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    Vale a pena com Mariana Alvim

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    Vale a pena com Mariana Alvim

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    Atualizado a 04/08/2025

  • T4 #36 Carolina Patrocínio

    -22 H

    1

    T4 #36 Carolina Patrocínio

    Conhecemos a apresentadora, a referência que é no fitness. Agora, quem conhece a leitora? Diz que é uma “alma velha”, que tem hábitos de leitura próprios, gosta de ler por recomendação, mas não de qualquer um. Que bom que é conhecer novas facetas dos convidados. Convido-vos a conhecer a Carolina leitora. Os livros que escolheu: Mulheres da minha alma, Isabel Allende; A desconhecida do retrato, Camille de Peretti; Palavras que tocam a alma, Benjamin Ferencz; Terra Americana, Jeanine Cummins. Outras referências: Isabel Allende: Casa dos Espíritos; O Amante Japonês. Recomendei: O Pintassilgo, Donna Tartt; Na Sombra do Teu Nome, Jodie Picoult; The Heart invisible’s furies, John Boyne; Lições de Química, Bonnie Garmus; Book of Lives, Margaret Atwood; Jeanine Cummins: Um Golpe no Céu; De volta a Casa. O que ofereci: Tremor, Emma Pattee. Os livros aqui: www.wook.pt O estúdio onde gravámos: https://guel.pt/

    -22 h

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    38 min
  • Ep.138 - Miguel Cardoso

    -1 DIA

    2

    Ep.138 - Miguel Cardoso

    Poeta e tradutor, Miguel Cardoso fez um mestrado em Estudos Ingleses na University of London e dá aulas em várias instituições. Da sua obra poética, assumidamente política e consciente do tempo histórico em que está inscrita, constam títulos como "Que se diga que vi como a faca corta", "Pleno Emprego", "Os Engenhos Necessários", "Fruta Feia", "À Barbárie Seguem-se os Estendais" ou "Quando Onde" (com Maria Lis), editados quase sempre em pequenas editoras: Mariposa Azual, Douda Correria, &Etc, Tigre de Papel. O seu livro mais recente, "Passageiros", acaba de ser lançado por outra microeditora, a Cutelo.    Miguel Cardoso trouxe para este programa as seguintes obras: "A Musa Irregular", de Fernando Assis Pacheco, Tinta da China"Vestuário contra as mulheres", de Anne Boyer, Cutelo (tradução de Miguel Cardoso)"Perseverança", de Serge Daney, The Stone and the Plot (tradução de Luís Lima) See omnystudio.com/listener for privacy information.

    -1 dia

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    53 min
  • T4 #35 Tati Bernardi

    24/02

    3

    T4 #35 Tati Bernardi

    Andávamos desencontradas e valeu a espera, a escritora Tati Bernardi fala sobre livros que adorou e o papel que tiveram na sua vida (vídeo disponível no Youtube, já que a conversa foi via zoom). Os livros que a Tati escolheu: A Pediatra, Andrea Del Fuego; Mudar: Método, Edouard Louis (chega em Abril 2026 a Portugal); Complexo de Portnoy, Philiph Roth; O Lugar, Annie Ernaux. Outras referências: Edouard Louis: Para Acabar de Vez com Eddy Bellegueule; O Colapso; Quem Matou o meu Pai; História da Violência. A Escrita como uma Faca, Annie Ernaux; Vínculos ferozes, Vivian Gornick; Um Romance Russo, Emmanuel Carrère. Alguns dos livros que escreveu e estão em PT: Depois a Louca sou eu; Você Nunca Mais Vai Ficar Sozinha; Homem-Objeto e Outras Coisas Sobre Ser Mulher; A Boba da Corte. O que recomendei: No Jardim do Ogre, Leila Slimani; Sair da Nossa Impotência Política, Geoffroy de Lagasnerie; Trilogia de Copenhaga, Tove Ditlevsen; Amor estragado, Ana Bárbara Pedrosa; Giovana Madalosso: Suíte Tóquio; Tudo pode ser Roubado. A série que a Tati referiu: Feud: Capote vs. The Swans. Os livros aqui: www.wook.pt

    24/02

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    48 min
  • Leituras com Pedro Mexia: Julian Barnes e Rui Lage

    -4 DIAS

    4

    Leituras com Pedro Mexia: Julian Barnes e Rui Lage

    Na rubrica deste mês, Pedro Mexia traz para a conversa, Partida, o último livro de Julian Barnes, tradução de Salvato Teles de Menezes, edição Quetzal, e Física Espiritual (antologia pessoal), de Rui Lage, edição Assírio & Alvim.

    -4 dias

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    1 h 14 min
  • Agarrados & empreendedores. Uma conversa com Miguel Marques Ribeiro

    -22 H

    5

    Agarrados & empreendedores. Uma conversa com Miguel Marques Ribeiro

    A notoriedade actual de certos escritores baseia-se sempre num mal-entendido. Há um desejo de ver surgir figuras que possam corresponder à imagem do grande homem, esse capaz de encarar o mundo por meio de ideias imunes aos desaires da época. Mas essa mesma relação que mantemos com alguns autores não passa de uma projecção, pois, como sinalizava Sartre, é lisonjeiro para uma nação ter produzido uma figura dessas, permite que se convença da sua própria importância e prestígio. E se não faltam nunca um punhado de recolectores capazes de compor arranjos e fazer da sucata algo imponente, um pensamento que tenha verdadeira força já não é algo de desejável, porque este ofende, gera nervosismo. Diante desse tipo de figuras ninguém consegue estar realmente em paz. Desde logo, esse tipo de homens consegue sempre sacudir a matilha de homenagens que procuram abonecá-lo, encontrando as forças para provocar escândalo, rasgando vias impróprias em vez de se aproveitar das auto-estradas nacionais. Sartre vinca a necessidade de diminuir a circulação fiduciária da literatura. E se a esta, nos últimos tempos, apanhamos sempre a dormir, incapaz de paixões fortes, aguardamos esse sobressalto, mesmo que seja a cólera, algo que a possa despertar. Quando vemos a generalidade dos escritores participarem nas desgastantes homilias que vão promovendo os poderes oficiais e oficiosos, com a cobertura dos jornais, o apoio dos programas de promoção do turismo e a congeminação das dst’s e outras firmas industriais, não é difícil perceber como o autor foi transformado em funcionário e se vê sobrecarregado de funções e honras que servem para apagar qualquer intuito mais perverso. Se em tempos a literatura era vista como uma ocupação de ociosos, uma actividade parasitária, pecaminosa, hoje passou a ser encarada como mais outro instrumento de propaganda. Quanto mais se agarram ao prestígio mais longe ficam de qualquer relação com a infâmia que caracteriza a indução de um pensamento degenerado. Mas, até em cima disto, temos sempre de aturar uns e umas que nos vêem explicar o cariz didáctico da literatura. Enquanto isso vemos como uma cortesia fremente reina no mundo das letras. Ora, com a brusca hecatombe dos decanos nas primeiras duas décadas deste século e uma vez que se conseguiu fazer da rendição das anteriores sentinelas um princípio de vacatura, enquanto eram os próprios escritores os primeiros a quererem gozar de um mero favor publicitário, em vez de uma discussão rude e exaltante, viraram-se todos para as lógicas de inflação literária, e, por isso, só conseguem ser lidos pelos consumidores gerais que se guiam pelas tendências de estação. “Ao tratar as produções do espírito com um respeito que outrora apenas se manifestava para com os grandes autores mortos, arriscamo-nos a matá-las”, sublinha Sartre. Mas ele ainda entendia que aqueles escritores que se sentiam adulados não deixavam de sentir também um obscuro despeito, uma vez que “não é agradável ser tratado em vida como um monumento público”. Ora, foi isto que mudou. Hoje os escritores detestam o risco, o confronto, deixaram-se socializar no pior sentido da palavra, e já não são aos olhos de um público por eles mesmos cultivado aquelas figuras que estavam animadas de projectos maliciosos, capazes de proferições danosas. Hoje, cada um à sua maneira, faz papel de embaixador. Nem reconhecem uma alternativa. Ficariam em apuros se todo esse enredo diplomático perdesse os apoios institucionais, as suas galas e cerimoniais, uma vez que há muito o próprio mercado desertou esses circuitos, e nada a não ser as lógicas de cumplicidades com o poder conseguem segurar todo esse dispositivo. Poucos se dão conta de como a literatura se dissolveu num regime de pura expectativa, de tal modo que mesmo essas obras literárias futuras e tão ansiadas participam já na dignidade duma cerimónia sagrada. E, assim, cada escrito novo procura simular essa recepção, encenando uma cerimónia de acordo com os protocolos oficiais, e prestando a sua contribuição benévola para as festividades que permitem aos pequenos poderes servirem-se da cultura como uma indústria de totems, usando aquela entoação enfatuada e grave para que o patetismo dos seus conselhos simule uma função oracular. Nisto, o que é pena é que esta manobra tacanha sirva para convencer os escritores e os artistas a conformarem-se a ser apresentados e recomendados como bens nacionais. Devemos reconhecer como este estado de coisas convida mais à indiferença do que a ânimos exaltados. Parece excessivo detestar esta gente, a não ser pelo inconveniente que há em tentar fazer-se alguma coisa que ainda corresponda àquele jogo meio anárquico de malfeitores que iam aperfeiçoando os seus desafios por escrito, sendo que agora tudo o que diz respeito aos livros se vê sempre acompanhado de uma insuportável algazarra promocional, ao ponto de mesmo os poucos e ridículos passos que se dão neste deprimido reino terem de ser pagos com uma perpétua indigestão ao entrar em contacto com toda essa solenidade balofa. É tão desgastante essa caldeira, essa fornalha, esse grelhador em que se tornou a vida das letras, com as suas intimações constantes, imposturas, exaltações falsas, o banho de alarvidades e os constrangimentos a que qualquer um se vê sujeito para acomodar as aspirações e ilusões dos demais, esta máquina de espuma que ensopa e e*********o, que faz dos triunfos as maiores ciladas, tudo isso é um preço demasiado elevado para um tipo querer chegar àqueles poucos leitores que lhe justificam tamanho empenho. Dá a sensação até que todo este quadro não serve senão para atrasar e despistar esses encontros. Não é de estranhar que precisamente aqueles espíritos mais instigantes sejam dos primeiros a sentir-se enojados com este contexto, preferindo desperdiçar a sua energia malévola em zonas menos cercadas por toda esta pompa e idiotice. É como se a literatura não quisesse libertar-se já da descrição mais enfática e redutora de todos os vícios, como se trabalhasse para se cingir à reprodução daqueles aspectos em que incidiu a sátira que lhe foi sendo feita, como se a realidade quisesse levar a uma apoteose o elemento da farsa, gerando uma paródia em que a sua descrição mais demolidora não se distingue muito dos efeitos da sua publicitação. Há uma inesperada capacidade de satisfação, uma correspondência com as aspirações mais tacanhas, e que fazem as delícias de muita gente. A partir daqui, as piores coisas que possam ser ditas sobre o meio literário não deixam de enaltecê-lo. Barricou-se na sua fantasia pindérica. Qualquer noção aventureira da vida literária que algum escritor ainda estime apenas levará a que se sinta como um intruso, um inadaptado no reino destes que parecem reclamar e comungar das mesmas referências. Mas quem as toma a sério admite que a literatura possa ser uma droga dura, ao passo que aqueles aprenderam a forjar a partir dos mesmos ingredientes toda uma linha de calmantes e anestesiantes. A literatura passou a significar uma zona de repouso, mais outra estância de retiro. A própria vida ali é algo de que devemos desintoxicar-nos… Se a literatura foi uma forma de rejeição audaz, agora é arrastado rito, um regime de mumificação em vida. O longo rito que mistura o baptismo à extrema unção. “Ainda não viveste, e no entanto, já está tudo dito, tudo acabado”, escreve Georges Perec. “Só tens vinte e cinco anos, mas o teu caminho já está traçado. Os papéis, as etiquetas estão prontos: desde o bacio da tua primeira infância até à cadeira de rodas da tua velhice, todos os assentos aguardam a sua vez. As tuas aventuras estão tão bem descritas que a revolta mais violenta não faria pestanejar ninguém. Por mais que saias para a rua e mandes às urtigas os chapéus das pessoas, e cubras a cabeça de imundícies, e andes descalço, publiques manifestos, dês uns tiros de pistola à passagem de um qualquer usurpador, de nada servirá: a tua cama já está feita no dormitório do hospício, o teu talher está posto à mesa dos poetas malditos. Barco bêbado, miserável milagre: Harrar é uma atracção de feira, uma viagem organizada. Tudo está previsto, tudo está preparado até ao mais ínfimo pormenor: os grandes arroubos do coração, a fria ironia, as grandes dores, a plenitude, o exotismo, a grande aventura, o desespero. Não venderás a alma ao diabo, não irás, de sandálias nos pés, precipitar-te no Etna, não destruirás a sétima maravilha do mundo. Tudo está já preparado para a tua morte: a bala que te levará deste mundo já está fundida há muito tempo, já designaram as carpideiras para acompanharem o teu caixão.” Face a isto, há a necessidade de um programa de reabilitação face aos próprios processos de constante habilitação, uma desintoxicação já não dos perigos mortais, mas de todos esses fervores beneméritos, e neste episódio tivemos connosco Miguel Marques Ribeiro, um tipo que começou por registar o mundo fotograficamente e acabou por se tornar jornalista numa altura em que também os decanos estavam a ser desmobilizados, abatidos ou reformados compulsoriamente. Também chegou demasiado tarde ao campo da narrativa de ficção, aproveitando um fulgor anacrónico para se estrear com Gólgota, que nos remete de volta às décadas em que os paraísos artificiais foram esmagando os botes salva-vidas cheios daqueles que sentiram que o canto das sereias era demasiado berrante, uma orgia tão vasta quanto desgastante, sem verdadeira promessa nem êxtase. Hoje, a sociedade conseguiu fundir agarrados e empreendedores, mas, entretanto, já o regime de narcose actual não representa perigo nenhum, e mesmo a epidemia de drogas de prescrição que alastra um pouco por todo o mundo não é mais que as dores de crescimento

    -22 h

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    4 h 17 min
  • The Great Gatsby: Old Money, Murder, and the American Dream

    -23 H

    6

    The Great Gatsby: Old Money, Murder, and the American Dream

    Was Daisy Buchanan, the object of Jay Gatsby’s obsessive love in the novel, inspired by the author’s own love life? What window does The Great Gatsby open onto 1920s America, with its Jazz, flappers, and bootlegging? Who was F. Scott Fitzgerald, the man behind one of the most iconic novels in all literature? Join Dominic Sandbrook and Tabitha Syrett as they delve into the fascinating story behind the writing of the Great Gatsby, the world it was born of, and the novel itself. You can order The Great Gatsby and explore our favourite Folio books at foliosociety.com/thebookclub Email us: ⁠thebookclub@goalhanger.com⁠ Instagram: ⁠@bookclubpodhq⁠ TikTok: ⁠@thebookclubpodhq⁠ X: ⁠@bookclubpodhq⁠ YouTube: ⁠@TheBookClubPodHQ⁠ Senior Producer: Nicole Maslen Social Producer: Harry Balden Video Editor: Oliver Oakley Executive Producer: Dom Johnson Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

    -23 h

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    1 h 8 min
  • O cativeiro sem grades. Outra conversa com Rui Lage

    -5 DIAS

    7

    O cativeiro sem grades. Outra conversa com Rui Lage

    “Veio-me à cabeça a imagem do general Garibaldi quando, ao partirem de Roma, disse aos soldados que lhes oferecia sede e calor durante o dia, fome durante a noite e perigo a toda a hora…” Isto serve como impulso se nos viramos para aquele outro lado do qual só recebemos notícias quando algo da ordem da catástrofe nos faz sentir como a realidade é hoje outro nome para o esquecimento. Esses lugares por onde anda a monte, sem prece que o alcance, e a coçar-se contra tudo o deus dos secretos, senhor de vidas inesperadas, que não quadram, não encontram rima neste mundo, mas são contíguas a desertos, serras floridas, e mato agreste, afiados instintos de tanto dar caça a bichos difíceis de explicar, enumerar, armar ciladas aos pássaros, naças aos peixes no mais fundo rio, pescarias ali onde o rio faz d’água uma mansa colheita, e às vezes distraídas num gesto mais largo, a molhar n’água amara, e compelidas a recolher a roxa tarde e breve, depois servem-se da capela abandonada como despensa, usam os santos quebrados para esfacelar a carne. Chamam casa a estes lugares que começam onde se chama campo ao que mais ninguém quis. Tudo saqueado, vendido, traído, tudo roído por uma angústia esfomeada. “Vês o tempo como foge/ que parece que não toca?” Como querem então fazer deste tempo qualquer coisa que se sinta, que de si possa fazer exemplo, deixar algo em conserva, penetrar com um perfume apenas seu esses esforços de memória? “Correm os nossos tempos de maneira,/ Antes no mal parece que estão quedos,/ por mais que mude o sol sua carreira,/ Tantos os males são, tantos os medos,/ Que não há vale cá, não há ribeira,/ Por onde soem já cantares ledos;/ Dos tristes ouvi esses, entretanto/ Dará o céu matéria a melhor canto.”… Há tanto tempo já que não cantamos, e parece até que grão mal adivinhamos. Parece que erram buscando saber o que vão por aí inda dizendo os poetas, mas estes, pior que as silvas, têm só esta estratégia de viverem virados para si mesmos, fazendo o seu, como quem oferece caução, sem levantar ondas, e depois esperar que se insista nesse triste enredo que foi o da eternidade, como se eles disso tivessem notícias mais do que as enfermidades de retardo que nos servem de quotidiano. “O vosso Tejo vai de sangue tinto./ Tal vai o nosso Douro, tal o Lima,/ E vão ainda pior do que te pinto./ Aquele que mais pode não estima/ Entrar por onde quer, saqueia tudo,/ O fogo traz na mão, a maça e a lima./ O dono do curral há-de ser mudo,/ Se não quer, em soltando uma só fala,/ Provar com dano seu, seu aço agudo.” Só vagos ventos sem origem nem nenhuma espécie de sentido andam pelos fundos da língua, a fazer que vivam antigas imagens, muito repetidas, muito usadas para ajudar a despertar fantasmas um pouco mais doces, como o dessa Leanor descalça, que vai pela verdura até à fonte e… “A talha leva pedrada,/ pucarinho de feição,/ sai de cor de limão,/ beatilha soqueixada; cantando de madrugada,/ pisa as flores na verdura:/ Vai fermosa e não segura.” O campo hoje é mais um enredo que o ouvido capta escutando os ecos na sua intimidade ajeitados a modos bravios fazendo por se reproduzirem. “O maravilhoso move-se tão próximo/ das casas sujas e decrépitas…” E o que temos nós ainda de ligação com isto, ainda somos capazes com o nosso peso de assentá-lo em qualquer pegada que faça florescer a verdura? Somos vistos lá onde o tempo se faz outro de tão longe, e temos alguma semelhança muito lavada com esses de olhos castanhos, a tez soleada, a fala cantada de só saber das coisas o recorte emprestado pelo ar. Outros ouvirão falar de um país esquecido, entregue à sua bárbara implosão, num mundo entregue ao desaire de envelhecer, enrijar, ossificar-se sem mais distracção que a própria destruição… Essa é a sua musa, e desperta nele uma intenção terrível, a de um mundo que deita um olhar envilecido a tudo o que de fora só vem para roubar-lhe a paz, incomodá-lo. Eram mentira os idílios, e mesmo desses lendas cheias do unto verboso foi tendo outra impressão… “Um dia vi o amor – era medonho:/ tinha olhos convulsos de anjo bêbado/ e a máscara do ódio.” Os que eram daqui, de tanto se desfazerem contra os trabalhos ordinários que aos demais serviam de ilustração, impulsos para que a lira se entregasse às suas perras entoações, tão fartos de terra, de séculos sentindo os ossos lentamente esmagados contra ela, com vergões e cicatrizes herdadas na pele, e nenhum entusiasmo por esses nomes que a nós nos sabem a mel e cheiram a madressilva. Mal se puderam ver livres de tudo isto, deram cabo dela e de tudo o que lhes lembrasse, nesse crime passional de que fala o Rui Lage. Preferem-lhe tudo o que sirva para enforcar a vista, essas grandes casas, edifícios que fecham a vista, escondem o horizonte, empurram o olhar para longe de todo o céu, fartos-fartos da terra, das infinitas extensões que lhes causavam vertigem pois só viam o imenso trabalho que tudo isso lhes dava. Se nós vamos ao campo em passeio, gozar do prazer de ver a terra presa aos astros, alguns vêm a ígnea tela bárbara de espanto, conhecem os infinitos cansaços de “um povo que vivia a suicidar-se, arando a terra, abrindo a derradeira cama”. Esse povo que hoje nos custa reconhecer como a nossa mais funda tradição, povo para quem o trigo é pão em flor, povo para quem a verdadeira flor era o pão. E é deles sobre nós que sentimos assentarem como uma esparsa maldição esses olhos rasos de um espanto podre, vozes misturadas ao silêncio, um engolir a seco nas serras onde irá a enterrar por estes dias o último pastor, lugares à morte entregues todo-ouvidos. Esta a corografia que se apropriará dos nossos restos, o país das “cabras e carrascos”… “É no teu chão dorido/ Que gasto, em paz, os cascos/ Deu fauno envelhecido…” Escreva-se o requiem, então, sendo certo que de nós nada irá notar-se que não comece ali, que se esboce entre aquela névoa: “A morte/ em flor/ dos camponeses/ tão chegados à terra/ que são folhas/ e ervas de nada/ passa no vento/ e eu julgo ouvir/ ao longe/ nos recessos da névoa/ os animais feridos/ do Início.” Tão poucas páginas daquilo que se resolve antologias fazem ferida como esta. Um pó que soa, um brilho que nos chama para a infinidade dessas noites em que não havia mais que acumular o resíduo de estrelas, vê-lo pairar, como uma essência estranha àquela terra que se fazia sentir com a sua imensidão nos corpos, o peso deles também a decompor-se, sem dar notícia, nesse pouco som enfrentando os currais sem gado que ruíram de pobreza. O sofrimento é a única história, mas desta talvez só o musgo dê, “em seu discurso esquivo de água e indiferença alguma ideia disto”. E, por isso, neste tempo que é sempre depois, só nos resta passar por lá em prosa, para não nos entregarmos a essa inane torpeza de quem canta seja o que for, e se põe a soprar aos pés de um enforcado a ver se o faz balouçar… O enforcado de quem ainda alguns têm muita vergonha… “No gesto suspensivo de um sobreiro,/ o enforcado.// Badalo que ninguém ouve,/ espantalho que ninguém vê,/ suas botas recusam o chão que o rejeitou.// Dele sobra o cajado.” É uma forma de dizer mal disto tudo, outra é lançar um fósforo e rir-se ao vê-los naquela dança dos noticiários, estes que só sabem soletrar o desastre quando o campo, a paisagem deles, surge carbonizado. Quando já não é possível trocar coisa nenhuma por nada que valha. Um fim muito claro, muito fácil de entender, traduzindo em cinzas aquilo que de outro modo não era senão “um pó que nem se palpa/ na peneira do mundo”. E de toda aquela história resta o quê? Além da dúvida de um tempo incerto, sem ciclos, sem estações sequer, os campos tão sós… “Tão longe/ dos homens, as largas plantações, ermos/ sem lar, sem fumos, sequer sem espectros/ dos antigos habitantes vivos.” Aos poucos o bucolismo já não aguenta canto seja de que espécie for, morrem as espécies e só se gera já “crias das bestas e dos homens”, um hálito desolador e “oposto ao antigo sopro do Génesis; que gera/ criaturas como se meramente simulasse/ a vida. E a paisagem torna-se aparência,/ semente simulacro e armadilha”. Teremos, então, de nos contar não tanto com os resíduos de estrelas, que já quase não se vêem, mas com os resíduos do campo: “É o oco interior de alguns/ quintais. O bailado surdo/ e brusco das asas/ da galinha./ A caleira podre aonde/ chora um pingo/ – o derradeiro.// É o mundo minúsculo/ dos canteiros; a vida/ nos degraus da planta; a sesta/ de uma gata que por acaso/ insiste em ser novelo.// É este chão cinzento./ A carne entumescida das paredes./ As espinhas reunidas/ do que foi um peixe.// E as armas toscas de matar/ o tempo: colheres, comida, insectos que tentam/ (ao menos) um mundo/ irrequieto./ É a noite que tem as mãos/ suspensas sobre um alguidar/aonde bóia o dia/ pequeno/ de todas as crianças.// Em certas casas constroem-se/ filhos: a música suave/ que se ouve nas camas./ Resíduos da canção/ a única/ que este povo/ ainda sabe/ e canta.” E com este balanço todo que levamos, colhido na mais recente antologia da poesia portuguesa que nos ofereceu Rui Lage, aquela que reza sobre os campos afinal tão infelizes que foram mantidos até meados do século passado num epílogo do Neolítico, parece que deste lado já estamos safos. Mas, entretanto, se a natureza só é vista em trânsito, cada vez mais embaraçada, a vida cedeu toda ela a um comércio passageiro, e se antes Deus se pagava com o seu próprio dinheiro (lombarda, vinho, feijão-verde e batata nova entre outras espécies), agora parece que a própria vida lírica está inteiramente nos velhos, os que tendo memória de outro mundo, estão invadidos de um infinita suspeita, e tossem, conspiram contra este

    -5 dias

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    4 h 48 min
  • Episódio #175: Março é o mês dos livros ilustrados

    -1 DIA

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    Episódio #175: Março é o mês dos livros ilustrados

    Pelo 5º ano consecutivo, inauguramos oficialmente o #marçoilustrado, o mês em que nos dedicamos à leitura de livros ilustrados, acabando com o mito de que se destinam apenas a crianças. E convidamos todos a juntarem-se a nós e a partilharem as experiências de leitura, usando a hashtag do desafio e identificando os perfis @na.cama.com.os.livros e @silveria.miranda. E se não sabem o que vão ler, nós temos muitos livros para vos sugerir. O João recomenda: "As mão da avó" de Inês Cardoso e Susana Matos (Kalandraka) "Menina, eu não sou o lobo mau" de Nazaré de Sousa e Renata Bueno (Hipopómatos na Lua) "O dia mais chato" de Maria Nogueira Nössing (Planeta Tangerina) "A fénix e o unicórnio" de Rodrigo Vieira Dias e Bernardo P. Carvalho (Imprensa Nacional) "As pessoas são esquisitas" de Victor D. O. Santos e Catarina Sobral (Orfeu Negro) A Silvéria recomenda: "A história do não" de Elena Davi e Serge Bloch (Orfeu Negro) "Manda msg qd chegares" de RGB (Iguana) "Pequena, mãe, avó" de María Sender e Ana Sender (Akiara Books) "Uma prece ao mar" de Khaled Hosseini (Presença) "Foge, rato!" de Miguel Borges, Soraia Oliveira e Hélder Barbosa (Acento Tónico) O João quer ler: "Uma paisagem uma flor" de Inês Castel-Branco e Neus Caamaño (Akiara Books) "M como o mar" de Joanna Concejo (Orfeu Negro) "Espíritos e criaturas do Japão" de Lafcadio Hearn e Benjamin Lacombe (Presença) "Contos cantados" de Carlos Marques e André da Loba (Trimagisto & O Bichinho de Conto) "Furor botânico" de Laura Agustí (D. Quixote) "As mulheres ao longo da História" de Katarzyna Radziwill e Joanna Czaplewska (Fábula) A Silvéria quer ler: "Natália Correia: entre o riso e a paixão" de Maria João Martins e Catarina Alves (INCM e Pato Lógico) "A minhoca e o pássaro" de Coralie Bickford-Smith (Relógio d'Água) "Erva daninha" de Ángeles Quinteros e Karina Cocq (Akiara Books) "A vida secreta das abelhas" de Moira Butterfield e Vivian Mineker (Jacarandá) "Thanks blanket" de Christopher Vanderkooy e Raquel Costa (Poets and Dragons) "O barco das crianças" de Mario Vargas Llosa e Zuzanna Celej (Presença)

    -1 dia

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    3 h 9 min
  • P. Paulo Duarte: "As portas da Igreja têm de estar escancaradas para que qualquer pessoa entre. "

    20/02

    9

    P. Paulo Duarte: "As portas da Igreja têm de estar escancaradas para que qualquer pessoa entre. "

    Esta semana recebemos o Padre Paulo Duarte, SJ. Nasceu em Portimão, em 1979, e quando era pequeno queria ser médico veterinário. Uma perda significativa na adolescência levou-o a um encontro com a religião, que acabou por lhe decidir o destino. Trabalhou na aviação, antes de entrar na Companhia de Jesus, em 2003. É licenciado em Filosofia e em Teologia, e mestre em Teologia Fundamental. Foi ordenado sacerdote em 2014 e fez a Terceira Provação (etapa final da formação dos jesuítas) entre novembro de 2023 e maio de 2024, no México.É adjunto do diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal desde setembro de 2024. Lançou recentemente um livro de crónicas chamado "De Corpo e Alma, Crónicas para caminhos de encontros humanos e divinos" com edição Apostolado de Oração, que tem um poema diferente em cada capítulo. É também sobre essa relação próxima com a poesia que conversamos no podcast. Poemas: Sophia de Mello Breyner Andresen, Deus Escreve Direito Sophia de Mello Breyner Andresen, Escuto mas não sei Maria Teresa Horta, No início foi a luz Ruy Cinatti, Anunciação Alexandre O' Neill, Sob a forma de mãoAdília Lopes, Só gosto de pessoas boas Jose Tolentino Mendonça, Nas mãos do oleiro Daniel Faria, Não acredito que cada um tenha um lugar Teresa Salgueiro, Nas ondas do mar

    20/02

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    2 h 8 min
  • A Metamorfose

    17/02

    10

    A Metamorfose

    No último episódio da primeira temporada, Francisco Mota Saraiva e João Dinis (de pantufas Paez) enveredam pelo labirinto existencial kafkiano à procura de respostas para o sentido da vida, antes que seja tarde demais e acabem por morrer ou, pior!, se vejam transformados numa espécie monstruosa de insetos. Gregor Samsa, o protagonista de “A Metamorfose” (1915), de Franz Kafka, é a representação de um mundo alienado e mecânico, debruçado sobre a sua violência inane, expressão do Homem abandonado na sociedade moderna, dependente da sua vileza, indiferença e crueldade. E, também assim, os nossos anfitriões, tal como todos nós… Esta é uma obra sobre a reflexão do absurdo que permeia a nossa existência, mas que pode ganhar mais sentido com um Aleixo, um vinho branco, da Bairrada, de 2022, um autêntico bouquet aromático que, a fechar o programa, despertou uma conversa, digamos, muito floral. “Antes de Morrer” volta em breve com uma nova temporada que será mais um convite à morte e aos bons livros e aos bons vinhos. Até lá, se puderem, evitem a trágica consequência de perderem a vida.

    17/02

    •
    1 h 14 min

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