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  • T4 #52 Afonso Cruz

    -1 dia

    1

    T4 #52 Afonso Cruz

    Acaba esta temporada com um dos autores mais recomendados neste podcast, que veio finalmente falar de leituras que o marcaram. E, claro, passamos por alguns dos muitos romances que escreveu, especialmente pelo último: A Cozinheira do Ditador. Os livros que o multi-artista escolheu: Odisseia, Homero, Tradução Frederico Lourenço; Tao Te Ching, Lao Tzu; Kramp (2007), Maria José Ferrada. Outras referências: Ursula Le Guin: A tradução comentada do Tao Te Ching, Lao Tzu; Teoria da Cesta; Steering the Craft. O que levei como sugestão/oferta: História Global da Alimentação Portuguesa, Direcção de José Eduardo Franco, Coordenação de Isabel Drumond Braga; Plano B: Diários de Viagem, Matsuo Basho; Plano C: Espinosa, o Messias da Liberdade, Ian Buruma. Os livros aqui: www.wook.pt

    -1 dia

    •
    43 min
  • Os Ortopedistas do Poder. Uma conversa com Duarte Rolo

    -5 dias

    2

    Os Ortopedistas do Poder. Uma conversa com Duarte Rolo

    Como se esbanja por aí a eternidade, como se sacodem as suas pulgas, condenando os melhores vícios, a desordem sábia, e abrimos mão dos verdadeiros triunfos, da íntima noção dessas alegrias humildes, desse calor das existências comuns, do tempo em que os homens nasciam à beira das paixões e o único imperativo era não se afastarem demasiado. Mas, agora, precisam dar a volta, atravessar a perda de si mesmos, para reencontrarem algum sentido nas coisas que dizem e sentem, descobrindo com grande custo a «bela língua obscura dos condenados à morte», pois nesses renasce o fascínio pelos dias, pela sucessão de instantes que se ganha, se expande, e deles se ouve esse «soluço ilegível na frase humana», desbravando a perda, «a agonia nessa fronha desbotada,/ a vida finalmente vencida, a afonia,/ o tempo finalmente corroído, abolido…» Fomos apressados de tal modo e tão consistentemente que nalgum desvão nos livrámos de nós próprios. «Despacha-te. Eis a alegria e a miséria dos homens», escreve Benjamin Fondane. Porque todos sabemos que «os massacres começam pelo trigo», e que «o pão não brota da árvore do sono», fomos levados a fazer tanto, a sacrificar as melhores horas, tamanha energia apenas para não nos virem com a conversa. Basta pensar no muito que os homens suportam para não recair sobre eles a ênfase moralizadora dos demais. Mas enquanto a Terra segue e se afunda toda ela no não-ser, no vazio, o maior luxo é virar costas, não perder tempo entre esses que se mostram estranhos à sua própria vida, arrastar alheadamente o balão de soro do ócio de um lado para o outro, desfraldado, procurando escutar de tempos a tempos, na linha, nas zonas desumanas da produção, alguma réstia do espírito, alguém que solte «o grito agudo dos índios selvagens». Essa é a única música em que ainda pode confiar-se. Enquanto se multiplicam por toda a parte os deuses da vergonha, a linguagem está submetida a essas figuras de estilo com que se adornam os seres vencidos, dançando mecanicamente ao sabor de uma «música suja e intermitente, / como uma velha dor de dentes fiel e palpitante». E se tantos se queixam, se é a própria pele que soluça no vazio, se tantos lançam um olhar suplicante ao redor, só encontram a mesma expressão, o mesmo desalento: «não consigo sair desta armadilha infinita». «A fonte da vida afasta-se, está tão longe», adianta Fondane, parece que assistimos a uma «invasão-fantasma», e continuamos à procura de um peso, de algum sabor que nos leve noutro sentido… «Vidas gastas à procura de outras vidas gastas/ procuramos os nossos prazeres com órgãos desgastados»… «No cinema os homens estão lado a lado/ com o mesmo coração e as mesmas entranhas,/ desprendidos, estranhos à sua própria vida/ enterraram-na dentro de si como uma afronta que se oculta/ a sua própria vida no entanto que não ousam beijar na boca,/ que arrastam consigo, como um velho guarda-chuva,/ — esses velhos guarda-chuvas que se esquecem nos bancos de um eléctrico —». Por toda a parte a relação desses elementos impiedosos, enquanto um mundo de desejos equívocos nos encurrala aqui e ali, e os profetas dizem o que já sabemos, erguem mundos paralelos de forma a traduzir com um apelo fantástico o mesmo mal, como os homens são levados a trair-se intimamente, e, de tão propalados esses sóis da fome, deixam-se instruir, adaptam-se ao consumo da carne humana. «A formulação tortuosa do juridiquês», diz-nos Frank Herbert, «desenvolveu-se a partir da necessidade de ocultarmos de nós próprios a violência que tencionamos exercer uns sobre os outros. Entre privar um homem de uma hora da sua vida e privá-lo da própria vida existe apenas uma diferença de grau. Exerceste violência sobre ele, consumiste a sua energia. Elaborados eufemismos podem disfarçar a tua intenção de matar, mas, por detrás de qualquer exercício de poder sobre outrem, subsiste sempre a mesma pressuposição última: 'Eu alimento-me da tua energia.'» Por estes dias, vemos desenrolar-se esse argumento insidioso a favor de um aviltante darwinismo, lógicas de selecção social que instalam entre esse elemento de predação constante, criando-se a legitimidade moral para que cada um viva a sua vida como denúncia da fraqueza daqueles que não suportam a naturalidade de todo este enredo pavoroso. Os desempregados e os que se recusam a trabalhar são vistos como a pior corja, há um ódio crescente ao ocioso que, ao contrário dos demais, não dá o litro nem aspira a nenhum título, «antes procura saciar-se com apropria vida, sem os sucedâneos da técnica nem a multiplicidade de mercadorias», como escreve Vivian Abenshushan. «Prefere a despreocupação daquele que nada tem a perder à ansiedade permanente do investidor. A sua forma de vida é excêntrica, uma escolha soberana, marginal, distinta dos valores hegemónicos. Por isso, a sociedade não tolera o ocioso. Um bárbaro. Um inútil. Um desertor hedonista. Um imoral. Entregue ao gozo quotidiano e simples da existência, em que o encontro com os outros e a cooperação voltam a ser possíveis, o ocioso não pode despertar senão intranquilidade e suspeita. E há razões para isso: em toda a desocupação voluntária, prevalece o desprezo pela vida oficial, repleta de formalidades que destroem a saúde mental dos cidadãos. Os que insistem em ver no ocioso o cúmulo da indiferença, um ser apenas vivo, um chulo, e se sentem incómodos na sua companhia, fazem-no porque por detrás dele espreita um perigo: o deslocamento da normalidade, considerada intolerável pelo ocioso, para a esfera do jogo ou do carnaval. Este descarado vira tudo de pernas para o ar. É um provocados (mais insolente do que indolente), pois cometeu o pecado da singularidade, sempre à margem da vida gregária do trabalho, onde as pulsões particulares mal palpitam sob a repetição mecânica.» Alguém sempre nos dirá que por conta desses vícios, todos os outros se vêem obrigados a arcar com o peso, redobrar os seus esforços, trabalhar na sua vez. Mas em que tanto trabalham senão para degradar as próprias condições de vida? Enquanto isso, vemos como o Estado instiga essas formas de cupidez, impõe horas de trabalho obrigatório, institui os subsídios ao salário e o chamado ‘trabalho cívico’, sempre num esforço de reduzir e desvalorizar cada vez mais os custos com a mão-de-obra, fomentando e legitimando em grande escala o proliferante sector que apenas vive dos baixos salários e do trabalho de miséria. «O único sentido de toda esta impertinência consiste em levar o maior número possível de pessoas a não apresentar qualquer pretensão ao Estado e em exibir perante os excluídos instrumentos de tortura suficientemente monstruosos para que qualquer trabalho de miséria lhes pareça comparativamente mais aceitável», lê-se no Manifesto Contra o Trabalho, do Grupo Krisis. Podemos dar-lhes todos os argumentos, listar os indicadores em sentido contrário, explicar os efeitos desastrosos de toda a esta actividade imparável, tanta dela contribuindo apenas para o regime geral de sobreprodução, desperdício, dominação, opressão… Preferem sempre lançar-se nos braços dos nossos verdugos. No fundo, estão tão longe das paixões que noutros tempos explicavam a própria multiplicação, que só o trabalho explica as suas existências. Refastelam-se no cadáver de todos os deuses antigos, gostam de sentir a carne ferida pelos galos mecânicos, ouvem como o anúncio do muezzin o som cada vez mais exausto da vida, prestam culto a esses desastres encadeados. Que pode interessar-lhes o que tenham a dizer os filósofos? «E eu disse à minha própria esperança: Que queres de mim?/ Porque me atormentas incessantemente?» A estupidez mais do que uma convicção, tornou-se uma religião. É a ladainha daqueles que de forma inconsciente foram incorporando a máquina, e que têm a fábrica ou o escritório como o último templo, e têm uma fúria absurda contra tudo esses lirismos heréticos dos que pensam. Vão fazer do homem uma coisa tão descartável como todo esse lixo que tantos os orgulha. Horizontes a perder de vista de lixo. Mas como suprema provocação, em qualquer clareira, lá estará um tipo encostado seja ao que for, a ler uns versos, algo que destoe de toda essa canção rançosa que absorve a existência. E, assim, à margem deste tempo de raiva e loucura, algum filósofo-poeta como Cioran será lido por algum provocador-ocioso, que se compensará de toda essa estupidez, deixando-se estar, rindo de quem trabalha por trabalhar, deleitando-se num esforço estéril, imaginando que é possível realizar-se através de um labor assíduo. Lendo, rindo-se… «O trabalho permanente e ininterrupto embrutece, trivializa e despersonaliza. O trabalho desloca o centro de interesse do homem do domínio subjectivo para o domínio objectivo das coisas. Em consequência, o homem deixa de se interessar pelo seu próprio destino e fixa-se nos factos e nos objectos. Aquilo que deveria ser uma actividade de transfiguração permanente torna-se um meio de exteriorização, de abandono de si mesmo. No mundo moderno, o trabalho significa uma actividade puramente exterior; o homem já não se faz a si próprio através dele, faz coisas. O facto de cada um de nós ter de possuir uma carreira, de entrar numa determinada forma de vida que provavelmente não lhe convém, ilustra a tendência do trabalho para entorpecer o espírito. O homem vê o trabalho como algo benéfico para o seu ser, mas o seu fervor revela a sua inclinação para o mal. No trabalho, o homem esquece-se de si; mas esse esquecimento não é simples nem ingénuo, é antes aparentado com a estupidez. Pelo trabalho, o homem passou de sujeito a objecto; por outras palavras, tornou-se um animal diminuído que traiu as suas origens. Em vez de viver para si próprio — não de modo egoís

    -5 dias

    •
    3 h 51 min
  • Little Women: The Secret Sadness of a Classic

    -1 dia

    3

    Little Women: The Secret Sadness of a Classic

    How did Louisa May Alcott break social and literary conventions? Is Little Women the first coming of age story in a novel? And, what do Tabby and Dominic think of Greta Gerwig’s 2019 film adaption? Join Dominic Sandbrook and Tabitha Syrett as they delve into the fascinating story behind the writing of Little Women, the world it was born of, and the novel itself. Email us: ⁠⁠thebookclub@goalhanger.com⁠⁠ For analysis, book recommendations and more, sign up to our newsletter, Book Club Notes, introduced weekly by Tabby or Dominic. Sign up at: https://www.thebookclubhq.com/  Instagram: ⁠⁠@bookclubpodhq⁠⁠ TikTok: ⁠⁠@thebookclubpodhq⁠⁠ X: ⁠⁠@bookclubpodhq⁠⁠ YouTube: ⁠⁠@TheBookClubPodHQ⁠⁠ Senior Producer: Nicole Maslen Assistant Producer: Alfie Norris Social Producer: Harry Balden Video Editor:  James Clayden Executive Producer: Dom Johnson Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

    -1 dia

    •
    1 h 17 min
  • Balada da Praia dos Cães

    -1 dia

    4

    Balada da Praia dos Cães

    Francisco Mota Saraiva e João Dinis avistam «ao fundo duma cova uma conspiração de cães à volta do cadáver dum homem». O seu nome é Dantas Castro, major Dantas C.. Identificam-se os respectivos cúmplices: Cabo Barroca, Arquitecto Fontenova e Mena. Investiga Elias Chefe, o Covas. O lagarto Lizardo repousa na sua campânula de vidro. Lisboa, Portugal, adormece debaixo do retrato fechado do tiranete Oliveira Salazar. Porém, «quando o sangue cheira a política até as moscas largam a asa». Ou assim escreveu José Cardoso Pires, no seu romance Balada da Praia dos Cães, Prémio APE, em 1982, e que retrata este país de brandos e bons costumes tomado pelo medo e pelas falsas moralidades. «Ora agora mentes tu, ora agora minto eu, mentia tudo, minha gente», som de uma balada triste, como uma zarzuela, de uma Carmen (de Bizet!), e que se serve, sem mentir!, e a fim de abrilhantar os decíduos de um país, nessa melancolia de um copo de Lagar De Darei, um branco, reserva, de 2022. É para ler e para beber antes que os cães tomem conta da morte e que descubram que não há crime maior do que ser português.

    -1 dia

    •
    53 min
  • T4 #51 Sara Duarte Brandão

    16/06

    5

    T4 #51 Sara Duarte Brandão

    A Sara é uma autora da nova geração, poeta e romancista, com forte ligação às artes, à educação e à criação comunitária. Já várias vezes premiada, um talento que veio a este podcast falar também de alguns livros especiais. Uma conversa que vale a pena ouvir, e de onde tiramos mais recomendações de boas leituras. Os livros que recomendou: Como um Pedaço de Terra Virgem, Virgínia Dias; Cravo, Maria Velho da Costa; A Caverna, Saramago; Luanda, Lisboa, Paraíso, Djaimilia Pereira de Almeida. Alguns dos livros que escreveu: A Geração dos Bancos de Madeira CriÁrvore; Descolonizar o Sujeito Poético; Quem Tem Medo dos Santos da Casa. Outras referências: Um texto da escritora Maria Velho da Costa: lido pela Sara Barros Leitão, RTP Play; As Pequenas Memórias, Saramago; A Dor Fantasma, Rafael Galo. Recomendei: África (para sempre) Minha, Marta Silva Martins; Misericórdia, Lídia Jorge; A Correspondente, Virginia Evans; Amor Estragado, Ana Bárbara Pedrosa; A Correspondente, Virginia Evans. O que ofereci: O Nervo Ótico, Maria Gainza. Os livros aqui: www.wook.pt

    16/06

    •
    49 min
  • Camila Sosa Villada: "O livro fala sobre mim, sobre a minha história, e marca uma diferença enorme sobre a legitimidade da minha existência, como escritora mesmo."

    -3 dias

    6

    Camila Sosa Villada: "O livro fala sobre mim, sobre a minha história, e marca uma diferença enorme sobre a legitimidade da minha existência, como escritora mesmo."

    Acaba de chegar às livrarias A Viagem Inútil, o primeiro livro publicado pela autora argentina Camila Sosa Villada, e o terceiro a estar disponível para os leitores portugueses. É um livro que acompanha a sua biografia, a sua infância e adolescência. A aprendizagem precoce das letras do alfabeto com o pai, o bom desempenho escolar e as primeiras decepções e traições dos colegas; a descoberta da leitura como lugar de refúgio e de descoberta, e depois a experiência da escrita, o exercício da escrita que, como a autora nos conta ao longo da conversa, não salva. Começou por publicar poesia, depois ensaio e ficção, e hoje é lida em muitos países e está traduzida para muitas línguas. Ao longo desta conversa em que também atravessamos a sua biografia, ouvimo-la e vemo-la emocionar-se a dizer poesia de cor, ou a falar da angústia que continua a acompanhá-la até aos dias de hoje. Oferece-nos também a leitura de um poema seu, inédito e não publicado, e é um dos momentos mais bonitos e delicados do podcast. Trouxe ainda duas referências: Anna Carson e Estela Figueroa.

    -3 dias

    •
    1 h 16 min
  • From The Archives: Paul Murray on family secrets, loneliness and The Bee Sting

    -1 dia

    7

    From The Archives: Paul Murray on family secrets, loneliness and The Bee Sting

    From the archives this month: Dua’s February 2025 conversation with Irish author Paul Murray, on his novel The Bee Sting.  An epic family saga set in contemporary Ireland, the novel follows the Barnes family through financial collapse, fractured relationships and the secrets that have shaped their lives across generations.  Paul talks about growing up in 1990s Ireland, a country deeply influenced by the Catholic Church and its conservative values, and how that environment dictated what people could or couldn’t say about themselves.  He and Dua discuss the loneliness of adolescence, the ‘friendships’ that define those years and the difficulty of leaving behind relationships that no longer serve you.  They also get into the novel’s unforgettable ending and the case for ambiguity in storytelling. Paul draws on Twin Peaks and why David Lynch’s unanswered questions can sometimes be more compelling than definitive answers.  Expect a conversation about family, identity, secrecy and the stories we tell ourselves to survive.  Join the club:  📩 Email us your thoughts – books@service95.com  📲 Follow @service95bookclub on Instagram for more author interviews  📚 Subscribe to the Service95 Book Club newsletter – and be the first to discover Dua’s next pick – at Service95.com  And don’t forget to hit ‘subscribe’ wherever you get your podcasts  Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

    -1 dia

    •
    46 min
  • Sara Duarte Brandão: "A Adília Lopes ensinou-me que a poesia vivia também em minha casa, vivia nas pessoas que eu conhecia, que era possível qualquer pessoa escrever um poema, ser um poema."

    12/06

    8

    Sara Duarte Brandão: "A Adília Lopes ensinou-me que a poesia vivia também em minha casa, vivia nas pessoas que eu conhecia, que era possível qualquer pessoa escrever um poema, ser um poema."

    "A poesia serve para sermos humanos, para sermos só alma. Para não sermos aquilo que fazemos. Para quando me perguntam o que é que eu sou, eu não responder com aquilo que eu estudei e aquilo que eu faço, mas responder comos sussurros das montanhas." Sara Duarte Brandão nasceu no Porto. em 1997. Licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, é Facilitadora em Criação Artística Comunitária e doutoranda em Ciências da Educação com uma bolsa da FCT. Escreve poesia e ficção, e os seus livros já lhe granjearam alguns prémios literários. O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada – Romance (2023). Foi a vencedora da 2.ª edição do Prémio Wook Novos Autores (2025) tendo o júri destacado a forma como «revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário». Poemas: — “Aprendizagens”, Ana Luísa Amaral; — “outros amaram em mim a mulher”, Mar Becker;  — “XXXVII”, Maria da Graça Varella Cid; — “Não somos desses que vão pelo caminho é antes ocaminho”, Adonis; — “Mulher-Bordadora”, Maria Teresa Horta; — “3.”, Vasco Gato; — “13”, Alejandra Pizarnik; — “81”, António Reis; — “Sara”, Daniel Faria; — “ir indo”, Joaquim Castro Caldas.

    12/06

    •
    1 h 44 min
  • 418 – Questions After Nightfall 35

    -3 dias

    9

    418 – Questions After Nightfall 35

    Join The Man of the West as The Lord of the Mark submits his application to return to the PPP as guest host for a six-episode run to wrap up Season 10; Alan welcomes Shawn back by throwing him into the chaos of a live Q&A for our 35th Questions After Nightfall! We take a deep dive into some important words from On Fairy-Stories 10 years after the first time we tried, answer a hard question about hard times, and talk about the consequences of bad parenting in Arda. Also, we speculate about Ar-Pharazôn the looksmaxxer, decide that Alan does blasphemy really well, and conclude that Tom wins the internet with “Here’s Your Hröa, What’s Your Hurry?” Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

    -3 dias

    •
    1 h 52 min
  • Os Maias, Capítulo IV

    14/10/2020

    10

    Os Maias, Capítulo IV

    Obra de Eça de Queiroz, Narrado por Eugénia de Oliveira, Edição de Luís Escudeiro Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brands Privacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy

    14/10/2020

    •
    47 min

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