Hoje

O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos.

  1. 21h ago

    O que se passa na Ucrânia? O embate entre a velha guarda soviética e a nova geração

    Nas últimas semanas, milhares de ucranianos saíram à rua para contestar as mudanças anunciadas pelo presidente ucraniano. Os protestos começaram depois da demissão de Mykhailo Fedorov do cargo de ministro da Defesa, uma decisão que acabou por precipitar também a substituição do comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. À primeira vista, parecia apenas mais uma remodelação na liderança militar da Ucrânia, mas a decisão de Volodymyr Zelensky de substituir o comandante-cehfe das Forças Armadas acabou por expor um debate muito mais profundo, relacionado com duas visões distintas da guerra. De um lado está uma geração de comandantes formada na tradição militar soviética, que privilegia estruturas de comando centralizadas, a artilharia, os carros de combate e uma cadeia hierárquica rígida. Do outro está uma geração mais jovem de oficiais, engenheiros e responsáveis pela inovação tecnológica, que defende uma guerra mais flexível, assente na utilização massiva de drones, software, inteligência artificial e decisões tomadas mais perto do terreno. Para perceber o que está em causa, há três nomes a reter. Oleksandr Syrskyi era, até há poucos dias, o comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas. Formado na tradição militar soviética, representava uma forma mais clássica de comandar o exército. O seu sucessor é Mykhailo Drapatyi, o major-general escolhido por Zelensky para liderar as Forças Armadas e visto como representante de uma geração mais nova de militares. O terceiro protagonista é Mykhailo Fedorov. Não é militar, mas foi o rosto da aposta da Ucrânia nos drones e na modernização tecnológica do exército. Neste episódio, conversamos com o Tenente-General Marco Serronha, especialista em assuntos militares, para perceber o que está realmente em causa e porque é que esta discussão pode ajudar a explicar o futuro da guerra na Ucrânia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. 6d ago

    EUA atacam, Irão retalia e a guerra continua até quando?

    A batalha entre os EUA e o Irão está mais próxima de uma escalada do que de uma solução diplomática. Washington tem atacado infra-estruturas civis e Teerão tem provocado baixas entre soldados norte-americanos em bases em países do Golfo. O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA irão continuar a atacar o Irão enquanto este tentar exercer o controlo sobre o estreito de Ormuz e o presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou que o país está em guerra total. Esta guerra, que ambas as partes pretendem prolongar, vai adquirir maiores repercussões económicas caso os Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, bloqueiem a rota do mar Vermelho como percurso alternativo para o petróleo, em particular para a Arábia Saudita. O Pentágono já gastou 37,5 milhões de dólares nesta guerra, como acabamos de ouvir, e o secretário de Estado Pete Hegseth foi ao senado pedir um reforço de verbas. O conflito é cada vez mais oneroso para os EUA e poderá tornar-se politicamente insustentável se o aumento dos preços da energia começar a afectar seriamente o custo de vida dos cidadãos, diz Tiago André Lopes, o nosso convidado de hoje. Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, acrescenta que, neste mundo bizarro, estamos perante a possibilidade de assistirmos a uma nova geração de conflitos congelados, para os quais não existem soluções diplomáticas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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  3. Jul 22

    Novo primeiro-ministro do Reino Unido é só um par de pestanas e uma t-shirt preta?

    O 59.º primeiro-ministro do Reino Unido tomou posse como o exemplo do autarca modelo, à frente da Grande Manchester, e como alguém que acha compreensível que as pessoas lá em casa estejam fartas da política. Andy Burnham assume funções numa conjuntura de grande impopularidade do centro-esquerda, de estagnação económica e de ascensão da direita radical e populista. Propõe um novo modelo político e económico, a descentralização e a reindustrialização do país. O alívio do elevado custo de vida, sobretudo. Veremos se, como diz a líder da oposição, este político nascido em Liverpool é mais do que um par de pestanas e uma t-shirt preta (ou azul-escura). Há uma série de questões de se colocam ao “Rei do Norte”, como lhe chamam. A sua intenção de transferir parte do Executivo para Manchester terá algum impacto na unidade trabalhista? A reversão do Brexit que, com o sucessor, Keir Starmer, parecia provável, estará comprometida? Que consequências terão o seu apoio a Israel neste renascer da esperança trabalhista? O 7.º primeiro-ministro em 10 anos vai acabar a legislatura ou vai acontecer com os trabalhistas o que aconteceu com os conservadores: uma sucessão de demissões até à derrota final? É sobre tudo isto que vamos falar com António Saraiva Lima, jornalista do PÚBLICO e moderador do podcast Diplomatas, que pode ouvir todas as quintas-feiras no PÚBLICO ou nas plataformas de streaming. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Novo primeiro-ministro do Reino Unido é só um par de pestanas e uma t-shirt preta?
  4. Jul 21

    Exames Nacionais: erro atrás de erro força ministro a criar época especial

    O ministro da Educação voltou a pedir desculpa pelos erros no processo de classificação dos exames nacionais. Fernando Alexandre também voltou a insistir que estava tudo praticamente resolvido e que o mesmo modelo será utilizado na segunda fase de exames, que começa hoje, mas anunciou uma época especial de exames, a realizar em Setembro. O concurso nacional de acesso ao ensino superior começou ontem e decorre até 6 de Agosto. Os exames nacionais do ensino secundário contam, no mínimo, 45% para a nota de candidatura e o melhor é que quem consultou as notas dos exames, na sexta-feira, as verifique de novo. As notas começaram a chegar, na sexta-feira, depois de os resultados do 9.º ano terem sido adiados. As classificações de, pelo menos 1400 alunos, foram suspensas, por causa do extravio de provas ou itens que não foram todos classificados no novo processo de avaliação digital dos exames. Mas também devido a erros de exportação nas pautas enviadas. Ontem, foram detectados novos erros na prova de Geografia. Reagindo à comunicação do ministro, Filinto Mota, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Publicas, disse que o ministro é “um autêntico bombeiro, porque o processo correu mal e ainda não acabou”. João Costa, ex-ministro da Educação do último governo socialista, que introduziu o princípio da digitalização dos exames, é o convidado de hoje. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Exames Nacionais: erro atrás de erro força ministro a criar época especial

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