Podcast da Semana

Gama Revista

"Podcast da Semana" traz todo domingo um bate-papo de 30 minutos com um convidado sobre o assunto da semana da Gama Revista.

  1. Luciana Saddi: canetas emagrecedoras e o prazer de comer

    MAR 29

    Luciana Saddi: canetas emagrecedoras e o prazer de comer

    Como anda a sua relação com a comida? Será que ela virou uma obsessão? Ou, pior, a comida virou uma vilã? Neste episódio do Podcast da Semana a conversa é com a psicanalista Luciana Saddi, que comenta sobre a relação entre as "canetas emagrecedoras" e o prazer de comer. “Vivemos num mundo que é enlouquecedor, que está sempre mandando uma dupla mensagem: ‘com essas comidas, as mais maravilhosas que existem no mundo, as mais deliciosas’ e ‘não coma porque a comida vai te matar, porque comida é um negócio muito perigoso, você vai se descontrolar, ela é tua inimiga’”, afirma. Luciana Saddi é psicanalista, docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e mestre em Psicologia Clínica (PUC-SP). Ela é autora de livros como O amor leva a um liquidificador (Editora Casa do Psicólogo) e Perpétuo Socorro (Editora Jaboticaba). É também fundadora do Grupo Corpo e Cultura. Na conversa, Saddi sobre os efeitos não esperados do uso dos novos medicamentos para emagrecer, como um possível maior isolamento da sociedade. “As drogas que vão ou diminuir a sua fome ou dão uma saciedade muito rápida causam esse isolamento numa sociedade que já vem se isolando muito, é mais um elemento, é mais um combo dessa coisa das redes sociais, dos computadores, da internet”, afirma. A psicanalista comenta também sobre a mentalidade da dieta, sobre o papel dos ultraprocessados nesse cenário e sobre o que pais e mães podem dizer aos filhos que entram numa paranoia pelo corpo perfeito. Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

    36 min
  2. Fabiana Moraes: a epidemia de violência contra a mulher

    MAR 8

    Fabiana Moraes: a epidemia de violência contra a mulher

    O Brasil tem vivido uma explosão de casos de feminicídio. A violência de gênero é tão corriqueira, que acaba sendo normalizada. Mas onde ela nasce? Como podemos combatê-la? “As mulheres precisam se organizar para apontar as Big Techs como centros de reverberação da misoginia que tem nos assassinado. Não podemos cobrar da escola, dos pais, da imprensa, enquanto ainda temos esse centro de produção de misoginia correndo solto”, diz a jornalista e pesquisadora Fabiana Moraes, colunista da Gama e entrevistada do Podcast da Semana na edição do Dia da Mulher. Professora na Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Comunicação e doutora em Sociologia, Moraes é vencedora de vários prêmios, entre eles Esso, Petrobras e Embratel. Pesquisa mídia, imprensa, poder, raça, hierarquização social, imagem e arte e publicou seis livros, entre eles “A Pauta É uma Arma de Combate (Arquipélago, 2022), e “Ter Medo de Quê?: Textos sobre luta e lantejoula” (idem, 2024). Na entrevista, Moraes discute o crescimento da violência de gênero e dos números de feminicídio no Brasil, que ela vê também como uma resposta à maior autonomia feminina. A misoginia enraizada na sociedade acaba sendo reverberada por grupos como os redpill, fazendo vítimas e criminosos cada vez mais jovens. A pesquisadora comenta também a linguagem sexualizada utilizada para desqualificar as mulheres e envolver os homens no debate sobre a misoginia, sugerindo que a discussão sobre a violência se torne parte do currículo escolar. “Há três pontos aqui, a educação doméstica, a educação midiática e a educação escolar, e elas não estão separadas, não correm separadas”, defende. Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

    41 min
  3. Marina Person: O cinema brasileiro no mundo

    MAR 1

    Marina Person: O cinema brasileiro no mundo

    Estamos vivendo um momento paradoxal no cinema. Ao mesmo tempo em que filmes brasileiros chamam a atenção do público e da crítica internacional, está difícil para se produzir cinema no país. “Temos um momento muito bom de visibilidade, mas não de produção ou de incentivo à produção", afirma Marina Person, cineasta e apresentadora a Gama. Ela é a entrevistada do Podcast da Semana, da edição sobre o atual momento do cinema brasileiro. "O governo Lula não conseguiu ainda colocar de volta os tijolos na casinha do Ministério da Cultura, da Secretaria do Audiovisual, do fundo setorial. Os editais não estão acontecendo, o dinheiro não está saindo”, diz. “A gente tem muita coisa boa para mostrar, somos um país enorme, o único país da América Latina que fala outra língua. Tem uma música que é incrível, o carnaval, a Amazônia. Então o reconhecimento para mim é algo que você fala ‘bom, que bom que agora tão vendo’. Mas a gente já sabia”, ela diz no podcast. Person é roteirista, diretora, atriz e uma estudiosa do cinema. Ela acaba de voltar do Festival de Berlim, onde foi exibido o filme “Isabel”, protagonizado por ela. Também está viajando pelo Brasil para apresentar a cópia restaurada em 4K do filme “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), escrito e dirigido por seu pai, Luis Sergio Person, há 60 anos. A cópia foi restaurada pela Film Foundation, instituto de preservação da memória do cinema de Martin Scorsese. Ao Podcast da Semana, a cineasta reflete sobre o atual momento do cinema nacional no exterior, sobre a corrida pelo Oscar e sobre as chances do Brasil no prêmio, além da importância de contar e preservar as nossas histórias brasileiras. Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

    36 min
  4. Thiago França: O Carnaval de rua em São Paulo

    FEB 15

    Thiago França: O Carnaval de rua em São Paulo

    O Carnaval de rua de São Paulo não é para iniciantes. Sem uma lei que regulamente a maior festa popular do país, são necessários decretos ano a ano que não garantem continuidade de responsabilidade sobre a festa. Para os blocos, é um cenário desafiador, que é complicado pela falta de investimento e pela dificuldade de se fazer parcerias comerciais. Neste episódio do Podcast da Semana, o músico Thiago França, fundador do bloco A Espetacular Charanga do França, fala sobre os desafios e a beleza do Carnaval de rua de São Paulo. Na entrevista, França, que é compositor, arranjador e instrumentista, conta que foi por causa de uma paixão por um saxofone alto que nasceu o bloco. Desde 2013, A Espetacular Charanga do França sai nas ruas da Santa Cecília. “Foi uma doideira, eu fiquei fissurado por esse instrumento”, conta a Gama. Arranjador, compositor e instrumentista, França é um dos três integrantes da banda Metá Metá, além de ser um militante do carnaval, como ele mesmo diz. No episódio, ele fala sobre os desafios que encontra no bloco e na oficina de formação de músicos que mantém, como a falta de investimento, e sobre como é difícil conseguir acordos comerciais quando se tem um bloco mais politizado. Mas também fala da parte boa da festa, sobre como monta o repertório e qual sua real fantasia de Carnaval: “Eu sonho em ver a Charanga lotando a Santa Cecília, com todo mundo vestindo azul, com todo mundo trabalhando para fazer esse momento acontecer, todo mundo se ajudando, as pessoas indo de fato como como foliões, como agentes desta grande festa, como agentes culturais, e não como clientes”, diz França.

    34 min

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