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  • Pedro Eiras: "Desde há muito muito tempo eu ando a procura de entender como é que isto funciona. Isto de um por um estranho capricho haver seres humanos que escrevem livros."

    -11 h

    Pedro Eiras: "Desde há muito muito tempo eu ando a procura de entender como é que isto funciona. Isto de um por um estranho capricho haver seres humanos que escrevem livros."

    Poeta, ensaísta, ficcionista, investigador, professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Pedro Eiras lançou recentemente o livro Nevoeiro, uma investigação, Assírio & Alvim. É um regresso do autor ao universo pessoano, desta vez para perscrutar as relações entre a Literatura e o Poder durante um determinado período do Estado Novo. As personagens principais deste livro, que reúne documentos e factos reais, mas também elementos ficcionados, são Fernando Pessoa, António Oliveira Salazar e António Ferro, mas também o nevoeiro. O daquela altura e aquele que o autor reconhece nos tempos de hoje. Chamada de atenção especial para as belíssimas e comoventes leituras deste episódio. Poemas: Camilo Pessanha, Vida Mário de Sá-Carneiro – O Recreio Álvaro de Campos/ Fernando Pessoa - Mestre, meu mestre querido! Sophia de Mello Breyner Andresen, O Poema Luiza Neto Jorge, A porta aporta Herberto Helder, Sopa Superlativa

  • T4 #52 Afonso Cruz

    23/06

    T4 #52 Afonso Cruz

    Acaba esta temporada com um dos autores mais recomendados neste podcast, que veio finalmente falar de leituras que o marcaram. E, claro, passamos por alguns dos muitos romances que escreveu, especialmente pelo último: A Cozinheira do Ditador. Os livros que o multi-artista escolheu: Odisseia, Homero, Tradução Frederico Lourenço; Tao Te Ching, Lao Tzu; Kramp (2007), Maria José Ferrada. Outras referências: Ursula Le Guin: A tradução comentada do Tao Te Ching, Lao Tzu; Teoria da Cesta; Steering the Craft. O que levei como sugestão/oferta: História Global da Alimentação Portuguesa, Direcção de José Eduardo Franco, Coordenação de Isabel Drumond Braga; Plano B: Diários de Viagem, Matsuo Basho; Plano C: Espinosa, o Messias da Liberdade, Ian Buruma. Os livros aqui: www.wook.pt

  • #123 Quando se compra uma editora pequena

    -11 h

    #123 Quando se compra uma editora pequena

    A Penguin Random House adquiriu o Grupo Saída de Emergência ⚡📚Neste episódio, analisamos o que significa quando um grande grupo editorial compra uma editora independente: vantagens, riscos, casos internacionais e muitas questões em aberto. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

  • Mau Tempo no Canal

    -3 dias

    Mau Tempo no Canal

    Francisco Mota Saraiva e João Dinis mergulham nas águas do arquipélago dos Açores à procura da suposta ilha de Fernão Dulmo, ao largo da Terceira, lugar de salvação sebastiânico e nostálgico de uma certa portugalidade que se anuncia desde sempre como o sonho por cumprir. “Mau Tempo no Canal”, de Vitorino Nemésio, é mais que a história do amor impossível de Margarida Clark Dulmo e de João Garcia; é uma estética bordada miudamente, e que com grande finura revela as variantes específicas do falar ilhéu, a gravidade do clima, da geografia e dos fenómenos geológicos, a angústia da condição insular, a contemplação da condição e da fragilidade humana, a existência ritualizada das gentes tomadas pelo capricho do conformismo, assim expondo não apenas um certo conceito de açorianidade, mas sobretudo um desejo de fuga impossível de alcançar. Enquanto isso, celebram o melhor da Costa Norte, um vinho da ilha Terceira, de 2023, da Adega Dimas, e preparam um arroz de marisco em que cabe todo o sabor e saber de ser português para um jantar que felizmente não serve de ceia.

  • Os trânsfugas da ficção lusa. Uma conversa com Filipa Martins

    -6 dias

    Os trânsfugas da ficção lusa. Uma conversa com Filipa Martins

    Certa vez, Cabrera Infante deu-se a oportunidade de passar algumas horas na presença do seu mito encarnado, esse ídolo que, depois de tanto nos instigar, vai cedendo com o passar dos anos à pressão, e revela as suas falhas, fendas. Assim, com o fito de fazer uma reportagem, este soberbo escritor cubano passou um dia inteiro com Hemingway a bordo do Pilar, o seu célebre iate, pescando ao largo da costa cubana. Muito mais tarde, numa entrevista concedida nos anos noventa, foi interrogado sobre o que lhe revelara essa experiência de proximidade, e se manteve para si o anseio de ser um escritor como Hemingway? A resposta dele veio-lhe numa mistura de blasfémia e mexerico, como quem estivesse a meio de uma abusada e dolorosa refeição, arrancando pedaços de carne aos ossos do próprio pai, cuspindo as partes que já enjoam, e é esta resposta que não admite desperdício: «Queria ser tão famoso como ele. E não porque o seu estilo ou as suas personagens me influenciassem. Era, antes, a sua maneira de viver, a forma como encarava a vida. Embora, naturalmente, com o passar do tempo, ache que ele fez aquilo que os escritores fazem com demasiada frequência. Espanta-me que dedicasse tanto tempo a empreendimentos fúteis. Refiro-me ao ritual de descer todos os dias, às onze da manhã, a Cojímar, subir para o barco e fazer-se ao largo, na Corrente do Golfo, para ver se conseguia apanhar o maior peixe que pudesse existir. Era pura paranóia. Não tinha absolutamente nada a ver com a vida real; tinha tudo a ver com a fantasia. Fui com ele no barco e achei aquilo horrivelmente aborrecido. Das seis da manhã às quatro da tarde, a única coisa que fazia era beber. Embebedava-se de vodka e acabava estendido no convés, incapaz de fazer fosse o que fosse durante o resto do dia, ou quase todo o resto do dia. Depois, de repente, levantava-se outra vez: o efeito da vodka tinha passado e regressava a Cojímar. Se aquilo era um modo de vida, acredite: eu não queria vivê-lo. Ou ir para África matar animais para apanhar uma disenteria medonha e passar dias com diarreia. Ou ir para Espanha atrás de toureiros. Estava verdadeiramente louco, disso não tenho a menor dúvida. E, ao mesmo tempo, vivia numa belíssima casa nos arredores de Havana, onde tinha tudo o que desejava: um pomar de frutas tropicais e uma biblioteca enorme. Ia a Havana ao volante de um Mercury descapotável e almoçava ou bebia no Floridita ou na Zaragozana. Isso não era mau; mas o resto da sua vida foi horrível. Há uma coisa que os escritores fazem muito: perder tempo. Faulkner imaginava-se um cavalheiro do Sul que tinha de caçar raposas todos os sábados. Nesse aspecto, os escritores europeus eram mais profissionais. Não consigo imaginar Joyce a caçar na Irlanda, nem a tentar pescar um espadarte no Canal da Mancha. Levou uma vida muito séria, coerente consigo próprio, com a família e com a sua obra. O único problema de Joyce era a sua atitude distante, a sua imensa vaidade e o facto de ser um bêbedo, como a maioria dos irlandeses. Beber também é uma forma lamentável de perder tempo.» Esta resposta mostra-nos como admiração e entusiasmo acabam por dar origem aos mais impiedosos venenos, neste caso um de sorte moral, em que se censura essa tremenda disponibilidade que faz de um escritor um ser que se passeia assobiando pelos limites, como se Cabrera Infante tivesse desenvolvido uma marca muito particular de ressentimento para os seus fins, não reconhecendo como perder tempo é o elemento crucial de qualquer literatura que não esteja absorvida por essas prioridades injuriosas com que o tempo nos reclama. «Talvez seja bom que o espírito do poeta se deixe penetrar, mais do que afadigar-se para penetrar», assinala Reverdy. Para se chegar a ter a sensação de que o eixo do mundo passa pelos rins de um tipo, como nos sugere Fondane, para sentirmos como alguns são capazes de puxar por essas linhas invisíveis e fazer delas as suas redes, temos de admitir que a literatura se faz com esse risco de desperdiçar dias a fio em troca de um sobressalto, uma cadência que nos lança para o exterior daquilo que habitualmente se encontra nos livros, resistindo à tentação de nos fornecer outros simulacros. Há um excesso de talentos afinados pela percepção daquilo que a época nos exige, mas, se queremos superar este modo de mendigar a nossa própria vida, ainda vamos ter de nos adiantar a nós próprios, evoluir descosendo o forro das nossas circunstâncias, atravessar essa tradição dos oprimidos, aprender alguma coisa com os danados, e chegar ao ponto de termos visto as vezes suficientes o filme todo, imagens sucessivas ardendo até que a retina seja forçada a refazer-se das suas cinzas, já difusa e indistinta nas margens, podendo ser útil essa investigação e velocidade sustida daquilo que preenche a escuridão de uma época como de uma sala, esse filme projectado num cinema e que, pelo seu carácter denso e absoluto, como nos diz Esther Kinsky, constitui sempre, para os espectadores, uma intervenção no curso do mundo. «A experiência de uma tal intervenção era partilhada por inúmeras pessoas, ainda que elas porventura jamais lhe atribuíssem essa designação. Era um processo cultural com que muitos estavam familiarizados, com os seus pequenos rituais, os seus iniciados, fâmulos, artífices e serventes, e que depois começou inexoravelmente a desmoronar-se.» A formação de um espírito crítico passa por partilhar uma mente comum, beneficiando-se dessa proximidade que nos torna aptos a adoptar os estímulos e as inquietações que estão presentes e que trazem um efeito de sobreposição que permite desdobrar o espaço entre nós de forma minuciosa como um horizonte infinito. Já é preciso muito só para se manter à tona do mastigar ruidoso da opinião corrente, safar-se aos catálogos nessa função detrimental proposta à circulação pelos tão ansiosos medíocres, esses que a todo o momento se empenham em garantir que nada de sobrenatural possa impor-se e humilhar essas obrinhas que nos atulham o cenário. Mas, afinal, «o que é o cérebro humano senão um palimpsesto imenso e natural?, interrogava-se Thomas de Quincey… «O meu cérebro, tal como o teu, leitor, é um palimpsesto…» Ora, isto não pode ser outra coisa senão uma proposição maravilhosamente prometedora, pela possibilidade de se prosseguirem essas investigações que, libertando-se das restrições do real, dos modos caquéticos datal reportagem universal, nos façam trepar as árvores que cada um desenha à medida das suas necessidades, do seu fôlego, para se encontrar diante dos frutos da luz dessa orfandade encontrada na vazia e improvável imensidão das coisas. E não devemos enganar-nos a este respeito, pois a ficção é essencialmente um atributo e uma arte de órfãos, dos seres que se sentem de algum modo desencontrados, obrigados a estudar esta luz fodida que nos persegue pelas cidades onde nos deixámos ver nas posições mais degradantes, essa luz que parecia ter-nos arrancado as pálpebras, que à menor coisa nos fez chorar sem termos uma justificação atendível, enquanto nos escondíamos nesses autocarros e aos círculos pelos subúrbios onde zanzávamos sem poder demorar-nos demasiado em territórios que nunca eram os nossos, zonas hostis, com dificuldade em respirar à vista de todos, esse ar imundo que nos fazia sentir como uma peça solta, perdida, e a ficção surgia aos poucos como um aproveitamento dessas reservas insólitas, a longa marcha de um pesadelo a outra coisa. Se este tempo arrasta com ele a sensação de um relatório redigido depois dos eventos, um arrazoado em tom monocórdico, liso, inapelável, o modo mais impassível, inerte de se prestar contas, sem corrigir nem emprestar qualquer cor, ameaçar um contorno de emoção, os ficcionistas trabalham para infundir a realidade de um sonho mínimo, mas no qual vão empenhando toda a sua obstinação, viajando de um lugar a outro, produzindo algo mais forte, alheio às imediatas confissões, um longo exame que nos livra desta ambiente de anedota, dessas frases vazias gravadas no ar, como se inventassem um tom muito específico de azul, algo que só pode ser concebido através do «suspiro de uma cabeça guilhotinada» (Bolaño). No fundo, não basta ao escritor perder dias a fio, tornar-se um odioso meliante, gastar todo o seu tempo para abrir covas à volta da realidade, enlouquecendo com a nostalgia do não vivido, isto para mergulhar nessas zonas que se desprendem do resíduo que nos adormece os órgãos sensíveis. Ou talvez estejam submersos na mesmíssima matéria que os demais, mas dá a sensação que se tornam eles mesmos o fundo da época, traduzem toda a pressão, enfrentam seja o que for em apneia, ao passo que outros desenvolvem guelras e uma desenvoltura tremenda nas águas mais turvas. Alguém constatando este estado de coisas, ainda se dispunha a açular os elementos, e pedia que fossem gastos de uma vez todos os valores de produção reservados a este ambiente de catástrofe… «Que sangre tudo, infinitamente –/ e mal aos nossos lábios venha/ seja espuma, ouro, água». E talvez faça parte da atitude poética querer ir ao encontro do pior. Neste episódio, e a benefício de uma composição menos solvente, a Filipa Martins veio deixar-nos algumas pistas em relação a esse paciente ofício de se recolher as migalhas da memória sem se servir delas para apresentar uma vulgar queixa. Habituada a reconhecer as diferenças de pressão nos vários níveis de profundidade (ou superficialidade) do nosso meio literário, cultural ou mediático, quisemos sonhar para estes dias as pegadas luminosas que lhe possam ser assentadas e também descobrir certas fugas nesse passado que se abre como uma vertigem ao ser possível reconhecer o dom e a maldição daqueles que sempre se atribuíram um dever de deslumbrar (leia-se, assombrar e, até, importun

  • Episódio #186: O melhor e o pior da Feira do Livro de Lisboa 2026

    -5 dias

    Episódio #186: O melhor e o pior da Feira do Livro de Lisboa 2026

    A Feira do Livro de Lisboa não é quando um homem quiser, mas podemos falar dela a qualquer momento. E volvido quase 1 mês do seu fim, vamos finalmente revelar tudo o que temos a dizer sobre a última edição da maior feira literária do país, incluindo todos os livros que trouxemos para casa. E não foram muitos. E não foram poucos. Bastantes! E tu, foste à Feira do Livro de Lisboa este ano? Se sim, que balanço fazes? Conta-nos tudo nos comentários.

  • The Leopard: The Greatest Historical Novel Ever Written?

    -3 dias

    The Leopard: The Greatest Historical Novel Ever Written?

    How did Giuseppe Tomasi di Lampedusa’s family story shape his only novel, The Leopard? Why is The Leopard considered an Italian masterpiece? And, who is the sexiest man ever written? Join Dominic Sandbrook and Tabitha Syrett as they delve into the fascinating story behind the writing of The Leopard, the world it was born of, and the novel itself. For analysis, book recommendations and more, sign up to our newsletter, Book Club Notes, introduced weekly by Tabby or Dominic. Sign up at: https://www.thebookclubhq.com/  Email us: ⁠⁠thebookclub@goalhanger.com⁠⁠ Instagram: ⁠⁠@bookclubpodhq⁠⁠ TikTok: ⁠⁠@thebookclubpodhq⁠⁠ X: ⁠⁠@bookclubpodhq⁠⁠ YouTube: ⁠⁠@TheBookClubPodHQ⁠⁠ Senior Producer: Nicole Maslen Assistant Producer: Alfie Norris Social Producer: Harry Balden Video Editor: Joe Pettit Executive Producer: Dom Johnson Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • El divorcio de Manuel Vilas, al desnudo

    -12 h

    El divorcio de Manuel Vilas, al desnudo

    Manuel Vilas es el invitado esta semana en Qué estás leyendo, el podcast de libros de EL PAÍS. El autor aragonés charla con Berna González Harbour sobre su última novela, Islandia (Destino), en la que vuelca el doloroso proceso de divorcio de su pareja, Ana Merino, hasta desnudar todos los planos de su intimidad. “La verdad puede ser impúdica, pero es un bien mayor”, asegura. “Yo no puedo someter un libro a una moralidad que no es la moralidad de la literatura”. En este capítulo, Jorge Morla comenta la literatura de Vilas y Guillermo Altares nos recomienda libros sobre La odisea, el tema que aborda esta semana Babelia. Libros recomendados: Despedidas, de Julien Barnes. Un hombre cualquiera, de Giovanni Arpino. Historias de fantasmas, de Siri Hustvedt. El camino que no elegimos, de Ana Merino. Obra completa, de Gilda Holst.

  • Filipa Leal: Sem os criadores a vida seria um lugar com muito menos imaginação."

    -4 dias

    Filipa Leal: Sem os criadores a vida seria um lugar com muito menos imaginação."

    O podcast O Poema Ensina a Cair começou este mês um ciclo de gravações ao vivo na Biblioteca Municipal de Matosinhos, Chamámos-lhe Alguns Gostam de Poesia, em homenagem à poeta Wislawa Szymborska. A primeira gravação deste ciclo, que decorrerá a cada 2 meses, foi com a poeta Filipa Leal. Nasceu no Porto em 1979. Tem 16 livros publicados (desde 2003), entre os quais "Vem à Quinta-feira” (já na 6ª edição) e “Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano” (na 3ª edição), ambos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos. A sua obra está editada em Espanha, no Brasil, na Colômbia, em França (com a plaquete “La Ville Oubliée”), na Polónia, noLuxemburgo e na Grécia, e representada em várias antologias em Portugal e no estrangeiro. É formada em Jornalismo pela Universidade de Westminster (Londres) e Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras do Porto, aonde voltou em 2013 para uma formação em escrita de argumento. Como argumentista, destaque para o guião do filme “Jogo de Damas”, com a realizadora Patrícia Sequeira, que estreou noLeffest em 2015 (Prémio de Melhor Guião nos Festivais de Cinema do Chipre e de Copenhaga); e para a série “Mulheres Assim” (2016), na RTP1. Há mais de 15 anos que colabora em programas de televisão dedicados à literatura. Para esta conversa com Raquel Marinho trouxe, como costuma acontecer com todos os convidados, alguns dos poemas de que mais gosta, mas fez, como explicou, uma escolha política. Terão de escutar o episódio para perceber o que isto significa Trouxe também, o que muito agradecemos, alguns poemas inéditos que sairão no próximo livro.

  • Episódio 01 – África Minha com Fátima Moniz (Luanda, Angola): Tanzânia a terra do monte Kilimanjaro

    -11 h

    Episódio 01 – África Minha com Fátima Moniz (Luanda, Angola): Tanzânia a terra do monte Kilimanjaro

    Biografia e obras de Fátima Moniz: https://www.prazeresinterrompidos.pt/escritores-parceiros/Fatima-Moniz

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