que é o mais importante em um mata-mata”. Time africano pode estar no caminho da seleção brasileira A Costa do Marfim também se classificou pela primeira vez para a segunda fase da competição e, caso o Brasil vença o Japão no jogo desta segunda-feira (29), poderá enfrentar os marfinenses nas oitavas de final, desde que a equipe africana supere a Noruega. Leia tambémEntre esperança e orgulho, torcedores japoneses falam da expectativa para o jogo contra o Brasil na Copa O treinador da Colômbia, Néstor Lorenzo, conheceu seu próximo adversário após o empate sem gols contra Portugal em Miami. Como primeira colocada do grupo K, a equipe sul-americana enfrentará Gana. “Hoje sei pouco sobre Gana porque havia 48 seleções e qualquer uma delas poderia ser nossa adversária, mas sei que é uma boa seleção. Conheço alguns jogadores que estão em bons clubes da Europa e, bem, vai ser um adversário difícil. Não há adversários fáceis, então tomaremos as precauções necessárias, mantendo sempre também a nossa identidade”, declarou. Torcedores opinam sobre as favoritas Depois dos 72 jogos da primeira fase, torcedores já apontam as seleções que mais impressionaram e despontam como favoritas ao título, cuja final está marcada para o dia 19 de julho. A França aparece com frequência entre as mais citadas. “Este ano tem muitas equipes fortes: Inglaterra, França, Colômbia, Portugal também, e muitos times africanos também são muito bons”, afirmou uma torcedora colombiana na saída do estádio de Miami, após o empate sem gols entre Colômbia e Portugal. “A França foi a que mais me impressionou. Alemanha e Espanha deixaram um pouco a desejar, mas é preciso ficar de olho, assim como na Inglaterra. A Argentina também. O Brasil melhorou, ainda bem. Vai ser uma fase de mata-mata interessante”, disse um torcedor brasileiro. “Tem que ficar de olho nas surpresas também, como México e Estados Unidos. Agora a Copa está animando”, acrescentou outro. Para o técnico Carlo Ancelotti, que comandará o Brasil contra o Japão na segunda-feira, o momento exige máxima concentração, pois uma derrota significa eliminação. “Agora é mata-mata, tem que ter coração forte”, afirmou. Leia também'Agora estamos jogando como uma equipe', diz Ancelotti após classificação do Brasil para a fase do mata-mata

  4. Jun 20

    Vitória sobre o Haiti traz confiança à Seleção e anima torcedores

    A goleada de 3 a 0 sobre o Haiti na sexta-feira (19) fez o Brasil assumir a liderança do grupo C e, sobretudo, trouxe tranquilidade e aliviou a pressão sobre os jogadores e o treinador Carlo Ancelotti, que gostou da evolução da equipe. Elcio Ramalho, enviado especial da RFI à Filadélfia, “A equipe jogou melhor na primeira parte, com mais qualidade e intensidade, acertando na frente. Melhoramos hoje, mas temos que melhorar para o próximo jogo”, disse Ancelotti logo ao final da partida contra os haitianos. Matheus Cunha, que entrou como titular, aproveitou a oportunidade. Autor de dois gols, ele se emocionou ao comemorar o resultado junto com a família e falou da importância de ter vencido a segunda partida para os próprios jogadores. “A gente tinha que ganhar, tinha que convencer. E não só o externo, mas o interno. A gente tinha dúvidas, somos seres humanos normais. E eu acho que uma vitória como hoje nos dá mais tranquilidade, permitindo que o melhor futebol apareça nas próximas rodadas”, afirmou. Confiança Vinícius Jr., autor do terceiro gol e eleito novamente melhor jogador em campo, resumiu a importância do bom resultado contra o Haiti. “A vitória de hoje com três gols nos dá confiança para seguir evoluindo, evoluindo dentro da competição e tranquilidade para a próxima partida. O primeiro jogo foi um jogo totalmente diferente pelo peso da estreia. Hoje, todo mundo mais leve, um campo melhor também nos ajudou a fazer o nosso futebol. Esperamos poder seguir dessa forma, seguir evoluindo e melhorar dentro da competição, que é o mais importante.” Vinícius Jr. também analisou as mudanças com a presença de Matheus Cunha em campo. “Quando o Cunha tirava um pouco o zagueiro e vinha jogar mais como meia, conseguimos atacar muito bem os espaços. Esse é o nosso melhor jeito de jogar, pois temos jogadores muito rápidos e conseguimos atacar a linha defensiva e machucar muito os adversários.” Danilo, que entrou como titular na lateral direita, fez uma comparação com o jogo de estreia contra o Marrocos. “O fator estreia, para a gente, pesou. O nosso primeiro tempo foi muito ruim. No segundo tempo, a gente já conseguiu ajustar. Mas a Copa do Mundo não te permite ter um tempo inteiro ruim. Então, hoje, desde o início, conseguimos fazer a partida que queríamos, que o jogo pediu. E isso nos dá confiança, como grupo, para o resto da competição”, disse. Endrick conta com apoio da torcida Das arquibancadas, surgiram no segundo tempo do jogo contra o Haiti gritos de torcedores pedindo a entrada de Endrick. O jovem atacante de 19 anos substituiu Matheus Cunha e chegou a fazer um gol, mas anulado por impedimento. Ao final da partida, ele reconheceu as manifestações de apoio que vem recebendo da torcida. “Fico muito feliz, é uma coisa maravilhosa. A torcida está me apoiando bastante quando estou aquecendo. Estou escutando todo mundo, é algo incrível. A única coisa que eu posso fazer para compensar é, quando entrar em campo, fazer o que eu sempre fiz. Sempre pensar que é o último jogo, para dar tudo pela Seleção,  dar minha vida pela Seleção”, disse Endrick. Torcedores têm mais esperança A vitória da seleção também agradou aos torcedores que foram até o estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. A paulista Renata Greco, que acompanhou os dois primeiros jogos, analisou: “Jogaram melhor, jogaram mais rápido, perderam menos a bola, mas ainda dá para melhorar.” “Esse jogo de hoje deu alegria para nós. Mostraram mais comprometimento, criaram mais espaços com a bola e acertaram os passes”, opinou a carioca Nildeia Santana. Seu marido, Amaury, diz ter previsto o resultado, e faz questão de manter o tom crítico: “Foi o resultado que eu previ, 3 a 0, e correspondeu. O time jogou muito melhor e estou confiante no próximo jogo. A seleção evoluiu um pouco, mas tem muito que melhorar”. O pernambucano Felipe Cruz, que se programou para ver todos os jogos da seleção brasileira na fase de grupos, saiu entusiasmado. “Foi maravilhoso, finalmente a seleção brasileira mostrou um pouco de empenho. Vinicius Jr. fez bonito hoje. Todo ano a gente começa sem esperança, mas quando começa o jogo e a gente vê a seleção jogar do jeito que jogou, a gente cria esperança”, destacou Felipe Cruz. Com a vitória de 3 a 0, a Seleção Brasileira assume a liderança do grupo ao lado do Marrocos, que venceu a Escócia mais cedo por 1 a 0. Com melhor saldo de gols, o Brasil é líder. A Seleção Brasileira inicia, a partir deste domingo, os treinos visando à terceira partida da Copa, contra os escoceses, no dia 24, em Miami.

  5. Jun 14

    Brasileiros pagaram até US$ 2 mil para ver estreia decepcionante do Brasil na Copa

    Os brasileiros foram maioria e coloriram as arquibancadas do MetLife Stadium de verde e amarelo, deixando bem menos visível o vermelho da torcida marroquina. Mas, para ver a estreia da seleção, muitos torcedores fizeram um grande esforço financeiro. Elcio Ramalho, enviado especial a Nova Jersey O casal André e Natália Sampaio, de Aracaju, planejou durante três anos a viagem para ver de perto a seleção brasileira em uma Copa. “Era um projeto dele que virou nosso”, destaca Natália. E o projeto não saiu barato. “Pagamos pelo jogo de abertura US$ 1.300, saiu caro”, admite André. A brasileira Isabel, que mora em Miami, diz que o objetivo foi realizar um sonho, apesar do preço. “Era um sonho. Não foi difícil de achar [ingresso], mas paguei caro, mais de US$ 2 mil”, afirmou. Exibindo a camiseta da seleção, o jovem Vítor veio de Minas Gerais para acompanhar o Brasil na Copa. “Pagamos US$ 1.800, é um pouco caro, mas vai valer cada centavo pela experiência”. O pai dele bancou as despesas para proporcionar um momento inesquecível ao filho. “O investimento é grande, mas vale o sacrifício. Para o padrão brasileiro saiu muito caro, mas vale porque é o sacrifício que a gente faz para a vitória dos nossos filhos”, diz. Vinícius Jr. não ficou feliz com o resultado Quem esperava uma goleada ou pelo menos uma boa vitória da seleção saiu frustrado. Dentro de campo, a equipe de Carlo Ancelotti teve muita dificuldade, principalmente no primeiro tempo. O Marrocos dominou as jogadas, teve mais volume de jogo e abriu o placar em um contra-ataque fulminante. O atacante Ismail Saibari foi lançado no meio da zaga e, na saída titubeante de Alisson, encobriu o goleiro brasileiro. A torcida marroquina chegou a ensaiar até um olé quando o time trocava passes e levou mais perigo. Mas a seleção contou com uma jogada inspirada de Vinícius Jr. para empatar ainda no primeiro tempo. Na etapa final, o Brasil teve mais posse de bola, foi mais ofensivo, mas criou poucas chances de gol e saiu com um resultado que decepcionou treinador e jogadores. Eleito melhor em campo pelo belo gol, Vinícius Jr. admitiu que a seleção não jogou bem, e o resultado serviu de alerta. “A gente não está feliz com o resultado. O peso da estreia fez a gente jogar dessa maneira.” O atacante disse que ele e a equipe têm que se adaptar às situações, pois todos os jogos contra adversários em uma competição como a Copa do Mundo são difíceis. Outros jogadores, como Matheus Cunha, que entrou no segundo tempo, também não saíram satisfeitos com o que o Brasil mostrou dentro de campo. “A gente tem que melhorar muito, não podemos começar da forma que começamos. Não posso dizer que o resultado não foi justo, mas o importante era não perder”, avaliou. Brasil já não mete mais medo O jogador marroquino Chemsdine Talbi lamentou que o Marrocos não tenha vencido a partida e afirmou que o Brasil já não mete mais medo. “Não temos medo do Brasil, temos bons jogadores e uma boa equipe. Por isso, não temos medo do Brasil nem de nenhuma outra equipe. Estamos aqui para ir o mais longe possível nesta Copa do Mundo”, declarou. O Marrocos enfrenta a Escócia no segundo jogo da competição, enquanto o Brasil volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Haiti.

  6. Jun 7

    Roland-Garros 2026 marca melhor campanha do Brasil em Grand Slams

    Depois de duas semanas de jogos, o torneio de Roland-Garros chega ao fim neste domingo (7) com uma edição que já entra para a história do tênis brasileiro. Em 2026, o país alcançou seu maior número de vitórias em um único Grand Slam: 37 triunfos, superando as 26 conquistas do US Open de 2014. O desempenho se distribuiu entre simples, duplas, juvenil e cadeirantes e reflete um momento de renovação e consistência, coroado com o título de Luis Guto Miguel no torneio juvenil. Maria Paula Carvalho, de Roland-Garros O grande destaque foi o jovem João Fonseca. Aos 19 anos, o carioca chegou às quartas de final e alcançou o melhor resultado recente de um brasileiro no torneio, algo que não acontecia nas fases mais altas da competição desde a era de Gustavo Kuerten. O tricampeão de Roland-Garros, inclusive, esteve presente em Paris para acompanhar e apoiar a nova promessa. Fonseca também protagonizou uma das maiores surpresas da edição ao eliminar, de virada, o sérvio Novak Djokovic, maior campeão de Grand Slams da história. Na sequência, superou o norueguês Casper Ruud, duas vezes finalista em Paris. Após a eliminação para o tcheco Jakub Mensik, o brasileiro avaliou de forma positiva a campanha e destacou o aprendizado ao longo do torneio. “Eu me sinto bem. Foi um caminho muito bom. Duas semanas muito positivas, de muito trabalho duro e aprendizado. Eu não tinha expectativa e consegui um ótimo resultado. Consegui virar um jogo que estava quase perdido, totalmente dominado na segunda rodada… então fico feliz com a semana.” A campanha projeta João Fonseca no cenário internacional e recoloca o Brasil em evidência no tênis masculino. No simples feminino, no entanto, o resultado ficou abaixo do esperado. Principal nome do país, Beatriz Haddad Maia foi eliminada ainda na primeira rodada, após derrota de virada para a britânica Francesca Jones. Stefani perde na semifinal Nas duplas, o desempenho brasileiro foi mais consistente. A paulista Luisa Stefani chegou às semifinais ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, confirmando sua regularidade entre as principais especialistas do circuito.  Na sexta-feira (5) elas foram derrotadas pela dupla formada pela tcheca Katerina Siniakova e a americana Taylor Townsend. Em entrevista à RFI após o jogo, Stefani analisou a derrota. “Ontem à noite, eu tive dor de garganta, dor de cabeça. A energia talvez não seja a mesma, mas isso não justifica. O que mais me chateia é que eu queria ter tido mais disposição, uma execução melhor e ter enfrentado melhor essa dificuldade”, disse. “É uma pena. Parece uma oportunidade desperdiçada", continuou. "Uma semifinal é sempre uma boa campanha, mas, conforme o torneio vai afunilando, o desafio fica cada vez maior. Então, é preciso manter o foco no que a gente vem fazendo bem, executar, e isso faltou hoje”, concluiu.    Entre os homens, o gaúcho Marcelo Demoliner avançou até as quartas de final nas duplas, ao lado do indiano N. Sriram Balaji, reforçando a presença brasileira nas fases decisivas. Ao fim da campanha, ele destacou a confiança adquirida. “Feliz com a participação nas quartas de final inédita, que vai dar uma confiança boa para o decorrer da temporada. Agora é aproveitar essa confiança e ir para a grama, na próxima semana, que é o meu habitat natural, onde eu mais gosto de jogar.” Torcedores marcaram presença Fora das quadras, a presença brasileira também chamou atenção. Durante as duas semanas de competição, torcedores com as cores verde e amarelo ocuparam o complexo esportivo na zona oeste de Paris. O engenheiro civil Carlos Frazão se mostrou impressionado com a nova geração de atletas. “Pois é, muita gente boa nova surgindo no tênis. Acho que o João Fonseca ajudou muito essa nova geração a aparecer. A gente está torcendo para surgirem muitos novos ‘Joões Fonsecas’.” A avaliação se repete entre outros torcedores. Para o administrador Cristiano França, nunca houve uma presença tão expressiva de brasileiros no torneio. “A nova geração… nunca vi tanto brasileiro em Roland-Garros. Depois do Gustavo Kuerten, agora estamos vendo muito mais brasileiros e espero que continue assim”, disse à RFI. Nova geração: Luis Guto é campeão Essa presença se reflete também entre os mais jovens. Naná, Victoria e Pedro estão entre alguns dos jovens nomes que se destacaram. Mas a grande estrela foi o goiano Luis Guto Miguel, que aos 17 anos, venceu a sua primeira final de Grand Slam. ele derrotou o americano Michael Antonius, de 16 anos, por dois a zero, com parciais de 6/3 e 6/4. “Estou muito feliz, aproveitando o momento, mas mantendo a humildade, porque temos muito a fazer”, afirmou na entrevista coletiva após o título inédito. De Paris, Luís volta ao Brasil, onde deve continuar a celebrar sua conquista, mas já com o foco voltado para os próximos passos de sua promissora carreira. “Seria um sonho voltar aqui no ano que vem jogando como profissional, mas, como eu falei, é preciso colocar muito trabalho duro, manter os pés no chão, aproveitar o momento agora, mas viver tudo passo a passo dessa trajetória, porque essa transição não é fácil. Trabalho duro é a chave do processo”, insiste. Ele tem consciência de que sua conquista deve inspirar outros jovens tenistas, mas seu recado é firme e direto: “Eu acho que estou mostrando para a galera mais jovem brasileira que é possível trabalhar duro, acreditar no processo e nos treinadores”, afirma. Em entrevista à RFI, no sábado, declarou: "É um sonho, porque desde pequeno eu sonhava em estar jogando nestas quadras. Agora já sou número 1 do ranking mundial, então é muita coisa acontecendo".  Na semifinal, Luis Guto derrotou o conterrâneo e amigo, Leonardo França, outra bela supresa do torneio júnior. “Saio de cabeça erguida, em todos os jogos entreguei o meu melhor”, avaliou o tenista.  A gaúcha Pietra Rivoli, de 18 anos, é outro exemplo dessa nova leva. Ela destacou o impacto de conviver de perto com grandes nomes do circuito. “Estar perto da Sabalenka, da Osaka, do João… ver o que eles fazem dentro e fora da quadra é muito inspirador. Jogar em uma Phelippe-Chatrier lotada faz a gente querer trabalhar ainda mais para chegar lá um dia”, disse em entrevista à RFI. No balanço geral, Roland-Garros 2026 consolida uma participação positiva do Brasil, combinando resultados expressivos, presença em diversas categorias e o surgimento de um novo protagonista no cenário internacional.

  7. May 31

    Bi da Champions, Marquinhos se consolida como lenda e mostra classe de líder com adversário

    O PSG fez história com o bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa e agora entrou para a galeria de lendas do futebol. E quem também se consolida como uma lenda do Paris Saint-Germain é o capitão brasileiro Marquinhos, que levantou a taça da Champions pela segunda vez seguida e ampliou a sua história de títulos e recordes no clube francês. Tiago Leme, de Budapeste para a RFI No fim do jogo em Budapeste, Marquinhos ainda mostrou classe e a postura de um líder. O zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal, chutou para fora o pênalti decisivo que garantiu a conquista do PSG. Antes de comemorar com os companheiros, o capitão foi abraçar e consolar o compatriota no gramado. "Eu me imaginei no momento em que eu perdi o pênalti também na Copa do Mundo, e é um momento muito difícil, uma responsabilidade muito grande”, explicou o craque. “A gente tem que ser muito forte pra sair desse momento, e não é diferente pra ele. Acho que ele queria muito ganhar esse título”, continuou. “Eu simplesmente quis tirar cinco minutos da minha celebração para reservar esse tempo pra ele, para abraçar ele”, disse Marquinhos, salientando “a temporada incrível” do adversário. “Pela temporada que ele fez, foi um dos melhores zagueiros do mundo atualmente.” O experiente Marquinhos, de 32 anos, e Gabriel Magalhães, de 28 anos, devem formar a dupla de zaga titular da seleção brasileira na Copa do Mundo deste ano. Com o bi da Champions, Marquinhos chegou a 39 títulos com o PSG, e 42 na carreira, igualando Daniel Alves como o brasileiro com mais conquistas na história. Eles são superados apenas pelo argentino Messi, que ganhou 46 vezes. O zagueiro também é o jogador com o maior número de partidas disputadas pelo Paris Saint-Germain: são 523 jogos em 13 temporadas. Exemplo para colegas de equipe Ídolo dos torcedores, Marquinhos também é um exemplo a ser seguido pelos companheiros de equipe. O lateral esquerdo Nuno Mendes falou sobre o capitão e não escondeu a felicidade em entrar pra história com o segundo título europeu. "Se nós somos lendas, eu não tenho uma palavra para o Marquinhos. O Marquinhos, como é óbvio, é uma pessoa muito querida por nós, pelos colegas da equipe, pelo clube. E isso vê-se nas coisas que ele faz. Dá tudo pelo símbolo que representa”, comentou Nuno. “Nós seguimos este exemplo, porque o Marquinhos é um jogador incrível, um grande jogador e uma grande pessoa também", disse. O meio-campista João Neves foi outro jogador português a elogiar a liderança do brasileiro. "O Marquinhos, desde que eu cheguei, foi um jogador e acima de tudo, foi uma pessoa espetacular. Acarinhou-me, a mim e a todo o grupo, quem chega de novo. Marquinhos é um exemplo a seguir, não só dentro de campo, mas também fora", afirmou João Neves. "Fico muito contente que os adeptos tenham nos dado essas declarações. Passamos a ser lendas do clube. É por isso que nós jogamos futebol, nos divertimos, e depois as coisas boas vão surgindo naturalmente." Jogo difícil A final deste sábado na Puskas Arena teve emoção. O Paris Saint-Germain conquistou a Champions pela segunda vez seguida, ao vencer o Arsenal dos pênaltis, por 4 a 3, em Budapeste. O bicampeonato veio em duelo difícil, depois do empate, por 1 a 1, no tempo normal e na prorrogação. A vitória confirma o clube francês como uma potência europeia. Depois de conquistar o Campeonato Inglês após 22 anos, o Arsenal entrou em campo confiante. O time de Londres abriu o placar logo aos 6 minutos do primeiro tempo, com gol de Havertz. Dali em diante, o PSG teve controle total da posse de bola e mais finalizações. O empate do multicampeão na França veio aos 20 minutos da segunda etapa. Kvaratskhelia sofreu pênalti, Dembélé cobrou e marcou: 1 a 1. No último lance do jogo, Barcola teve a melhor chance de virar para o Paris, mas perdeu. Na prorrogação, o desgaste físico obrigou substituições, como a saída de Marquinhos. Sem mais gols, a decisão foi para os pênaltis. Nas cobranças, dois brasileiros tiveram papel decisivo. Lucas Beraldo converteu o último para o PSG, enquanto o zagueiro Gabriel Magalhães chutou para fora. A festa parisiense tomou as ruas da capital da Hungria e na capital francesa, e vai continuar neste domingo, com celebrações no Campo de Marte, ao lado da Torre Eiffel, no palácio presidencial do Eliseu e no estádio Parque dos Príncipes.

  8. May 22

    Torneio de Roland-Garros começa sob polêmica sobre divisão de receitas e dois brasileiros em quadra

    Começa neste domingo (24) a fase principal do torneio de Roland-Garros, o único Grand Slam disputado no saibro, com a presença de dois representantes brasileiros em quadra: João Fonseca, no masculino, e Beatriz Haddad Maia, no feminino. A edição deste ano é marcada não apenas pelas disputas em quadra, mas também por uma polêmica fora dela: os valores pagos aos jogadores e a divisão das receitas do torneio. Maria Paula Carvalho, de Roland-Garros Roland-Garros é palco de uma discussão cada vez mais presente no circuito profissional de tênis: a divisão das receitas do esporte. Nos últimos meses, alguns dos principais nomes do circuito mundial passaram a pressionar os organizadores para aumentar a participação dos atletas nos lucros gerados pelas competições. O debate ganhou força com a circulação de um manifesto assinado por jogadores de elite, entre eles o número um do mundo, Jannik Sinner, a líder do ranking feminino Aryna Sabalenka, além do sérvio Novak Djokovic e da americana Coco Gauff. A principal reivindicação é uma fatia maior das receitas totais. Para 2026, Roland-Garros anunciou uma premiação recorde de € 61,7 milhões, cerca de 10% superior à do ano anterior. Os campeões de simples vão receber € 2,8 milhões cada, mais de R$ 16 milhões, enquanto os vice-campeões ficam com € 1,4 milhão. Já os atletas eliminados na primeira rodada garantem cerca de € 87 mil, o equivalente a R$ 505 mil. Apesar dos números expressivos, jogadores consideram que a participação nas receitas ainda é limitada. Estimativas indicam que entre 14% e 15% da arrecadação total do torneio é destinada à premiação — proporção que, segundo os atletas, deveria se aproximar de 22%, em linha com outros eventos esportivos. A diretora do torneio, Amélie Mauresmo, reagiu às críticas e reconheceu a importância do debate, mas destacou as especificidades do modelo francês. Em entrevista a jornalistas, da qual a RFI participou, ela reconheceu a tensão em torno do tema e lamentou a forma como o movimento foi conduzido, reiterando que o diálogo está aberto. “Estamos um pouco 'tristes', entre aspas, com essa escolha, porque acaba penalizando todos os envolvidos no torneio — os jogadores, os fãs e a imprensa”, declarou. “A discussão foi lançada, será assunto de reuniões. Nós queremos conversar, trocar ideias, avançar. Cada um precisa dar um passo, mas estou confiante”, disse. Mauresmo também destacou as particularidades do modelo de Roland-Garros, administrado pela Federação Francesa de Tênis (FFT), diferentemente de outros torneios do circuito. Segundo ela, a organização tem investido em melhorias estruturais e no aumento da premiação. “Nós temos um modelo. O torneio pertence à Federação Francesa de Tênis, o que é muito diferente do que existe nos torneios da ATP, da WTA e mesmo de outros Grand Slams. Colocamos à disposição tudo o que podemos, no interesse dos jogadores. As infraestruturas melhoraram e os prêmios em dinheiro dobraram em dez anos”, afirmou. "Não devo nada a ninguém", diz João Fonseca Em entrevista aos jornalistas, o brasileiro João Fonseca comentou sobre a polêmica dos prêmios. "Eu fui notificado disso, nenhum jogador chegou a falar comigo, mas eu sei sobre o protesto que eles estão fazendo", relatou. "Mas não tenho poder para opinar porque é só meu segundo Roland-Garros. Estou focando no meu jogo, não tenho do que reclamar", acrescentou.  João Fonseca chega à competição após uma estreia promissora em 2025, quando alcançou a terceira rodada — desempenho que alimenta as expectativas para esta edição. Ele fez uma comparação entre a estreia, ano passado, e agora. “Eu acho que, do ano passado para cá, é muito diferente. Sou um João completamente diferente. Com uma mentalidade diferente, as pressões são diferentes", avalia. "Eu era um João que não devia nada a ninguém, sigo não devendo nada a ninguém, mas ninguém sabia o quanto eu poderia jogar. Eu era uma zebra no torneio", lembra. "E agora, mais concretizado no top 30, eu tenho que defender os meus pontos", continua. "Hoje sou um João mais maduro, sabendo lidar com a experiência de cinco sets. No final das contas, estou melhor mentalmente, fisicamente, tecnicamente. Tem tudo para ser um bom torneio", conclui. O jogador também falou sobre o que aprendeu ao enfrentar os melhores do mundo, como Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e Alexander Zverev, em torneios este ano.  “O aprendizado é como esses caras lidam com a pressão super bem. Eles conseguem manter a calma nos momentos importantes, quando as coisas estão difíceis", continua. "Eu sou um jogador que bota bastante pressão no adversário, fazendo ele ficar em apuros, porque gosto de jogar agressivo", diz. "E eles se mantêm calmos, sabendo a hora de jogar com mais intensidade, de colocar as bolas para me fazer pensar", completa. Bia Haddad tem nova equipe Já Bia Haddad Maia, semifinalista em Roland-Garros em 2023, busca reencontrar o melhor nível após um início de temporada irregular. Em 2026, ela acumula quatro vitórias e 15 derrotas. E acaba de mudar de técnico. Agora treina com o espanhol Carlos Martinez Comet. "Todos os jogadores buscam mudanças e melhorias, todas as mudanças são naturais, os relacionamentos têm um ciclo", disse em entrevistas a jornalistas, antes da estreia. "O que sempre me deu confiança é a tranquilidade de que eu estou fazendo o meu 100%", continuou. Ela conta que passou por muitas mudanças nos últimos 18 meses. "É claro que o principal é a mudança de dentro para fora quando eu estou nesse ambiente, com essas pessoas, e é o que eu estou buscando agora. Estou querendo me escutar para saber quem eu quero ser desse ponto da minha carreira para frente", analisa Bia Haddad. "Eu estou procurando a forma que eu quero jogar. Quando a gente muda a equipe, muda um pouco a parte técnica e estratégica. Eu quero ser a Bia com alguns ajustes, mas não perder a minha personalidade. Eu acho que perdi um pouco da agressividade e sobre isso a gente está trabalhando", explicou a jogadora.  "Eu jogo tênis porque eu gosto, porque eu amo. O resultado em si importa pouco nesse momento. E o que importa é eu estar concentrada para conseguir melhorar essas coisas, porque o meu nível de tênis já está começando a ficar alto de novo nos treinos. É uma questão de tempo", conclui. Outros tenistas brasileiros, eliminados no torneio classificatório, acompanham a competição na torcida. “A gente sempre quer ver os brasileiros indo bem”, afirmou Thiago Seyboth Wild em entrevista à RFI. Gustavo Heide também aposta em uma boa campanha dos compatriotas: “O João já mostrou do que é capaz. A Bia não vive o melhor momento, mas tem qualidade para voltar forte a qualquer hora.” 600 mil espectadores esperados Roland-Garros é um dos torneios mais tradicionais do tênis mundial e um dos mais queridos pelos torcedores brasileiros. É disputado desde 1891, antes da era profissional da modalidade. Este ano, o evento deve atrair mais de 600 mil espectadores ao longo das duas semanas de competição. Nas arquibancadas, o clima é de entusiasmo. Muitos aproveitam a viagem não apenas para acompanhar partidas, mas também para viver a experiência completa do torneio, que mistura esporte, lazer e turismo. Foi o caso da brasileira Ana Beatriz Peixoto, que escolheu Roland-Garros para celebrar o aniversário ao lado de amigos. “Sempre foi um sonho. Eu jogo tênis desde pequena e, agora que moro na França, era a oportunidade perfeita”, contou. Para ela, o interesse crescente pelo tênis no Brasil também se reflete no público presente. “Com a Bia e agora o João, o Brasil está melhorando bastante. Tem uma geração nova forte chegando”. Paulo Certec, professor de inglês, falou à RFI sobre a emoção de voltar ao templo do tênis parisiense. “Não é a minha primeira vez. Eu gosto bastante de tênis, já tive a oportunidade de estar aqui e estou feliz de ter voltado", disse. "João é a nossa grande estrela, espero que ele consiga no saibro chegar bem longe no torneio e nos dar mais uma alegria como o Guga deu em 2000 e 2001", acrescentou. Gustavo Kuerten também foi vencedor do torneio em 1997. Entre os torcedores, o passado glorioso do tênis brasileiro segue presente. O nome do tricampeão em Paris ainda é frequentemente lembrado. “Quando dizemos que somos brasileiros, sempre vem a referência do Guga”, observa o arquiteto Felipe Simão. “E acho que temos um ‘tempero’ diferente na torcida”. Se esse “tempero” vai se traduzir em resultados dentro de quadra, é o que os próximos dias em Roland-Garros irão revelar.

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